As correntes filosóficas no movimento feminista (Anuradha Gandhy)

 Tradução-contribuição de leitora (crédito ao fim da publicação)


(Original em inglês: http://massalijn.nl/theory/philosophical-trends-in-the-feminist-movement/) trechos a mais

Disponível em espanhol: https://culturaproletaria.wordpress.com/2016/12/09/critica-al-feminismo-en-occidente/) – reproduzido pelo Da.Rjo


O seguinte texto é obra de Anuradha Gandhy, fundadora do PCI(M-L) e membro do CC do PCI(Maoísta) até sua morte.

Introdução geral ao Movimento de Mulheres no Ocidente, pela Camarada Janaki (Anuradha Ghandy):

– Feminismo liberal.

– Crítica.

– Feminismo radical.

– Crítica

– Sistema sexo/gênero e patriarcado.

– Sexualidade: a heterossexualidade e o lesbianismo.

– Crítica.

– Anarcofeminismo.

– Ecofeminismo.

– Feminismo socialista.

– Estratégia do feminismo socialista para a libertação da mulher.

– Crítica.

– O feminismo e o pós-modernismo.

– Resumo.

Feminismo liberal

O feminismo liberal desfrutou de uma longa história nos séculos XVIII e XIX com pensadoras como Mary Wollstonecraft (1759-1797), Harriet Taylor Mill (1807-1858), Elisabeth CadyStanton (1815-1902), argumentando a favor dos direitos da mulher na base da compreensão filosófica liberal. O movimento pela igualdade de direitos para mulheres, especialmente a luta pelo direito ao voto, se baseou principalmente no pensamento liberal.

Os primeiros filósofos políticos liberais, como John Locke e Jean Jacques Rousseau, que haviam defendido a regra da razão, a igualdade para todos, não incluíram as mulheres em sua compreensão de merecedores de igualdade, em particular de igualdade política. Não aplicaram sua teoria liberal para a posição da mulher na sociedade. Os valores do liberalismo, incluindo a crença fundamental na importância e na autonomia do indivíduo foram desenvolvido no século XVII.

Isto surgiu com o desenvolvimento do capitalismo na Europa em oposição aos valores patriarcais feudais baseados na desigualdade. Era a filosofia da burguesia em ascenso. Os valores feudais se baseavam na crença da superioridade inerente à elite – em especial os monarcas. Os demais eram objetos, os subordinados. Defendiam a hierarquia, junto à desigualdade de direitos e o poder. Em oposição a estes valores feudais a filosofia liberal desenvolveu a crença na igualdade natural e na liberdade dos seres humanos.  “Defendiam uma estrutura social e política que reconhecesse a igualdade de todas as pessoas e que proporcionasse igualdade de oportunidades. Esta filosofia foi rigorosamente racional e secular e, por sua vez, a potência máxima e o desenvolvimento progressivo do maior período do Iluminismo. Caracterizou-se por um intenso individualismo. Contudo, os famosos filósofos liberais do século XVII, como Rousseau e Locke, não aplicaram os mesmos princípios à família patriarcal e à posição das mulheres nela. Esta foi a inclinação patriarcal residual do liberalismo que se aplicou apenas aos homens no mercado.” – Zillah Eisenstein.

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Somos os iniciadores (Presidente Gonzalo, 1980)

Nota do blog: Segue tradução não-oficial de trecho do documento do PCP “Somos os iniciadores” de 1980, pronunciado pelo Presidente Gonzalo e assinado pelo Comitê Central Ampliado, de grande valor histórico.


“Isso é o que somos. ‘Um punhado de homens, de comunistas, acatando o mandato do Partido, do proletariado e do povo, postos de pé expressaram sua declaração de fé revolucionária, com o coração ardendo de paixão inextinguível, vontade firme e resoluta, e com mente clara e audaz assumiram sua obrigação histórica de serem os iniciadores; e o que decidiram… plasmaram em outono e colheitas, prosseguiram em ações contra o poder reacionário, apontando ao poder local, continuaram com invasão e com as massas camponesas alçadas arrancaram as guerrilhas, e as guerrilhas geraram o poderoso exército que somos hoje e o Estado que se sustenta sobre ele. Nossa pátria é livre…’. Isso se concretiza em nossa decisão partidária aparentemente simples, mas de grande dimensão histórica.” (Presidente Gonzalo, “Somos os iniciadores”, 1980)

Oitenta e tantos anos de classe operária, cinquenta e dois de Partido, dez anos, mais ou menos, levou um grupo de homens encabeçados por Mariátegui a fundá-lo, seu nome ficará para sempre em nossas fileiras, em nosso povo e no povo do mundo e na classe operária internacional. O tempo passou, muito brigamos, seguimos brigando, o faremos até que seja eliminada a exploração; esse é nosso destino. Somos uma torrente crescente contra a qual se lança o fogo, pedras e lodo; mas nosso poder é grande, nós converteremos tudo em nosso fogo, o fogo negro nós converteremos em vermelho e o vermelho é luz. Isso somos nós, essa é a Reconstituição. Camaradas, estamos reconstituídos.

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Boicotar as eleições! Preparar a Guerra Popular! (Partido Comunista Maoísta – França, 2017)

Retirado e traduzido não-oficialmente de vnd-peru.blogspot.com


Hoje publicamos a tradução não-oficial em espanhol do comunicado do PCM da França denominado: Boicotar as eleições! Preparar a Guerra Popular! (“Boycottons lês élections! Preparons La Guerre Populaire”, em francês). É uma importante tomada de posição pelo maoísmo, a revolução proletária e a Guerra Popular. É um aplastamento de todas as posições oportunistas que chamam à “luta contra o fascismo” para seguir a democracia burguesa, a burguesia e o chauvinismo burguês. Os camaradas do PCM da França se opõem ao fascismo que a própria burguesia imperialista impulsiona, chamam a luta para derrubar a ditadura da burguesia seja qual for seu sistema de governo, quer dizer, a luta pela ditadura do proletariado e o socialismo que se faz com Guerra Popular e chamam a preparar seu inicio.

Calorosas saudações!

Nota da Associação de Nova Democracia (Hamburgo, Alemanha)


O PCM está plenamente arrolado na campanha de boicote 2017. A plataforma da campanha oferece pontos de unidade bem claros para um boicote revolucionário: para opor-se à ascensão do fascismo, pela necessidade da revolução contra o capitalismo, etc. Assim participamos onde quer que estejamos com nossos pontos fortes nesta campanha e apoiamos todas as suas inciativas.

A democracia burguesa é a ditadura da burguesia!

Como a cada cinco anos, a classe dominante repete continuamente em todas as partes que já é hora de irmos às urnas para “nos expressarmos”. De acordo com o mito da democracia burguesa, “expressar-se” é pôr um papel em uma urna em intervalos regulares: nisto consistiria o bom funcionamento da democracia.

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Troca de autoridades reacionárias nos Estados Unidos e o processo de reacionarização do Estado burguês

Nota do blog: Publicamos este importante documento da Associação de Nova Democracia (Hamburgo, Alemanha) que aprofunda o problema da reacionarização do Estado ianque e desmascara o revisionismo de Avakian. Este revisionista nega o atual processo de reacionarização do Estado ianque como centralização absoluta de poder no executivo, através do absolutismo presidencialista no arquirreacionário Trump, para se colocar a reboque da máfia do Partido Democrata (PD) de Obama/Clinton.

Este revisionista e seu partideco PCR-USA buscam, em síntese, negar o absolutismo presidencialista para, em seguida, levantar a retórica de um “governo Trump fascista”; logo converter Obama e o PD em “democráticos” e negar seu caráter genocida, chauvinista e reacionário – isto é, nas últimas consequências: defender o governo anterior do genocida Obama e de sua máfia e reclamar sua volta.

Este é um importante documento que combate o novo revisionismo com o marxismo-leninismo-maoísmo e os aportes universalmente válidos do Presidente Gonzalo.


Aqui apresentamos um texto do Presidente Gonzalo sobre algumas questões de Sobre o Estado, do documento do PCP: Que o Equilíbrio Estratégico estremeça mais o país!, Peru, agosto de 1991, e depois o importante texto de Lenin “Sobre o Estado”.

Hoje, é mais do que nunca necessário estudar estes textos e aplica-los para fazer a revolução, combatendo a ofensiva contrarrevolucionária geral e para esmagar o oportunismo e o revisionismo em tão importante problema, que não é outro que o do Poder: que “nos demanda entender o que é o Estado, destruir o velho Estado, levantar o Novo Estado, estabelecer a ditadura do proletariado e, com ela, transformar o mundo (democracia para o povo, ditadura para os derrubados exploradores) e marchar até o comunismo, lá licenciaremos para sempre o Estado”, nos disse o Presidente Gonzalo.

Armados com o pensamento gonzalo, apontamos para ver o processo de reacionarização do Estado burguês; ver Marx em seu “Dezoito Brumário”. Logo, pois, o processo necessário, sujeito a leis que correspondem ao desenvolvimento do Estado burguês, mais ainda na atualidade, no momento mais longo de varrimento do imperialismo pela guerra popular no mundo, na ofensiva estratégica da revolução mundial, dentro do período dos “50 a 100 anos” (Presidente Mao). A Revolução deveio na tendência histórica e política principal no mundo de hoje. Em todo o mundo há uma situação revolucionária de desenvolvimento desigual e se desenvolve a nova grande onda da revolução mundial acicatada pela reação.

O imperialismo está em sua crise geral e esta abarca todos seus planos. Os revisionistas e oportunistas como Avakian negam – e alguns repetem – este processo de reacionarização do Estado burguês, que leva a centralizar cada vez mais o Poder no Executivo “enquanto que o Parlamento, as eleições são marionetes, fantoches” (Lenin). Mariátegui precisou com grande clareza: a crise do parlamento burguês é a crise da democracia burguesa”.

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Campanha Internacional pela Defesa da vida do Presidente Gonzalo (Frente Revolucionária do Povo Marxista-Leninista-Maoísta, Bolívia)

Nota do blog: Reproduzimos declaração da Frente Revolucionária do Povo (MLM) da Bolívia aderindo à campanha internacional em defesa da vida e saúde do Presidente Gonzalo e do todopoderoso pensamento gonzalo, atendendo a chamado do Partido Comunista do Peru e do Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha) – PCB (FV) a impulsioná-la.

Saudamos o povo e proletariado e especialmente os maoístas bolivianos que, em meio à dura briga, pugnam por livrar as massas populares da camisa de forças do oportunismo, reconstituir seu Partido Comunista e içar as gloriosas bandeiras vermelhas no resplandecente caminho da Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao Socialismo e da guerra popular.


19 de março de 2017

No passado 28 de fevereiro, no fraudulento processo judicial que o reacionário Estado peruano leva adiante contra presos políticos, prisioneiros de guerra e ex-militantes do Partido Comunista do Peru, se soube que o doutor Abimael Guzmán Reynoso não tem acesso a atenção médica como corresponde a seu estado de saúde e devido a sua avançada idade. O velho Estado peruano pretende aniquilar os detidos políticos negando-lhes os mais elementares direitos que tão demagogicamente proclama, traçando como objetivo reacionário que os presos apodreçam no cárcere enquanto monta farsas jurídicas que violam sua própria ordem legal, tudo para desinformar o povo e difamar o processo revolucionário peruano.

A revolução peruana, iniciada em maio de 1980, seguiu um caminho revolucionário até a detenção do Presidente Gonzalo e grande parte do Comitê Central. Foi, sem dúvida, um duríssimo golpe para a revolução, mas nunca a derrota da revolução. Este golpe, propício à aparição de uma Linha Oportunista de Direita que propunha a conciliação de classe mediante “Acordo de Paz”, “Anistia geral e reconciliação nacional” e “Solução Política aos problemas derivados da guerra”, e que depois se estruturou como organização própria com partido aparte e movimento próprio (Movadef), e levou a revolução a quase seu aniquilamento frente as forças contrarrevolucionárias do velho Estado peruano e o imperialismo.

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“Diálogos de paz” são parte do caminho burocrático do Estado (Organização Maoísta, Colômbia)

Nota do blog: Publicamos a seguir importante documento da Organização Maoísta para a Reconstituição do Partido Comunista da Colômbia sobre o processo de capitulação das Farc e a necessidade da guerra popular para realizar a revolução democrática, destruir o latifúndio e varrer o imperialismo, tudo ininterruptamente ao socialismo.


Diálogos de paz são parte do caminho burocrático do Estado.

Reconstituir o Partido Comunista da Colômbia e preparar a Guerra Popular é o caminho democrático do povo.

Grita-se aos quatros ventos: finalmente “haverá paz” na Colômbia, chegou o “desenvolvimento rural”, pondo “fim ao derramamento de sangue”, haverá “vida melhor para os colombianos”. Uma mentira atrás da outra, repetidas tanto pelas FARC e seus seguidores como pelo governo atual. Uns e outros planteiam manter-se em essência alinhados nesta “democracia” de grandes burgueses e latifundiários, sem transformar os alicerces que geram a opressão e a exploração do povo colombiano.

Esses “diálogos de paz, como a proposta da “Assembleia Constituinte”, já foram vividos pelo povo nos anos 90 sem mudanças reais para as massas populares, já que servem a diferentes interesses menos aos da grande maioria do povo colombiano. Para o governo convêm ter um campo livre de guerra para permitir que os megaprojetos (mineração, energia, agroindústrias, etc.), continuem penetrando, saqueando e explorando a população e os recursos naturais com facilidade e segurança para seus interesses e para os interesses do imperialismo. Ademais, “cai muito bem” ao governo pintar-se de democrático sentando-se para conversar com a oposição armada mais forte das últimas décadas, e aproveitar a situação para obter uma anistia geral para suas genocidas forças armadas, causadoras de milhões de mortes às massas populares.

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Honra e glória aos 45 anos da Guerrilha do Araguaia!

Nota do blog: Reproduzimos aqui o documento de análise da da história do Partido Comunista do Brasil reconstruído em 1962 sob sigla de PCdoB, assinado pelo Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoismo (Brasil), publicado pelo Jornal A Nova Democracia.

Nos 45 anos desse heroico marco que foi a Guerrilha do Araguaia, a primeira vez que o Partido pugna por desatar a Guerra Popular e conquistar o Poder, fica as lições para os vindouros marcos do proletariado em nosso país.

Honra e glória à Guerrilha do Araguaia!

Honra e glória aos heroicos combatentes!


“Guerra Popular, o caminho da luta armada no Brasil”*

Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoismo (Brasil)

Nota de AND: 25 de março marca os 90 anos de fundação do Partido Comunista do Brasil. Desde a edição nº 80, AND vem publicando uma série de artigos sobre a história do PCB, de autoria do Núcleo de estudos do marxismo-leninismo-maoismo, que em breve será compilada em um livro, com o acréscimo de imagens da história do partido. O artigo que ora apresentamos aos leitores de AND não é o último da série, restando ainda um arremate na edição nº 88, de abril.

No final dos anos de 1960, sob o impacto dos ventos revolucionários da Grande Revolução Cultural Proletária na China e dos tormentosos anos de 1968 no país e no mundo, a linha de esquerda ganha força no interior da direção do Partido Comunista do Brasil.

Em 1968, Pedro Pomar, principal quadro revolucionário da direção do PCdoB, publica em A Classe Operária o artigo Grandes êxitos da Revolução Cultural. Importantíssimo documento que traz à luz para os comunistas brasileiros a dimensão histórica dos acontecimentos revolucionários que atravessavam a China. A defesa da Revolução Cultural e da Guerra Popular serão marcos importantes da luta pela assimilação do maoísmo no Partido Comunista do Brasil.

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