Abaixo o ensanguentado regime capitalista na China! (Movimento Revolucionário Internacionalista, 1989)

Nota do blog: A seguinte nota procede do Movimento Revolucionário Internacionalista – RIM (extinta organização internacional composta por Partidos Comunistas maoístas) sobre a China, em ocasião do massacre da praça Tiananmen. Traduzido pela colaboração do blog.

O homem no alto está segurando “Citações do presidente Mao Tsetung”,
o pequeno “Livro Vermelho”, que simbolizava a Revolução Cultural
e foi estudado por centenas de milhões na China e ao redor do mundo.
 



Declaração do comitê do RIM (sigla inglês para Revolutionary Internationalist Movement)

Somente 10 anos após o traiçoeiro golpe de 1976, a nova burguesia chinesa encabeçada pelo revisionista Deng Xiaoping e pelo carniceiro Li Peng foi finalmente desmascarada. Por trás do preceito do “socialismo” e da “democracia popular”, a verdadeira face reacionária dos capitalistas governando a China se mostrou clara e grotescamente. Eles selvagemente desencadearam uma guerra contra mais de 1 milhão de estudantes, jovens, trabalhadores e residentes de Pequim, que demandavam direitos políticos e se atreviam a expor e protestar contra o clima de crise e corrupção que este governo burguês instalou com uma ditadura de 13 anos. Eles exibiram uma ferocidade improcedente e barbaridade desconhecida pelo povo chinês e do resto do mundo por quase 30 anos de governo comunista.

Aprendendo com seus patrões imperialistas, principalmente os EUA e o Japão, os governantes revisionistas da China vergonhosamente usaram toda tecnologia importada e conhecimento para suprimir e manipular as massas rebeldes. Com armamento pesado, como tanques e metralhadoras, eles atiraram suas balas ocidentais contra o povo. No meio do massacre, muitos estudantes e trabalhadores que apoiavam eles heroicamente tentaram convencer o “exército popular” a não atacar os manifestantes.

Após a morte do presidente Mao, nossa classe perdeu o poder na China. Perdemos a última grande batalha contra os revisionistas e capitalistas que se opunham ao caminho do Mao. Com isso desapareceu-se o internacionalismo proletário, a última fortaleza do socialismo. Eles, dentro do partido comunista, liderados pelo renegado Deng Xiaoping  duas vezes derrubado pelo próprio Mao  e os seguidores de Hua Kuo-feng, Hu Yao-bang e Zhao Ziyang usurparam o poder do Estado chinês. Destruíram a economia socialista e as relações de produção estabelecendo um sistema de propriedade particular comandado pelo lucro. Seu maior objetivo era perseguir interesses pessoais. Eles engajaram uma rápida e total restauração do capitalismo e subjugaram a economia ao mercado internacional, especialmente os imperialistas ocidentais, liderados pelos EUA.

Assim como os noticiários ocidentais que tentavam se distanciar dos ocorridos da semana passada afirmando se tratar de um país comunista, os atuais líderes chineses fizeram de tudo para destruir o comunismo chinês maquiando tudo que fosse ocidental e capitalista. Até a atual performance militar foi recebida com ricos elogios de líderes orientais e ocidentais, como o amigo particular de Deng, George Bush.

Todas as injustiças sociais que as massas chinesas estão protestando são inevitáveis da restauração capitalista na China. E a criminosa carnificina da classe dominante é apenas uma extensão do horror e violência que o sistema capitalista traz.

A perda do poder popular também inevitavelmente significou que as massas seriam privadas da democracia e que esta se tornaria propriedade dos exploradores, agora encabeçados sob o partido e exercendo uma ditadura sobre o povo. Até mesmo a classe média que antes apoiavam as reformas de Deng e companhia, que trariam a modernização ao país, agora se rebelam contra os frutos do capitalismo. Incluindo alguns estudantes preparados para atingirem altos cargos. Indo na essência do problema, um trabalhador da praça Tiananmen, quando perguntado por um repórter, disse: “o problema é que o povo não está mais no comando do país”.

Por três décadas as massas exercitaram sua participação na sociedade chinesa. Essa era a democracia que foi subtraída por Deng que solicitou o poder para si e sua camarilha. Eles não tinham o direito “democrático” de explorar os operários e camponeses. Os proletários da Grande Revolução Cultural foram destinados a reforçar as mãos do proletariado e das massas de camponeses, permitindo a eles carregarem a luta política necessária para expulsar a China do caminho capitalista e trazer de volta o socialismo.

Apesar do extremo poder da crise trazida pelos revisionistas no poder, as esperanças são poucas: os regimes pró-soviéticos de Cuba, Vietnam, Alemanha aplaudiram o massacre, enquanto Gorbachev se manteve quieto.

Mao previu algo em uma carta aos companheiros de luta e a sua esposa em 1966 que mais tarde se tornaria verdade: “Se acontecer um golpe anti-comunista na China, ele pouco durará. Será rechaçado pelos revolucionários que representam os interesses de 90% da população chinesa.”

Novas janelas se abriram para restaurar o socialismo na China através da derrubada do atual regime e o estabelecimento da ditadura do proletário. Será uma difícil caminhada, porém o povo chinês já tem uma rica história de luta, como na luta contra as forças reacionárias, os japoneses, os americanos, os revisionistas soviéticos e com a Revolução Cultural. Apenas o caminho maoísta levará a China à uma plena libertação para a humanidade.

Porém, pra China ser libertada, precisa-se de um novo partido maoísta que desenhará uma linha que irá demarcar o caminho de ilusão que vivem os ocupantes de altos cargos. Tal responsabilidade cairá nos ombros dos revolucionários maoístas, armados com os pensamentos de Mao, que é temido pelos reacionários. O partido atual é um partido burguês que, apesar do nome, não tem nada a ver com o comunismo. O Exército de Libertação Popular não tem mais nada a ver com a revolução desde que começou a reprimir os seguidores de Mao em 1976. Nem os altos funcionários do governo, como Deng, podem devolver o poder ao povo. Porém é significativo que vários soldados se recusaram a atirar no povo.

Os genuínos comunistas chineses, os trabalhadores, camponeses e estudantes revolucionários que decidirem seguir esse caminho não estarão sozinhos. Mao também disse o que fazer se a direita subir ao poder na China. Disse: “Os marxistas-leninistas de todo o mundo deve expor os revisionistas e lutar contra eles, ajudando o povo chinês a os tirar do poder.”

Desde o golpe de 1976 os marxistas-leninistas vêm fazendo exatamente isso. O reagrupamento de grupos maoístas no mundo que vêm travando uma guerra de libertação, como o Peru, ou estão planejando, estão forjando o caminho proposto por Mao Tsetung. Estamos otimistas que os revolucionários chineses irão recolocar a China no caminho do socialismo. Nós garantimos fazer tudo à nosso alcance para os ajudar. Que o mundo fale de novo da revolução proletária chinesa!

A revolução proletária irá vingar o sangue derramado na praça Tiananmen!
Expor o cúmplice imperialista Deng no oriente e ocidente!
Libertar Chiang Ching e Chang Chun-chiao!
Mao não falhou. A revolução prevalecerá!
Publicado em 12 de Julho de 1989 pelo RIM.

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