Jornal CI-IC: ‘Algumas observações críticas sobre a declaração do 1º de maio do PC(m) Itália’

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Vocês veem?

Algumas observações críticas sobre a declaração do 1º de maio de 2022 do PC(m) Itália

Os camaradas italianos publicaram uma declaração de 1º de maio, que consideramos não apenas incorreta e hipócrita, mas principalmente mostra até onde esses camaradas foram. Achamos que é um erro embaraçoso para os camaradas italianos – erro sobre o qual não devemos dar foco principalmente –, mas o “Que fazer?” foi publicado em 1902, portanto, em 2022 comemoramos seu 120º aniversário, não o 150º aniversário. Não consideramos isso uma confissão ou uma afirmação de que os camaradas italianos perderam a noção do espaço e do tempo. Por isso vamos em frente.

Alguns dos desvios dos camaradas italianos, resumidamente, enumeradas, e nossas observações:

1. Eles escreveram: “Este ano marca 150 anos do ‘Que fazer?’ de Lenin, arma teórica que o grande maestro da revolução socialista mundial nos entregou para construir partidos comunistas, hoje marxistas-leninistas-maoístas, como destacamento de vanguarda da classe operária, máquina de guerra e guia necessária para fazer a revolução proletária em todos os países.

[…]

Lenin demonstrou com a vitória da Revolução Socialista de Outubro que esta é a única maneira de transformar a guerra imperialista em uma revolução socialista.”1

Nossa posição: “Que fazer?” é uma grande obra de um dos titãs marxistas da teoria e da prática. É obrigatório estudá-lo e aplicá-lo, por tudo que este texto de Lenin serviu a gerações de comunistas ao redor do mundo na luta para organizar o partido proletário coeso ideológica e organizacionalmente, com revolucionários profissionais, sujeitos ao centralismo democrático contra o espírito de círculo. Com base no grande esforço teórico e prático de Lenin, na luta revolucionária para gerar o partido de novo tipo, o partido bolchevique; a partir deste desenvolvimento magistral do socialismo científico, do partido como máquina de guerra, avançou-se teórica e praticamente nesta importante questão, que é a do heroico combatente que dirige a revolução dentro do desenvolvimento da revolução proletária mundial na prática dos Partidos Comunistas.

Sobre o trabalho de Lenin, o Partido Bolchevique e o desenvolvimento da questão partidária com a Grande Revolução Socialista de Outubro, o Presidente Mao afirmou: “Para fazermos a revolução necessitamos de um partido revolucionário. Sem um partido revolucionário, sem um partido fundado na teoria revolucionária marxista-leninista e num estilo revolucionário marxista-leninista, é impossível dirigir a classe operária e as grandes massas do povo à vitória sobre o imperialismo e os seus lacaios. Em mais de cem anos desde o nascimento do marxismo, somente graças ao exemplo dado pelos bolcheviques russos na direção da Revolução de Outubro e na construção socialista, e derrotando a agressão do fascismo, foram formados e desenvolvidos no mundo os partidos revolucionários novo tipo. Com o nascimento de partidos revolucionários deste tipo, a fisionomia da revolução mundial se transformou. A mudança foi tão grande que houve, em meio ao fogo e ao trovão, transformações totalmente inconcebíveis para as pessoas da geração mais velha. O Partido Comunista da China é precisamente um partido criado e desenvolvido a exemplo do Partido Comunista da União Soviética. Com o nascimento do Partido Comunista, o rosto da revolução chinesa assumiu uma feição inteiramente nova. Este fato não está claro o suficiente?”

É baseado no desenvolvimento de Lenin dirigindo a Revolução de Outubro e a construção socialista e a vitória contra o fascismo que, seguindo seu exemplo como um Partido Comunista de novo tipo, que se formaram e se desenvolveram partidos comunistas de novo tipo no mundo. Com base nisso e dirigindo as três revoluções com a guerra popular na China e a revolução proletária mundial, o Presidente Mao desenvolveu esta importante questão nos campos da teoria e da prática e deu um salto dialético na questão do Partido, isto é, um partido de um novo tipo marxista-leninista para um partido de um novo tipo marxista-leninista-maoista.

Nesse sentido, o presidente Mao Tse-tung desenvolveu o marxismo conforme estabelecido pelo presidente Gonzalo e o glorioso Partido Comunista do Peru: “3. Os três instrumentos. O problema da construção dos instrumentos da revolução pleiteia ao Partido a compreensão da interrelação do Partido, do exército e da frente única; e, compreender e manejar a construção interrelacionada dos três instrumentos em meio à guerra ou na manutenção do novo Estado baseado no poderio do povo armado expressa um justo e correto trabalho de direção. A construção se guia por princípio da justa e correta linha ideológica que decide tudo, e é sobre esta base ideológico-política que simultaneamente se desenvolve a construção organizativa, em meio à luta entre a linha proletária e a burguesia, e na tempestade da luta de classes, principalmente da guerra, como forma principal de luta, atuante ou em potencial.

Quanto ao Partido, o Presidente Mao parte da necessidade do Partido Comunista, de um partido de novo tipo, um partido do proletariado, hoje diríamos um partido marxista-leninista-maoista; um partido cujo objetivo é conquistar o Poder e defendê-lo, pelo qual está indesligavelmente ligado à guerra popular, seja para iniciá-la, desenvolvê-la ou travando-a para defender-se; um partido sustentado nas massas, seja pela própria guerra popular que é guerra de massas, ou da frente única que sendo frente de classes se baseia nas massas majoritárias. O Partido se desenvolve e se transforma segundo as etapas da revolução e nos períodos que aquela tenha; e o motor do seu desenvolvimento é a contradição, concretizada em seu seio como luta de duas linhas, entre a linha proletária e linha burguesa ou não proletária em geral, essencialmente e principalmente, uma luta contra o revisionismo. Isto conduz à importância decisiva da ideologia na vida partidária e ao desenvolvimento de campanhas de retificação que sirvam ao maior ajuste de todo o sistema de organizações partidárias e à militância às linhas ideológicas e políticas justas e corretas, em função do predomínio da linha proletária e manutenção da direção partidária em suas férreas mãos. O Partido serve ao estabelecimento do Poder do proletariado, seja como classe dirigente da Nova Democracia e, principalmente, à instauração da ditadura do proletariado, seu fortalecimento e desenvolvimento para mediante revoluções culturais conquistar a grande meta final, o Comunismo; por isso, o Partido tem que chegar a dirigir tudo onimodamente.(PCP, Sobre o marxismo-leninismo-maoismo)2

Destacamos e reafirmamos o grande princípio: “O Partido manda no fuzil e jamais permitiremos que o fuzil mande no Partido”. (ibid)

Isso deveria ser estandarte no Movimento Comunista Internacional. Além disso, o Presidente Gonzalo e o PCP, com sua compreensão abrangente do maoísmo e por causa/com sua aplicação na guerra popular, desenvolveram especialmente a construção concêntrica, a militarização do Partido Comunista e que o partido refletisse a onipotência do proletariado, dirigindo absolutamente tudo: sua própria construção, a construção do exército vermelho e a ditadura do proletariado. Vocês, camaradas italianos, têm comentários, questões, observações sobre este assunto? Vocês concordam ou se opõem? Vocês estão conscientes disso em absoluto?

É justo e correto celebrar a obra magistral de Lenin em 1902, mas é impressionante que tenha tentado colocar o grande Lenin e sua obra contra o Presidente Mao Tsetung. A única base razoável para afirmar o “Que fazer?” de Lenin, como vocês escreveeram “o único caminho”, é a tentativa sinistra de retroceder, ou seja, negar o marxismo em uma de suas questões-chave, desorientando as novas forças em desenvolvimento e semeando confusão nas fileiras do movimento comunista internacional, honrando e elogiando o imobilismo, não o progresso. Vocês veem?

2. Eles escreveram: “…Estado fantoche ucraniano…”

Nossa posição: Este é um afastamento da teoria do presidente Mao Tsetung de que os três mundos se delineiam. A Ucrânia é, desde a restauração do capitalismo após o golpe na URSS até a morte do camarada Stalin, uma semicolônia. Isso inclui a “independência” formal, mas sujeita a uma densa rede de dependência econômica, política, militar, cultural, diplomática etc. – Comecon, Pacto de Varsóvia, etc. Portanto, vocês podem encontrar expressões do “semi” em seu Estado. Um Estado fantoche, se a expressão estiver correta, corresponderia a uma colônia em grande escala, mas não é o caso. Este estaria sujeito a uma única potência imperialista colonial, não como o caso da Ucrânia, que está sujeita à dominação de diferentes países imperialistas, dos quais um é o que o oprime principalmente, primeiro a Rússia e depois os imperialistas ianques e hoje a Rússia procura com a guerra de invasão suprimindo essa independência formal, lembremos que Putin e Lawrov negaram textualmente seu caráter de entidade estatal, ou seja, o direito de existir como um Estado com essa independência formal. Há um setor das classes dominantes na Ucrânia, com o qual a invasão obviamente contou, com tendência a se subordinar ao imperialismo russo. Essa falsa simplificação gera mal-entendidos sobre o desenvolvimento da situação na Ucrânia, assim como seus documentos sobre o assunto. Vocês veem?

3. Eles escreveram: “As chaves para as tarefas dos comunistas são o apoio às guerras populares em curso no mundo e a constituição/construção dos Partidos Comunistas para a Nova Democracia e as revoluções socialistas, de acordo com as condições de cada país”.

Nossa posição: É exatamente o contrário. A tarefa principal, em primeiro lugar, é a constituição ou reconstituição dos Partidos Comunistas (nota bene: o culminar da constituição ou reconstituição é – como nos ensina o PCP – o início da Guerra Popular!) e simultaneamente os outros dois instrumentos da revolução, no meio da mais feroz luta de classes e de duas linhas. Evidentemente, isso também inclui o internacionalismo proletário, o espírito do comunismo e, como parte disso, o apoio às guerras populares em andamento e às que serão iniciadas (!), bem como o apoio às novas forças que se desenvolvem no MCI em suas respectivas lutas. Vocês fazem algo a respeito? A impressão que vocês dão é que vocês são simplesmente traficantes da Guerra Popular na Índia e uma força liquidacionista no MCI (veja o final de nossa crítica). Vocês veem?

4. Eles escreveram: “Os revisionistas e todas as formas de oportunismo de direita são o nosso principal inimigo e o principal aliado das burguesias em seu trabalho, mas obviamente não podemos derrotar esse inimigo se não nos livrarmos das influências secundárias, mas prejudiciais, do oportunismo de ‘esquerda’”. “Oportunismo feito de extremismo ideológico, revolucionarismo pequeno-burguês, subjetivismo militarista.”

Nossa posição: O principal inimigo dos povos do mundo e do gendarme contrarrevolucionário mundial é o imperialismo ianque. Em termos de revisionismo, e falando em geral, “principal” não pode ser “todas as formas”. Um se divide em dois e é um desvio revisionista fingir que dois estão unidos em um, como vocês fizeram. “Principal” é o revisionismo mais evoluído, hoje, a LOD no Peru, revisionismo disfarçado de marxismo-leninismo-maoísmo, pensamento gonzalo. E, camaradas, estamos curiosos, a que e a quem vocês se referem detalhadamente por “oportunismo de ‘esquerda’ feito de extremismo ideológico, revolucionarismo pequeno-burguês”? É a mesma calúnia do revisionismo e da reação, de uma “desordem infantil” que os verdadeiros revolucionários, a esquerda dentro do MCI, sempre enfrentaram? Lembre-se que o grande Lenin pensava que deveríamos lutar incessante e implacavelmente contra o imperialismo, o revisionismo e a reação. Vocês são realmente esse tipo de perdedores fracos e ansiosos, que baseiam a luta de duas linhas em balbucios, intrigas e mentiras, morrendo de medo da verdade e do debate? Camaradas, isso não é uma atitude comunista. Vocês veem?

Finalmente, eles escreveram: “Este 1º de maio convocamos a nos unir para uma Conferência Internacional verdadeiramente unificada, que pode dar origem a uma nova Organização Internacional de MLM, teórica, política e prática. Para alcançar esta Conferência necessária e urgente, é necessário intensificar a unidade de ação, reuniões bilaterais e multilaterais, reuniões e fóruns internacionais, e dentro deles desenvolver a luta ideológica ativa e a luta de duas linhas a serviço da unidade”.

Vocês, camaradas italianos, clamam pela unidade e unificação do MCI. Mas deixe-nos saber: o que vocês construíram, no que vocês contribuíram para uma Conferência Internacional Maoísta Unificada ao longo de todos os anos? Consideramos: seu Partido não fez nada além de praticar intrigas e divisões, usurpando aparelhos e campanhas.

Por exemplo: o que aconteceu no ICSPWI3? Enquanto os partidos e organizações da CCIMU fizeram uma vigorosa campanha em quantidade e qualidade, que garantiu o relativo sucesso da campanha, o vosso partido encarregou-se de produzir um vergonhoso e inaceitável “relatório” no dia internacional de ação que apenas procurou capitalizá-los para se promover. Todos os “fatos” e “relatos” produzidos por seu Partido pelo ICSPWI, mostram que seu Partido usurpou este aparato para seus próprios interesses, ou seja, para usar as ações realizadas por outros partidos e organizações do MCI visando se promover e escondendo a absoluta inexistência de suas próprias forças entre as massas, traficando com a grande Guerra Popular na Índia; vocês dividem e limitam a campanha em seu apoio.

Vocês foram os falsos “campeões” da defesa da revolução peruana, assim como da revolução no Nepal – incluindo a defesa da podre e fracassada tese do Caminho Prachanda – e agora são os falsos campeões da Guerra Popular na Índia. Hoje vocês querem decretar o fim da Guerra Popular no Peru de um golpe de caneta, convergindo com o imperialismo, a reação e a LOD no Peru. Que internacionalismo é esse? Esse tipo de prática, já conhecida há muito tempo no MCI, não tem outro nome senão o mais vil oportunismo. Vocês deveriam ter vergonha, reverter e corrigir. Vocês veem?

Vocês propõem reuniões e fóruns, mas reuniões convocadas publicamente pela Internet, com seus pontos de encontro em páginas públicas ou e-mails que não correspondem ao fogo da luta de classes, mas sim correspondentes ao liberalismo burguês que é a base de seu trabalho, revelando até detalhes de reuniões clandestinas. Isso corresponderia mais a um enfermo do liberalismo ou a um informante não remunerado do que a algo que pudesse se assemelhar a um comunista. Seu partido, há muito tempo, não aplica nada além do legalismo e do sindicalismo economicista e se separou completamente do fogo da luta de classes, de vastos setores do MCI e, mais importante, das massas. Vocês veem?

A vossa organização, camaradas italianos, existe há quase quarenta anos. Nessas décadas, até que ponto avançaram em seu trabalho magistral?

A propósito: vocês ainda acreditam e pregam uma fase de Guerra Popular sem derramamento de sangue? Com seriedade e ativamente, devemos afirmar que o que não avança, estagna, e só pode manter esse estado muito temporariamente antes que ocorra o processo de morrer.

Vocês não construíram nada, porque vocês fogem da luta de duas linhas e confiam na unidade sem princípios, vocês não praticam o verdadeiro internacionalismo, mas traficam por décadas seguidas com as guerras populares dos outros por seus interesses hegemonistas baratos. Vocês veem?

Redação do Communist International – Internacional Comunista

26/05/2022

1Nota do tradutor: Destaques em itálico são nossos para destacar as citações do documento assinado pelo PC(m) Itália.

2Nota do tradutor: Destaques em negrito é do original para destacar citações do PCP.

3Nota do tradutor: Comitê de Apoio Internacional à Guerra Popular na Índia

‘Celebrar o 42º aniversário da Guerra Popular no Peru!’ (jornal Internacional Comunista, maio 2022)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Celebrar o 42º aniversário da Guerra Popular no Peru!

Hoje, o Movimento Comunista Internacional celebra o aniversário do início da guerra popular no Peru em 17 de maio de 1980. Um momento histórico. Um marco na epopeia do proletariado internacional, com o qual entra na ofensiva estratégica da revolução proletária mundial.

Reafirmamos que o glorioso Partido Comunista do Peru é a Fração Vermelha do MCI e o Presidente Gonzalo – mais brilhante do que nunca – é a garantia de vitória, o maior marxista-leninista-maoista da época atual, continuador de Marx, Lenin e Presidente Mao Tsetung, mestre de mestres, grande filósofo e estrategista, forjador das legiões de ferro que hoje ressurgem no novo período de revoluções, no qual estamos entrando, forjando uma unidade vermelhíssima.

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‘Viva o Dia da Heroicidade!’ (jornal Internacional Comunista, junho 2022)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Viva o Dia da Heroicidade!

No dia 19 de junho de 1986, os prisioneiros de guerra – comunistas, combatentes e massas do Partido Comunista do Peru – transformaram os campos de concentração de Frontón, Lurigancho e Santa Bárbara em Luminosas Trincheiras de Combate da guerra popular no Peru contra o genocídio covarde planejado pelo regime fascista do APRA encabeçado por Alán García.

Os prisioneiros de guerra lutaram com determinação e coragem indomável contra as forças armadas e policiais enviadas para completar o genocídio reacionário e acabar com a rebelião com o uso de tropas terrestres, bombardeio naval e aéreo, dinamite, lança-chamas e todo tipo de armas. À custa de suas próprias vidas, os mais de 300 prisioneiros conquistaram uma grande vitória política, militar e moral para a classe e o Partido Comunista do Peru, com uma coragem e heroísmo indomável que só a guerra popular pode produzir.

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Declaração conjunta: ‘O velho mundo está em decomposição, tensionar as forças para alcançar o novo!’ (maio, 2022)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

O velho mundo está em decomposição, tensionar as forças para alcançar o novo!

“Vivemos momentos históricos, cada um sabe que é assim, não nos enganemos. Devemos nestes momentos colocar em tensão todas as forças para enfrentar as dificuldades e seguir cumprindo com nossas tarefas. E, conquistar as metas! Os êxitos! A vitória! Isso temos que fazer.”

Presidente Gonzalo, Discurso, 1992

Nestes “momentos históricos” que vivemos, a crise do sistema imperialista mundial se aprofunda a cada dia. Além das crises dos últimos anos, hoje é uma crise que demonstra com maior clareza e contundência que os proletários do mundo, e com eles todas as forças comunistas e revolucionárias, se encontram em uma nova situação, enfrentando novos tempos. A decomposição e o decadência do imperialismo são evidentes. E assim como a decomposição e a decadência do imperialismo são historicamente necessários e inevitáveis, também o são a resistência, a luta e a revolução realizadas pelas massas dos povos, sob a direção do proletariado e seus partidos comunistas. É importante ter isso em mente como o Presidente Mao Tsetung enfatizou: “Tudo que é reacionário é igual; se não bater, não cai”. Por mais longe que vá o processo de decomposição do imperialismo, por mais profunda que seja sua crise: somente através da revolução proletária, somente através da destruição dos velhos aparelhos de Estado, somente através das revoluções de nova democracia e socialista para o estabelecimento da ditadura conjunta sob a direção do proletariado e seu partido e a ditadura do proletariado, somente assim, serão varridos da face da Terra!

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A obra teórico-prática do Chefe da Revolução Proletária Mundial (NEMLM, 2021)

Nota do blog: Artigo produzido pelo Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo. Retirado da Edição Especial do Jornal A Nova Democracia (nº 244, setembro/outubro de 2021).

A obra teórico-prática do Chefe da Revolução Proletária Mundial

A titânica obra de Abimael Guzmán, o Presidente Gonzalo, é assentada em uma vasta, rigorosa e sólida base filosófica, ideológica e política, sobejamente comprovada pela ação transformadora na luta de classes que ele pessoalmente dirigiu e que segue contra o vento e a maré da ofensiva contrarrevolucionária, apesar das vicissitudes e reveses no caminho. Intelectual proletário, filósofo, homem de partido, destacado dirigente comunista e grande estrategista político e militar, de vivo e profundo conhecimento da história da Humanidade, especialmente da sociedade burguesa na etapa do imperialismo e da sociedade peruana contemporânea – na qual viveu – o Presidente Gonzalo é grande continuador de Marx, Lenin e Presidente Mao Tsetung, o maior marxista-leninista-maoista da atualidade.

Após doze anos de incontível crescimento da Guerra Popular – iniciada a 17 de maio de 1980 – sob sua magistral direção, reconhecida Chefatura do Partido Comunista do Peru (PCP) e da Revolução Peruana, o Presidente Gonzalo foi capturado pela reação junto com a maioria do Comitê Central (CC) do partido e condenado à prisão perpétua por tribunais de exceção e juízes “sem rosto”. Combateu e resistiu inquebrantável e heroicamente desde o primeiro dia nos 29 anos de isolamento total, numa solitária a muitos metros abaixo da terra, a toda sorte de maus tratos e torturas, maquinações, patranhas e as mais terríveis provações, mantendo-se intacto em sua convicção comunista. Aos 12 dias de sua captura, quando a reação pretendeu humilhá-lo apresentando-o à imprensa nacional e estrangeira dentro de uma jaula, ele proferiu um contundente discurso dirigido ao PCP, aos combatentes do Exército Popular, ao povo peruano, ao proletariado internacional e ao Movimento Comunista Internacional (MCI) que ressoou e segue ressoando como resplandecente e vitorioso farol da resistência e combate ao imperialismo e toda a reação mundial. O Presidente Gonzalo transformou a cela solitária da Base Naval de Callao (base da Marinha de Guerra em Lima) na mais alta Trincheira Luminosa de Combate até o seu último suspiro com o torpe assassinato na manhã de 11 de setembro último. O Presidente Gonzalo derrotou toda a reação, o velho Estado genocida peruano e seus sucessivos governos de turno, o imperialismo e a Linha Oportunista de Direita (LOD) revisionista e capitulacionista, nos seus fracassados intentos de aplastar a Guerra Popular, que segue invencível combatendo contra o vento e a maré, legando para o proletariado internacional e os povos oprimidos do mundo imperecíveis aportes de validez universal que enriquecem o tesouro do marxismo-leninismo-maoismo.

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O Presidente Gonzalo é imortal porque imortal é seu pensamento (NEMLM, 2021)

Nota do blog: Artigo produzido pelo Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo. Retirado da Edição Especial do Jornal A Nova Democracia (nº 244, setembro/outubro de 2021).

O Presidente Gonzalo é imortal porque imortal é seu pensamento

Filho de Abimael Guzmán Silva e Berenice Reynoso, Manuel Ruben Abimael Guzmán Reynoso nasceu no dia 3 de dezembro de 1934 em Mollendo, capital da Província de Islay, pertencente à região de Arequipa, no Peru, mesma região onde nasceu José Carlos Mariátegui, fundador do Partido Comunista do Peru (PCP). Abimael Guzmán perdeu sua mãe aos 5 anos de idade.

Desde muito jovem, mais especificamente ao findar de seus estudos secundaristas, Abimael interessava-se pela política. A luta das massas populares, em especial o levantamento de 1948 em Callao, seria fundamental para o despertar de sua consciência política.

Aos 19 anos de idade, Abimael inicia os seus estudos superiores na Universidade Nacional de San Agustín (Arequipa), onde cursou Direito e Filosofia. Era então, 1953, o ano da morte de Stalin. Abimael Guzman seguirá estudando arduamente, com reconhecido esforço e disciplina de seus semelhantes. As suas teses de pós-graduação (Sobre o Estado Democrático Burguês e Sobre a Teoria Kantiana do Espaço) refletem o crescente interesse de Abimael pelo marxismo, muito por influência das lutas estudantis.

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Fora imperialistas russos da Ucrânia! Apoiemos ao povo ucraniano! (Movimento Popular Peru, Fevereiro de 2022)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

No dia 23 do presente mês e ano, às 5 da manhã tropas de ar, mar e terra do exército russo em uma operação relâmpago penetraram no território da Ucrânia dando início a sua guerra de agressão imperialista contra este país, hoje em dia em seu avanço se encontra às portas da capital Kiev com o aberto propósito de derrubar ao governo do país e estabelecer uma administração títere em todos os níveis estatais e impôr a “desmilitarização” do país, isto é, pô-lo sob o protetorado do exército do Estado imperialista russo.

Pode surpreender a alguns que esta guerra de agressão e ocupação do país pela superpotência atômica imperialista russa, se produziu agora em que esta superpotência atômica e a superpotência imperialista hegemônica única, o imperialismo ianque, como parte do desenvolvimento de sua contradição em meio de conluio e pugna, haviam regressado à mesa de negociações para discutir um acordo geral sobre armas estratégicas e demais problemas de “segurança” e, entre estes, sobre a expansão da aliança imperialista OTAN aos países que antes pertenceram ao chamado “Pacto de Varsóvia”, as ex semicolonias do social-imperialismo soviético.

Porém, não pode ser nenhuma surpresa se se tem em conta que desde fins de janeiro os imperialistas ianques haviam tornado público que o imperialismo russo ia a invadir de todas maneiras a Ucrânia e que para isso a concentração de mais de cem mil soldados na fronteira comum de Rússia com Ucrânia, fazendo um chamado depois a que todo seu pessoal diplomático, cidadãos, etc. abandonem a Ucrânia de imediato e que, poucos dias antes do ataque russo, o genocida presidente Biden e outros altos representantes do imperialismo ianque e de seu instrumento, a OTAN, haviam declarado em forma categórica que “a OTAN não permitirá que Rússia toque um só troço de terreno de nenhum país sócio da OTAN”, o que repetiram em todas as ocasiões e que em caso que Rússia invada a Ucrânia se lhe imporia as mais duras sanções econômicas. Conhecido é que Ucrânia não é sócia da OTAN nem da União Europeia. Foi uma mensagem oblíqua, com o que transmitiram a mensagem clara que os imperialistas ianques não iriam arriscar nenhum choque direto com os imperialistas russos, assim se dava carta branca para que os imperialistas russos desatem sua guerra de agressão contra Ucrânia. Os imperialistas ianques haviam visto sua oportunidade de aproveitar a desesperada situação de Putin e os imperialistas russos para facilitar-lhes o caminho a ser apanhado em uma guerra de ocupação que esperam que tenha consequências muito similares para os imperialistas russos que a de Afeganistão teve para os social-imperialistas soviéticos.

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Nossa posição contra a guerra imperialista de agressão do imperialismo russo contra a Ucrânia (Revista Internacional Comunista, março de 2022)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

A agressão do imperialismo russo contra Ucrânia é uma guerra de agressão injusta, a agressão criminosa de uma superpotência atômica contra um país oprimido. Assim, se expressa novamente a contradição principal de nosso tempo, imperialismo-nações oprimidas, isto é o que acontece e não outra coisa. Não há que se deixar confundir.

O Terceiro Pleno do Partido Comunista do Peru estabeleceu corretamente que:

Para ver isto, há que recordar ou voltar a estudar o que disse o Presidente Mao sobre a contradição (no tomo I, na página 354 e na seguinte), ele disse assim: Em um país semicolonial como China, a relação entre a contradição principal e as contradições não principais oferece um quadro complexo”; e nos planteia três possibilidades: a primeira é “Quando o imperialismo desata uma guerra de agressão contra um país assim, as diferentes classes deste, exceto um pequeno número de traidores, podem unir-se temporariamente em uma guerra nacional contra o imperialismo”, essa é a primeira, isso é assim, quando os imperialistas desatam uma guerra de agressão, invadem um país, então obviamente se invade, quando Japão invade China, quando Japão invade Coreia ou quando Estados Unidos invade Vietnam ou quando o social-imperialismo que dirigia a URSS invade Afeganistão, aí a contradição é nação-imperialismo, porém o que diferencia é a agressão, vai a conquistar, subjugar, pôr seus interesses mundiais do que for, ou seja, aí não se apresenta que há uma revolução, esse é o terceiro caso, ou seja quando há uma agressão de acordo com suas contendas mundiais ataca um país e se possessiona dele, é a primeira, disse”.

Depois de tratar das outras duas possibilidades, que não é o caso referir-se aqui, o Presidente Gonzalo conclui sobre a primeira possibilidade resumindo assim:

“… quando o imperialismo invade, desata agressão sem que haja uma revolução, era um caso predominante no século anterior que faziam todas as grandes potências e se dá em todo século quando não há uma revolução porém o imperialismo por suas contendas hegemônicas leva a isto, assim se dá”.

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