O que Dilma (PT) tem a ver com isso? (A Nova Democracia)

Nota do blog: Texto publicado na página do Jornal A Nova Democracia (Facebook) tratando sobre as responsabilidades de Dilma e do Governo Federal nos massacres genocidas que o Velho Estado vêm cometendo nas favelas das cidades e no campo. Reproduzimos agora em nosso blog.


 

 

Muitos leitores nos perguntam, sempre que postamos algo sobre os crimes policiais cometidos contra o povo, por que arrolamos Dilma/PT/pecedobê como co-responsáveis, o que teria ela a ver com isso, “já que a segurança pública e as polícias são atribuições dos governos estaduais”.

Vamos aos fatos. Por que Dilma e o PT são, também, responsáveis pelo genocídio nas favelas e bairros pobres, principalmente no Rio de Janeiro?

1 – “Na cidade do Rio de Janeiro, o Pronasci é a principal ferramenta na estruturação das Unidades de Policias Pacificadoras” (ex-deputado estadual Robson Leite – PT).

O Programa Nacional de Segurança Cidadã foi criado por Luiz Inácio em 2007 e, desde o início, se desenvolveu junto com as UPPs no Rio, visando também espalhar o modelo pelo país. O programa destina recursos e treinamento para as UPPs. Declarações de Lula: “[Com as UPPs] agora a polícia bate em quem tem que bater”. E, em discurso ufanista, declarou ser essa uma polícia “mais companheira”. Dilma usou as UPPs nas suas campanhas eleitorais de 2010 e 2014. Paulo Henrique Amorim, o “mais famoso” jornalista a soldo do PT, em 2010, publicou essa pérola de título “Beltrame para a PF da Dilma. A UPP é a melhor política contra o tráfico”. Em 2013, na Rocinha, em meio ao pipocar das jornadas de protesto popular de junho, Dilma disse: “As UPPs são vistas como uma vitória. A UPP não é só a força policial. A UPP é também a volta do respeito pelas necessidades da população”.

2 – Somente para a Copa da Fifa, a gerência federal petista gastou R$ 1,9 bilhão em “segurança pública”, com aquisição de centros de controle, equipamentos e armamentos antidistúrbio, drones, e na integração de polícias de outros estados. Muitos equipamentos e sistemas, adquiridos de empresas sionistas e de outros países, permaneceram nos estados após o mega-evento.

3 – A utilização das forças armadas na repressão na favelas (mas a segurança não é atribuição dos estados?) em diversas ocasiões, sendo as mais emblemáticas a ocupação do Complexo do Alemão, em 2010, e no Complexo da Maré, ocorrendo neste exato momento. As forças armadas são ainda lançadas contra camponeses pobres em luta pela terra, povos indígenas, bem como a Polícia Federal atende também aos mesmos fins.

4 – Luiz Inácio criou a Força Nacional de Segurança, concebida como guarda pretoriana do gerenciamento petista no Planalto. Além dessa força federal ser lançada em conjunto com o exército e a PF contra camponeses e indígenas, ela é utilizada na repressão das massas em rebelião contra o governo do oportunismo eleitoreiro. Já com Dilma à testa do velho Estado, a FNS foi fartamente utilizada na repressão mais brutal às revoltas operárias nas obras do decantado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio (Rondônia), Belo Monte (Pará), entre outras; na repressão ao protesto contra o leilão do Pré-Sal em 2013, bem como nas manifestações desde 2013 até a Copa.

Fato gravíssimo foi a infiltração de um membro da Força Nacional nas manifestações contra a Copa. Tal infiltrado é tido como “testemunha-chave” no processo político contra os 23 ativistas presos e perseguidos políticos no Rio de Janeiro. E que não venham com o surrado e empulhador discurso de que os mandatários do país não teriam conhecimento disso.

O fato desse genocídio não ter se originado nos governos petistas não os isenta. Os atuais gerentes de turno do velho Estado são continuadores e incrementadores do genocídio das massas no campo e cidade. Sob a gerência Lula/Dilma está em curso o assassinato seletivo e desenfreado de dirigentes e ativistas camponeses. Indígenas e quilombolas em luta por território são igualmente reprimidos e assassinados em todos os rincões do país. Operários que se levantaram em revolta contra condições degradantes de trabalho e melhores salários e se insurgem contra as centrais sindicais chapa-branca são brutalmente reprimidos e encarcerados. A juventude combatente de nosso povo, em luta contra o aumento das passagens nos transportes públicos, contra a farra da Fifa, as olimpíadas e contra toda a podridão do velho Estado, é alvo da mais infame campanha de criminalização, de processos políticos, prisões e torturas.

A gerência Dilma (PT), principalmente por ocupar o posto central de serviçal do imperialismo, da grande burguesia e do latifúndio, é a principal responsável pelos crimes do velho Estado contra nosso povo. Todo séquito de legendas do Partido Único, da situação ou da oposição, são seus cúmplices e co-responsáveis.

A política de criminalização e extermínio de pobres é uma política de Estado, aplicada nacionalmente, da mesma forma em todos os estados da federação, como parte de uma herança dos métodos policiais dos gorilas do regime militar fascista (1964-1985). E nada, absolutamente nada, foi ou será feito pela gerência do oportunismo para punir os torturadores e assassinos do passado e do presente.

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