Ao patriótico povo venezuelano cabe desenvolver uma luta heroica contra o agressor imperialista ianque e seus lacaios (Associação de Nova Democracia Nuevo Peru, 2019)

http://vnd-peru.blogspot.com/2019/01/america-latina-al-pueblo-patriotico.html

A agressão do imperialismo ianque contra a República Bolivariana da Venezuela está marchando como um golpe de Estado por um fantoche do imperialismo ianque, Juan Guaidó. O golpe de estado anunciado desde setembro de 2018, para preparar a opinião pública interna e externa, por representantes próprios do governo Trump e divulgado pelo The New York Times, sem revelar a forma, está em curso da maneira mais cínica e sinistra.

O fantoche do imperialismo ianque Juan Guaidó apareceu de repente como líder da “oposição” e foi nomeado presidente da Assembléia Legislativa suspensa. Então, continuando com o libreto do golpe estabelecido pelo governo arquirreacionário e genocida de Trump-Pence, ele se proclamou em uma reunião pública de seus partidários como “presidente interino” violando a ordem constitucional e legal do país, supostamente contra o “governo ilegítimo de Maduro”, “contra a ditadura”, “pela liberdade”.

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A questão filosófica em Lenin (Comitê de Redação da revista ‘O Maoista’)

Nota do blog: Publicamos com grande júbilo a tradução não-oficial do documento assinado pelo Comitê de Redação da Revista O Maoista sobre os aportes do grande camarada Lenin à filosofia marxista.


Proletários de todos os países, uni-vos!

A questão filosófica em Lenin

Comitê de Redação

Marx traçou o objetivo fundamental da tática do proletariado em rigorosa consonância com todas as premissas de sua concepção materialista dialética do mundo. (V. I. Lenin, Karl Marx).

O artigo que apresentamos a seguir analisa o desenvolvimento das ideias filosóficas mais importantes – no nosso entender – que Lenin expôs em três de suas obras: Quem são os amigos do povo e como lutam contra os socialdemocratas (1894), Materialismo e Empiriocriticismo (1909) e Cadernos Filosóficos (1914-1915) [1]. Ainda que toda a obra (teórica e prática) de Lenin evidencie a aplicação e desenvolvimento magistral que ele fez no campo da filosofia marxista, do materialismo dialético, estas são as mais destacadas obras nas quais Lenin dá especial atenção aos assuntos filosóficos e, por isso, as tomamos como fonte para nossa exposição da questão filosófica em Lenin. Antes de analisar mais detidamente as referidas obras, veremos a seguir como o grande dirigente do proletariado russo viu a questão entre o materialismo dialético e o conjunto da doutrina de Karl Marx.

Lenin defendeu, aplicou e desenvolveu o marxismo em meio de tenazes lutas de classes e luta de duas linhas, e seu pensamento filosófico segue sendo uma poderosa arma para desmascarar e lutar contra todo tipo de oportunistas e revisionistas. Seguindo seu magistral exemplo, buscamos escrever este artigo em meio e a serviço da reconstituição do Partido do proletariado em nosso país que dirija a Guerra Popular, assim como da reconstituição da Internacional Comunista. O fazemos também no marco da Celebração do Centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro.

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Sobre o Pensamento de Lenin (Comitê Bandeira Vermelha, Alemanha)

Nota do blog: Publicamos com grande júbilo a tradução não-oficial do documento assinado pelo Comitê Bandeira Vermelha – organização clandestina que trabalha pela reconstituição do Partido Comunista da Alemanha – sobre a conformação do pensamento lenin e, posteriormente, do leninismo.

Retirado da Revista O Maoista nº 2, disponível na internet.


Proletários de todos os países, uni-vos!

Sobre o Pensamento de Lenin

Comitê Bandeira Vermelha – Alemanha

“Há um marxismo dogmático e um marxismo criador. Eu me situo no terreno do segundo”

Stalin

 

No presente documento pretendemos demonstrar como se desenvolveu o pensamento de Lenin, de pensamento guia da revolução russa até chegar ao leninismo, segunda etapa do desenvolvimento do marxismo. Alguns dirão que semelhante exercício é desnecessário e de simples interesse histórico, mas pensamos que tais pessoas se equivocam, pois a compreensão correta do que é o pensamento guia é um assunto de vida ou morte para os comunistas de todo o mundo, motivo de vitória ou derrota.

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Economia política: a produção mercantil e suas contradições (L. Segal)

Pulicamos a seguir trechos do capítulo II do manual soviético Noções fundamentais de economia política, de Luis Segal, publicado na década de 1930. Este capítulo, intitulado A produção mercantil e suas contradições, lança bases para compreender o fundamental sobre o estudo do nosso grande fundador – Karl Marx – acerca da mercadoria, seu valor e sua circulação ao longo de toda a história da produção mercantil e, em particular, no capitalismo.

O primeiro capítulo deste manual já foi publicado neste blog, repartido em cinco partes, sob o título geral de O desenvolvimento econômico da sociedade, onde estuda-se sinteticamente a história das sociedades comunista primitiva, escravista, feudal e burguesa.


Noções fundamentais de economia política

Luis Segal

Capítulo II – A produção mercantil e suas contradições

Marx inicia o estudo da produção capitalista analisando a mercadoria. É levado a isso porque, na sociedade capitalista, domina a produção de mercadorias. Por outros termos, porque, nessa sociedade, os produtos não são destinados ao consumo individual imediato, mas, em lugar disso, são levados ao mercado para serem trocados.

No regime da produção mercantil, as relações de produção entre os homens apresentam-se sob a forma de relações entre mercadorias. Consideremos a relação de produção fundamental na sociedade capitalista: a exploração do proletariado pela burguesia. Para que o capitalista possa explorar o operário, tem que comprar a sua “força de trabalho” como se esta fosse uma mercadoria. O operário recebe do capitalista o preço dessa mercadoria – o salário, com o qual, por sua vez, ele compra outras mercadorias: seus meios de existência.

Quais as relações dos capitalistas entre si? Compram e vendem mercadorias uns aos outros. Na mercadoria, pois, estão caracterizadas e definidas as relações de produção da sociedade burguesa.

A riqueza das sociedades nas quais domina o regime capitalista de produção, equivale a um “imenso arsenal de mercadorias” e sua forma elementar é a própria mercadoria [1]

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Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico – Materialismo histórico (Parte III)

Nota do blog: Publicamos a seguir a terceira e última parte do documento Do socialismo utópico ao socialismo científico, do grande dirigente do proletariado internacional Friedrich Engels. O documento, na verdade parte do seu trabalho Anti-Duhring – no qual combate o oportunismo do intelectual social-democrata alemão Duhring – é uma exposição bem propositiva da doutrina marxista proletária. De fundamental importância para o estudo consequente do marxismo.


Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico

Friederich Engels

III – O Materialismo Histórico

A concepção materialista da história parte da tese de que a produção, e com ela a troca dos produtos, é a base de toda a ordem social; de que em todas as sociedades que desfilam pela história, a distribuição dos produtos, e juntamente com ela a divisão social dos homens em classes ou camadas, é determinada pelo que a sociedade produz e como produz o pelo modo de trocar os seus produtos. De conformidade com isso, as causas profundas de todas as transformações sociais e de todas as revoluções políticas não devem ser procuradas nas cabeças dos homens nem na idéia que eles façam da verdade eterna ou da eterna justiça, mas nas transformações operadas no modo de produção e de troca; devem ser procuradas não na filosofia, mas na economia da época de que se trata. Quando nasce nos homens a consciência de que as instituições sociais vigentes são irracionais e injustas, de que a razão se converteu em insensatez e a bênção em praga (7), isso não é mais que um indício de que nos métodos de produção e nas formas de distribuição produziram-se silenciosamente transformações com as quais já não concorda a ordem social, talhada segundo o padrão de condições econômicas anteriores. E assim já está dito que nas novas relações de produção têm forçosamente que conter-se – mais ou menos desenvolvidos – os meios necessários para pôr termo aos males descobertos. E esses meios não devem ser tirados da cabeça de ninguém, mas a cabeça é que tem de descobrí-los nos fatos materiais da produção, tal e qual a realidade os oferece.

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Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico – Dialética (Parte II)

Nota do blog: Publicamos a seguir a segunda parte do documento Do socialismo utópico ao socialismo científico, do grande dirigente do proletariado internacional Friedrich Engels. O documento, na verdade parte do seu trabalho Anti-Duhring – no qual combate o oportunismo do intelectual social-democrata alemão Duhring – é uma exposição bem propositiva da doutrina marxista proletária. De fundamental importância para o estudo consequente do marxismo.


Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico

Friederich Engels

II – Dialética

Entretanto, junto à filosofia francesa do século XVIII, e por trás dela, surgira a moderna filosofia alemã, cujo ponto culminante foi Hegel. O principal mérito dessa filosofia é a restauração da dialética, como forma suprema do pensamento. Os antigos filósofos gregos eram todos dialéticos inatos, espontâneos, e a cabeça mais universal de todos eles – Aristóteles – chegara já a estudar as formas mais substanciais do pensamento dialético. Em troca, a nova filosofia, embora tendo um ou outro brilhante defensor da dialética (como por exemplo, Descartes e Spinoza) caía cada vez mais, sob a influência principalmente dos ingleses, na chamada maneira metafísica de pensar, que também dominou quase totalmente entre os franceses do século XVIII, ao menos em suas obras especificamente filosóficas. Fora do campo estritamente filosófico, eles criaram também obras-primas de dialética; como prova, basta citar O Sobrinho de Rameau, de Diderot, e o estudo de Rousseau sôbre a origem da desigualdade entre os homens. Resumiremos aqui, sucintamente, os traços mais essenciais de ambos os métodos discursivos.

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O materialismo dialético e o anarquismo (V. Lenin)

Nota do blog: Publicamos a seguir documento escrito pelo camarada Lenin fundamentando cientificamente a crítica ao anarquismo e sua base ideológica – como de toda doutrina –, a filosofia e sua aplicação nos demais campos.

 


O materialismo dialético e o anarquismo

Lenin

Não somos dos que quando se menciona a palavra “anarquismo” viram com desdém as costas e, com um gesto de repulsa, dizem: “Tendes a liberdade de ocupar-vos disso; mas não vale sequer a pena falar no assunto!” Julgamos que semelhante “critica” barata é indigna e infecunda. Não somos tampouco dos que se consolam pensando que os anarquistas “não tem apoio de massa” e por isso não são, afinal, tão “perigosos”. Não se trata de saber quem a seguido por “massa” maior ou menor”, trata-se da substância da doutrina. Se a “doutrina” dos anarquistas exprimir a verdade é obvio então que ela necessariamente abrirá o caminho para si e reunirá em torno de si a massa. Se, pelo contrario, for inconsistente e alicerçada numa base falsa, não subsistirá por muito tempo ou ficará suspensa no ar. A inconsistência do anarquismo deve, portanto, ser demonstrada. Julgamos que os anarquista são verdadeiros inimigos do marxismo. Por conseguinte, reconhecemos também que, contra inimigos verdadeiros, é preciso travar uma luta verdadeira. E por isso é necessário examinar a “doutrina” dos anarquistas de alto a baixo e colocá-la à prova sistematicamente em todos os aspectos. Mas alem da critica dos anarquistas é necessária uma explicação da nossa posição e, portanto, uma exposição sumária da doutrina de Marx e Engels. Isso é tanto mais necessário quanto alguns anarquistas difundem uma falsa versão do marxismo e causam confusão na cabeça dos leitores.

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Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico – O socialismo utópico (Parte I)

Nota do blog: Publicamos a seguir a primeira parte do documento Do socialismo utópico ao socialismo científico, do grande dirigente do proletariado internacional Friedrich Engels. O documento, na verdade parte do seu trabalho Anti-Duhring – no qual combate o oportunismo do intelectual social-democrata alemão Duhring – é uma exposição bem propositiva da doutrina marxista proletária. De fundamental importância para o estudo consequente do marxismo.


Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico

Friederich Engels

I – O Socialismo Utópico

O socialismo moderno é, em primeiro lugar, por seu conteúdo, fruto do reflexo na inteligência, de um lado dos antagonismos de classe que imperam na moderna sociedade entre possuidores e despossuidos, capitalistas e operários assalariados, e, de outro lado, da anarquia que reina na produção. Por sua forma teórica, porém, o socialismo começa apresentando-se como uma continuação, mais desenvolvida e mais conseqüente, dos princípios proclamados pelos grandes pensadores franceses do século XVIII. Como toda nova teoria, o socialismo, embora tivesse suas raízes nos fatos materiais econômicos, teve de ligar-se, ao nascer, às Idéias existentes.

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