‘Novo julgamento’ contra Presidente Gonzalo é patranha reacionária

Reproduzido do jornal A Nova Democracia nº 185

Jailson de Souza

Neste 2 de março, o Partido Comunista do Peru (PCP) emitiu comunicado ao Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização) por ocasião da nova patranha contrarrevolucionária desatada pela reação peruana – CIA em conluio com os revisionistas e capituladores contra Abimael Guzmán Reynoso, o Presidente Gonzalo, chefatura do PCP e da Revolução Peruana. Todo o atual engodo se reveste sob a alcunha de “novo julgamento”.

Levado a mais uma audiência, o Presidente Gonzalo altivamente se defendeu e exigiu acompanhamento médico para cuidar de sua saúde. O monopólio da imprensa peruana, por sua vez, intensificou a histérica campanha anticomunista de difamação do Presidente Gonzalo, buscando negar-lhe a condição de prisioneiro de guerra e de chefatura proletária e imputar-lhe a pecha de “genocida” e “terrorista”.

Seus planos são “condenar” o Presidente Gonzalo por crime contra a humanidade enquanto solta os verdadeiros genocidas, “autoridades” do velho Estado, com uma “medida de caráter geral”.

O histórico das patranhas reacionárias pode ser lido na declaração do MPP (CR) publicada em AND nº 178 (‘Defender a Chefatura do Presidente Gonzalo!’).

O que buscam é aniquilá-lo política e fisicamente

O objetivo da reação peruana, do imperialismo ianque e dos revisionistas e capitulacionistas é aniquilar politicamente o Presidente Gonzalo, atribuindo-lhe posições capitulacionistas, aproveitando-se de sua condição de isolamento absoluto, desprestigiando-o para logo consumar seu assassinato.

Sobre isso, partidos e organizações maoístas, em declaração emitida por ocasião do 30º aniversário do Dia da Heroicidade em junho de 2016, definiram: “Todas as afirmações sobre sua suposta capitulação, sem exceção estão baseadas no que dizem outras pessoas, isto é, são imputações e calúnias. Não há ninguém que afirma ter falado com o Presidente Gonzalo que não sejam oficiais do velho Estado, traidores e renegados da guerra popular”.

Defender a vida e a saúde do Presidente Gonzalo

No comunicado emitido pelo PCP ao MPP (CR) citado ao início da matéria, afirma-se: “Chamamos [os democratas e revolucionários] a pronunciarem-se pela defesa da vida e saúde do maior marxista-leninista-maoísta vivo sobre a face da terra; e deve ser contra o vento e a maré, desenvolvendo a Guerra Popular, levantando os PCs e as massas com as armas na mão”.

Apresenta-se como tarefa para todos verdadeiros democratas e, principalmente, aos revolucionários, a nível internacional, prosseguir com a campanha em defesa da vida e saúde do Presidente Gonzalo e do pensamento gonzalo, como parte indesligável e fundamental da campanha para impor o maoísmo no mando e guia da nova grande onda da Revolução Proletária Mundial.

 

A forja de uma chefatura comunista

“É no Partido que vamos nos fazendo comunistas, é ele quem vai nos fazendo comunistas.

Como todo comunista, sou filho da luta de classes e do Partido.”

Presidente Gonzalo, Entrevista do Século (El Diario, 1988)

Ao acompanhar o desenvolvimento do indivíduo Abimael Guzmán até seu devenir em chefatura do Partido e da Revolução Peruana como Presidente Gonzalo, compreende-se a tese fundamental de que o comunista é modelado pelo Partido, pelas massas, pelo proletariado e pela luta de classes, para servir a estes. Do militante à chefatura, ocorre o mesmo processo. Por isso, é indispensável conhecer esta grande chefatura proletária, sua história, sua forja como comunista.

Abimael Guzmán inicia seu interesse por política no término dos estudos secundaristas, idos de 1950, mas foi na universidade que, nas lutas estudantis, se interessou pelo marxismo. Grande admirador do camarada Stalin, cuja figura o marcou profundamente, estudou sua vida e iniciou seus estudos detidos do leninismo.

Ingressou no Partido Comunista e participou da defesa do camarada Stalin quando foi desatada a campanha difamatória e contrarrevolucionária do revisionismo moderno contra o mesmo.

Por razões de trabalho, em 1962, viajou a Ayacucho (povoado principalmente agrário nos Andes peruanos), e acabou lá permanecendo por anos, onde notou o peso do campesinato no Peru e passou a compreender o Presidente Mao e sua importância na luta antirrevisionista. Passa a desfraldar o pensamento maotsetung.

A partir daí, dedicou-se exclusivamente à militância no Partido, foi à clandestinidade e focou-se na luta contra o revisionismo, forjando e dirigindo a fração vermelha marxista-leninista-pensamento maotsetung (maoísmo compreendido à época) que viria a reconstituir o Partido Comunista do Peru. Nasce aí o camarada Gonzalo, que mais tarde viria a converter-se na chefatura inconteste Presidente Gonzalo.

Em 1964 casa-se com Augusta La Torre Carrasco, a camarada Norah, grande dirigente e heroína do PCP e da guerra popular.

Em 1965, viaja à China Popular e lá participa de cursos de formação ideológico-político-militar, de onde extrai grandes lições.

Em 1979 se reconstitui o PCP e em 17 de maio de 1980 se desata a guerra popular que, sob sua direção, chega ao equilíbrio estratégico já na década de 1990.

Na direção da guerra popular, aplicando o marxismo-leninismo-maoísmo à realidade peruana, estabeleceu o maoísmo como terceira, nova e superior etapa do marxismo. Desenvolveu, nesse processo, o pensamento-guia da Revolução Peruana como pensamento gonzalo. Ademais, concedeu ao proletariado internacional outros aportes universais.

Entre eles, a necessidade de se militarizar os partidos comunistas para enfrentar a reação, que cada vez militariza mais a sociedade para a contrarrevolução. A militarização do Partido serve também para alcançar o armamento geral do povo para sustentar o Novo Poder, e garante a direção do Partido nos três instrumentos da revolução (Partido Comunista, Exército Popular e Frente Única) – o que conjura também a restauração capitalista após a conquista do Poder.

Foi o Presidente Gonzalo quem sistematizou a experiência do proletariado e dos partidos comunistas e aportou a tese universal da chefatura e do pensamento-guia. Em toda revolução se gera militantes, quadros, dirigentes e chefes, mas principalmente uma chefatura – por necessidade e casualidade históricas – que é quem destacada e comprovadamente conduz, durante um longo tempo, teórica e praticamente, a aplicação da ideologia universal à revolução no país, resolvendo os problemas particulares. Chefatura que é a materialização e se sustenta em um pensamento-guia, que é a especificação da ideologia universal a cada país, de onde saem o programa e a linha política geral de cada revolução.

Aportes cuja assimilação e aplicação são questões de maior importância para avançar as revoluções que se gestam e as que estão em curso no campo do Movimento Comunista Internacional.

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