Sobre campanha de retificação com “Eleições não! Guerra Popular, sim!”

Retirado e traduzido do blog Dazibao Rojo

Sobre campanha de retificação com “Eleições não! Guerra Popular, sim!”

Comitê Central
Partido Comunista do Peru
1991

(Intervenção do Presidente Gonzalo numa reunião de campanha de retificação com o documento “Eleições, não! Guerra Popular, sim!”)

  1. Como estudar, prestar a atenção à análise e síntese

Prestar atenção à análise e síntese, são duas partes de uma contradição e de ambas, a síntese é principal. A análise nos permite dissecar, separar elementos para lograr uma melhor compreensão, mas isso é só uma parte, não é nem pode ser todo o processo para conhecer, requer a segunda parte que é a síntese, esta é a que nos permite compreender a essência do conhecimento; se não se sintetiza não há salto, é a parte que resolve, a principal, é a que possibilita sacar as leis.

Este é um problema de ideologia; é parte da aplicação da teoria marxista do conhecimento, do materialismo dialético. É contraposta à ideologia burguesa idealista que separa análise de síntese. Para a ideologia do proletariado, marxismo-leninismo-maoísmo, [aquelas] são duas partes de uma unidade e a síntese é principal porque gera um conhecimento mais elevado, uma mudança qualitativa, um salto.

Há dois exemplos clássicos. Um deles é o do relógio: para conhecer seu mecanismo, primeiro o desmonta; desmontá-lo permite conhecer suas partes e as funções de cada uma delas; mas se não voltar a armá-lo não há relógio, senão suas peças e estas sem estarem agrupadas não serão mais do que um monte de peças, e não um relógio.

Outro exemplo é o desenvolvimento das ciências naturais no século XV; historicamente demonstra, neste aspecto, até onde leva a falta de síntese. O grandioso desenvolvimento das ciências nos fez compreender diversas facetas da natureza como a Matemática, a Astronomia, a Física, etc; mas este processo que implicou num dessecamento analítico da ciência e uma diferenciação de campos levou a planteamentos metafísicos; inclusive no século XVIII, de grandes avanços científicos materialistas, nos deu conhecimentos metafísicos. No entanto, esse dessecar e separar de campos preparou salto, gerou condições para o surgimento da dialética idealista de Hegel primeiro, e da dialética materialista de Marx posteriormente. Assim, esse desmonte exigia síntese, grande condensação, preparou, pois, férteis condições para o materialismo dialético que Marx e Engels, principalmente Marx, lograram. Chegar a este marco, à concepção do proletariado, à filosofia marxista, ao materialismo dialético está ligado a um poderoso processo de síntese; e também assim se chegou ao medular da concepção do proletariado: a contradição, um salto histórico de inesgotável transcendência.

Ambos exemplos mostram a necessidade da síntese, do salto. Dar, pois, atenção especial à análise e à síntese, principalmente à síntese.

Das intervenções se vê um problema: o desmonte leva a falar de “citações”, e as intervenções dizem “citações do documento” ou “lendo as citações de Marx…” ou “colhendo as citações da Grande Revolução Cultural Proletária…”. Se cai num enumerado de citações isoladas e não as aplica aos problemas atuais; assim, não colher a síntese gera um problema, não colher ideologia do proletariado como unidade: marxismo-leninismo-maoísmo, até na expressão de alguns se vê, somente em duas ocasiões se disse numa das opiniões “o marxismo-leninismo-maoísmo”, mas no documento há marxismo-leninismo-maoísmo até com reiteração, do começo ao fim; em outra se disse “única ciência da humanidade” sim, mas essa ciência tem nome e apelido, é marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente maoísmo e sua aplicação criadora é pensamento gonzalo, aqui, no país.

Não basta ficar no fato, quando se apresenta um problema há que ver a causa; este é um problema ideológico e como ideologicamente se apresenta a contradição entre ideologia proletária e a burguesia, há resistência e se expressa a ideologia burguesa por cima da proletária nesse momento específico, concreto. É parte da luta entre ambas as ideologias, se apresenta mais ainda em pessoas novas quer estão em plena forja, e isso transporta demolir a ideologia burguesa para construir a ideologia proletária, sem demolição não há construção; o peso das tradições, do velho, a deformação ideológica é forte e resiste à morte. Daí a necessidade de um grande esforço transformador; o homem é prático não elucubrativo e o é mais quando atua para transformar a realidade em função de servir ao proletariado e ao povo; portanto, o homem é capaz de vencer essa velha e caduca ideologia e assumir a ideologia do proletariado, a única capaz de compreender e transformar o mundo para a classe e povos oprimidos.

Bem, mas como Estudos, essa contradição é problema de análise e síntese, isso é o que desde o ponto de vista do conhecimento gera salto e o não manejo desta contradição gera problemas no manejo da ideologia do proletariado. Aí está a causa, neste plano, de não tomar posição pelo marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente maoísmo, como verdade universal e concepção que une aos comunistas do mundo, e especificamente principal o pensamento gonzalo aqui para esta revolução peruana; a tomada de posição por citações isoladas para a situação internacional, a política nacional, o Partido e seus três instrumentos, ou para o trabalho de massas, etc., revela não conceber o marxismo como uma unidade. É problema de ideologia burguesa no Estudos ficar só na análise e não manejar a síntese como principal, assim não dar salto; a tomada de posição é pelo marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente maoísmo como guia e centro, esse é o eixo de tudo, é o que permite compreender, colher a lei e com esta transformar tudo: a natureza, a sociedade e as ideias.

Sacar lições: ficar na análise leva à metafísica e a síntese à dialética materialista; nos permite, no Estudo do documento, chegar ao marxismo, este marxismo nos leva ao leninismo e o leninismo ao maoísmo. Dos três, um é principal: o maoísmo, mais ainda nos leva ao pensamento gonzalo que é a verdade universal especificada à realidade concreta da sociedade peruana e às condições concretas da luta de classes hoje em dia. A síntese permite compreender o documento, entender que é marxista e a maneira como o Partido sentencia o marxismo hoje partido da tese marxista-leninista-maoísta, pensamento gonzalo de que o maoísmo é a nova, terceira e superior etapa.

Todos, comunistas, combatentes e massas, devemos forjar-nos na ideologia do proletariado: marxismo-leninismo-maoísmo, pensamento gonzalo.

1. A Grande Revolução Cultural Proletária. Celebração do 25 aniversário.

A Grande Revolução Cultural Proletária é a maior obra do Presidente Mao e constitui um grandíssimo aporte à revolução proletária mundial; resolve um problema pendente do socialismo: a continuação da revolução sob a ditadura do proletariado em sua marcha incontível ao comunismo. Está definida para todo o tempo iminente, nós comunistas já sabemos a solução: com revoluções culturais proletárias continuaremos a revolução na sociedade socialista; sua essência, em perspectiva, é mudar a alma, transformar a ideologia. A questão é encarnar o marxismo-leninismo-maoísmo principalmente o maoísmo, só assim se conjura a restauração capitalista e se marcha ao comunismo.

A Grande Revolução Cultural Proletária é questão fundamental do maoísmo; se não compreendemos bem o maoísmo como nova, terceira e superior etapa não se entende nada, assim é o problema; e sabemos bem que ser marxista hoje é ser marxista-leninista-maoísta principalmente maoísta. A teoria da revolução cultural está entroncada com Marx, este estabeleceu que o passo do capitalismo ao comunismo requer uma revolução permanente sob um período de ditadura do proletariado, indispensável, necessária, compreendida como grandes saltos sucessivos; também está entroncada com Lenin que concebeu e impulsionou a revolução cultural; mas foi o Presidente Mao quem resolveu a tarefa pendente da continuação da revolução e a plasmou, dirigiu e desenvolveu como o maior grande feito político já visto da humanidade. Até 1966 não estava definido o problema apesar de ter havido muitas e grandes lutas, mas esse ano o proletariado e povo chineses encontraram o caminho sob a direção pessoal do Presidente Mao Tsetung à cabeça do glorioso Partido Comunista da China sacudindo o mundo.

Para nós isso é mais vital hoje, pois a chamada “derrota do socialismo” tão apregoada tem que ver como se desenrola o socialismo e se defende a ditadura do proletariado. O que fracassou foi o revisionismo, não o socialismo; o revisionismo prosseguiu seu sinistro caminho de restauração capitalista e afundando-se na podridão, entrou em sua bancarrota final. Os revisionistas, na URSS desde 1956 com Kruschov até o infame Gorbachov e na China desde 1976 com TengSiaoping até hoje, usurparam a ditadura do proletariado, restauraram o capitalismo e destruíram o socialismo; o revisionismo é a direção política da restauração, o aspecto negativo do processo de restauração e contrarrestauração que atravessa necessariamente a classe até instaurar-se definitivamente no Poder.

O mais positivo e grandioso neste processo mundial de luta entre revolução e contrarrevolução, entre restauração e contrarrestauração no desenvolvimento do socialismo é a Grande Revolução Cultural Proletária. O que tem chegado só em 1976, o golpe contrarrevolucionário revisionista de Teng e a restauração do capitalismo, não nega a revolução cultural nem sua necessidade; ao contrário, comprova o que o mesmo Presidente Mao dissera: não está definido quem vencerá a quem na luta entre capitalismo e socialismo, na luta de morte entre restauração e contrarrestauração, na luta antagônica entre burguesia e proletariado e que a luta de classes prosseguirá até o triunfo final, até o comunismo.

A Revolução Cultural se plasmou, desde 1966 até 76, é um feito incontrovertível, uma realidade, e o mundo inteiro tem visto; a revolução cultural proletária, pois, já está resolvida. No ano de 1848 Marx disse que se conquistará o Poder pela violência, mas não a viveu nem a plasmou; no entanto, nos deu a solução: o proletariado tinha que conquistar o Poder através da violência revolucionária e aplicar a ditadura do proletariado. Assim também, o Presidente Mao deu a solução para continuar a revolução socialista sob a ditadura do proletariado e, ainda mais, a plasmou, portanto sabemos o que fazer, temos experiência.

Sem menosprezar a Comuna de Paris, de 1971, que constitui o primeiro marco no processo da conquista do Poder pelo proletariado, recordemos que o próprio Marx compreendeu que fracassaria, faltava o Partido Comunista que a dirigiria, no entanto disse: não se pode permitir que a moral da classe seja melada, não importa quantos líderes caiam, e a apoiou, a defendeu. Não obstante, sua condição de primeiro marco não pode comparar-se à plasmação da Grande Revolução Cultural Proletária que é um marco de muitíssima maior qualidade. E, aparte que a primeira durou uns dois meses, esta se estendeu por mais de dez anos, foi conduzida pelo Presidente Mao, dirigida pelo Partido Comunista da China e mobilizou a centenas de milhões de homens. Entre ambas, estão a Revolução de Outubro dirigida por Lenin, criador da primeira ditadura do proletariado e do primeiro país socialista da Terra e a Revolução Democrática chinesa, dirigida também pelo Presidente Mao, que triunfou em 1949. Destes quatro grandes e gloriosos marcos da conquista do Poder e construção do socialismo, assim como do estabelecimento e defesa da ditadura do proletariado, pelo proletariado internacional como classe dirigente, o mais altp e desenvolvimento até hoje é a Grande Revolução Cultural Proletária.

Em nosso Partido, o Partido Comunista do Peru, a linha política geral estabelece que a revolução peruana compreende três revoluções em sua marcha ao comunismo: a democrática, a socialista e a cultural (que não será somente uma, mas várias); mas todas, desde a primeira, são uma marcha ininterrupta ao comunismo. Isto devemos colhê-lo muito bem porque precisamente hoje, a vinte-e-cinco anos da Grande Revolução Cultural Proletária, vemos nela nosso futuro e, mais ainda, se temos em conta que foi nela que o maoísmo iluminou o mundo e deveio em nova, terceira e superior etapa do marxismo, em marxismo-leninismo-maoísmo. Celebremos o 25 Aniversário da Grande Revolução Cultural Proletária!

O documento “Eleições, não! Guerra popular, sim!” trata o estabelecido pelo Presidente Mao para essa gloriosa revolução; assim nos proporciona as questões substantivas para a celebração do 25 Aniversário da Grande Revolução Cultural Proletária.

As opiniões vertidas têm colhido a revolução cultural e sua essência: muda a alma, mas devemos concebê-la dentro do planteado. Acostumemo-nos a estudar para aplicar, para sacar derivações práticas da política atual. Isto nos leva a uma terceira questão.

2. Situação política

Colher os documentos, as políticas ou as diretivas partidárias e aplica-las à conjuntura política é a prática política do proletariado; quando estudamos o fazemos com vistas a aplicar, a resolver problemas vivos, se não caímos no Estudo livresco ou em repetir e esse é um método burguês, idealista, metafísico.

Assim, pois, analisemos a luta de classes atual à luz das quatro partes do documento; transformar ideias que vemos hoje e que o Comitê Central deve definir.

Na primeira parte: ELEIÇÕES CRUCIAIS PARA A REAÇÃO. Para onde aponta? O documento nos mostra o contexto internacional e nacional. Enquanto à luta de classes internacional pensemos que hoje se está desatando uma ofensiva contrarrevolucionária geral. Se for ver as posições do Partido, em 1985, quando da perestroica de Gorbachov, planteamos “nova ofensiva contrarrevolucionária revisionista, encabeçada principalmente por Gorbachov e Teng”; posteriormente, em maio de 90, no presente documento difundimos: “ofensiva nos últimos tempos intensificada e convergente com a desatada pelo imperialismo contra o marxismo, vociferando novamente a suposta e propagandeada ‘caducidade do marxismo’: assim o conluio e pugna, e neste caso principalmente o conluio, se dá neste sinistro ataque contra o marxismo-leninismo-maoísmo”, sintetizando, ofensiva convergente em conluio e pugna do imperialismo e do revisionismo; as situações que se sucederam demonstram que tem sido e segue sendo assim. Mas, não seria pertinente sentenciar que estamos vivendo uma ofensiva contrarrevolucionária geral? Por que dizemos assim? Porque todos estão atacando a revolução, a revolução democrática, a revolução socialista; atacam a violência revolucionária, a guerra popular; atacam o Partido Comunista, atacam o socialismo e a ditadura do proletariado; atacam a meta, o Comunismo; dizem que os fatos demonstram que já não corresponde o socialismo, que este não existe, que fracassou. Mas havemos de recordar que nos anos 50 teve campo socialista, que o triunfo da revolução na China significou a mudança da correlação de forças no mundo, e que nunca sistema algum mudou tão profunda e rapidamente as podres bases capitalistas e feudais como se fez na URSS ou na China; que o socialismo na URSS se desenvolveu com Lenin e o camarada Stalin, até que o revisionista Kruschov usurpara o Poder, e a situação na China foi similar, o socialismo durou até que, morto o Presidente Mao em 76, Teng dera o golpe de Estado contrarrevolucionário revisionista; que se contamos desde 1848, quando Marx e Engels, que eram só dois, escrevemos o imortal Manifesto do Partido Comunista, o Socialismo foi primeiro fundamentado solidamente e depois em 1917 concretizado, o socialismo é jovem, tem curto tempo, e hoje em dia existe como experiência, está nos comunistas e nos revolucionários do mundo, existe como ideologia, como política, como teoria e como prática; e também está, vive em nós, comunistas e revolucionários do Peru.

Assim, pois, é uma ofensiva contrarrevolucionária geral que pretende conjurar a revolução como tendência principal, histórica e política, hoje no mundo. E quem aponta contra a revolução? O imperialismo e o revisionismo juntos, os dois, mas de ambos, é o imperialismo ianque o principal, o que encabeça essa ofensiva, pois pretende erigir-se como superpotência hegemônica única em sua contenda com a outra superpotência imperialista russa e as demais potências imperialistas. Esta ofensiva a desenvolve principalmente como hegemonista principal o imperialismo ianque. Também é geral porque além de provir do imperialismo do revisionismo e da reação mundiais, se dá em todos os planos: ideológico, político e econômico, ainda que o central seja no político.

Tudo isto deve ser pensado muito seriamente, analisado, compreender bem, como tudo; a questão é compreender a realidade para sacar a lei que a rege e com ela transformá-la em serviço do proletariado e povos do mundo.

Cabe uma nota. Não é ofensiva final, necessitamos diferenciar bem, é ofensiva contrarrevolucionária geral; se fala, em geral, de ofensiva final quando se trata da última parte da ofensiva estratégica da revolução; esta atravessa três momentos, política e militarmente falando, óbvio que a primeira guia a segunda e é a principal: a defensiva estratégica, o equilíbrio estratégico e a ofensiva estratégica. Nossa posição é que estamos na ofensiva estratégica da revolução mundial, não dizemos que já estamos na ofensiva final; ademais, concebemosque a ofensiva estratégica da revolução mundial se dá através de um longo processo, não curto e, mais ainda, em meio de grandes ziguezagues e até retrocessos. Do que se trata, então, não é da revolução senão da contrarrevolução, de uma ofensiva contrarrevolucionária geral para conjurar o desenvolvimento da revolução proletária mundial.

Outra questão, pos mais que estrondem canhões, que descarreguem seus golpes econômicos, lancem barro e ataquem, como sempre sem fundamentos iminentes, estão condenados, derrotados; se sabemos que nas revoluções há restaurações e até regressões não nos deve estranhar que haja ofensiva contrarrevolucionária geral, ao contrário, devemos defini-la bem para manejá-la e derrota-la. Sempre os ataques ao marxismo tem sido prólogo a seu novo desenvolvimento e avanço. Recordemos o que nos planteávamos em 79, 15 mil milhões de anos de processo da matéria em movimento, do que conhecemos, levam à marcha irrefreável do comunismo, esta é a realidade, aprender esta lei e leva-la adiante; a meta, o comunismo, não é uma ideia à margem do processo material, é parte dele, surge dele e é sua perspectiva, é parte da marcha deste processo material, é expressão do movimento incontível da matéria. Não há outra classe que tenha o porvenir histórico do proletariado. A burguesia foi revolucionária, mas já caducou historicamente e como toda besta acuada apresenta garras ferozes, é o pagamento por sua destruição; sente que está afundada, sabe que é cadáver insepulto, mas ainda que sua tumba já esteja aberta, resiste em ser enterrada pelo proletariado. O último monstro, o opressor dos povos do mundo, o imperialismo que a burguesia engrendou deve ser varrido da face do globo junto com o revisionismo e a reação mundial; ao proletariado, ao povo, a nós corresponde enterrá-lo, é nossa necessária tarefa de perspectiva histórica. Esta é a absoluta convicção que devemos ter; à burguesia a aplastaremos, ao imperialismo o enterramos, ele e todos seus sócios e lacaios.

Esta primeira parte do documento, quanto à situação política nacional, nos planteia a chamada “legitimação”; é tese do imperialismo ianque, de sua guerra de baixa intensidade, de sua guerra contra-subversiva, seu significado o temos tratado em vários eventos desde o Congresso; nos interesse, como está hoje? Não há a tal legitimação. Nem os votos que Fujimori alcançou (aparte o caráter da eleição reacionária e a farsa que é no Peru) o legitimam, ao contrário, o deslegitimam (a porcentagem de ausentes foi maior, 27% dos votantes contra 24,6% de Cambio 90 no primeiro turno e muito abaixo do 50% mais um que sua Constituição demanda para assumir a presidência; e no segundo turno, com os votos do APRA, IU (Izquerda Unida) e IS, logrou só maioria simples). Por seus feitos, pior ainda, Fujimori atua contra o povo dado o caráter do regime que dirige; é representante da grande burguesia, principalmente compradora, de todos os latifundiários e o mais obsequentepró-imperialista ianque até hoje, e o mais furioso inimigo da guerra popular, em síntese, um genocida vende-pátria.

Assim, a “deslegitimação”, seu cabal desmascaramento se desenvolve a tambor batente; o povo sente que não há razão nem direito para tanta iniquidade, para tanta opressão e a guerra popular coadjuva isto. As sistemáticas violações de seus direitos humanos, a política genocida que prossegue, seguindo a Belaúnde e García. As podem desmentir os fatos? O povo as sente, as vive; a reaparição de foças comuns, a matança dos filhos do povo, o assassinato vil, impune dos combatentes e suas famílias, a guerra sem prisioneiros, podem eles ocultar ao povo que os padece? O crime aflito contra os familiares e massas que, no V Aniversário do Dia da Heroicidade, nas praças públicas e nas vizinhanças de Lima marchavam tranquilamente com a só arma de suas bandeiras e suas agitações, como em San Gabriel, o podem silenciar? E as felicitações do próprio Fujimori aos efetivos que o cometeram, as podem negar? O protesto pelo assassinato de um estudante universitário e o de dois jovens humildes pelo simples fato de portar mochilas, se pode calar e proteger uma vez mais os assassinos? O genocídio de comunidade nativas, o converter das comunidades camponesas em carne de canhão das genocidas forças armadas? O dar carta branca a suas manadas para cometer todo tipo de crimes? Podem tudo isso legitimar o governo de Fujimori? A redução mais brutal do salário e o mais infame abandono da educação e a saúde do povo? Ser o governo da cólera? A mais sistemática negação dos direitos e benefícios conquistados pelo proletariado e povo? A incessante e crescente repressão das massas? O introduzir a hipoteca, a usura e a nova concentração de terras para principalmente despojar aos camponeses pobres? A fome de milhões lançados à mais absoluta pobreza? A profunda recessão da economia peruana que faz retroceder décadas o ingresso das massas? A destruição do sistema de produção nacional? E a maior venda do país ao imperialismo, etc. etc. etc.? Pode tudo isto legitimar o governo de Fujimori? Não, simplesmente o tem desmascarado cabal e completamente em menos de um ano.

Sintetizo, na primeira parte do Estudo do documento, ver: 1) a proterva ofensiva contrarrevolucionária geral e, 2) a crescente “deslegitimação”, desmascaramento do governo de Fujimori e do podre Estado peruano.

Na segunda parte: SE ACENTUA A CRISE POLÍTICA, AUMENTAM AS CONTRADIÇÕES, há que centrar a atenção no processo do capitalismo burocrático. O capitalismo burocrático é tese de nosso mPartido; é a modalidade, é a forma que aqui, nos países atrasados semifeudais e semicoloniais como o nosso, reveste o capitalismo. Este processo tem que ver com que a história da sociedade peruana logra um desenvolvimento do capitalismo muito embrionário no século XVIII, teve impulso em meados do século passado, sujeito ao imperialismo inglês, e sofre as consequências da guerra com Chile.

A partir de 1895, o capitalismo burocrático vai atravessar três momentos: 1) desde 1895 até 1945, eixo: a década de 20, é o momento do DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO BUROCRÁTICO. 2) desde 1945 até 1980, eixo: a década de 40-70, desde 68 (golpe fascista corporativo de Vélasco) é o momento do APROFUNDAMENTO DO CAPITALISMO BUROCRÁTICO. O Partido estabeleceu que o golpe de Estado fascista teria 3 objetivos: um, aprofundar o capitalismo burocrático; dois, reestruturar a sociedade peruana; e três, conjurar a revolução peruana; é evidente que não as pôde arrematar, pôs bases, mas sua tarefa não foi cumprida, a prova mais demolidora é o início da luta armada em 1980. Assim, o terceiro momento começa em 80, é o da DESTRUIÇÃO DO CAPITALISMO BUROCRÁTICO, dentro do qual estamos hoje.

O capitalismo burocrático nasce crítico, enfermo e hoje está em crise geral, marcha à sua destruição; mas se for ver o processo de cada momento, sintetizando, por sua vez há partes, se dá um prólogo, por exemplo, no primeiro momento se expressou primeiro uma preparação; logo, pelos anos 20, se pôs bases para o desenvolvimento do capitalismo burocrático; e depois um processo de afundamento, não se logra o desenvolvimento proposto, se produz a crise e esta leva a um maior afundamento. Os fatos históricos demonstram que é assim. No segundo momento do aprofundamento do capitalismo burocrático, igualmente vivemos um prólogo ou preparação, logo um assentar de bases e finalmente veio a crise que levou a um maior afundamento que o do anterior momento.

É o terceiro momento de destruição do capitalismo burocrático, de 1980 adiante, também há esse prólogo, uma longa e enredada preparação de condições que traz à década de 90, hoje põem bases para aplicar o neoliberalismo, e enchem a boca que estão fazendo uma “revolução”, mas assim como nos dois anteriores momentos do capitalismo burocrático, neste terceiro momento o assentar bases os levará necessariamente a outra crise que, por sua vez, gerará um afundamento muito maior. Para diferenciar o segundo do terceiro momento, destaquemos aque aquele se centrou no Estado como palanca econômica principal, enquanto hoje apontam a estabelecer a atividade não estatal como palanca principal. A história mostra que pôr bases leva alguns frutos, sim, mas gera uma mais profunda crise. Tudo, pois, demonstra que hoje, no terceiro momento, o capitalismo burocrático está em crise geral, ideológica, política e economicamente; a situação crítica atual se acentuou desde o ano 74 e não logram superá-la. O Estado politicamente se descompõe mais: o presidente governa por decreto abusando das faculdades do artigo 211, inciso 20, de sua Constituição; o parlamento não cumpre sua função principal de legislar; e o poder judicial, até vilipendiado pelo próprio Fujimori e carente de pressuposto, é cada vez mais avassalado, ademais as leis – entre elas o Código Penal recente – introduzem normas fascistas. Há cada dia mais indícios e posições fascistas; no plano ideológico, como seus amos imperialistas, lastrados por sua ideologia cada vez mais apodrecida e órfãos de perspectiva, não lhes resta nada senão levantar bandeiras do século XVIII e começo do século XIX: o liberalismo; se essas já foram bandeiras traposas e esfarrapadas na I Guerra Mundial, hoje são passado caduco, são recalcitrantes, não têm futuro; ao contrário, o socialismo sim é futuro e o tem demonstrado, enquanto o capitalismo é um cadáver e como muitos cadáveres insepultos.

Assim, ideológica, política e economicamente estão afundando mais e mais em sua crise geral e são demolidos a cada dia pela guerra popular.

Este governo está em situação cada vez mais difícil, a mais completa e difícil que tem vivido a sociedade peruana e não poderão manejá-la; as medidas que adotem não gerarão senão florescência transitória e bancarrota geral e, o principal instrumento desta demolição é a guerra popular assentada na luta de classes das massas.

É importante apontar aos três momentos do capitalismo burocrático e seus caracteres, muito especialmente o terceiro, dessa maneira compreenderemos como as três tarefas políticas da reação peruana e seu amo, o imperialismo ianque: reimpulsionar o capitalismo burocrático, reestruturar o Estado e aniquilar a guerra popular, não as podem nem as poderão lograr; cumpri-las é impossível histórica e politicamente. Até os próprios reacionários difundem no país e no estrangeiro que o governo de Fujimori não está logrando nada, que vai de fracasso em fracasso. Esta é parte da verdade, pois, não só suas dificuldades são crescentes senão que é a necessária concretização do caminho burocrático dos exploradores, dos grandes burgueses e latifundiários e do imperialismo; é a concretização de uma lei, a lei de que em seu processo de desenvolvimento, o capitalismo burocrático amadurece a revolução e esta, com o desenvolvimento da guerra popular, se acelere e se potencializa, assim, se aproxima mais a conquista do Poder em todo o país.

Também nesta segunda parte do documento, [devemos] pensar nas eleições municipais complementários, em torno delas se ventila velhas cantilena, galinhas pagas já começaram a cacarejar, mas não poderão calar a realidade; hoje não só a força armada é grande eleitor mas é o quem nomeia autoridades, assim como planteia o documento que fizeram em Cangallo, seguirão fazendo. A verdade está saindo, ontem agitaram supostos triunfos democráticos e hoje dizem que são mais de 400 distritos que carecem de autoridades eleitas, assim é sua democracia; por outro lado, são incapazes de defender a seus candidatos, mas não aceitam a renúncia de candidatos como os da Izquierda Unida em Ayacuchi; e em Junín têm posto ronderos como candidatos.

Assim, para estes sistemas apodrecidos as eleições não são senão que um instrumento para seguir explorando e oprimindo ao povo; por isso, a tática do boicote do Partido é boa, desenvolve a tendência do povo contra as eleições e serve à guerra popular.

Na terceira parte do documento: O BOICOTE DESENVOLVE A TENDÊNCIA DO POVO CONTRA AS ELEIÇÕES E SERVE À GUERRA POPULAR, centrar nos avanços que desmentem as imputações feitas em 89, destacar o acordado no II Pleno do Comitê Central, que em 1990 a guerra popular nos deu a grande conquista dos Comitês Populares Abertos e em 91 o equilíbrio estratégico. Basta uma simples frase, saudar o equilíbrio estratégico, para que os dentes lhes cacarejem os reacionários e revisionistas; quase todos vociferaram, … e até montaram operativos ridículos e sangrentos, empanturrando-se como sempre nas massas, para “mostrar” que não há tal equilíbrio. Por quê? Estão em pânico porque o velho vai morrer e ser enterrado. A palavra do Partido nunca tem sido desmentida pela realidade; tudo o que temos predicado, temos aplicado, dissemos iniciar e concretizamos o ILA-80, hoje se encontra a conquistar do Poder em todo o país, dissemos equilíbrio estratégico e o especificamos, destaca-lo mais do que nunca: “O equilíbrio estratégico e preparação da contraofensiva; o inimigo, recuperar posições para manter seu sistema; nós, preparar ofensiva estratégica através de Construir a Conquista do Poder”. Compreendê-lo bem para manejá-lo melhor cada vez mais; pensamos que é uma tarefa que necessitamos tratar a fundo, ver não somente o que nos ensina o Presidente Mao, mas a forma específica que reveste aqui em nosso país.

Destacar ademais como todo o processo de 11 anos de guerra popular nos tem trazido até a III Campanha de Impulsionar o desenvolvimento das Bases de Apoio, parte do Grande Plano de Desenvolver Bases em função de Conquistar o Poder, sua importância reside em rematar o plano de Impulsionar, portanto é uma ligação para o novo plano. Sintetizando, o cumprimento desta III Campanha de maio, junho e julho é grandioso, até hoje não havia levado tão fundo nem elevado tão alto a guerra popular no campo principalmente e na cidade como complemento; todos devemos sentir uma grande alegria por servir de todo coração a tão transcendente tarefa, qualquer que seja o grau de participação que tenhamos, uma pedra junto a outras fazem uma parede; lá os traidores e os que a negam, se o fazem é por seu interesse de classe por empreender bolsillos, ainda que estejam mal pagos pela reação peruana e o imperialismo. Nós somos conscientes da verdade que vivemos, que construímos; por isso nós, no Partido, no Exército Guerrilheiro Popular, no Novo Poder e nas massas podemos ver como se plasmam os grandes logros da gesta heroica da guerra popular.

Há indícios da ressonância deste processo da guerra popular? Sim, por exemplo, pela primeira vez o senado do USA debate sobre a guerra popular do Peru, está, pois, repercutindo na cova da reação mundial, não é a principal marca, mas é importante. Há “modernas leiteiras” que fazem castelo no ar como Fujimori, o genocida vende-pátria, ou verdugos como o ministro do Interior, general Malca, o da Defesa, general Torres Aciego, ou recalcitrantes pró-ianques como o ministro da Economia, C. BoloñaBehr, ou rasteiros carreiristas como Bernales, Tapia, Gonzales, etc., e o são em tanto obsequentes lacaios do imperialismo e servos das classes exploradoras que mendigam a ajuda do imperialismo, ianque principalmente, sonhando aniquilar a guerra popular, traficando com seu grau avançado para lograr sua chamada reinserção e defender o arqui-reacionário Estado Peruano.

No USA estão dando os primeiros passos para suas próximas eleições do ano iminente, e Bush se lança à reeleição. Tem obtido um êxito enganoso no Oriente Médio, é bastante para eles ainda mais que para todos, é claro que não logrou o que se propôs: dissemos assim, porque nunca um atropelo vil e prepotente contra um povo pode ser logro, ainda mais hoje quando toda luta que travam os povos pela sua libertação é parte da revolução mundial (sabemos das limitações de classe que tem Sadam Hussein), mas isso é “êxito” para o imperialismo ianque. Ademais, essa guerra do Golfo a empreenderam para impulsionar sua economia, mas não lhes deu o reimpulso que esperavam; e sua economia segue e seguirá tendo sérios problemas frente a outras potências imperialistas, sem que isto signifique que tenha deixado de ser superpotência imperialista. Ademais, Bush planteou travar uma luta contra as drogas e ali também se enfrenta com seu povo; pois, assim como para manejar seus problemas econômicos põe impostos ou reduz gastos sociais chocando com o povo norte-americano, com esta medida também se enfrenta com os mais pobres e exploradores, particularmente com as minorias oprimidas, mas ali tampouco tem resultados. Mas, essa luta contra as drogas está ligada intimamente ao combate à guerra popular no Peru e a luta de classes na região andina, repercute, portanto, na política norte-americana. Assim devemos pensar que o assunto não termina no mês de setembro, nos referimos à suspensão da chamada “ajuda”; para recebe-la o governo peruano tem que cumprir com o tratado “anti-drogas” uma de cujas partes é o respeito a seus direitos humanos, violados sistematicamente por ele. A guerra popular do Peru, pois, é um instrumento para sua contenda eleitoral, mas o que nos interessa é que repercute em seu próprio Congresso. Por demais, isto coadjuva à luta de nossos camaradas do Partido Comunista Revolucionário e do Movimento Revolucionário Internacionalista a quem isto nos une mais, como o faz o travar uma campanha em comum contra o imperialismo, principalmente o ianque, sob a consigna de Yankees Go Home, outra mostra do avanço e ressonância da III Campanha.

Na quarta parte do documento “Eleições, não! Guerra Popular, sim!”, que é a principal, planteamos como processar o marxismo hoje; em quatro campos vemos as teses fundamentais do marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente do maoísmo, é uma reafirmação em nossos princípios, e até tem exposição proporcionalmente ascendente de nossa concepção concebida como uma unidade, uma menor parte corresponde a Marx, uma maior a Lenin e outra muito maior ao Presidente Mao, o que também mostra o desenvolvimento do maoísmo como nova, terceira e superior etapa.

Uma primeira derivação atual: Desfraldar, defender e aplicar o marxismo-leninismo-maoísmo é o decisivo para desenvolver a revolução proletária mundial, demolir o imperialismo e a reação internacional e aplastar o revisionismo. Isto é o medular. O maoísmo, foi dito nos anos 60, é a arma mais poderosa, é nossa bomba atômica, arma insuperável; hoje devemos ser mais conscientes da transcendência histórica do marxismo, de sua invencibilidade, de que o marxismo é todo-poderoso porque é verdadeiro. É o decisivo, dele depende, dele deriva tudo; se nos alijamos do maoísmo se retrasará a revoluçãoainda que não a poderão detê-la pois o marxismo-leninismo-maoísmo voltará a impor-se e a guiar a revolução. Necessitamos principalmente do maoísmo e pô-lo muito ao alto, cada vez mais; isto demanda defende-lo, não basta desfraldá-lo, nós desfraldamos bandeiras para defende-las; mas o principal é aplica-lo.

Para que desfraldar, defender e aplicar o marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente o maoísmo? Para desenvolver a revolução proletária mundial. A tendência principal no mundo é a revolução, não há futuro para a humanidade sem o triunfo cabal e completo da revolução concretizada no comunismo; pois bem, a questão é desenvolver a revolução mundial e desenvolvê-la significa aplica-la, fazê-la e é certo, como aqui está remarcado, não importa quanto sejam, mas sim se querem fazê-la ou não; ontem Marx e Engels eram só dois em 1848, hoje a 143 anos somos milhões no mundo; ontem nada tínhamos, hoje duas grandiosas experiências históricas ricas em lições que estão aí, que vivem em nós, no proletariado, no povo, e insistimos, que ter havido duas restaurações não nega que a revolução é o principal, negá-lo é negro sonho pois a revolução proletária mundial avança e nós somos parte desse avanço; que a revolução proletária mundial custará sangue, assim será, mas, que coisa não custa sangue? Nós não estaríamos aqui sem o sangue derramado por tantos comunistas e revolucionários no mundo.

Também necessitamos o maoísmo para demolir o imperialismo e a reação internacional e varrê-los da face da terra, quanto mais lixo lançam eles, serão escombros enterrados e nós somos seus varredores históricos. O grande varrimento social é incontível.

Necessitamos o maoísmo para aplastar o revisionismo; juntos, o imperialismo e o revisionismo vão ir ao tacho, mas não se pode combater ao imperialismo sem combater o revisionismo.

Reafirmamos no decisivo que é o maoísmo, com absoluta convicção, nenhuma dúvida pode acossar-nos, menos ainda paralisar-nos; os comunistas, a classe, os revolucionários, somos otimistas, nada vai nos deter.

E tudo isto nos leva a “Derrotar a ofensiva contrarrevolucionária geral!”, esta guia devemos tomar como consigna.

Uma segunda derivação. Devemos pontuar uma tarefa acordada: criar opinião pública e desatar um profundo trabalho ideológico entre as massas. Fazê-lo com grande decisão e celeridade. O marxismo nos tem ensinado a propagandear, as palavras de Marx frutificaram poderosamente em todo o mundo e em quase todas as línguas; Lenin nos ensinou que não importa o tempo que passe entre a plantação e colheita, que a propaganda dá magníficos frutos; o Presidente Mao nos disse que tanto a reação como a revolução requer gerar opinião pública, eles contra a revolução e para seguir explorando, nós para conquistar o Poder pela violência revolucionária e defendê-lo também com violência revolucionária; sem opinião pública ganha para a revolução, não poderemos conquistar o Poder.

Nós temos grandiosa ideologia, o marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente o maoísmo, a arma mais poderosa hoje no mundo, temos sua aplicação criadora; o pensamento gonzalo. Pois bem, armar a mente, mas fazê-lo mais e melhor cada vez mais, se ganhas a mente, armas o braço; não em vão nosso Partido tem se caracterizado por ser forte na política e a política não é se não a aplicação concreta da ideologia para lutar por conquistar o Poder. Nossa ideologia está sendo atacada hoje por todos e em todos os aspectos e os ataques vão crescer mais; mas têm eles temor de enfrentar-nos, não podem debater ideologicamente com o marxismo, a burguesia não passa de afirmar e adjetivar; fundamentos não os têm. O que contrapõem ao marxismo-leninismo-maoísmo? Os novos ideólogos burgueses são efêmeros, por exemplo Fukuyama que apareceu como trapeira, brilhou pouco e já está esfumado como fumo de cigarro barato, negou o desenvolvimento da história proclamando a caducidade das ideologias, principalmente a do proletariado, salvo a da burguesia, baseado na suposta perpetuação e triunfo definitivo do imperialismo enquanto sistema econômico e político. Mas a história e as ideologias prosseguem suas batalhas movidas pela luta de classes; assim, a história aplastou suas elucubrações e as ideologias de classe seguem combatendo, seja os fundamentalistas árabes, com sua religião, ou os neoliberais, os neopositivistas e os fascistas como expressão da ideologia burguesa, e principalmente os comunistas atuando com nossa ideologia científica, o marxismo-leninismo-maoísmo, como nós na guerra popular dirigida pelo Partido Comunista; assim, uma vez mais o ar leva pronto as divagações e sonhos pseudo-teóricos da burguesia.

Ultimamente estão voltando a Joseph de Maistre, ridícula situação, o próprio UslarPietri, premiado pelo rei da Espanha, disse que aquele foi combatido por todos os progressistas. Claro! Se era um recalcitrante papista e come-hóstias! Estão amparando-se no mais recalcitrante de seus “teóricos”, mas todo esse movimento não é mais que lançar pus a um sangue enfermo; portanto, a burguesia, a reação em geral, não têm sangue oxigenado para animar seu podre corpo, senão que somente pus para envenenar-se mais.

Então, como responder a seus ataques ideológicos? Desmascará-los a fundo, quitar suas falsas e fedidas bandeiras, contrapô-los o marxismo-leninismo-maoísmo. Principalmente maoísmo, aplicando-o à realidade: o marxismo é a única ideologia científica, verdadeira, move montanhas, transforma e põe o mundo no lugar, não de cabeça como o idealismo. Marx disse, a filosofia tem sido acorrentada, arrancada das massas e enredada em palavreados, cheia de teia de aranha para ocultá-la para as massas, temos que libertá-la e devolvê-la.Temos que manejar nossa ideologia movendo poderosamente as massas; formar opinião pública é problema de mover as massas, que elas sejam propagandistas e agitadoras; façamos um movimento massivo, educar as massas no marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente maoísmo e no pensamento gonzalo. Desde Marx nos ensinaram esta necessidade, e a Grande Revolução Cultural Proletária é o exemplo mais vivo e grandioso de mobilização de massas com a ideologia marxista-leninista-maoísta para continuar a construção do socialismo sob a ditadura do proletariado, para prosseguir a revolução e não se deixar arrebatar os frutos conquistados, para defender a revolução. Mover, pois, as massas em um imenso e profundo movimento teórico, ideológico, de ideias marxista-leninista-maoístas, pensamento gonzalo; libertá-las dessa podridão feudal, burguesa pró-imperialista, que as faz ver o mundo ao revés, de pernas para o alto. Libertar a filosofia das gavetas, dos livretos, dos falsos centros acadêmicos e levá-las às massas, à cotidiana luta de classes, ao povo; se lhes arrebatou a alma, pois recuperá-la e devolvê-la às massas, dessa maneira não se deixarão enganar; a filosofia, a ciência, não são para os eruditos, senão que para as massas. As massas hoje são cada vez mais dialéticas, mas devem ser conscientes de sê-lo, que conscientemente manejem as leis da dialética; que usem a contradição com plena consciência do que implica, que a apliquem no manejo da natureza, da sociedade, das ideias; as massas podem lográ-lo porque as massas fazem a história, criam tudo. Isto sem esquecer que a prática é a fonte do conhecimento, o homem é eminentemente transformador e transforma em sua prática social cotidiana e em meio desta aprende, conhece e esse conhecimento apreendido de sua prática é devolvido outra vez à prática e gera mudanças, desenvolvimentos, avanços, transformações; mas como tudo tem selo de classe, sua prática, seu conhecimento, sua transformação, serão também de classe, isto é, contra ou a favor do proletariado e do povo. A prática é fonte do conhecimento, é a ação transformadora histórica das massas, da humanidade; através da prática social de um determinado momento histórico, as massas armam sua mente com ideias que correspondem a esse momento e, portanto, armam seus braços para plasmar as tarefas determinadas pela história. E o estudo é complemento indispensável. O homem é ação dentro e em fundação de uma classe e como consequência gera ideias, isto é, ideologia; e sua ação organizada é transformação social, avanço para as maiores. Engels nos ensina a remarcar as ideias com ações, é um método que temos aplicado no Partido desde estes anos 70, persistamos nele.

Logo, como armar as massas na ideologia e prática marxista-leninista-maoísta, pensamento gonzalo? As massas se armam ideologicamente a partir de seus problemas concretos nos três campos: ideológico, político e econômico, tendo em conta a elevação e popularização; tomar experiência da Campanha de Retificação do I Pleno do Comitê Central, considerar a popularização e a elevação, diferenciar dirigentes e quadros de militantes de base, as organizações partidárias: o Partido que tem uma militância determinada, o Exército Guerrilheiro Popular e os organismos gerados; também diferenciar as organizações de massas que combatem conosco.

Pensemos que a reação tem, entre outras, uma coisa a seu favor: muitos meios de informação, todo um sistema de meios desenvolvidos, periódicos, revistas, rádios, televisão etc.; nós não, mas temos um recurso que é insuperável e é: as massas fazem a história. O conhecimento o gera a prática e esta a fazem as massas; temos dito, fazer das massas propagandistas e agitadoras, que as próprias massas combatam e resistam, e tudo isto o sabem fazer, o tem feito sempre, portanto não lhes será estranho fazê-lo. Qual sistema aplicar? De boca a orelha, o primeiro instrumento que temos é a palavra, é um meio que nos permite chegar ao mais fundo e profundo das massas; nos permite um manejo mais flexível porque podemos adaptar a palavra às condições do auditório; sejam camponeses, operários, estudantes, intelectuais, soldados, comerciantes, etc.; é mais flexível, mais tático dentro, claro, está de uma estratégia geral. Também usar a palavra escrito, não só se combate com a espada, também com a pena, usar linguagem clara e fácil; usar gráficos, são muito bons para os camponeses analfabetos, por exemplo; e, todos os meios modernos que estejam a nosso alcance, sem esquecer que de todos o principal meio é o oral, pois é o mais direto ao alcance das massas, do povo.

Reiterando, nós servimos às massas, manejamos a palavra e não nos custa nada, temos, portanto, a capacidade tática. Por exemplo, potencializar as expressões de queixa, para ele não se necessita senão um grupo de pessoas que contem suas experiências de opressão e exploração crescentes, se um começo o outro segue e todos sentirão a força de sua explosividade, isto atiça e move a atuar contra as causas da exploração e os opressores; promover a expressão de queixas em diferentes grupos e em muitos lugares; a palavra de um se junto com as palavras dos demais como um redemoinho, um só é débil, todos juntos é uma grande força. Outra forma de propaganda escrita massiva são os dazibaos, o Presidente Mao ensinou que é um instrumento da democracia; as massas não necessitam nem papel, usar as paredes, o gesso, o carvão, a pintura se a tem; escrever caracteres grandes, frases simples, dizer o que se quer, quais formas de luta aplicar, quais experiências são positivas, quais negativas, que pensam de seus dirigentes. Assim se expressa a democracia das massas, totalmente oposta à falsa democracia burguesa tão pregoada, mas que não é para o povo, mas para os que mandam e exploram. O poder das massas pensantes e atuantes é inesgotável, aportam em todos os campos, político, militar, econômico, artístico, científico. Desenvolvemos cada vez mais a democracia popular, que as massas discutam os planos e valorizem sua execução como no Exército Guerrilheiro Popular, assim, se logra uma compreensão mais alta, uma maior unidade e uma ação mais potente. Que as massas expressem também sua capacidade de agitadores e propagandistas através da democracia.

Mas, um grande movimento ideológico massivo necessita do Partido que o dirija porque o Partido é a parte mais consciente enquanto conhece, maneja e aplica a ideologia, o marxismo-leninismo-maoísmo, pensamento gonzalo, as leis que regem a revolução, a político, isto é, as leis da luta de classes pelo Poder, a guerra popular como forma principal de luta. Sem Partido as massas nem sequer poderão municiar-se de um plano e é indispensável que o Partido dirija com um bom plano; sabemos que um plano é uma ideologia, e o plano do Partido é marxista-leninista-maoísta, pensamento gonzalo. Feito o plano, o Partido deve mover aparatos orgânicos diversos porque uma política não se pode plasmar sem uma forma orgânica que a concretize, sejam aparatos partidários, seja exército, sejam organismos gerados, sejam órgãos de Poder ou organismos criados pelas massas fundas e profundas. E que as massas plasmem essa grande mobilização ideológica de desfraldar, defender e aplicar o marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente o maoísmo como verdade universal e o pensamento gonzalo como especificamente principal para nós, enquanto aplicação criadora à nossa realidade; e, que as ações armadas remarquem essas ideias.

Assim, só o Partido Comunista pode manejar esse grande processo de agitação e propaganda massivas. O Presidente Mao nos ensinou: “Enquanto houver massas e Partido, todos os tipos de milagres serão feitos”.

3. A campanha de retificação

Aqui, hoje, estamos cumprindo o disposto pelo II Pleno do Comitê Central, nossa obrigação era levar adiante a campanha de retificação e a das bases, militantes, combatentes e ativistas ou massas era cumpri-la. Já a estamos rematando, devíamos estudar “Eleições, não! Guerra Popular, sim!”individual e coletivamente, debate-lo e aplica-lo.

Do antedito, se vê as observações feitas às opiniões vertidas; o problema principal é como aplicar o estudo do documento à situação política de hoje. Nós comunistas aprendemos a estudar para aplicar, senão seríamos elucubrantes e não usaríamos o marxismo para resolver problemas candentes; o estudo em abstrato é metafísica, idealismo, burguesia; tampouco somos pragmáticos, não estudamos com sentido utilitário como os imperialistas ou mecanicistas vulgares; nós estudamos a teoria para aplica-la na prática e transformar a realidade, para mudar o mundo em benefício da classe e do povo. Este problema, portanto, é questão de aplicação e poderia vê-lo em três planos:

1)À revolução proletária mundial, ali a questão é uma, o documento nos planteia os problemas candentes do marxismo hoje: a violência revolucionária; luta de classes; socialismo e ditadura do proletariado; e, a luta contra o revisionismo; dos quatro, o socialismo e a ditadura do proletariado é o principal. Aqui o problema é o maoísmo como nova, terceira e superior etapa, o marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente o maoísmo, porque com ele assaltaremos os céus; aí está a virtude do documento, se reafirma no marxismo e concebe que ser marxista hoje é ser marxista-leninista-maoísta, principalmente maoísta; entende que o maoísmo é nova, terceira e superior etapa e, que rege, que é vigente para todo o mundo, para os comunistas, para o proletariado e para os povos do mundo, aí está o decisivo. Portanto, a primeira tomada de posição arranca daqui: do maoísmo, e isto é acordo do Congresso, o principal do pensamento gonzalo é ter definido o maoísmo como nova, terceira e superior etapa.

 

2) Revolução peruana, aqui o principal é que o documento serve à construção do Novo Estado que se faz com guerra popular através do Exército Guerrilheiro Popular e sob a direção do Partido Comunista, baseando-se nas massas que conformam o povo. Serve à conquista do Poder em todo o país. No documento há valiosíssimas questões que devemos aplicar hoje no Novo Estado.

3) Como aplicar o documento em cada um? A cada um lhe compete assimilar, encarnar o documento para servir melhor à revolução; neste aspecto, aos presentes lhes interesse diretamente o ser intelectuais e as questões da arte, e o problema consiste em pôr sempre a política ao mando. Todo estudo do marxismo remove, se expressa a contradição entre as duas concepções, golpeia a parte não proletária, atiça a forja na ideologia. E, como em toda tarefa se apresentam três momentos, cada um com sua contradição, ao começar se dá o começá-la ou não, o começar já é um 50% de avanço. Logo, ao desenvolvê-la se apresenta o prossegui-la ou deixá-la, outra luta; e aqui – na palestra – se apresentou o dar intervalo [ou prosseguir], até se converteu num fardo – a palestra – e isso era mal, era consentir que o velho – o burguês – se imponha, discutimos e acordamos culminá-la – a palestra – como tarefa de choque. Este método é muito útil, é parte do estilo de trabalho marxista-leninista-maoísta, pensamento gonzalo, consiste em concentrar todas nossas energias na tarefa não cumprida e multiplicar o tempo a inverter até acaba-la, é como quando aplicamos marcha forçada ante a perseguição do inimigo, ali superamos a média e não nos deixamos ser pegos; no estudo é igual, não consentimos que a burguesia que contende em nossa cabeça derrote o proletariado, senão que com essa nova ideologia que encarnamos derrotamos ao inimigo idealista, burguês, estranho à classe. Se dá, pois, resistência do velho e cada um trava a batalha em sua mente consciente e voluntariamente até que o derrota, quebra essa resistência em si mesmo; o velho diz “como vá deixar o que já conhece!?”, “como não seguir o caminho mais fácil!?”, “como abandonar o que durante anos te amamentamos!?”, e o velho pinta de rosa a podridão para amolecer-te. A tarefa de choque ajuda a quebrar a resistência.

E, num terceiro momento, no arremate, também se apresenta a contradição por ou contra a culminação da tarefa até que se define por culminar e se culmina. Ter terminado o estudo já é um salto. E a tarefa de choque tem sido bom instrumento para coadjuvar ao salto de arrematar.

Tem cumprido com a campanha de retificação que não é senão uma forma de desenvolver a luta de duas linhas para ajustar-se à ideologia do proletariado.

Quanto se tem avançado? De um desconhecimento do ali planteado a um estudo e debate que lhes tem permitido armar-se na concepção marxista-leninista-maoísta, pensamento gonzalo, em quatro problemas fundamentais candentes do marxismo hoje. Pelas opiniões vertidas, estão aplicando aos problemas atuais.

A tarefa se tem cumprido e tem gerado salto e ajuste aos quatro problemas fundamentais do marxismo hoje.

Finalmente, é bom ressaltar que o documento é um aporte sério à contraofensiva marxista-leninista-maoísta, pensamento gonzalo à nova ofensiva contrarrevolucionária revisionista convergente com a do imperialismo, e agora também para enfrentar a ofensiva contrarrevolucionária geral. Estamos então ao armar-nos com o documento, servindo à revolução peruana e à revolução proletária mundial. Não há coisa acabada, certo, todo conhecimento é relativo porque pertence a uma parte da matéria, necessita desenvolver-se, mas se sujeita-se ao marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente ao maoísmo e esta é sua virtude, ademais é a maneira de ver do pensamento gonzalo, é pois marxista-leninista-maoísta, pensamento gonzalo.

4. Conclusões

1. A reunião é muito boa, o trabalho tem avançado, abocar-se ao estudo na guerra ajuda a manejar melhor. O estudo tem preparado condições para salto maior que se dá na prática.

2.No balanço das primeiras opiniões tratamos a contradição entre análise e síntese no estudo e que as primeiras opiniões se centravam na análise; mas, agora depois das subsequentes opiniões, aqui mesmo tem logrado a síntese e assim temos colhido a essência: Tomada de posição pelo maoísmo.

O salto que estava preparado se concretizou. A limitação do estudo foi a pouca síntese, mas preparou o salto. Se se colhe análise e síntese se potencializa o estudo e assim se colhe a essência e o salto se concretiza.

3. Se colhe o marxismo em quatro problemas fundamentais, candentes.

4. Se estuda para aplicar na luta de classes hoje: buscamos como abrir campo para combater através dos problemas vivos. Ver a perspectiva, não ficarmos no que está no documento.

5. Esta reunião ajuda a amadurecer problemas que se apresentam em todo o Partido; assim, nossa ação serve aos demais, nos dá experiência, por exemplo, a tarefa de choque como instrumento para culminar o estudo em Campanha de Retificação serve a todo o Partido.

6. Compreender melhor a tarefa política específica ligada a construir o Novo Poder com a guerra popular e em função Conquistar o Poder em todo o País, é necessário; sim, mas sua especificação é ser intelectuais e artistas, portanto, devem orientar-se seguindo a consigna de “servir ao povo e guiar-se pelo Partido”.

7. Quanto tem avançado? Tem dado salto ao estudo sistematicamente, com intensidade e tomando problemas vivos. Há uma compreensão maior do que é o marxismo-leninismo-maoísmo, pensamento gonzalo, e de que é necessário desfraldá-lo, defendê-lo e aplica-lo para transformar totalmente a sociedade peruana e servir à revolução mundial.

8. Se há salto, como consolidar um novo salto? E como desenvolver o novo salto? Como consolidá-lo e como desenvolvê-lo são duas coisas que estão em função de servir mais e melhor ao Partido, à Revolução no Peru e à revolução proletária mundial, de servir à emancipação de toda a humanidade, de marchar até o comunismo.

Propomos prosseguir com “Karl Marx” de Lenin, para a forja ideológica e os informes do II Pleno do Comitê Central, para a forja política.

O esforço desdobrado é bom. Felicitamos a todos.

Agosto, 1991

PCP – Comitê Central

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