Lenin sobre a questão militar: carta ao Comitê de Combate de S. Petersburgo (1905)

Nota do blog: Carta escrita por V.I. Lenin em setembro e 1905 após receber relatório das atividades e documentos do Comitê de Combate de São Petersburgo, durante a insurreição de 1905.


Queridos camaradas:

Muito obrigado pelo envio: 1) do informe do Comitê de Combate; 2) apontamentos sobre a questão da organização e preparação da insurreição, e 3) esquemas de organização. Depois de ter lido estes documentos, considero meu dever dirigir-me diretamente ao Comitê de Combate para trocar opiniões entre camaradas.

Não é preciso dizer que não pretendo fazer um juízo sobre a forma da organização prática do assunto, que faz tudo possível nas difíceis condições atuais da Rússia – nisto (estou seguro) não cabe dúvida alguma. Mas, a julgar pelos documentos, o assunto ameaça degenerar em burocratismo. Todos esses esquemas, todos esses planos de organização do Comitê de Combate dão a impressão de uma papelada burocrática, perdão pela minha franqueza, mas confio que não me acusarão de querer arranjar briga. Numa obra semelhante, os esquemas, as discussões sobre as funções, e os direitos e deveres do Comitê de Combate são o menos conveniente. O que se necessita é uma raivosa energia, energia, uma vez mais energia.

Com verdadeiro horror – palavra – vejo que faz mais de seis meses que se está discursando sobre bombas, mas que não foi fabricada nenhuma até agora. E, no entanto, são homens muito sábios os que falam…Dirijam-se à juventude! É só esta a única panacéia universal. Do contrário, lhes dou minha palavra, chegarão tarde (eu vejo por todos os sintomas) e ficarão com as “sábias” notas, planos, esquemas, desenhos, maravilhosas receitas, mas sem organização, sem atividade palpitante. Dirijam-se à juventude! Criem em seguida, destacamentos de combate em todas as partes, entre os estudantes e sobretudo, entre os operários, etc., etc. Que se organizem imediatamente destacamentos de três, dez, trinta homens. Que se armem imediatamente por si mesmos, cada qual como possa e com o que possa, alguns com um revólver, outros com um punhal, outros com um trapo encharcado com petróleo para incêndio, etc., que esses destacamentos elejam já seus dirigentes e se ponham, dentro do possível, em relação com o Comitê de Combate. Joguem no lixo, pelo amor de Cristo, todos esses esquemas, mandem a todos os diabos as ‘funções, direitos, privilégios’. Não exijam a adesão obrigatória ao Partido social-democrata, seria uma exigência absurda para uma insurreição armada. Não se neguem, a entrar em relações com cada círculo, ainda que esteja composto por três pessoas, com a única condição de que seja de toda confiança e que esteja decidido a lutar contra o exército czarista. Que os círculos que desejarem, adiram ao Partido social-democrata, perfeitamente; mas eu estimaria absolutamente errôneo exigir-lhes isso como condição prévia.

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Entrevista do Século com o Presidente Gonzalo (Parte III)

Nota do blog: A seguir, a parte III da Entrevista do Século realizada pelo jornal democrático peruano El Diario, em 1988. Nesta parte a entrevista concentra-se no tema Partido.


II –  Sobre o Partido

El Diario: E passando a outro tema tão importante nesta entrevista que é o Partido, que lições você considera as mais importantes do processo do PCP?

Presidente Gonzalo: Sobre o processo do Partido e suas lições. Nós compreendemos a história do Partido em três partes correlatas com os três momentos da sociedade peruana contemporânea. O primeiro momento, a primeira parte, a Constituição do Partido. Nela tivemos a sorte de contar com José Carlos Mariátegui, um marxista-leninista integral, porém Mariátegui, como tinha que ser, foi combatido em vida, foi negado, se abandonou sua linha e nunca se cumpriu o Congresso de Constituição que ele deixara como tarefa pendente, pois o congresso que chamam “de constituição” aprovou – como bem sabemos – a chamada linha de “unidade nacional” totalmente oposta à tese de Mariátegui. Assim o Partido vai precipitando-se no oportunismo, sofre a influência do browderismo ao qual Del Prado está ligado e depois a do revisionismo contemporâneo. Todo este processo vai levar-nos a um segundo momento, o da Reconstituição do Partido: esta é uma luta em síntese contra o revisionismo, é um período que começa a desenvolver-se a partir do começo dos anos 1960 de forma já mais clara e mais intensa; este processo leva as bases do Partido a unir-se contra essa direção revisionista e, como dissera antes, a expulsá-la na IV Conferência de janeiro de 1964. O processo de Reconstituição vai desenvolver-se no Partido até o ano 1978-79; por volta desses anos vai terminar este período e vai-se entrar num terceiro momento, o momento da Direção da guerra popular que é no qual estamos vivendo. Que lições poderíamos tirar? A primeira lição, a importância da base de unidade partidária e sua relação com a luta de duas linhas; sem esta base e seus três elementos [1) marxismo-leninismo-maoismo, pensamento Gonzalo, 2) programa e 3) linha política geral] não há sustentação para a construção ideológico-política do Partido; porém sem luta de duas linhas não há base de unidade partidária. Sem uma firme e sagaz luta de duas linhas no Partido não se pode apreender firmemente a ideologia, não pode-se estabelecer o programa nem a linha política geral assim como tampouco defendê-los, aplicá-los e menos desenvolvê-los. A luta de duas linhas para nós é fundamental e tem a ver com conceber o Partido como uma contradição em concordância com o caráter universal da lei da contradição. Uma segunda lição, a importância da guerra popular: um Partido Comunista tem como tarefa central a conquista do Poder para a classe e o povo; um Partido uma vez constituído e considerando as condições concretas tem que brigar por consolidar essa conquista e somente pode fazê-lo mediante a guerra popular. Terceira lição importante é a forja de uma direção, a direção é chave; e, uma direção não se improvisa, requer longo tempo, dura briga, árdua luta para forjar uma direção, particularmente para que seja uma direção da guerra popular. Uma quarta lição que poderíamos tirar é a necessidade de construir a conquista do Poder, porque assim como se faz a guerra popular para conquistar o Poder, há que também construir essa conquista do Poder. O que queremos dizer? Que há que gerar organismos superiores aos da reação. Cremos que estas são importantes lições. Uma final é o internacionalismo proletário, desenvolver-se sempre como parte do proletariado internacional, sempre conceber a revolução como parte da revolução mundial, desenvolver a guerra popular – como diz a palavra de ordem partidária – servindo à revolução mundial. E por quê? Porque um Partido Comunista, ao fim e ao cabo, tem uma meta final insubstituível: o comunismo, e nele, como foi estabelecido, entramos todos ou não entra ninguém. Cremos que estas são as mais relevantes lições que poderíamos colocar.

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Declaração conjunta de Partidos e Organizações MLM sobre os crescentes protestos populares na América Latina

Declaração conjunta de Partidos e Organizações MLM sobre os crescentes protestos populares na América Latina

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

América Latina: Desenvolver o crescente protesto popular, tudo em função de iniciar a guerra popular sob a direção do Partido Comunista militarizado!

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O que a Liga da Juventude deve ter presente em seu trabalho e as características próprias dos jovens (Presidente Mao, 1953)

O que a Liga da Juventude deve ter presente em seu trabalho e as características próprias dos jovens (Presidente Mao, 1953)

30 de junho de 1953

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Entrevista do Século com o Presidente Gonzalo (Parte II)

Entrevista do Século com o Presidente Gonzalo (Parte II)

Nota do blog: A seguir, a parte II da Entrevista do Século realizada pelo jornal democrático peruano El Diario, em 1988. Nesta parte a entrevista concentra-se no tema Ideologia.

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V Encontro de Partidos e Organizações Maoistas da Europa celebra fundação do PCI (Maoista)

V Encontro de Partidos e Organizações Maoistas da Europa celebra fundação do PCI (Maoista)

Publicamos tradução não-oficial do inglês disponível no portal internacionalista alemão Dem Volke Dienen.

Desfraldar e celebrar o 15º aniversário do Dia de Fundação do Partido Comunista da Índia (Maoista)!

Resolução do V Encontro de Partidos e Organizações Marxistas-leninistas-maoistas da Europa

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Entrevista do Século com o Presidente Gonzalo (Parte I)

Entrevista do Século com o Presidente Gonzalo (Parte I)

Nota do blog: Publicamos, a seguir, a Entrevista do Século, tomada pelo jornal democrático peruano El Diario, em 1988, com o Presidente Gonzalo – chefe do Partido Comunista do Peru e da Revolução Peruana. A entrevista foi publicada em plena guerra popular e desde a clandestinidade, quando a revolução armada completava 8 anos de marcha vitoriosa. A edição que trouxe a entrevista com o chefe revolucionário foi vendida em tempo recorde em todo o país. Publicamos a seguir uma tradução não oficial da versão em espanhol disponível em vários sites da internet. A entrevista é um dos materiais políticos e ideológicos de maior importância para a nova geração de revolucionários que despontam na luta contra a exploração, a opressão e todo o sistema de esmagamento das massas populares. A parte que segue é a primeira.

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