Destaque

Guerra Popular e Revolução (Partido Comunista do Brasil – Fração Vermelha)

Retirado da Revista O Maoísta, nº 1


Proletários de todos os países, uni-vos!

Guerra Popular e Revolução*

A revolução é uma guerra. É de todas que conhece a história, a única guerra legítima, legal, justa e realmente grande. Uma guerra que não se trava, como as demais, pelo interesse egoísta de um punhado de governantes e exploradores, senão nos interesses das massas do povo contra os tiranos, no interesse de milhões e milhões de explorados e trabalhadores contra o abuso e a violência.

Lenin

“Jornadas revolucionárias”, em “O plano de batalha de Petersburgo”-1905

A nossa palavra de ordem deve ser: armar o proletariado para vencer, expropriar e desamar a burguesia. Esta é a única tática possível para a classe revolucionária, tática que decorre de todo o desenvolvimento objetivo do militarismo capitalista e é determinada por este desenvolvimento. Só depois de o proletariado desarmar a burguesia é que poderá, sem trair a sua tarefa histórico-universal, atirar para o ferro-velho todo o armamento em geral e, indubitavelmente, o proletariado fa-lo-á, mas só então, de modo nenhum antes”. (sublinhado nosso)

Lenin

“O Programa Militar da Revolução Proletária”

…a experiência da luta de classes na época do imperialismo nos ensina que só mediante o poder do fuzil podem a classe operária e as classes trabalhadoras derrotar a burguesia e os latifundiários armados, neste sentido podemos dizer que só com fuzis pode-se transformar o mundo inteiro”.

Presidente Mao

“Problemas da guerra e da estratégia”

O cerne da estratégia do proletariado e de seu partido é o desenvolvimento da Guerra Popular através da guerra de guerrilhas.

Manoel Lisboa

“Carta de Doze Pontos aos comunistas revolucionários”

1-Introdução

O problema da via da revolução proletária como a da violência revolucionária ficou planteado pelo marxismo já no Manifesto Comunista de 1848, quando Marx e Engels expuseram de forma sistematizada pela primeira vez sua doutrina. Desde seus fundamentos o marxismo afirmou tanto a necessidade do proletariado se organizar em partido diferente de todos até então surgidos na história quanto da violência revolucionária como via da revolução. No Manifesto do Partido Comunista remarcaram incofundivelmente que os comunistas não se rebaixam a ocultar suas ideias, que ao contrário proclamam abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados com a derrubada violenta de toda a ordem social existente.1 A primeira tentativa do proletariado em assaltar os céus, a Comuna de Paris de 1871, em que pese todo seu heroísmo, fracassou após 70 dias e Marx fez ver seus ensinamentos e significado histórico. Mostrou que na ausência do partido revolucionário único do proletariado e de sua direção absoluta, bem como que na falta de compreensão da necessária ditadura revolucionária em todos os terrenos sobre a burguesia e demais classes exploradoras derrubadas do poder, encontravam-se as causas principais da sua derrota. Fez ver ainda outros ensinamentos daquela experiência, como a da nova forma estatal que vislumbrara diferente e oposta à das classes exploradoras ao longo da história. Também de que, o banho de sangue levado a termo pela reação unida para derrotar a Comuna, fizera o proletariado, que até então principalmente só conhecera a burguesia como força revolucionária, vê-la como tal na contrarrevolução.2

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Apoiar decididamente a Grande Revolução Cultural Proletária (Partido Comunista do Brasil, 1968)

Nota do blog: Neste documento, o Partido Comunista do Brasil (então sob a sigla PCdoB) chama todo o Partido e massas a defender e apoiar com todo o vigor a Grande Revolução Cultural Proletária desencadeada pelo PCCh, dirigida pela esquerda e sob a chefatura do Presidente Mao, contra os zuzipai e revisionistas que seguiam a via capitalista.

Esta foi uma posição fortemente sustentada pelo camarada Pedro Pomar. Em seu artigo publicado em “A Classe Operária”, no mesmo ano, Pomar saudava as massas revolucionárias e a esquerda do PCCh por empreender tal façanha.

Por ocasião do 104º aniversário do natalício do grande dirigente comunista camarada Pedro Pomar – 23 de setembro de 1913.


A Revolução Cultural Proletária que ora se desenvolve na China é um acontecimento que marcará época na história da Humanidade. Seu significado e sua projeção só encontram paralelo na Revolução de Outubro de 1917. O valoroso povo chinês, sob a direção de Mao Tsetung e do Partido Comunista, abre novos caminhos para a completa vitória do socialismo. As lições decorrentes da Revolução Cultural enriquecem imensamente a doutrina do proletariado. Tal a grandeza desta revolução que muito tempo será ainda necessário para aquilatar, em toda a sua plenitude, a soma de ensinamentos que ela encerra e a profunda repercussão que terá na vida dos povos.

Passaram apenas dezessete anos desde que o povo chinês conquistou o Poder. Não obstante, a China ingressou, com a Revolução Cultural Proletária, numa nova fase da revolução socialista, fase que nenhum outro povo jamais palmilhara. O pensamento de Mao Tsetung, marxismo-leninismo de nossos dias, orienta e inspira as massas de centenas de milhões de chineses em seu gigantesco esforço de transformação do homem e da sociedade.

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A problemática nacional (Presidente Gonzalo, 1974)

Nota do blog: Publicamos importantíssima intervenção do Presidente Gonzalo, em 1974, sobre o problema nacional da sociedade peruana como sociedade semicolonial e semifeudal. Tradução não-oficial.


A problemática nacional

Discurso pronunciado pelo Dr. Abimael Guzmán em 1974 no Sindicato de Docentes de Huamanga

  • A Sociedade Peruana Atual

– Caráter de nossa sociedade

– Caráter do processo revolucionário da sociedade peruana

  • O Capitalismo Burocrático

– O que entendemos por capitalismo burocrático?

– Três linhas do capitalismo burocrático

  • A situação atual do País

– Condições em que surge o regime atual

– Os planos e o caráter do regime

Evidentemente é muito importante analisar a problemática da sociedade peruana. Consideramos de que é necessário conhecê-la, porquanto sem seu conhecimento não é possível compreender os processos que se dão; se não estamos claros sobre o caráter da sociedade peruana, sobre o processo que se vive hoje, mal podemos entender o que representa a lei de educação ou da lei de mineração. Isto é, não é possível compreender o problema concreto no país, como o da educação, sem compreender qual é o caráter da sociedade peruana atualmente e qual a situação política. Lamentavelmente muito pouco se conhece sobre a problemática nacional; ainda mais nos últimos tempos, o Estado tem montado toda uma campanha deformadora destas questões; portanto, é mais peremptória a necessidade de analisar estes problemas.

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FRDDP – Brasil: Declaração de solidariedade internacionalista à Corrente do Povo Sol Rojo

Proletários e povos oprimidos de todo mundo, uni-vos!

Declaração de solidariedade internacionalista a Corrente do Povo Sol Rojo

A Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo – Brasil, envia sua solidariedade classista ao heroico proletariado mexicano, e em especial as massas que vivem e lutam nos Estados de Oaxaca e Chiapas, fortemente atingidos por terremotos e furacões nas últimas semanas.

Estes chamados “desastres naturais” há muito tempo se converterem em tragédias sociais, revelando a todos a real situação de miséria em que vivem as massas populares. O velho Estado mexicano semicolonial e semifeudal e seu gerente de turno, o representante da grande burguesia, do latifundiários e lacaio do imperialismo ianque, PeñaNieto, não podem responder a nenhuma necessidade básica das massas populares, mas somente oferecer mais demagogia e repressão.

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Alguns problemas ideológicos da revolução na América Latina (Partido Comunista do Brasil, 1968)

joao amazonas

Nota do blog: Publicamos a seguir o documento do Partido Comunista do Brasil, de 1968, “Alguns problemas ideológicos da revolução na América Latina”. Aqui expressa-se as posições proletárias firmemente defendidas e sustentadas pelo camarada Pedro Pomar.

Conforme afirmou o Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoismo:

“Ainda em 1968 o PCdoB publica o documento ‘Alguns problemas ideológicos da revolução na América Latina’, onde combate as influências da ‘teoria do foco’, irradiadas desde Cuba. Este é um importante esforço de luta contra estas formulações. Refuta as teses militaristas de Regis Debray de que o exército popular é o núcleo dirigente do Partido, tese esta oposta às concepções proletárias da revolução e da guerra. O Partido Comunista do Brasil sustenta a defesa da direção absoluta do proletariado através de seu partido comunista na revolução democrática, como etapa de trânsito ininterrupto à revolução socialista.

O documento desmascara a ‘teoria da revolução socialista continental’ enquanto teoria oposta ao marxismo-leninismo [à época] e denuncia que esta concepção, ao negar a etapa democrático-burguesa da revolução nos países dominados e oprimidos pelo imperialismo, restringe a participação das imensas massas camponesas na revolução e a aliança operário-camponesa. Demonstra como, do ponto de vista ideológico, é manifestação de ideologia pequeno-burguesa, que substitui o papel das massas e do Partido Comunista que as dirige, pela ação de ‘indivíduos heroicos’”.

Por ocasião do 104º aniversário do natalício do grande dirigente comunista camarada Pedro Pomar – 23 de setembro de 1913.


No cenário convulsionado da América Latina onde populações oprimidas e espoliadas pelas velhas oligarquias e vorazes monopólios estrangeiros tomam consciência de seu destino, trava-se, simultaneamente com as demonstrações patrióticas, as greves e as guerrilhas, um choque de idéias de grandes proporções. A vaga de rebeldia que se espraia do Rio Grande ao Estreito de Magalhães faz brotar as mais diversas teorias, as mais variegadas soluções, os caminhos mais discrepantes. É um fenômeno que expressa a opinião das diferentes classes e camadas sociais e revela o espírito combativo das massas ou a capitulação diante do inimigo, o desejo de mudanças revolucionárias, ou as tentativas de travar a marcha da História.

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Solidarizamo-nos com os camaradas da Corrente do Povo Sol Rojo (Associação de Nova Democracia Nuevo Peru – Hamburgo, setembro de 2017)

Nota do blog: Pronunciamento da Associação de Nova Democracia Nuevo Peru­– Hamburgo, Alemanha saudando os camaradas da Corrente do Povo Sol Rojo – México pelo seu trabalho junto às massas de Oaxaca a atender seus reclamos após o forte terremoto que causou destruição e mortes.

Enviamos também nossas condolências ao heroico povo mexicano e aos camaradas da Corrente do Povo Sol Rojo.

Tradução não-oficial.


Solidarizamo-nos com nossos camaradas da Corrente do Povo Sol Rojo de Oaxaca que, lutando junto aos mais pobres entre os pobres, enfrentam as consequências dos desastres naturais e o abandono do velho Estado que não cumpre suas funções

Desde aqui, queremos expressar nossa solidariedade internacionalista com os camaradas da Corrente do Povo Sol Rojo de Oaxaca, que juntos ao proletariado e povo da região afetada pelos recentes desastres naturais, estão fazendo frente a esta situação e enfrentando o abandono do velho Estado que não cumpre com suas funções, denunciando este abandono, o tráfico com a situação de necessidade agravada dos mais pobres e todo o tráfico e corrupção dos representantes do velho Estado.

Temos que destacar que é a obrigação e o papel do Estado ver problemas fundamentais como educação, saúde, a própria segurança, a criminalidade ou cumprir funções sociais de velar por quem está passando por situação difíceis de crise ou desastres como este.

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Peru: Sobre a II Marcha Universitária em apoio ao magistério (Movimento Estudantil Popular – MEP)

Nota do blog: A seguir tradução não-oficial do pronunciamento do Movimento Estudantil Popular – MEP em virtude da grandiosa greve geral dos professores contra os ataques do velho Estado. Emitimos desde o Brasil calorosas saudações!


O Movimento Estudantil Popular (MEP) – Lima Metropolitanaluta junto aos estudantes pela unidade estudantil para desenvolver A FRENTE DE DEFENSA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA E GRATUITA, caminho que todos os estudantes devemos ir alcançando para lutar por nossos direitos e assim em perspectiva lutar junto ao povo por instaurar uma sociedade sem desigualdades sociais.

Este caminho demanda RECONSTITUIR a Federação de Estudantes do Peru (FEP) para pô-la a serviço dos estudantes do povo, varrendo de seu seio a crosta burocrática do Patria Roja que há anos vem usando a FEP para seus interesses partidários.

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Sobre a construção do Partido (PCP, 1976)

Tradução não-oficial

Comitê Central
Partido Comunista do Peru
1992

“Todas as lutas revolucionárias do mundo têm por objetivo tomar o Poder e consolidá-lo.”

Mao Tsetung.

Sintetizando as experiências de 100 anos de luta da classe operária e da revolução mundial, em 1948, o Presidente Mao Tsetung* escreveu:

“Para realizar a revolução, é necessário um partido revolucionário. Sem um partido revolucionário, sem um partido revolucionário criado sobre a teoria revolucionária marxista-leninista e no estilo revolucionário marxista-leninista, é impossível conduzir a classe operária e as amplas massas populares à vitória na luta contra o imperialismo e seus lacaios. Nos mais de 100 anos transcorridos desde o nascimento do marxismo, apenas graças ao exemplo dado pelos bolcheviques russos ao dirigir a Revolução de Outubro e a construção socialista ao vencer a agressão do fascismo, foram formados e desenvolvidos no mundo partidos revolucionários de novo tipo. Com o nascimento dos partidos revolucionários deste tipo, a fisionomia da revolução mundial transformou-se. A mudança foi tão grande que produziu, em meio a trovões e fogo, transformações totalmente inconcebíveis para as pessoas da velha geração… Com o nascimento do Partido Comunista, a fisionomia da revolução chinesa tomou um rumo inteiramente novo. Acaso não é suficientemente claro este fato?” (o destacado é de nosso Partido).

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Alemanha: Chamado a boicotar as eleições (‘Servir ao Povo’ – DemVolkeDienen)

Tradução não-oficial

Documentamos aqui um chamamento ao boicote eleitoral em Bremen (Alemanha), que nos foi enviado pelo “Servir ao Povo” (DemVolkeDienen, DVD):

 

14-09 Boicote alemanha

Não votar!

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