Por que Ibrahim Kaypakkaya?

Nota do blog: Texto dos companheiros do blog Ateneu Proletario Galego sobre Ibrahim Kaypakkaya, grande dirigente comunista e revolucionário morto pelo velho Estado fascista da Turquia em 1973. A sua morte foi uma perda inestimável para a Revolução turca e mesmo à revolução proletária mundial, todavia, sua memória e seu heroísmo revolucionário seguem vivos de maneira ardente no coração das massas populares da Turquia e Curdistão. Adaptação do galego para o português feito pelo blog.


 

Por que Ibrahim Kaypakkaya?

Ibrahim Kaypakkaya nasce em 1949 em Çorum (província localizada na Turquia) numa família camponesa. Estudou na Faculdade de Física da Universidade de ciências de Istambul. Ali passou a militar num grupo comunista de estudantes (FKF) e depois em outro grupo (Dev Genç). Foi expulso dela em Novembro de 1968 por um folheto contra a chegada a esta cidade da Sexta Frota do USA. Passa a militar no Partido Revolucionário de Operários e Camponeses de Turquia (TIIKP) em Anatólia. Entra na sua direção e inicia uma dura luta anti-revisionista do seu setor contra o setor oportunista de Shafak.

Kaypakkaya e o seu grupo formam em Abril de 1972 o TKP (ML) e o exército de guerrilha TIKKO.

Em 24 Janeiro de 1973 é cercado devido a uma traição numa cabana com o seu camarada Haydar Yildiz (que morre em combate). Kaypakkaya é gravemente ferido e, dado por morto, consegue fugir. Esconde-se numa cova onde fica por cinco dias, nos que sofre graves congelações em suas mãos e pés. É capturado e levado ao centro de torturas de Diyarbakir, onde é torturado durante três meses e meio sem delatar a nenhum dos seus camaradas. Ali fora assassinado pelos torturadores na noite de 17 a 18 Maio de 1973, quando tinha 24 anos.

As operárias, camponesas e camponeses turcos e curdos sentiram como próprio o assassinato e torturas que sofreu Kaypakkaya até o ponto que o Estado fascista turco proibiu pronunciar o seu nome e processou e condenou a sua mãe por visitar a sua tumba.

Depois de morto, Kaypakkaya transformou-se num símbolo das virtudes revolucionárias para o povo turco e o povo curdo. Os emigrantes destes povos espalharam a imagem e a admiração por Kaypakkaya por toda Europa. Hoje em Paris, Hamburgo, Berlim, podemos topar a pegada de Kaypakkaya em cartazes, pintadas, bandeiras, etc.

A profundidade dos textos de Kaypakkaya com 22, 23 ou 24 anos é algo muito surpreendente. A sua postura de ruptura com o revisionismo, a sua convicção sobre quando se davam as condições para iniciar a guerra popular, a sua crítica ao nacionalismo turco (o Kemalismo) é uma brilhante contribuição da análise social do materialismo histórico, [de tal forma] que parece mentira que possa ter sido feito por alguém de 23 anos e que como galegos nos produz admiração. Até hoje nenhum revolucionário ou revolucionária espanhola ou castelão criticou o nacionalismo espanhol como Kaypakkaya criticou o turco.

Com o passo dos anos Kaypakkaya é conhecido e transformado num símbolo da revolução em todo mundo.

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