“Não votar! Boicotar as eleições! ” (Partido Comunista do Equador – Sol Vermelho)

Retirado e traduzido de pukainti.blogspot.com

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“Se me permitirem, eu lhes direi que o principal das eleições é boicotá-las e, se possível, impedi-las. O que o povo vai ganhar com elas? Nada. Nada vai ganhar com a renovação eleitoral. Isso, eu creio, é uma coisa muito clara na história do país” – Presidente Gonzalo

Uma vez mais o país entrou na campanha eleitoral de cara aos comícios presidenciais a se realizar no dia 19 de fevereiro do presente ano.

Mais uma vez nosso povo é obrigado a assistir a um purulento processo eleitoral cujo conteúdo se converteu em um verdadeiro espelho que reflete a forma como opera a velha democracia burguesa-latifundiária.

A pugna entre a burguesia compradora e a burguesia burocrática chegou a seu ponto mais álgido.

O regime de Alianza País volta a reeditar suas alianças com os setores do sindicalismo capitulador, movimento indígena e camponês domesticados; com certos partidos “revolucionários” adestrados, como o PCE oportunista; socialistas, e até com alguns setores da burguesia compradora que não vêm com “maus olhos” a gestão governamental do regime da qual se beneficiou.

Do “outro lado”, duas frentes. Uma, a rançosa burguesia compradora representada pelo banqueiro Lasso, a expressão mais recalcitrante da banca [N.T.: sistema financeiro] e os grandes latifundiários. Paralelamente Cinthya Viteri, de Madera de Guerrero, outra manifestação da burguesia compradora entrelaçada com os grandes importadores, comerciantes e também com os latifundiários.

Como posição do centro àesquerda, a chamada Unidade das Esquerdas, uma coalisão eclética que procura mostrar-se como uma “terceira via”, algo assim como o monte de lixo da esquerda oportunista e revisionista da “Unidade Popular” (extinto MPD), o indigenismo ambíguo de Pachautik, alguns sobreviventes da Esquerda Democrática, os autodenominados “movimentos sociais” e os resíduos corporativistas das FF.AA. [N.T.: Forças Armadas] liderados pelo general retirado Paco Moncayo, candidato presidencial.  Esta “unidade” sumida no mais abjeto pragmatismo é o que dissera o Presidente Gonzalo, “uma verdadeira coladera de contradições como um conluio e pugna. O que os une? O conluio, os afãs, seguir o caminho do cretinismo parlamentar”.

As contradições interburguesas expostas na atual campanha estão marcadas pelas mútuas acusações de corrupção apresentadas no manejo de concessões petroleiras (Petroecuador), e desde logo, toda a podridão que gira em torno da construtora Odebrecht que salpica a uns e outros; o vazamentode contas dos correios eletrônicos de alguns dos candidatos, e a presença de candidatos reciclados dos programas lixo da televisão nacional.

Toda a degradação se apresenta precisamente quando as eleiçõesmostram-secruciais para a reação ante cenários tão complexos como são os que se desenvolvem na arena internacional, onde as contradições interimperialistas são dirimidas com violência cruenta, forçando uma nova repartilha e, com ela, um novo realinhamento das semicolônias, particularmente dentro dos novos planos que tem a superpotência imperialista USA e a potência imperialista russa.

A importância que têm estas eleições também está marcada pelo interesse que tem a burguesia burocrática por aprofundar a reforma estatal que tem tido sérios tropeços em sua concretização frente a abrupta queda do preço do petróleo, sem cujos ingressos, a tal reforma, se há limitado, não permitindo a reativação temporária do capitalismo burocrático, que dito seja, se desmorona vertiginosamente.

A profunda crise que aflige ao velho Estado e que expõe de maneira decadente uma maior pobreza nos níveis de vida do nosso povo, é aproveitada pelos candidatos de diferentes laias para vomitar seu mercado de ofertas eleitorais viciadas do mais absurdo e insano populismo. Não é preciso mencionar quanto é que oferece cada um dos candidatos presidenciais, todos, traficando com a vontade de nosso povo que de uma maneira ou de outra, e percorre o caminho que marca a velha democracia através das eleições.

O velho Estado burguês-latifundiário, hoje como ontem, revela-secomo uma verdadeira máquina burocrática-militar, nas últimas semanas tem deixado ver seu nível de decomposição, não só a nível estrutural, senão também na ordem de sua organização política e governamental. As entranhas do atual regime fascista sãoilegítimas[espúrias], se mostram como tal: podre, repressivo, “desfoliador”, demagogo, entreguista, vêm de regimes anteriores trazendo consigo, além de repressão, exploração e miséria, a subsistência de um eixo transversal próprios das semicolônias semifeudais: a corrupção.

Só os canalhas e os bobos acreditam que o proletariado deve primeiro conquistar a maioria nas eleições realizadas sob o jugo da burguesia, sob o jugo da escravidão assalariada e que só depois deve conquistar o poder. Isto é o cúmulo da estupidez ou da hipocrisia, isto é substituir a luta de classes e a revolução por eleições sob o velho regime, sob o velho poder…” Lenin

O marxismo contribuiu cientificamente para definir claramente o que é a democracia, a quem serve e como opera no campo da superestrutura. Mas o marxismo-leninismo-maoísmo também conseguiu definir quais são as tarefas dos comunistas e dos elementos conscientes no seio do povo em relação a estes processos democrático-burgueses.

Engels sustentava que a democracia é a forma lógica do domínio burguês; e o marxismo-leninismo criauma definição e papel claro das eleições e do parlamentarismo burguês quando identifica que “a cada certo número de anos [define-se] quais membros da classe dominante hão oprimir e aplastar ao povo no Parlamento: esta é a verdadeira essência do parlamentarismo burguês”, aspecto que tem sido plenamente notório na democracia burguesa-latifundiária no Equador de onde o povo “enajenado” e alienado, ou pelas relações de produções ou pelo permanente trabalho que faz o velho Estado no campo da consciência, ante a falta de correta direção ideológica, recorrentemente moveu-se sob a sombra da falsa democracia acreditando que os processos eleitorais podem eleger a seus mandatários que, empoleirados na presidência ou assembleia, vão solucionar seus problemas, suas exigências.

Os comunistas são conscientes que “o parlamentarismo caducou historicamente” é uma verdade, mas isso nós sabemos, as massas não, ainda se mostram permeáveis aos processos eleitorais, nessa medida é nosso dever “dizer-lhes a amarga verdade, dizer-lhes que seus prejuízos democrático-burgueses e parlamentares são esses, prejuízos, mas ao mesmo tempo, deve-se observar serenamente o estado real de consciência e de preparação da classe inteira (e não só da sua vanguarda comunista), de toda a massa trabalhadora inteira (e não só de seus indivíduos avançados)” (Lenin); nossa parte é difundir qual é o papel das eleições, como estas pretendem nos vender a ideia de que ao votar somos “soberanos” e os “eleitos” nossos legítimos representantes.

É nosso dever dizer e demonstrar na prática como esta democracia burguesa está a serviço da grande burguesia, grandes latifundiários e do imperialismo; que a única democracia que é útil às massas exploradas em países como o nosso: semicolonial e semifeudal, é a aquela aprovada e construída na revolução de Nova Democracia, que é a expressão estrutural e organizativa da economia, política, social, cultural do novo estado de ditadura conjunta, operário-camponesa-pequenoburguesa, onde o papel ideológico do proletariado é fundamental porque garante a transição para o socialismo. Que fora desse sistema de estado, de ditadura conjunta, não há democracia que responda a seus interesses.

O Manifesto Comunista também estabelece as condições em que se deve percorrer o caminho para a libertação das massas oprimidas da opressão e exploração: “[Os comunistas] proclamam abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem social existente. ” E deve-se entender, essa velha ordem social existente e que oprime as massas jamais poderá ser demolida pelo voto, pela urna, com medidas suaves e evasivas ou governos reformistas, que para fazê-lo, o povo com direção proletária deve, necessária e inevitavelmente, fazer sua guerra, que é a guerra popular, que unicamente através dela poderá enterrar não só a velha democracia, senão o velho Estado e seu conjunto, o velho poder da grande burguesia e dos grandes latifundiários e infringir uma contundente derrota ao imperialismo ianque, fundamentalmente.

ELEIÇÕES NÃO! GUERRA POPULAR SIM!

Este poderoso grito de guerra emitido pelo Partido Comunista do Peru resume quais são as tarefas estratégicas do proletariado. Impor, com guerra popular, o caminho democrático ante o velho caminho da reação, o caminho burocrático.

Embora seja verdade que, os atuais níveis de organização das massas e de sua vanguarda, o proletariado, não nos permite confrontar as eleições desde a guerra popular, hoje devemos lutar por combater o processo eleitoral como um componente substancial do grande Plano Estratégico de construção simultânea e concêntrica dos três instrumentos para a revolução: Partido, Frente e Exército Popular.

Impulsionar o NÃO VOTE nos permite desmascarar o caráter de classe que têm as eleições. Não cabe o voto nulo, ou o voto em branco, pois de todas maneiras se vota, e ao fazê-lo apoiamos o velho instrumento de dominação com que conta a reação para manter o nosso povo oprimido, alienado, acorrentado por fora da luta de classes e da guerra popular, quer dizer, por fora do caminho democrático.

O QUE FAZER?

NÃO VOTAR é uma consigna e ação importante, mas é passiva, consequentemente deve-se lançar mão de ações que expliquem as massas o porquê de não o fazer.

NÃO VOTAR é importante, desdenha da velha democracia e seu caminho burocrático, mas essa consigna deve tornar-se muito mais combativa, complementada com a ação direta das massas, portanto, também há que BOICOTAR AS ELEIÇÕES, e, como disse o Presidente Gonzalo, se for possível, HÁ QUE IMPEDÍ-LAS.

BOICOTAR AS ELEIÇÕES COMO APORTE PARA A PREPARAÇÃO DA GUERRA POPUAR NO PAÍS E O DESENVOLVIMENTO DE NOVA DEMOCRACIA À SERVIÇO DA GRANDE REVOLUÇÃO PROLETÁRIA MUNDIAL, é o que devemos fazer.

Desmascarar o caráter de classe que têm as eleições, de como estas servem para vivificar a velha democracia burguesa-latifundiária, e que esta, é incompatível com as exigências do proletariado e demais classes exploradas.

Desmascarar a esquerda revisionista que com discurso pseudo-revolucionário convoca as massas a participar nas eleições. De igual maneira ao oportunismo, que cavalgando sobre as organizações sindicais, camponesas e populares arrastam as massas para coloca-las à reboque da burguesia na caduca democracia eleitoreira.

Implantar uma campanha massiva por NÃO VOTAR, BOICOTAR AS ELEIÇÕES.  Bombardear os sonhos constitucionalistas da grande burguesia, grandes latifundiários e seus testas-de-ferro no seio do povo: o revisionismo.

NÃO VOTAR. BOICOTAR AS ELEIÇÕES, uma tarefa complexa, mas necessária. Cientes de nossas capacidades e limitações conjunturais devemos faze-lo, não importa quanto avancemos nessa tarefa, devemos implantá-la, executá-la, é nossa responsabilidade de frente na luta de classes, a revolução e a conquista do poder. Temos que entender bem isto, boicotar as eleições é também um problema de princípios, de guerra, Lenin sustentava: “O boicote é uma franca declaração de guerra ao velho poder, um ataque direto contra ele”, isso nós fazemos, declaramos guerra ao velho Estado burguês-latifundiário boicotando o símbolo mais relevante da velha democracia: as eleições.

NÃO VOTAR. BOICOTAR AS ELEIÇÕES!

NÃO VOTAR, BOICOTAR AS ELEIÇÕES, SE POSSÍVEL, IMPEDÍ-LAS!

NÃO VOTAR, PREPARAR A GUERRA POPULAR!

DESMASCARAR O REVISIONISMO E SEU OPORTUNISMO ELEITOREIRO!

VIVA O MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO!

CONQUISTAR O SOL VERMELHO DA LIBERTAÇÃO: O COMUNISMO!

 

 

 

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