‘Viva o 89º Aniversário da Fundação do Partido Comunista do Peru! ’ (MPP – CR)

Proletários de todos os países, uni-vos!

Estimados Camaradas,

Como parte da celebração do 89º aniversário da fundação do Partido Comunista do Peru (PCP), por Mariátegui, em 7 de outubro de 1928, publicamos parte de uma importante intervenção do Presidente Gonzalo como a melhor contribuição para a celebração desta data em nosso país e no mundo.

 

VIVA A REORGANIZAÇÃO GERAL DO PARTIDO EM MEIO A GUERRA POPULAR!

VIVA O 89º ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA DO PERU!

VIVA O PRESIDENTE GONZALO!

VIVA O MARXISMO-LENINISMO-MAOISMO, PENSAMENTO GONZALO!

COMBATER O IMPERIALISMO, O REVISIONISMO E A REAÇÃO INDESLIGAVEL E IMPLACAVELMENTE!

MOVIMENTO POPULAR PERU (CR)

OUTUBRO DE 2017


Estudar e principalmente aplicar o pensamento gonzalo é decisivo para servir mais e melhor ao Partido, ao desenvolvimento da Guerra Popular e a Revolução Proletária Mundial.

O documento diz: ‘ estudar e principalmente aplicar o pensamento gonzalo é decisivo para servir mais e melhor ao partido, ao desenvolvimento da guerra popular e a revolução proletária mundial. Assim como aprender do Presidente Gonzalo é decisivo para servir ao povo de todo coração’. Primeiro, deve-se centrar em ‘principalmente aplicar o pensamento gonzalo’ porque entre estudar e aplicar o principal é aplicar. E “aprender do Presidente Gonzalo” é um acordo da II Conferência Nacional, o que aqui se planteia é que o que o Presidente Mao nos ensinou“é decisivo para servir ao povo de todo coração”. Isso é sobre o documento, camaradas.

Há cinco juízos/opiniões que foram planteados sobre o pensamento gonzalo:

“Mais um pensamento” – implica que há outros [N.T.: ele se refere ao Peru] ou implica uma coisa sem importância. Creio que vento apaga esta sandice.

“Se imporá no futuro” – uma frase ambígua, em essência nega que rege, existe e manda no partido e que é guia específica de nossa ação.

“A fusão mais alta” – Não existe nenhuma outra fusão do marxismo-leninismo-maoismo com nossa realidade concreta. Se há, exponham. Qual? A de Mariátegui não poderia ser, porque é do marxismo-leninismo com a realidade concreta e foi o Presidente Gonzalo quem estabeleceu as semelhanças entre algumas teses de Mariátegui e as leis estabelecidas pelo Presidente Mao Tsetung. Há diferenças entre leis e teses, porque ninguém vai pretender, seria absurdo, pôr o fundador do partido a altura do Presidente Mao Tsetung que é desenvolvimento universal, isso não teria nem pé nem cabeça. Há uma confusão que o que faz é reviver situações já ventiladas.

“Que se auto avalia” – Quem? O que fala? O Partido? O primeiro não é verdade. O segundo, infame! Porque o Partido não se auto avalia. Ninguém nestas terras nem em nossa América começou nem desenvolve uma guerra popular, só o Partido Comunista do Peru. Que quem fala se auto avalia, creio que é uma visão personalista bastarda de raiz burguesa de quem vê tudo através do indivíduo, que centram no indivíduo opondo a massa, que não entendem que é a massa quem faz a história, e que plantear que o indivíduo faz a história é uma teoria revisionista porque é ranço de prostituição da burguesia e também é revisionismo sustentar que as massas ou indivíduos fazem a história que é a visão revisionista negra de Liu Shao-Shi. Um comunista nunca planteia as coisas assim, porque tudo o que nós comunistas fazemos, seja pequeno, médio ou grande, não é para nós como indivíduos, é para o Partido e é sua propriedade, não de ninguém, é do Partido.

(…)

“Culto à personalidade” – Bem, podre posição kruschovista, revisionista, que se utiliza para combater a dirigentes e a chefes e principalmente chefatura. Em determinadas circunstâncias deve-se falar muito da chefatura ou de quem encabeça um partido porque representando-o torna-se símbolo mesmo. Se não se entende isso não se entende nada do que é a revolução. Me atenho e estou dizendo e aplicando o que o Presidente Mao disse.

(…)

Mas esta teoria de raiz burguesa tem pois como essência o indivíduo, que o que os indivíduos buscam é sua própria imagem porque crê o ladrão que todos são iguais a ele, é a forma de socavar a cabeça para derrubar o partido. O motivo disso é que quem encabeça um partido na linha justa e correta é uma cerca contra os apetites e contra a usurpação de oportunistas e de revisionistas. Por isso é que elaboram essas teorias negras de culto à personalidade.

(…)

“Contrapor o Presidente Gonzalo com Mariátegui, e o Presidente Gonzalo com o Presidente Mao Tsetung” – Camaradas, primeiro, é um absurdo compara figuras históricas, pessoas históricas. Cada um de nós se desenvolve em um contexto histórico diferente e preciso. Nós nunca poderíamos contrapor a nosso glorioso fundador Marx com Lenin nem com o Presidente Mao, nem estes dois com o primeiro, nem entre si. Nunca. Falo de fatos. Porque contrapor quem fala com o Presidente Mao, por favor! Me parece uma piada de péssimo e estúpido gosto. Como contrapor uma especificação para um país com o mais alto cume da ideologia universal, como? Isso não tem sentido, camaradas, isso realmente não merece nem sequer ser pensado. Contrapor o Presidente Gonzalo com Mariátegui creio que é o mesmo, mas em diferente plano porque não se trata de pensamento universal. No caso do fundador, o fundador do Partido, Mariátegui – e mais uma vez: não o amauta (Do quéchua amawt’a: professor, sábio. NT Português) Mariátegui. Amauta não é título, creio, dão quando batem palas magistrais, querem identificar Mariátegui com a revista ‘Amauta’ (Revista fundada por Mariátegui. NT Port.). Que estupidez! Pensem bem quem faz isso e quem diz isso. Mariátegui não é amauta -, o fundador temum papel histórico cumprido, ninguém pode apagar, nem hoje nem amanhã nem nunca! Atuou em determinada circunstância concreta, em um lapso, lamentavelmente para nós, muito curto, mas se viveu tão pouco foi porque sua força física foi utilizada ao extremo para dar-nos um Partido, que é o mais glorioso que foi feito. Não cabe, pois, camaradas, tal contraposição.

Então, aqui o que se deve ver é outra questão de fundo: é querer levantar Mariátegui para opor-se, hoje concretamente, ao pensamento gonzalo. É não entender que no mundo há maoismo, não entender que no mundo houve fatos transcendentais como a Segunda Guerra Mundial, a Revolução Chinesa, o poderoso movimento de libertação nacional, a Grande Revolução Cultural Proletária, luta entre marxismo e revisionismo, que esta é mais alta que a anterior – a travada contra o velho revisionismo -, é não ver que no país tem se desenvolvido fundamentalmente o capitalismo burocrático e isso não está em Mariátegui. Eu disse que ali há uma raiz. Se está ali, pergunto: Porque outros não planteiam, então? É que só a partir do Presidente Mao Tsetung, pelo menos eu, compreendi o que é o capitalismo burocrático, mas eu sou consciente camaradas, eu estudei Mariátegui, claro que estudei, mas muitas vezes disse e reitero, valorizei ainda mais Mariátegui conhecendo o Presidente Mao Tsetung. Quando tive a boa sorte de estar nessa gloriosa escola do PCCh (Partido Comunista da China. NT-Port.), aí compreendi que a questão era a aplicação e que essa aplicação encontrávamos em Mariátegui. Eu estive, camaradas, em 1965 na China e em março de 1966 escrevi que se deve retomar o caminho de Mariátegui, caminho que nunca devia ter sido abandonado, mas que se deve desenvolver. Acredito que sobre o fundador, no que me diz respeito mereceu e merece sério estudo do que é seu pensamento, porque sustentei que Mariátegui não é um legado como disse Paredes, é um pensamento. Quando no ano de 1967 foi planteado “aprofundar a luta de duas linhas na prática revolucionária”, aí está a base da unidade, mas minha ideia e que sempre defendi então é a de que a base da unidade era o marxismo-leninismo-maoismo-pensamento mao tsetung, pensamento Mariátegui e linha política geral – não a linha da V Conferência, e se o documento oficial disse outra coisa é porque tal foi o acordo da Conferência -. Para mim, Mariátegui é pensamento, não é simplesmente Mariátegui, com isso não chegamos a nenhuma parte, camaradas, meta-se isso na cabeça, pois que nosso fundador era um pensamento ao fundir o marxismo-leninismo com nossa realidade específica. E entenda-se bem que compreendeu coisas que a Internacional Comunista, ou pelo menos o birô sul-americano e os representantes da Internacional Comunista que ali estiveram, não entenderam as teses do fundador, e que há um imbecil chamado Peters que as ataca dogmática e nesciamente, particularmente, o que ataca em Mariátegui é o problema da nacionalidade planteando que deve aplicar-se a autonomiaquéchua e aymarás, questiona o problema das raças planteado por Mariátegui. Tão insensato foi o ataque que o representante da Internacional Comunista, um camarada Luiz, disse que “deve-se resolver o debate, nós não conhecemos bem como é a América, eles conhecem melhor que nós, é melhor estudar isso” –  me remeto a reunião de Buenos Aires-.

Do fundador muito se tem falado, muito se tem dito, mas nunca se planteou qual é sua linha política geral. A IV Conferencia dá a entender – até desavergonhadamente- que Mariátegui teve culpa de morrer sem nos deixar uma linha. Estupidez completa! Na V Conferência, o sr. Paredes copia mecanicamente “a Revolução Chinesa e o Partido Comunista da China” e isso apresenta como a linha política geral, mas somente se acordou como linha da V Conferência, porque bem sabemos que havia. Se bem o fundador especificamente não redatou uma linha política geral, do estudo de seu trabalho teórico-prático, de escritos, das versões originais dos mesmos, não das tergiversações que circulam, se pode extrair e temos extraído a linha política geral de Mariátegui em 5 pontos que são os 5 que agora planteamos já mais desenvolvidos, e introduzindo a linha militar. Se camaradas me disserem: Onde está a linha de Mariátegui? Del Prado escreveu uma obra, leia-a, se chama “Mariátegui e sua obra”, é uma tergiversação bruta de Mariátegui, ali se nega inclusive o que o fundador dá a entender, dá a entender porque não disse expressamente – salvo o problema racial- que a revolução deve vir do campo para a cidade. E essas ideias que alguns camaradas sustentam pelos 40 são marcas do trotskismo por esse impenitente revisionista do Del Prado.

Analisamos e refutamos as posições de Jorge Núñez Valdívia – um arrogante que por haver fichado “O Capital” acredita que sabermarxismo- que foi quem primeiro negou que Mariátegui foi marxista. Sustentamos a reconstituição do Partido. De que Partido? O documento mesmo diz, do [Partido] que Mariátegui fundou em 1928, porque este é continuação do marxismo-leninismo. Mas temos explicado várias vezes que por má sorte nos ocorreu que Mariátegui tenha morrido em menos de dois anos após a fundação do Partido e em dois anos um Partido não se coalha como Partido de novo-tipo. Basta recordar que o Partido Operário Socialdemocrata russo fundado em 1989 coalhou como partido com capacidade de ação real, efetiva, abrindo campo para a revolução no ano …, tendo à cabeça um gigante como Lenin. Deve-se saber bem que poucas células acataram nosso fundador e que a célula de Cusco, por esse nacionalismo incaista barato que tem, por esse tonto orgulho que tem de regionalismo caduco, ousou ignorar Mariátegui, e se filiou não ao Partido fundado por ele, mas ao Birô sul-americano. Sabiam? Quantas vezes temos tratado! Como, pois, pedir que o fundador nos desse um Partido já coalhado? Fez bastante em 10 anos mais ou menos, de 1918 a 1928, porque sustento e o provo, que Mariátegui era marxista antes de ir para a Europa, não é como dizem que se fez marxista na Europa, isso não está correto.

Em consequência, camaradas, se bem há outras razões mais em que não necessito abundar nestes momentos, me parece que é absurdo. Primeiro, querer contrapor a quem falar com o fundador cujo assento já está definido para sempre porque já morreu. E em segundo lugar, é atrasado no Partido, infundado, direitista, e tem sido sempre, invocá-lo, desfraldá-lo como ícone, tornando-o bastardo, para opor-se ao desenvolvimento da linha política geral, ao estabelecimento de uma Linha Política Geral da revolução, que se bem está ligada à de Mariátegui tem em conta o maoismo, os importantes fatos mundiais e o processo do país de 1930 a atualidade, que são 56 anos. Me parece, como não podemos consentir nem seguir com remendos nem podemos… simplesmente seguir lançando frases vazias, lançar barris vazios sem tom nem som. Querer ficar em Mariátegui é um absurdo, é negar a realidade, é negar o desenvolvimento do marxismo-leninismo feito pelo Presidente Mao Tsetung, é negar o desenvolvimento da revolução no país e é negar o que tanto custou ao Partido. Não podemos seguir com essas obsessões, isso camaradas, são perturbações atrasadas de comidas já podres, isso é parte de restos já eliminados, parte do lodo que já varremos. Creio que devemos entender muito bem as coisas. Mariátegui é Mariátegui, seu papel, historicamente já está definido, reitero, inegável, mas isso não nos pode levar a ficar em 1930. Não neguemos o que estamos fazendo, não neguemos o Partido, não neguemos a Guerra Popular, não neguemos o novo Poder, não neguemos a perspectiva aberta para nossa classe e nosso povo, não neguemos o serviço à revolução mundial. Afirmo: o Partido nunca assumiu as armas como temos feito a partir de 1980, nem teve o prestígio que tem hoje nem remexeu tanto o país com sua ordem podre e se Estado caduco, nem soou tão alto no mundo semeando esperança para outros.

(…)

Nós conhecemos o programa do Partido estabelecido por Mariátegui, ou seja, as bases programáticas. Bem, este programa que todos conhecemos e Mariátegui planteou foram pontos programáticos. O mesmo disse, “o programa deve ser uma declaração doutrinal que afirme” e nos planteia 9 questões que todos conhecemos, e continuando planteia reinvindicações para terminar com um chamado para cumprir o programa, mas tudo isto ficava sujeito a sanção pelo congresso de constituição. Acredito que conhecemos este programa, não há necessidade de insistir mais nele. Mas, o que não se conhece pelo geral é o programa dos 6 pontos. Os camaradas que foram para a reunião de Buenos Aires no ano de 1929 plantearam, diante do questionamento da condição do Partido Comunista ao Partido fundado por Mariátegui, os camaradas dizem: “no que diz respeito ao programa, vou dar a leitura seus pontos principais” – isso encontram em Martínez de la Torre, tomo II, em “Apuntes para uma Interpretación Marxista de Historia Social del Perú”, na página 421. 1. Expropriação sem indenização dos latifúndios, entrega de uma parte aos ayllus e comunidades, prestando todo o contingente da técnica agrícola moderna, repartição do restante entre os colonos, arrendatários e yanaconas. 2. Confisco das empresas estrangeiras, mineradoras, indústrias, bancos e das empresas mais importantes da burguesia nacional. 3. Desconhecimento da dívida do Estado e a liquidação de todo controle por parte do imperialismo. 4. Jornada de oito horas na cidade e nas dependências agrícolas do Estado e abolição de toda forma de servidão e semiescravidão. 5. Armamento imediato dos operários e camponeses e transformação do exército e da polícia em milícia operária e camponesa. 6. Instauração dos municípios operários, camponeses e soldados em lugar da dominação de classe dos grandes proprietários de terra e da igreja. São 6 pontos principais, são simplesmente seis. Porque? Porque são os mesmos seis pontos que estão na carta enviada pela célula de Paris nos anos de 1928, dezembro de 1928.

(…)

Eudocio Ravinez, secretário geral da célula, Armando Bazán, Juan J. Paiva, Flores seoana, Demetrio Tello e Cesar Vallejo – assim que Vallejo foi militante do Partido, camaradas, ele é assinante desta comunicação-, Paris, 29 de dezembro de 1928. Se propõem, diz assim: os pontos principais do programa do partido serão: 1. Expropriação sem indenização dos latifúndios, entrega de uma parte aos aylllus e comunidades prestando todo o contingente da técnica agrícola moderna repartição do restante entre os colonos, arrendatários e yanaconas. 2. Confisco das empresas estrangeiras, mineradoras, industrias, barcos e das empresas mais importantes da burguesia nacional. 3. Esquecimento da dívida do Estado e liquidação de todo o controle por parte do imperialismo. 4. Jornada de oito horas e nas dependências agrícolas do Estado e abolição de toda forma de servidão ou de semiescravidão. 5. Armamento imediato dos operários e camponeses e transformação do exército e da polícia em milícia operária e camponesa. 6. Instauração dos municípios de operários, camponeses e soldados em lugar da dominação de classe dos grandes proprietários da terra e da igreja. No mesmo programa, são os mesmos seis pontos que enviou para a célula de Paris os que logo foram apresentados na Conferência de Partidos Comunistas em Buenos ires no ano de 1929. Esses seis pontos muito pouco se conhece. Aqui já planteiam coisas mais concretas, se planteiam uma série de questões gerais do princípio, como por exemplo, etapa democrática, caráter da revolução ou o Partido no ponto nove ou o ponto 4 que seguimos o marxismo-leninismo, assim nos expõe. Aqui já se especifica dentro dos critérios de consigna que a Internacional Comunista apresenta.

*Morto Mariátegui, em abril de 1930, a direita com Ravines usurpará a direção do Partido e se produz o questionamento e a negação do caminho de Mariátegui, de palavra invocam insurreição mas caem em eleitoralismo.

 

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