Sobre a atual situação na Venezuela – Parte III Seção VI

Nota do blog: Oferecemos aos nossos leitores mais uma parte da análise feita pelos camaradas de Hamburgo (AND – Nuevo Peru) e publicada em seu website, que deslinda a situação do país em crise a partir da leitura crítica do artigo acadêmico “Venezuela: a crise econômica de 2016”.

Seção VI

UMA LEITURA CRÍTICA DO ARTIGO: VENEZUELA: A CRISE ECONÔMICA DE 2016 DE MANUEL SUTHERLAND

Hoje continuamos abordando a situação da Venezuela, a propósito de uma leitura crítica do artigo “Venezuela: A crise econômica de 2016”, de Manuel Sutherland, publicado em sinpermiso.info de 31/08/2016, pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação Operária (CIFO, em espanhol) e professor retaliado da Universidade Bolivariana da Venezuela.

Esclarecimento:

Na parte introdutória, anteriormente publicada, aparece ao final o seguinte: “e estabelece a relação entre salário e consumo com demanda e oferta…”, mas deve dizer “e não estabelece a relação entre salário e consumo com demanda e oferta…”. Baixa capacidade de consumo – superprodução interna e crise. Claro que não pode-se pedir que que seja usada a categoria econômica do capitalismo burocrático mas isso já corresponde a nós, usar a análise até onde chegam estes economistas profissionais e aprofundar o mesmo para tirar a síntese correspondente, considerando em nossa análise a situação semifeudal do país..

Também deve-se ver que com a aprofundação do capitalismo burocrático, é mais impulsionado o parasitismo deste, com a emissão pelo Banco Central de Reserva de títulos da chamada dívida interna, com o qual o Estado e seu governo cumprem com o disposto pelo imperialismo ianque de impulsionar mais o rentismo, o recorte de cupom, impulsionando o mercado de títulos e os fundos de pensão, desviando a  poupança dos particulares do investimento produtivo para a especulação. Menos investimento produtivo com a consequente queda da produção e da produtividade e a crise atual.

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Teses gerais sobre a Questão do Oriente (V.I. Lenin, 1922)

Em celebração ao centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro na Rússia (1917), dirigido pelo Partido Comunista (bolchevique) da Rússia, sob a chefatura do grande Lenin.


I

O crescimento do movimento operário no Oriente

Baseando-se na experiência da edificação soviética no Oriente e no crescimento dos movimentos nacionalistas revolucionários nas colônias, o Segundo Congresso da Internacional Comunista fixou a posição principal do conjunto da questão nacional e colonial em uma época de luta a longo prazo entre o imperialismo e a ditadura do proletariado.

Posteriormente, a luta contra o jugo imperialista intensificou-se consideravelmente nos países coloniais e semicoloniais, sobre o terreno do aprofundamento da crise política e econômica do imperialismo do pós-guerra.

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Saudações da LCP (Brasil) à luta contra G-20 em Hamburgo

Reproduzido de vnd-peru.blogspot.com

Estimados C.

Remetemos as primeiras imagens recebidas das saudações da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Norte de Minas Gerais, para a luta anti-imperialista em Hamburgo, durante a cúpula do G-20. Posteriormente, remeteremos mais imagens e vídeo. Nas bandeiras e faixa se lê LCP, “as pedras voam e eles gritam!” e Movimento Feminino Popular (MFP).

Saudações maoistas.

[Por problemas na plataforma, outras imagens podem ser vistas diretamente no link http://vnd-peru.blogspot.com.br/2017/08/saludos-de-la-liga-de-campesinos-pobre.html]

Equador: Viva 15 anos do Jornal A Nova Democracia do Brasil!

Nota do blog: Reproduzimos pronunciamento da Frente de Defesa das Lutas do Povo (Equador), publicado (traduzido) em português pelo jornal democrático-revolucionário A Nova Democracia (Brasil), pela ocasião do 15º deste último.

Aproveitamos para emitir a mais calorosa e vermelha saudação a este imprescindível instrumento das classes revolucionárias brasileiras.

Em 15 anos de profundas batalhas ideológico-política, o AND marchou a frente e derrotou todos seus contendentes oportunistas e revisionistas, deu duro combate na grande burguesia, latifúndio, imperialismo e toda a reação, aglutinou em torno de si massas e uma ampla rede de sinceros apoiadores.

Isto deve-se a suas análises científicas e apontamentos justos acerca da situação política nacional e internacional e, o fundamental, deve-se à ideologia que adota como guia.

Não por menos, hoje, após 15 anos, goza de alto prestígio e responsabilidade por converter-se reconhecidamente para estas massas no único jornal porta-voz das classes revolucionárias.


“A função da imprensa é demonstrar com fatos que a resistência dos capitalistas e seus parasitas só será suprimida com mão de ferro”

Lenin

O proletariado e povo do Equador saúda o A Nova Democracia do Brasil em seu 15º aniversário.

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Imperialismo e a Cisão do Socialismo (V.I. Lenin, 1916)

Em celebração do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro (1917), dirigida pelo Partido Comunista (bolchevique) da Rússia, sob chefatura do Grande Lenin.


Outubro de 1916

Há alguma conexão entre o imperialismo e a monstruosa e nauseante vitória do oportunismo (na forma de social-chauvinismo) que tomou conta do movimento trabalhista na Europa?

Esta é uma questão fundamental do moderno socialismo. E tendo em nosso Partido uma literatura completamente estabelecida, primeiramente, sobre o caráter imperialista de nossa era e a presente guerra(1), e, em segundo, a inseparável conexão histórica entre o social-chauvinismo e o oportunismo, assim como a intrínseca similaridade entre sua ideologia política, nós podemos e devemos proceder a uma análise desta questão fundamental.

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O Proletariado Revolucionário e o Direito das Nações à Autodeterminação (V.I. Lenin, 1915)

Em celebração do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro (1917), dirigida pelo Partido Comunista (bolchevique) da Rússia, sob chefatura do Grande Lenin.


29 de Outubro de 1915

O manifesto de Zimmerwald, tal como a maioria dos programas ou resoluções tácticas dos partidos socialdemocratas, proclama o «direito dos povos à autodeterminação». Parabellum, nos n°s 252-253 do Berner Tagwacht(190) declara «ilusória» a «luta pelo inexistente direito à autodeterminação» e opõe-lhe «a luta revolucionária de massas do proletariado contra o capitalismo», assegurando ao mesmo tempo que «nós somos contra as anexações» (esta afirmação é repetida cinco vezes no artigo de Parabellum) e contra quaisquer violências sobre as nações.

A fundamentação da posição de Parabellum reduz-se a dizer que atualmente todas as questões nacionais, a questão da Alsácia-Lorena, a questão armênia, etc., são questões do imperialismo — que o capital ultrapassou os limites dos Estados nacionais — que se não pode «fazer andar a roda da história para trás», para o ideal ultrapassado dos Estados nacionais, etc.

Vejamos se os raciocínios de Parabellum são corretos.

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Chile: Viva o protesto popular contra o G-20! (FERP, 2017)

Nota do blog: Reproduzimos o pronunciamento da FERP (Chile) saudando a grande batalha travada pelas massas e revolucionários alemães e internacionalistas em Hamburgo, contra a cúpula do G-20, no início de julho de 2017 (tradução não-oficial).


Frente de Estudantes Revolucionária e Popular

Enviamos nossas calorosas saudações aos revolucionários da Alemanha, que demonstraram uma forte disposição ao combate e firmeza para enfrentar esta cúpula imperialista realizada em seu país. São dezenas os presos, feridos e assaltos realizados pela repressão policial neste país, que trata de socavar em vão a ala esquerda deste movimento de massas. Em breve ampliaremos as informações.

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Sobre a atual situação na Venezuela – Parte III Seção V

Nota do blog: Avançamos hoje na publicação de mais um segmento da importante análise dos camaradas da Associação de Nova Democracia (Nuevo Peru) – Hamburgo sobre a Venezuela.

Seção V

UMA LEITURA CRÍTICA DO ARTIGO “VENEZUELA: A CRISE ECONÔMICA DE 2016, DE MANUEL SUTHERLAND.

Hoje, continuamos abordando a situação da Venezuela, com a continuação da terceira parte, a partir de uma leitura crítica do artigo “Venezuela: a crise econômica de 2016, de Manuel Sutherland”, publicada em sinpermiso.net de 31/08/2016. Manuel é pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação Operária (CIFO, em espanhol) e professor que sofreu represália da Universidade Bolivariana da Venezuela.

Outra fonte em seu relatório que apresentamos brevemente, Observatório da Economia da Venezuela, eumed.net, de 2006, Faculdade de Direto da Universidade de Málaga, Espanha, assinala que o caminho que o governo atual segue é o mesmo dos anteriores com outro discurso, e os resultados serão em ultima análise os mesmos, a limitação deste relatório é que ele vê o fenômeno porém não busca entrar nas relações internas do processo econômico do país, ou seja, procede como todo economista vulgar.

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