USA: as massas se levantam contra o genocídio imperialista (Nuevo Peru)

Nota do blog: Publicamos agora declaração às pressas emitidas pela Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (Hamburgo, Alemanha) por ocasião e sobre a escalada descarada do genocídio imperialista contra o proletariado mais fundo e profundo nos Estados Unidos (composto principalmente pela população negra), e também sobre seu produto, o ato de guerra contra o imperialismo ianque aplicado por Micah X. Johnson, ex-combatente do imperialismo ianque no Afeganistão, negro, que aplicou o manejo da arma e das técnicas de guerra contra o verdadeiro inimigo dos povos: o imperialismo e seus aparatos de repressão genocidas.

Declaração pode ser lida em espanhol no site http://vnd-peru.blogspot.com.br/.

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Micah X. Johnson, produto da opressão e do justo ódio de classe.


Estados Unidos: as massas se rebelam contra genocídio imperialista

8 de julho de 2016

Em concreto: a notícia do dia mostra como está se desenvolvendo violentamente a situação revolucionária na própria metrópole da superpotência hegemônica única, o imperialismo ianque, como o assassinato covarde e indiscriminado contra as massas mais pobres, o povo se rebela, como nos disse Lenin:

“A opressão, por maior que seja, nem sempre origina uma situação revolucionária em um país. Para que estale a revolução não basta que os de baixo não queiram seguir vivendo como antes. Falta ainda os de cima não puderem seguir administrando e governando como antes”.

Para tanto, o que o desenvolvimento desigual da situação revolucionária demanda, o que as massas demandam, é que o proletariado dirija a rebelião. Para que o proletariado dirija, este necessita reconstituir seu Partido Comunista em meio da luta de classes e da luta de morte contra o oportunismo e o revisionismo. Revisionistas que quando as massas se rebelam se entrincheiram para cuidar de suas livrarias ante o temor da rebelião das massas.

Aqui, em resumo, a notícia:

Reuters

Cinco policiais mortos em Dallas nos protestos contra a violência racial

As manifestações pelo falecimento de dois homens negros derivam em altercações

Cinco policiais faleceram por disparos durante uma manifestação contra a violência policial em Dallas (Texas) O pavio foi capturado após a morte de dois homens negros nas mãos da polícia no transcurso de 48 horas, em duas atuações de extrema violência gravadas em vídeo, que viralizaram e desataram a indignação. Segundo informou a Polícia de Dallas em um comunicado, também há seis agentes feridos, dois em condição ‘crítica’ e outros dois estão recebendo cirurgia.

Os protestos e manifestações foram se sucedendo ao longo do dia em distintas cidades de forma espontânea após a morte dos afro-americanos Philando Castile, em Minnesota, e Alton Sterling, em Luisiana. O tiroteio na que derivou a concentração de Dallas faz temer novos distúrbios como os que se geraram em Ferguson (Misuri), faz dois anos, quando Michael Brown, um menino de 18 anos que estava desarmado, perdeu a vida pelos disparos de um policial branco.

Este tipo de casos mostra as feridas raciais dos Estados Unidos, seus problemas ainda por resolver. O próprio governador de Minnesota, Mark Dayton, admitiu ante a imprensa pela tarde que viu um viés racista no caso e que sentia que ‘teria acabado de modo diferente se fossem brancos”.

Nesta quarta-feira, Castile, de 32 anos, morreu abatido por um agente de polícia que havia detido porque seu veículo tinha um farol traseiro quebrado. No vídeo, que sua noiva transmitiu diretamente, se vê ele agonizando enquanto o policial segue apontando sua pistola e a mulher relata sua versão dos fatos. O dia anterior, Alton Sterling se foi deste mundo em Baton Rouge, Luisiana, disparado por dois agentes que lhe dispararam quando já estava detido.

Horas antes dos distúrbios, desde Varsovia, o presidente Barack Obama se referiu a estas mortes: “Temos visto tragédias como esta demasiadas vezes”, disse o presidente em um hotel na capital polaca, onde participará em uma cúpula de chefes de Estado e de Governo da OTAN. “Não é só um problema negro. Não é só um problema hispânico. É um problema americano, e a todos deveria preocupar-nos”.

Ao imperialismo ianque, mais que aos outros imperialistas, pela sua própria condição hegemônica o afunda mais. Por sua própria natureza imperialista e para manter sua hegemonia, especificamente em seu caso, está obrigado a travar várias guerras ao mesmo tempo, ademais de estar presente militarmente em todos os continentes do mundo, e (agregamos) tem que levar ao mesmo tempo uma guerra genocida interna contra o proletariado e os povos dos Estados Unidos.

É um imenso custo, unido à sustentação de sua imensa maquinaria militar e de espionagem em estado de guerra; estão os custos pelos gastos já feitos nas guerras de agressão e os emergentes, pela “ajuda aos veteranos” e os interesses dos créditos de guerra; sem contar o custo social que lhes ocasionam em seu próprio seio o desprezo à vida e dignidade das massas de populações indefesas ante o genocídio que, como parte do plano imperialista de subjuga-las, aplicam contra elas nos países que sofrem sua agressão.

Assim, nos Estados Unidos, também a guerra está de volta a casa. Como dissemos: como vai ser não ter nenhuma repercussão na população desse e dos demais países imperialistas, o que já é parte da cultura dominante, da moral dos governantes, segundo a qual é justo que o presidente, neste caso o genocida Obama, ordene abertar um botão para que seus “droner” disparem fogo e ferro massivo contra “objetivos” em meio de lugares densamente povoados; logo nos meios são exaltados estes genocídios, como “grande êxito na luta contra o terror”. Depois, nas imagens que propalam aparece um cenário apocalíptico de destruição e cadáveres destroçados, que logo se sabe pertencem a crianças, velhos e população civil, como o fazem diariamente.

Como vai ser não ter nenhuma resposta os crimes diários que a repressão estatal comete contra as massas comandados por este genocida Obama, quem cinicamente os qualifica como “tragédias”?

E como já falamos antes: os fazem com plena impunidade, contra eles não há nem leis, nem juízes, nem tribunais nacionais ou internacionais que valham. Por isso nós reafirmamos que: só o povo com guerra popular fará justiça!

E com a rebelião das massas, incitada pela repressão sanguinária do imperialismo, a guerra imperialista necessariamente tem que regressar a casa. E já está lá.

Mas, o que é principal: o movimento contra a guerra imperialista irá em crescente e somado a maior exploração da classe e a miséria crescente das massas no próprio país, tudo isto incitará de todas as maneiras à agudização da luta de classes nos Estados Unidos, como também está sucedendo em todos os países imperialistas, isto é, causando uma maior agudização da segunda contradição, a contradição burguesia-proletariado. Aqui está a mostra, ainda que seja o começo.

A rebelião se justifica!

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