Linha de construção dos três instrumentos da Revolução (Partido Comunista do Peru, 1988)

Nota do blog: Documento formulado pelo Partido Comunista do Peru, em 1988, que explica sobre a construção dos três instrumentos da Revolução (Partido, Exército e Frente) e explana sobre a questão da militarização do Partido.
Traduzido do site Sol Rojo por Pedro Dragoni.


Linha de construção dos três instrumentos da Revolução

Partido Comunista do Peru – 1988
– Reproduzido pelo Movimento Popular Peru em Maio de 1999

INTRODUÇÃO

O Presidente Gonzalo estabelece a linha de construção dos três instrumentos de respeito à revolução, defendendo e aplicando o Marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente o Maoísmo.

Ele nos ensina que Marx disse que a classe operária cria organizações à sua imagem e semelhança, isto é, organizações próprias. No século XIX, a partir de Marx e Engels obtemos uma concepção científica dotada de doutrina própria, com objetivo próprio, com meta comum, para como tomar o poder e os meios para o fazê-lo: através da violência revolucionária; tudo isso numa luta bastante dura entre duas linhas. Marx assentou que o proletariado não pode agir como uma classe sem constituir-se por si mesma em um partido político distinto e oposto a todos os partidos políticos criados pela classe possuidora. Que, portanto, o proletariado desde que aparece em um longo processo, cria formas de luta e formas de organização, de modo que o partido é a mais alta forma de organização, o Exército a principal forma de organização e a Frente é o terceiro instrumento que todos estes instrumentos são para tomar o poder através da violência revolucionária. Nos diz Engels, no final do século XIX, concluiu que a classe não tinha nem as formas orgânicas nem formas militares próprias para tomar o poder e mantê-lo, mas nunca nos disse para deixarmos a revolução, mas sim para nós trabalharmos por ela buscando a solução para estas questões pendentes, há que se entender isso muito bem pois os revisionistas distorcem-nas para vender seu oportunismo.

No século XX, Lênin compreendeu que a revolução estava madura e acreditava que o partido proletário de novo tipo objetivara a forma de luta: a insurreição; e a forma de organização: os destacamentos, que eram formas móveis superando as barricadas do século passado, que eram formas fixas. Lênin levanta a necessidade de novas organizações, clandestinas, pois ao passo das ações revolucionárias significava a dissolução das organizações legais pela polícia e este trânsito só é possível de se realizar passando por cima de ex-líderes; passando por cima do partido de velho tipo, destruindo-o. Que o Partido devia tomar como exemplo o exército moderno, com disciplina própria, vontade única e ser flexível.

E que com o Presidente Mao a classe compreende a necessidade de construir os três instrumentos inter-relacionados da revolução: o Partido, o Exército e a Frente Única. Assim, a construção dos três instrumentos em um país atrasado, semifeudal e semicolonial, através da guerra popular. Especificamente se resolve a questão da construção do Partido em torno do fuzil e que é o heroico combatente que dirige sua própria construção, do Exército e da Frente.

O Presidente Gonzalo expõe esquematicamente a questão da militarização dos Partidos Comunistas e a construção concêntrica dos três instrumentos. A militarização dos Partidos Comunistas é a diretriz política que tem conteúdo estratégico, pois é “o conjunto de transformações, mudanças e ajustes que se necessitam para conduzir a Guerra Popular como a principal forma de luta que gere o novo Estado”, de modo que a militarização dos partidos comunistas é a chave para a revolução democrática, a socialista e as culturais.

Define o princípio da construção: “Com a base político-ideológica, simultaneamente, construir a organização, em meio à luta de classes e à luta de duas linhas, tudo dentro e de acordo com a luta armada para a conquista do Poder.”

Além do mais, liga todo o processo de construção com a fluidez da guerra popular baseado na “mobilidade das operações militares e variabilidade do nosso território que dão a todos os trabalhos de construção… um caráter variável”, como disse o Presidente Mao.

Então – para se ver a linha de construção – deve-se partir das formas de luta e formas de organização; o princípio da construção e da construção ligada à fluidez da Guerra Popular, que é a principal forma de luta no mundo nos dias de hoje.

1. SOBRE A CONSTRUÇÃO DO PARTIDO

– Caráter do Partido: Nos baseamos pelo Marxismo-leninismo-maoísmo, Pensamento Gonzalo – principalmente Pensamento Gonzalo, este na ideologia do proletariado estando em sua mais alta expressão única, verdadeira, científica e invencível da humanidade. Nós lutamos pelo Programa Comunista, cuja essência é a de organizar e dirigir a luta de classes do proletariado para que este conquiste o poder político, realize a revolução democrática, a revolução socialista e as revoluções culturais para a meta inalterável para a qual nós marchamos, o comunismo! Contamos com a linha política geral da revolução, isto é, com as leis que regem a luta de classes para a tomada do poder; estabelecidas pelo Presidente Gonzalo com seus cinco elementos: 1) Linha internacional; 2) Revolução democrática; 3) A linha militar; 4) Linha de construção dos três instrumentos da revolução; e 5) Linha de massas. A linha militar é o centro da linha política geral. Nos forjamos pelo internacionalismo proletário pois concebemos nossa revolução como parte da revolução proletária mundial. E nós manteremos a independência ideológica, política e organizacional por confiar em nossos próprios esforços e nas massas.

Partido de novo tipo que gerou o chefe da revolução peruana, o Presidente Gonzalo, o maior marxista-leninista-maoísta vivo que dirige o partido, é garantia de vitória da revolução e que nos levará ao comunismo.

– A Militarização do Partido Comunista e a construção concêntrica:

O Presidente Gonzalo propõe a tese de que todos os partidos comunistas do mundo se militarizem, por três razões:

Primeiro, porque estamos na ofensiva estratégica da revolução mundial: vivemos o período varrimento do imperialismo e da reação da face da Terra que se dará nos próximos 50 a 100 anos, um período que será marcado pela violência expressa em que todos os tipos de guerras, vide como a reação cada vez mais militarizada está, militarizando os velhos Estados, a sua economia, o desenvolvimento de guerras de agressão, traficando com as lutas dos povos e que apontam para uma guerra mundial, mas a revolução sendo a principal tendência no mundo. Os partidos comunistas têm a tarefa de elevar a revolução moldando a principal forma de luta: a guerra popular, para opor a guerra revolucionária mundial à guerra contrarrevolucionária mundial.

Segundo, há que impedir a restauração capitalista. A burguesia, quando perde o Poder se introduz dentro no partido, usa o exército procurando usurpar o poder, destruir a ditadura do proletariado para restaurar o capitalismo. Por isso, os Partidos Comunistas devem se militarizar e exercer a ditadura abraçando os três instrumentos da revolução, forjar-se na guerra popular e potencializar a organização popular armada das massas, a milícia popular, para engolir o exército. Assim, ele diz que: “forjar os militantes como comunistas primeiramente e acima de tudo, como combatentes e como administradores”; por isso que todo militante está forjado na guerra popular e alerta contra qualquer tentativa de restauração.

Em terceiro, porque marchamos para uma sociedade militarizada. Militarizando o Partido, damos um passo no sentido da militarização da sociedade que é a perspectiva estratégica para garantir a ditadura do proletariado. A sociedade militarizada é o mar das massas armadas que nos falavam Marx e Engels; que preserva a conquista e a defesa do poder conquistado. Tomamos a experiência da revolução chinesa, a base anti-japonesa de Yenan era uma ‘sociedade’ militarizada onde dos canos das armas nasciam tudo. Partido, Exército, Estado, novas políticas, nova economia e nova cultura. E o desenvolvimento do comunismo de guerra.

Na Primeira Conferência Nacional em Novembro de 1979, o Presidente Gonzalo propôs a tese da necessidade da militarização do Partido Comunista do Peru; logo, nos primeiros meses de 1980, quando o Partido se preparava para lançar a Guerra Popular, levantou-se desenvolver a militarização do partido por meio de ações com base no grande Lênin que diz: reduzir o trabalho não-militar para centralizá-lo no militar, que concluía-se o período de paz e entrávamos nos tempos de guerra, por isso então todas os efetivos deviam ser militarizados e tomando o partido como o eixo para construir em torno do mesmo, o Exército, e com esses instrumentos, com massa em guerra popular construir em torno de ambos o novo Estado. Que a militarização do Partido só pode ser levada adiante através de ações concretas da luta de classes, de ações concretas de caráter militar, mas isso não significa que iremos apenas executar ações exclusivamente militares de vários tipos (ações de guerrilha, sabotagem, aniquilação seletiva, propaganda e agitação armada), mas que devemos realizar principalmente essas formas de luta, a fim de incentivar e desenvolver a luta de classes doutrinando-a com feitos nestes tipos de ações como a principal forma de luta da guerra popular.

A militarização do Partido tem seus antecedentes em Lênin e Mao, mas é um novo problema desenvolvido pelo Presidente Gonzalo tendo em conta as novas circunstâncias da luta de classes e tendo de ver que há novos problemas que através da experiência irão se resolvendo. Que implicará necessariamente em um processo de luta entre o velho e o novo para que mais se desenvolva, sendo que a guerra, é a mais alta forma de se resolver as contradições, melhora as faculdades dos homens para encontrar as soluções. É a militarização do Partido que há nos permitido iniciar e desenvolver a Guerra Popular; e consideramos que esta experiência tem validez universal, portanto, é uma demanda e necessidade de todos os Partidos Comunistas do mundo militarizassem.

A construção concêntrica dos três instrumentos é a representação orgânica da militarização do Partido e sua síntese se resume no que o Presidente Gonzalo nos ensina: “O Partido é o centro de tudo, dirige abrangendo os três instrumentos, sua própria construção, absolutamente a própria construção do Exército e do novo Estado como uma ditadura conjunta visando a ditadura do proletariado”.

– Os seis aspectos da construção do Partido.

A construção ideológica:
Se forja a militância com base na unidade partidária do Marxismo-leninismo-maoísmo, pensamento Gonzalo, principalmente Pensamento Gonzalo é forjada; dizemos Marxismo-leninismo-maoísmo, porque é a ideologia universal do proletariado; última classe da história, ideologia a ser aplicada às condições concretas de cada revolução e gerar seu pensamento guia. No nosso caso a revolução peruana tem gerado o Pensamento Gonzalo porque o Presidente Gonzalo é a mais alta expressão da fusão da ideologia universal com a prática concreta da revolução peruana.

A construção política:
Se forja a militância no ‘Programa e Estatutos’; linha política geral e linha militar como o centro, linhas específicas; política geral, políticas específicas; e os planos militares do partido. A política deve sempre estar no comando e esse é o nosso ponto forte.

A construção orgânica:
O orgânico segue ao político e considerando que não há linha suficiente, há que se montar os aparatos orgânicos tendo em vista a estrutura orgânica, o sistema orgânico e trabalho partidário. A estrutura orgânica do Partido se baseia no centralismo democrático, principalmente no centralismo; se estabelecem duas redes armadas do Partido, a rede territorial que abarca uma jurisdição a rede móvel cuja estrutura movimenta-se. Sistema orgânico é a distribuição de forças com base nos pontos primário e secundários onde a revolução atua. Trabalho partidário é a relação entre o trabalho secreto, que é o principal, e o trabalho aberto; importância dos cinco requisitos: o centralismo democrático, a clandestinidade, a disciplina, a vigilância e o sigilo, particularmente do centralismo democrático.

A direção:
Temos plena consciência de que nenhuma classe na história conseguiu estabelecer o seu domínio, sem promoverem seus chefes políticos, seus representantes de vanguarda, capazes de organizar e dirigir o movimento; e o proletariado peruano no meio da luta de classes tem gerado a direção da revolução e sua máxima expressão: a Liderança do Presidente Gonzalo, que lida com a teoria revolucionária, tem um conhecimento da história e um profundo entendimento do movimento prático; que na intrincada luta de duas linhas derrotou o revisionismo, o liquidacionismo de direita e esquerda, a linha oportunista de direita e extrema-direita; reconstituiu o Partido, o dirige na Guerra Popular e se tornou o maior Marxista-leninista-maoista vivo, grande estrategista político e militar, filósofo; maestro dos comunistas, centro de unidade do partido. A reação tem dois princípios para destruir a revolução, destruir a direção e isolar a guerrilha das massas, mas em essência o problema trata-se de aniquilar a direção porque é o que nos permite mantermos no curso e materializá-lo. O nosso partido definiu que a liderança é fundamental e é o dever de todos os militantes lutarem constantemente para defender e preservar a liderança do Partido e especialmente a liderança do Presidente Gonzalo, a nossa grande liderança contra qualquer ataque dentro e fora do Partido e sujeitarmos a sua direção e mando pessoal acenando os slogans: “Aprender com o Presidente Gonzalo” e “Encarnar o Pensamento Gonzalo”.

Nos baseamos na direção e na direção unipessoal, levamos em conta o papel dos líderes e como através da guerra popular, na renovação da direção, está se ajustando e sintonizando a direção da revolução. Mantemos o princípio de que o comando nunca morre. Os Marxistas-leninistas-maoístas – Pensamento Gonzalo, nos sujeitamos ao Presidente Gonzalo e encarnamos o Pensamento Gonzalo.

Luta de duas linhas:
O Partido é uma contradição onde se expressa a luta de classes através da luta de duas linhas entre a esquerda e a direita. A luta das duas linhas é o que impulsiona o desenvolvimento do Partido, seu manejo justo e correto resulta que a esquerda se imponha. Combatemos a conciliação porque alimenta a direita; e o princípio da crítica e da autocrítica, todos: militantes, quadros, os dirigentes devem praticá-la, combatentes e as massas também, assumindo a filosofia de luta e indo contra a corrente, tendo em conta que o Comitê Central é o ‘núcleo da tempestade’, onde a luta de classes mais aguda se expressa. O trabalho justo e correto que o Presidente Gonzalo fez da luta de duas linhas tem servido para manter a unidade do Partido e desenvolver a Guerra Popular; tendo geralmente o revisionismo como o principal perigo no Partido, no passo que se desenvolve contra os critérios, opiniões, atitudes e posições de direita, combatendo-os no seio do povo. É necessário organizar a luta de duas linhas para impor a linha do partido, através de um plano para desenvolvê-la de forma organizada.

Trabalho de massas:
Nós aplicamos o princípio de: “As massas fazer história.” O partido lidera a luta de massas em função do Poder, que é a principal reivindicação; desenvolvemos um trabalho de massas na e para a guerra popular com base nas massas, operários e camponeses (principalmente pobres), a pequena burguesia e visando neutralizar ou ganhar a média burguesia, dependendo das condições. Nos submetemos à lei de incorporação das massas e a única tática marxista de “ir ao fundo profundamente”, educando-os na violência revolucionária e da luta implacável contra o revisionismo. O trabalho de massas do Partido se faz através do Exército e mobiliza, politiza, organiza e arma as massas no novo Poder no campo e no Movimento Revolucionário em Defesa do Povo nas cidades.

Em suma, pelo trabalho duro e a liderança do Presidente Gonzalo, temos um partido Marxista-leninista-maoísta – Pensamento Gonzalo; Partido de novo tipo que dirige a guerra popular e que tem aberto a perspectiva de conquista do Poder total no país, servindo à revolução mundial.

2. SOBRE A CONSTRUÇÃO DO EXÉRCITO GUERRILHEIRO POPULAR

– Caráter do Exército:
O Exército Guerrilheiro Popular é um exército de novo tipo que atende as tarefas políticas da revolução definidas pelo Partido. Aplicar o princípio maoista de que “o Partido comanda o fuzil e jamais permitiremos que o fuzil comande o Partido.” Executa três tarefas: combater que é o principal, como corresponde a principal forma de organização; mobilizar, é muito importante e é por onde o trabalho de massas do Partido se realiza, politiza, mobiliza, organiza e arma as massas; produzir, aplicando a autossuficiência, procurando que isto não seja um fardo para as massas. É um exército fundamentalmente camponês liderado absolutamente pelo Partido. O Presidente Gonzalo nos ensina: “as legiões de ferro do Exército Guerrilheiro Popular são baseadas no marxismo-leninismo-maoísmo; pensamento guia, que é a base de sua invencibilidade; e elas são forjadas na vida dura, sacrifício e desafio à morte, que as elevam ao heroísmo revolucionário”.

– O Exército Guerrilheiro Popular:
Marx argumentava que o proletariado tinha a necessidade de seu próprio Exército e a tese do armamento geral do povo. Lênin criou o Exército Vermelho e estabeleceu a tese da milícia popular com funções policiais, de exército e administração. O Presidente Mao desenvolveu a construção das forças armadas revolucionárias com a esmagadora participação das massas. A Guerra Popular concretiza seu caráter de massas em três grandes coordenações.

O Presidente Gonzalo, baseando-se nestas teses Marxista-leninista-maoístas e tendo em conta a situação específica de guerra popular, plantou a criação de um Exército Guerrilheiro Popular. Desde a preparação da guerra popular, o Presidente Gonzalo concebeu a necessidade de construir a principal forma de organização para realizar a guerra popular, derrotar o inimigo e construir o novo Estado. E em 03 de dezembro de 1979 foi concordado estabelecer a “Primeira Companhia da Primeira Divisão do Exército Vermelho”; em 1980, com o início da Guerra, os destacamentos e pelotões estavam em formas definidas e nos propusemos a ultrapassar o movimento de massas desorganizado para o de massas militarmente organizado.

Em 1983 necessitávamos dar um salto na construção das forças armadas revolucionárias, que nos apresentou com um grande crescimento das milícias populares que demonstraram como as massas queriam lutar; além disso, as forças armadas reacionárias iniciaram o combate contra nós. Portanto, em março daquele ano, o Presidente Gonzalo propôs determinar o Exército Guerrilheiro Popular. Por quê exército? Porque o Exército era uma necessidade política para enfrentar o inimigo e desenvolver a guerra popular. Todo o Partido, teve em comum acordo a luta de duas linhas contra direitismo que se opôs à incorporação das milícias ao Exército. Por quê guerrilheiro? Porque aplica a guerra de guerrilhas no marco de “desenvolver a guerra de guerrilhas”; não é um exército regular, mas sim guerrilheiro, porém suas características permitem ainda, se necessário, desenvolver-se como uma espécie de exército regular. Por quê popular? Popular porque ele é moldado pelas massas populares, pelos camponeses, principalmente pobres, que servem o povo pois representam os seus interesses. Uma situação muito importante é como Presidente Gonzalo concebe o Exército Guerrilheiro Popular incorporando-o às milícias populares, estabelecido por três forças: principal, local e de base, que atuam no campo principalmente, e na cidade como complemento; este é um grande passo em direção ao mar das massas armadas.

– Construção do Exército Guerrilheiro Popular:

A formação do Exército é baseada em homens (e mulheres) e não em armas; nosso exército é composto principalmente de camponeses pobres, do proletariado e da pequena burguesia; arranca as armas inimigas e usa toda a classe de armas elementares. Nosso slogan é “Conquistar Armas!”. O inimigo pagando todo o custo necessário. A formação deve ser diferenciada da construção.

A construção ideológico-política é o principal, é baseada no marxismo-leninismo-maoísmo, Pensamento Gonzalo; nas linhas políticas e militares do Partido, estando sob a liderança do Partido todo o trabalho político e de massas. O Partido está organizado em todos os níveis do Exército, sob o duplo mando: político e militar, e se desenvolve na luta de duas linhas: entre a linha militar proletária e a linha militar burguesa. Além do exército revolucionário demanda-se a criação de três departamentos: político, militar e logístico.

A construção militar é importante. Armado com a teoria e a prática da guerra popular, a linha militar e os planos militares do Partido, organizados em pelotões, companhias e batalhões no campo e nas cidades em destacamentos especiais, destacamentos e milícias populares. Esta construção também se baseia na luta de duas linhas. As três forças: principais, locais e de base cumprem um papel específico como sustentáculos do novo Estado. “Desenvolver as companhias, fortalecer os pelotões, com o objetivo de fortalecer os batalhões!” Esse slogan permanece válido.

A instrução é necessária e indispensável. Tem como objetivo aumentar a belicosidade; o ensaio não pode ser ignorado e o dom de comando é a chave para a ação. O treinamento especializa, eleva as formas de luta. A organização tem um valor de caráter de classe e potencializa a belicosidade porque se combate com abnegação absoluta e pleno convencimento da justiça de nossa causa.

Em síntese, O Presidente Gonzalo estabeleceu o Exército Guerrilheiro Popular como um exército de novo tipo, estabeleceu uma linha de construção com base no Marxismo-leninismo-maoísmo; Pensamento Gonzalo para cumprir as tarefas políticas da revolução. É um exemplo para o mundo e serve à revolução mundial.

3. SOBRE A CONSTRUÇÃO DO NOVO ESTADO.

– Caráter do novo Estado:
O Poder é a tarefa central da revolução e a Frente é o terceiro instrumento; aplicando-se assim a tese magistral do presidente Mao “Sobre a Nova Democracia”, e o Presidente Gonzalo nos ensinam que devemos conceber uma ditadura conjunta para que se determine a República Popular de Nova Democracia. A partir da conexão entre Estado-Frente, se concretiza a Frente Revolucionária para a Defesa do Povo a partir de Comitês Populares no campo e nas cidades simplesmente como o Movimento Revolucionário em Defesa do Povo. Nós construímos o Novo Estado no campo até finalmente obter o poder em todo o país.

Como sistema de Estado, é uma ditadura conjunta de trabalhadores, camponeses, principalmente pobres, e pequena burguesia e que respeite os interesses da média burguesia, sob a liderança do proletariado representado pelo Partido que aplica a sua hegemonia através da aliança operário-camponesa. Como sistema de governo funciona através de assembleias populares.

– O Novo Estado e a fluidez da guerra:
A construção do novo Estado segue o fluxo da guerra popular, pode expandir-se ou contrair-se, desaparecer em um lugar e aparecer em outro. É fluido. Como o Presidente Mao nos ensina: “A nossa República Democrática de operários e camponeses é um Estado, mas ainda não o é no sentido pleno da palavra… nosso Poder ainda está longe de ter a forma completa de Estado… nosso território ainda é muito pequeno e constantemente o inimigo sonha em aniquilar-nos”.

Considere sempre o suporte do sistema de bases de apoio, as zonas guerrilheiras, áreas de operações e pontos de ações, pois constituem o âmbito pelo qual o novo Estado se desenvolve e é fundamental para manter a direção estratégica; dentro de tal âmbito se move sua espinha dorsal, o EGP, liderado pelo Partido.

– A Construção do Novo Estado:
“Fortalecer os Comitês Populares, desenvolver as bases e fazer avançar a República Popular de Nova Democracia!” Essa é a consigna que continua a guiar sua construção.

Nós lutamos para o Poder para o proletariado e o povo e não para poder pessoal. Somos contra o errantismo e evasão das bases de apoio.

O Novo Estado é construído em meio à guerra popular e segue um processo de desenvolvimento específico, constituindo-se, em nosso caso, primeiro no campo de até cercar as cidades e se instalar em todo o país; processo que vai destruindo o velho Estado e expressando a contradição entre Novo Estado e velho Estado; fazendo fracassar todos os planos políticos e militares da reação e incorporando as massas.

O Presidente Gonzalo, na Conferência Nacional Ampliada em Novembro de 1979, estabeleceu a relação entre Frente-Novo Estado aplicando a teoria do Presidente Mao; na Primeira Escola Militar de Abril de 1980, disse-nos: “… Em nossas mentes, em nossos corações, em nossas vontades vai se consolidando o Poder Popular, por nós mesmos… Camaradas, não se esqueçam do Poder Popular, do Estado da classe trabalhadora; o Estado de trabalhadores e camponeses marcha conosco, nós tomamos pela ponta dos fuzis, habitado em nossas mentes, palpitando em nossas mãos e estará conosco sempre queimando nem nosso coração. Nunca nos esqueçamos, essa é a primeira coisa que devemos ter em mente. Camaradas, nascerá frágil, fraco, débil porque é novo, mas seu destino será desenvolver-se através da mudança, da variação, da fragilidade, como uma planta terna. As ‘raízes’ que colocamos em marcha desde o início que serão o futuro de um Estado forte. Tudo isso camaradas, começa a nascer das ações mais modestas e simples que amanhã hei de iniciarmos.” Em 1980 surgem os Comitês de Repartição, grãos do Novo Estado; em 1982 surgem os primeiros Comitês Populares que se multiplicam ainda no final daquele mesmo ano, levando à reação ao ingresso das forças armadas reacionárias para combater a Guerra Popular, porque viu seu poder foi ameaçado. Em 1983 acordamos o Grande Plano de Conquistar Bases sendo uma das tarefas a criação do Comitê Organizador da República Popular de Nova Democracia. A partir de ali, temos seguido a luta entre o restabelecimento do velho poder pelo inimigo e o contra restabelecimento do novo poder, aplicando a defesa, o desenvolvimento e a construção.

Assim, o Novo Poder através do derramamento de sangue se desenvolve, os Comitês Populares estão em sintonia e em pesados combates contra o inimigo; regados com o sangue das massas camponesas, dos combatentes e dos militantes.

No Comitê Central Ampliado de Março de 1983, o Presidente Gonzalo desenvolve mais linha de construção da Frente-Novo Estado. Eleva os níveis em que o Novo Estado é organizado: Comitês Populares; Bases de Apoio e a República Popular de Nova Democracia. As funções das Bases de Apoio e do Comitê Organizador da República Popular de Nova Democracia são a gestão, o planificação e organização; e cada base deve elaborar seu próprio plano específico.

Estabelece que os Comitês Populares são concreções do novo Estado, são Comitês de Frente Única; dirigidos por comissários que assumem funções no Estado, eleitos nas Assembleias de Representantes e sujeitos a remoção. São até hoje, clandestinos, marcham com comissões, lideradas pelo Partido aplicando os “três terços”: um terço dos comunistas, um terço de agricultores e um terço de progressistas sustentados pelo Exército; aplicando a ditadura popular, a coerção e segurança, exercendo com firmeza e determinação a violência para defender o novo poder contra seus inimigos e proteger os direitos do povo.

O conjunto dos Comitês Populares configuram a base de apoio e toda a base de apoio é o que arma a República Popular de Nova Democracia, hoje em formação. Temos passado de Conquistar Bases a Desenvolver Bases que é a estratégia política atual. Precisamos plantar mais e mais novo poder e por isso temos de aplicar as cinco formas estabelecidas, especialmente hoje, que as condições rumam para a perspectiva de conquista do poder em todo o país.

Em síntese, o presidente Gonzalo estabeleceu a linha de construção do Estado Novo e duas repúblicas e dois caminhos, dois eixos que se contrapõem; fizemos progressos no estabelecimento de novas relações sociais de produção e da República Popular de Nova Democracia em formação que brilha desafiadoramente contra o velho Estado e abre a perspectiva da conquista do Poder total. Este exemplo incentiva os revolucionários do mundo e especialmente o proletariado internacional.

Como Marxista-leninista-maoístas; Pensamento Gonzalo, principalmente Pensamento Gonzalo, assumimos a linha de construção dos três instrumentos da revolução, do Partido Comunista do Peru, forma mais alta de organização e primeira sociedade política; do Exército Guerrilheiro Popular, a principal forma de organização e da Frente-Novo Estado, tarefa central da revolução. Instrumentos que no calor da Guerra Popular no nosso país vão se construindo sobre o rio de sangue em que heroicamente os comunistas, combatentes e massas dão suas vidas para constituir a linha política justa e correta estabelecida pelo Presidente Gonzalo, e que aqueles que sobrevivam assumam a bandeira a serviço do nosso grande objetivo, o comunismo!

Viva a militarização do Partido Comunista do Peru!

Viva o Exército Guerrilheiro Popular!

Viva a República de Nova Democracia em formação!

Pela construção concêntrica dos três instrumentos!
PCP
1988

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