Intervenção do Presidente Gonzalo sobre a GRCP

Nota do blog: Publicamos a seguir trecho da intervenção do Presidente Gonzalo durante a campanha de retificação com o documento “Eleições, não! Guerra popular, sim!” sobre a Grande Revolução Cultural Proletária e a celebração do, à época, 25º aniversário desse grande marco à luta do proletariado pela conquista do Poder e consolidação de sua ditadura. Muito oportuno estudar a intervenção do Presidente Gonzalo, assumi-la e aplica-la, pois estamos nas vésperas de uma grande celebração do 50º aniversário da GRCP.

1st January 1967:  Members of the Red Guards carry large portraits of Mao Tse Tung as they parade through the streets of Peking (Beijing).  (Photo by Hulton Archive/Getty Images)
1º de janeiro de 1967: Guardas Vermelhos marcham exaltando a linha proletária sustentada pelo Presidente Mao pelas ruas de Pequim.

Campanha de retificação com  “Eleições, não! Guerra popular, sim!”

II. A Grande Revolução Cultural Proletária. Celebração do 25 aniversário.

A Grande Revolução Cultural Proletária é a maior obra do Presidente Mao e constitui um grandíssimo aporte à revolução proletária mundial; resolve um problema pendente do socialismo: a continuação da revolução sob a ditadura do proletariado em sua marcha incontível ao comunismo. Está definida para todo o tempo iminente, nós comunistas já sabemos a solução: com revoluções culturais proletárias continuaremos a revolução na sociedade socialista; sua essência, em perspectiva, é mudar a alma, transformar a ideologia. A questão é encarnar o marxismo-leninismo-maoísmo principalmente o maoísmo, só assim se conjura a restauração capitalista e se marcha ao comunismo.

A Grande Revolução Cultural Proletária é questão fundamental do maoísmo; se não compreendemos bem o maoísmo como nova, terceira e superior etapa não se entende nada, assim é o problema; e sabemos bem que ser marxista hoje é ser marxista-leninista-maoísta principalmente maoísta. A teoria da revolução cultural está entroncada com Marx, este estabeleceu que o passo do capitalismo ao comunismo requer uma revolução permanente sob um período de ditadura do proletariado, indispensável, necessária, compreendida como grandes saltos sucessivos; também está entroncada com Lenin que concebeu e impulsionou a revolução cultural; mas foi o Presidente Mao quem resolveu a tarefa pendente da continuação da revolução e a plasmou, dirigiu e desenvolveu como o maior grande feito político já visto da humanidade. Até 1966 não estava definido o problema apesar de ter havido muitas e grandes lutas, mas esse ano o proletariado e povo chineses encontraram o caminho sob a direção pessoal do Presidente Mao Tsetung à cabeça do glorioso Partido Comunista da China sacudindo o mundo.

Para nós isso é mais vital hoje, pois a chamada “derrota do socialismo” tão apregoada tem que ver como se desenrola o socialismo e se defende a ditadura do proletariado. O que fracassou foi o revisionismo, não o socialismo; o revisionismo prosseguiu seu sinistro caminho de restauração capitalista e afundando-se na podridão, entrou em sua bancarrota final. Os revisionistas, na URSS desde 1956 com Kruschov até o infame Gorbachov e na China desde 1976 com Teng Siaoping até hoje, usurparam a ditadura do proletariado, restauraram o capitalismo e destruíram o socialismo; o revisionismo é a direção política da restauração, o aspecto negativo do processo de restauração e contrarrestauração que atravessa necessariamente a classe até instaurar-se definitivamente no Poder.

O mais positivo e grandioso neste processo mundial de luta entre revolução e contrarrevolução, entre restauração e contrarrestauração no desenvolvimento do socialismo é a Grande Revolução Cultural Proletária. O que tem chegado só em 1976, o golpe contrarrevolucionário revisionista de Teng e a restauração do capitalismo, não nega a revolução cultural nem sua necessidade; ao contrário, comprova o que o mesmo Presidente Mao dissera: não está definido quem vencerá a quem na luta entre capitalismo e socialismo, na luta de morte entre restauração e contrarrestauração, na luta antagônica entre burguesia e proletariado e que a luta de classes prosseguirá até o triunfo final, até o comunismo.

A Revolução Cultural se plasmou, desde 1966 até 76, é um feito incontrovertível, uma realidade, e o mundo inteiro tem visto; a revolução cultural proletária, pois, já está resolvida. No ano de 1848 Marx disse que se conquistará o Poder pela violência, mas não a viveu nem a plasmou; no entanto, nos deu a solução: o proletariado tinha que conquistar o Poder através da violência revolucionária e aplicar a ditadura do proletariado. Assim também, o Presidente Mao deu a solução para continuar a revolução socialista sob a ditadura do proletariado e, ainda mais, a plasmou, portanto sabemos o que fazer, temos experiência.

Sem menosprezar a Comuna de Paris, de 1971, que constitui o primeiro marco no processo da conquista do Poder pelo proletariado, recordemos que o próprio Marx compreendeu que fracassaria, faltava o Partido Comunista que a dirigiria, no entanto disse: não se pode permitir que a moral da classe seja melada, não importa quantos líderes caiam, e a apoiou, a defendeu. Não obstante, sua condição de primeiro marco não pode comparar-se à plasmação da Grande Revolução Cultural Proletária que é um marco de muitíssima maior qualidade. E, aparte que a primeira durou uns dois meses, esta se estendeu por mais de dez anos, foi conduzida pelo Presidente Mao, dirigida pelo Partido Comunista da China e mobilizou a centenas de milhões de homens. Entre ambas, estão a Revolução de Outubro dirigida por Lenin, criador da primeira ditadura do proletariado e do primeiro país socialista da Terra e a Revolução Democrática chinesa, dirigida também pelo Presidente Mao, que triunfou em 1949. Destes quatro grandes e gloriosos marcos da conquista do Poder e construção do socialismo, assim como do estabelecimento e defesa da ditadura do proletariado, pelo proletariado internacional como classe dirigente, o mais altp e desenvolvimento até hoje é a Grande Revolução Cultural Proletária.

Em nosso Partido, o Partido Comunista do Peru, a linha política geral estabelece que a revolução peruana compreende três revoluções em sua marcha ao comunismo: a democrática, a socialista e a cultural (que não será somente uma, mas várias); mas todas, desde a primeira, são uma marcha ininterrupta ao comunismo. Isto devemos colhê-lo muito bem porque precisamente hoje, a vinte-e-cinco anos da Grande Revolução Cultural Proletária, vemos nela nosso futuro e, mais ainda, se temos em conta que foi nela que o maoísmo iluminou o mundo e deveio em nova, terceira e superior etapa do marxismo, em marxismo-leninismo-maoísmo. Celebremos o 25 Aniversário da Grande Revolução Cultural Proletária!

O documento “Eleições, não! Guerra popular, sim!” trata o estabelecido pelo Presidente Mao para essa gloriosa revolução; assim nos proporciona as questões substantivas para a celebração do 25 Aniversário da Grande Revolução Cultural Proletária.

As opiniões vertidas têm colhido a revolução cultural e sua essência: muda a alma, mas devemos concebê-la dentro do planteado. Acostumemo-nos a estudar para aplicar, para sacar derivações práticas da política atual. Isto nos leva a uma terceira questão.

 

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