Declaração Conjunta de Partidos e Organizações Comunistas marxistas-leninistas-maoístas (1º de Maio de 2017)

Traduzido não-oficialmente de dazibaorojo.blogspot.com

Primeiro de Maio vermelho, revolucionário e internacionalista.

“A bandeira da Revolução de Outubro é invencível”

Mao Tse Tung

Este ano marca o centenário da Revolução de Outubro. Os Imperialistas, os reacionários, os reformistas e todo o tipo de oportunistas estão se esforçando para eliminar, ocultar, denegrir e macular este acontecimento, do mesmo modo que fizeram no ano passado com o 50º aniversário da Grande Revolução Cultural Proletária. E o fazem porque sabem que a mensagem que chega desses acontecimentos é cada vez mais atual aos proletários e às massas.

Para libertar-nos do imperialismo, do capitalismo, da guerra, da exploração do proletariado e da opressão dos povos devemos fazer a revolução proletária! A classe trabalhadora deve arrancar o poder político das classes dominantes, deve estabelecer seu poder, seu estado – a ditadura do proletariado – e construir o socialismo; deve desenvolver e continuar a revolução em cada país e em todo o mundo para libertar-se de todas as cadeias do imperialismo e marchar até o comunismo a nível mundial.

O sistema imperialista cada dia que passa mostra ser o que Lênin analisou e descreveu em sua grande obra, “O Imperialismo, fase superior do capitalismo”: um sistema podre e caduco. O imperialismo e seus governos, em todas as latitudes, seguem atravessando uma profunda crise econômica e financeira, política e social, e descarregam essa crise sobre a classe trabalhadora e as massas no interior de seus respectivos países, e sobre as nações e povos oprimidos internacionalmente. O imperialismo é guerra econômica, guerra de agressão, guerra de conquista e saque para a repartilha do mundo. O imperialismo é reação e fascismo. O imperialismo é a última etapa do capitalismo e mostra cada dia mais a necessidade de derrocá-lo. É por isso que a mensagem de Lênin e da Revolução de Outubro está mais viva que nunca!

No país imperialista mais forte, EUA, a vitória de Trump é a manifestação mais palpável da crise do imperialismo ianque e sua tentativa de sair desta que agudiza a crise econômica, a dominação militar, o controle das áreas estratégicas geopolíticas, redefinindo alianças nos diversos cenários do mundo. A vitória de Trump mostra a barbárie que foi esta chamada “democracia americana”: um multimilionário fascista no poder, em guerra contra as massas pobres no interior e contra os povos oprimidos internacionalmente.

A vitória de Trump alimenta em todos os países imperialistas o caminho da reação e do moderno fascismo, o caminho do estado policialesco, da militarização, do estado de emergência e da guerra interna permanente contra os proletários, contra os direitos das mulheres, contra os afro-americanos, contra os imigrantes, por meio de muros e expulsões, contra os mulçumanos, contra cada ideia progressista nas escolas, nas universidades, nos meios de comunicação, na cultura, na arte.

A nova fase agressiva do imperialismo ianque agudiza as contradições inter-imperialistas: com o imperialismo russo – superpotência atômica, com a China – nova potência imperialista, e com todos os países da Europa imperialista, atualmente sob a hegemonia alemã.

A contenda global entre os países imperialistas pela partilha dos mercados e a luta pelo controle dos recursos energéticos origina e alimenta guerras de agressão e guerras reacionárias que estão semeando no mundo mortes, massacres e destruição. As guerras imperialistas de agressão em todos os cantos do mundo estão provocando a grande onda migratória. São a barbárie das guerras imperialistas e o efeito boomerang dessas guerras, inclusive no coração das cidadelas imperialistas, o que têm ensanguentado as ruas desses mesmos países imperialistas.

Os estados e os governos dos chefes do mundo estão levando a cabo em todos os países imperialistas uma guerra interna contra o proletariado e as massas, estes são impulsionados cada vez mais pela crise, pela opressão e pela repressão a lutar e a rebelar-se.

Nos países oprimidos pelo imperialismo, os proletários e os povos intensificam a luta anti-imperialista e de libertação nacional, assim como as guerras populares. Da Índia às Filipinas, da Turquia ao Peru, as guerras populares, guiadas por partidos marxistas-leninistas-maoístas são o ponto de referencia que se deve adotar para libertar-se do imperialismo, dos regimes reacionários e para construir o estado de Nova Democracia em marcha até o socialismo.

A Guerra Popular na Índia – que completa seu 50º aniversário da Revolta de Naxalbari, que iniciou este caminho – luta contra os massacres, a Operação Green Hunt (Caçada Verde), a repressão contra os maoístas, contra o povo adivasi, os intelectuais e os estudantes revolucionários e democráticos, contra os trabalhadores, camponeses, mulheres em luta, contra as minorias nacionais, e demonstra como ninguém pode deter a guerra popular e a luta de libertação do povo, e como nada nem ninguém podem deter o apoio internacional a essa causa.

A Revolução de Outubro e o grande Lênin mostraram que não se pode lutar e triunfar contra o imperialismo e seus estados sem lutar contra o revisionismo e o oportunismo.

As condições objetivas são favoráveis para a revolução, que é a tendência principal no mundo, mas não as condições subjetivas. Todas as forças da socialdemocracia, dos ex-partidos ‘comunistas’ que tem se convertido em revisionistas e reformistas, perderam crédito entre as massas, mostram que são ferramentas inúteis para defender as condições de vida e de trabalho das massas e de oporem-se ao imperialismo, a guerra, ao fascismo e ao estado policialesco. Junto com a crise destas forças vemos o emergir de tendências reacionárias populistas e movimentos fundamentalistas reacionários que dividem as massas para atá-las ao carro deste ou daquele imperialismo e, em ultima instancia, às frações mais reacionárias do imperialismo e da burguesia e aos seus regimes lacaios. Os proletários e as massas devem rechaçar firmemente as ilusões do caminho parlamentar e pacífico, que os desarmam, e empreender com firmeza o caminho revolucionário.

A guerra popular é a forma mais avançada para fazer a revolução, por isto devemos apoiá-la em todos os países onde já se desenvolve e prepará-la em todos os demais, aplicando-a as condições concretas de cada país.

É necessário construir partidos comunistas autênticos, que sejam a vanguarda da classe trabalhadora e o núcleo dirigente de todo o povo. Os partidos comunistas baseados na ciência do marxismo-leninismo-maoísmo se constroem no fogo da luta de classes em estreita relação com as massas, em função do início e desenvolvimento da guerra popular aplicada à realidade. Os partidos comunistas devem construir a frente única das massas exploradas de todos os setores oprimidos pelo imperialismo e desenvolver a tática necessária correspondente à forma que adote o poder político e militar.

Nos países imperialistas os partidos comunistas devem integrar em suas fileiras os novos proletários migrantes, desempenhando um papel de vanguarda na luta contra superexploração, a escravidão e o racismo. Os partidos comunistas devem reunir e organizar a rebelião da juventude e da luta da mulher como força poderosa da revolução. Eles devem combater o seu próprio imperialismo como o principal inimigo do proletariado e dos povos oprimidos, e pôr-se decididamente ao lado das massas das nações atacadas. Hoje em particular, devem lutar contra a agressão imperialista na Síria e as ameaças nucleares contra a Coréia do Norte.

A guerra imperialista e a ditadura reacionária da burguesia exigem que os partidos se equipem para opor a guerra imperialista com a guerra popular e para forjar sua força de combate como núcleo do exército vermelho.

As guerras populares enfrentam também os perigos das negociações de paz, que, longe de permitir que as guerras populares adquiram força e consolidem-se com vistas à ofensiva estratégica, apontam a desviá-las, sufocá-las e dividi-las para levá-las à rendição.

Internacionalismo é a unidade entre o proletariado e os povos oprimidos do mundo contra o inimigo comum.

Internacionalismo é, como disse Lênin, “trabalhar de todo coração para o desenvolvimento revolucionário e da luta revolucionária em seu próprio país e apoiar (com propaganda, empatia e com ajuda material) esta luta, esta e somente esta linha em todos os países, sem exceção”.

Internacionalismo é a construção de uma nova organização internacional que, resolvendo os problemas dos comunistas de hoje, seja capaz de avançar até o desenvolvimento de uma linha geral e uma Internacional Comunista.

Viva o centenário da Grande Revolução de Outubro!

Morte ao imperialismo! Avante com a guerra popular prolongada em todo o mundo!

Viva a luta dos proletários e povos oprimidos do mundo!

Viva o internacionalismo proletário!

Para um futuro vermelho e socialista, em marcha até o comunismo!

 

Signatários:

Coletivo de Maoístas Iraniano

Comitê para a construção do Partido Comunista Maoísta, Galícia, Estado Espanhol

Democracia e Luta de Classes, Estado Britânico

Klassenstandpunkt, Class Position, Editorial Staff, Alemanha

Liga Revolucionaria Maoísta do Sri Lanka

Movimento Comunista de Sérvia

Movimento Comunista Maoísta da Tunísia

Núcleo Comunista do Nepal

Organização de Trabalhadores Comunistas da Tunísia

Partido Comunista (Maoísta) de Afeganistão

Partido Comunista de Brasil Fração Vermelha PCB (FV)

Partido Comunista Maoísta da França

Partido Comunista da Índia (Maoísta)

Partido Comunista Maoísta – Italia

Partido Comunista Maoísta de Manipur

Partido Comunista de Nepal (Maoísta Revolucionário)

Partido Comunista Revolucionário (Distrito Québec)

Partido de khadéhines – Tunísia

Práxis Revolucionaria – Grã Bretanha

União Operária Comunista (mlm) – Colômbia

Voz dos Trabalhadores – Malásia

 

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