Viva o XXV Aniversário do discurso do Presidente Gonzalo que brilha pujante e vitorioso ante o mundo! (Movimento Popular Peru – Comitê de Reorganização, setembro 2017)

Nota do blog: Como parte da celebração pelo 25º Aniversário do discurso do Presidente Gonzalo ante a reação, exortando os comunistas, combatentes e massas a tomar o Poder em todo o país avançando a Guerra Popular, publicamos a seguir tradução não-oficial do pronunciamento do Movimento Popular Peru (CR) e uma intervenção do Presidente Gonzalo sobre o programa e estatutos do PCP.


Proletários de todos os países, uni-vos!

Viva o XXV Aniversario do discurso do Presidente Gonzalo que brilha pujante e vitorioso ante o mundo!

Por ocasião da celebração do XXV Aniversário do Discurso de Nossa Chefatura, em 24 de setembro de 1992, que brilha pujante e desafiante frente o mundo, queremos expressar nossa alegria e otimismo revolucionário ao topo pelo avanço da campanha nacional e internacional em defesa da Chefatura do Presidente Gonzalo e do marxismo-leninismo-maoismo, pensamento gonzalo, [campanha] que é dirigida pelo PCP, levando-a nestes momentos como contra-campanha marxista-leninista-maoísta, pensamento gonzalo contra a atual campanha negra e burda do imperialismo e a reação, com o serviço do revisionismo especialmente da LOD revisionista e capitulacionista e sua irmã gêmea, a LOE, através dos grandes meios de comunicação nacionais e internacionais. A grande celebração internacional do XXV Aniversário do Discurso de Nossa Chefatura, de 24 de setembro de 1992, vem sendo desenvolvida por partidos e organizações maoístas do mundo com pronunciamentos, atos e ações de diversos tipos mostra claramente o que dissemos:

Nós, tal como o PCP, por ocasião desta celebração: “Denunciamos, condenamos e marcamos a fogo a negra e burda campanha contrarrevolucionária dos meios de comunicação tanto da televisão, rádio, periódicos como El Comercio e seminários como Sucesos, etc. contra nosso querido e respeitado Presidente Gonzalo, chefe do partido e da revolução, o maior marxista-leninista-maoista vivente sobre a Terra, centro de unificação partidária e garantia do triunfo que nos leva ao comunismo. Chefatura do Presidente Gonzalo, baseada em seu todopoderoso pensamento. Dizemo-lhes que por lancem todo o barro e toda sua podridão reacionária, não poderão melar sua imagem de grande Chefe Comunista e seu todopoderoso pensamento gonzalo, todopoderoso porque é verdadeiro”.

O Presidente Gonzalo encontra-se atualmente na mais alta Luminosa Trincheira de Combate da Guerra Popular.

Destacar, diante de tanto ataque contra a Chefatura, a denúncia feita pelo mesmo Presidente Gonzalo contra a farsa do julgamento, onde ele desmascara esta farsa e a acusação por Tarata e desmente tudo o que sustenta a reação em sua negra propaganda e trata dos erros cometidos, e inclusive chama os juízes reacionários e seus julgadores a lerem os documentos do I Congresso do PCP, e que o objetivo [N.T.: político naquele momento] era ganhar a burguesia nacional, não eram então objetivo [atentar contra ela]; e sobre o narcotráfico, deslinda e assenta posição que não necessita dessas substâncias e que ele luta contra o sistema e para mudar tudo isso, etc.. Isso serve para esmagar a reação e o revisionismo que se monta sobre ele para traficar e infamar a nossa Chefatura, principalmente os da LOD revisionista e capitulacionista e a LOE que o acusam de capitulador, e que isso das chamadas “cartas de paz” só é patranha contrarrevolucionária da CIA – reação – ratos da LOD (ver: Breve Intervenção do Presidente Gonzalo na Audiência do Julgamento sobre Tarata, 27 de junho de 2017, e incluso vídeo no Facebook).

“Constantemente, a reação peruana, por meio de sua Guerra de Baixa Intensidade, leva a cabo esta campanha contrarrevolucionária, dentro dos planos ianques de difamar, desprestigiar e elevar o plano de aniquilar a nossa Chefatura e desaparecer com o PCP e à Guerra Popular, que este dirige para sua Reorganização Geral e sair da curva difícil e complexa.

Denunciamos, condenamos e esmagaremos seus negros planos e infâmias contra nosso Chefe, o Presidente Gonzalo, a águia do nosso partido, desenvolvendo a Guerra Popular e servindo à Revolução Proletária Mundial” (PCP).

Como dissemos no começo, os partidos e organizações maoistas da América Latina e da Europa e de outras partes do mundo vêm realizando ações e lançando pronunciamentos de saudações por esta magna celebração. Expressamos a todos eles nosso agradecimento em nosso nome e do PCP.

Como maior expressão de nosso agradecimento ao movimento comunista internacional, publicamos adjunta à presente [declaração] a INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE GONZALO SOBRE O PROGRAMA E ESTATUTOS (I CONGRESSO DO PCP), que é parte de uma intervenção muito mais ampla, e que consideramos que será estudada com muito interesse pelos comunistas da Terra.

Defender a Saúde e a Vida do Presidente Gonzalo desenvolvendo a Guerra Popular!

MPP (CR)

Setembro de 2017


Intervenção do Presidente Gonzalo quanto ao Programa e Estatutos

No referente ao programa, temos que pensar que o programa deve ser um documento que estabeleça princípios de forma concreta e que, por sua vez, sirva para ressaltar os princípios básicos que necessitamos enumerar de forma taxativa a fim de melhor manejá-los, é nossa necessidade. Assim não se redige ou não está redigido o Estatuto de 1945 na China, nem o de 1969, mas devemos pensar em fazer os documentos segundo o que nosso partido necessita na atualidade, devemos ter sempre presente que temos uma militância nova que tem pouca formação, que por conseguinte devemos entregar um documento que lhe permita ter as coisas mais claras, mais concretas, e que por sua vez sejam de mais fácil estudo e compreensão, por isso é que enumeramos os problemas de princípios dessa maneira, com asteriscos. Este programa e estatutos ajustam-se não apenas ao que se lê no VII e IX Congresso do PCCh, mas ao que o Presidente Mao Tsetung coloca-nos como programa em “Sobre o Governo de Coalizão”, tomo III, esses são nossos embasamentos, além de haver visto esses programas que acabamos de ler, os programas estabelecidos por Lenin e também os programas analisados por Marx e Engels, o programa de Gotha, por exemplo, é muito interessante, de grande transcendência, devemos pensar que este foi redigido pelo próprio Marx, claro, com o conhecimento e aceitação prévia de Engels, porque sempre atuaram assim.

Programa

“O Partido Comunista do Peru fundamenta-se e guia-se pelo marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente maoísmo e, especificamente, pelo pensamento Gonzalo como aplicação criadora da verdade universal às condições concretas da revolução peruana feita pelo Presidente Gonzalo, chefe de nosso Partido”, é bem concreto. Aqui não teríamos nada que fundamentar, já o fizemos, seria inútil, ainda mais faltando tempo, reiterar o que já é muito claro.

“O Partido Comunista do Peru, vanguarda organizada do proletariado peruano, que é parte integrante do proletariado internacional, assume muito especialmente os seguintes princípios básicos”. Aqui sim devemos destacar que se bem se define o Partido Comunista do Peru, como vanguarda organizada do proletariado peruano – o que é sempre importante, como se afirma em todo estatuto, com exceção de um partido já muito desenvolvido como o PCCh, no qual diz “o Partido Comunista da China é um partido proletário”; não lhe era suficiente fazer isso – nós necessitamos ressaltar o problema da vanguarda organizada, mas devemos destacar que o proletariado peruano é parte integrante do proletariado internacional, creio que é compreensível a razão. E destacar que o partido assume muito especialmente os seguintes princípios básicos, porém não diz que estes sejam todos, mas que estes são os que assumimos muito especialmente. Isso deve levar em conta, creio que são 11 se bem me lembro, são 11 (e para não os nomear, mas sim destacá-los bem), pusemos um asterisco pois não seria bom pôr 1, 2, 3, 4, não ficaria bem. Mas então, por que não os colocamos seguidos? Porque assim fica mais claro, mais nítido, essa é a razão.

“A contradição, lei fundamental única da incessante transformação da matéria eterna” Nos afilia com a concepção, devemos partir daí, está bem claro, é a concepção. Aqui expressamos nossa condição de materialistas quando dizemos matéria eterna, e dialéticos, quando destacamos a contradição. Eis aqui então a concepção de forma condensada.

“As massas fazem a história” e “a rebelião se justifica”. Aqui passamos ao mundo social, à sociedade que é produto das massas. Por que colocamos que “a rebelião se justifica”? Porque este é um grande princípio estabelecido pelo Presidente Mao Tsetung. Ele diz que até Marx ensinava sobre a servidão, sobre a submissão da massa, mas é o próprio Marx quem chama a massa a rebelar-se, estabelecendo um giro na história. Aqui o que temos posto é isso, na citação do Presidente “a rebelião se justifica”, que é parte de uma citação mais extensa em que expressa o que acabo de dizer, isso é o que está expresso ali, o giro que o marxismo implica do papel da massa na sociedade, o problema de rebelar-se, a negação da submissão da massa, nunca antes foi propugnado assim, sempre se convocou à submissão, o capitalismo é uma clara expressão disso.

“Luta de classes, ditadura do proletariado e internacionalismo proletário”. O que significa esta parte? Significa o motor, a contradição no mundo social, porque essa contradição se expressa na luta de classes. Estabelece uma conexão entre luta de classes, ditadura do proletariado e internacionalismo proletário. Marx nos dizia que ele não havia descoberto a luta de classes, pois tal [descoberta] foi feita pelos historiadores franceses, isso é verdade; o que Marx fez foi dar uma fundamentação da base que sustentava a classe e a luta de classes, e tirou a transcendental conclusão de que a luta de classes levava à ditadura do proletariado, mas sendo a classe, sendo o proletariado uma única classe a nível internacional que desenvolve-se nos diversos países da Terra, então temos que suscitar o internacionalismo proletário, porque as classes têm um mesmo interesse, uma mesma meta comum, por mais peruanos, bolivianos, japoneses, norte-americanos, franceses ou o que sejam, é a mesma classe, uma mesma meta, mesmo interesse, por isso devemos desfraldar o internacionalismo proletário.

“Necessidade do partido comunista marxista-leninista-maoísta, que aplique com firmeza a independência, a autodecisão e a autossustentação”. O Presidente Mao Tsetung, em 1948, reiterando Lenin e Marx, nos fala da necessidade do partido comunista, porque sem partido comunista não pode haver condução da revolução do proletariado nem serve ao povo. O que devemos ressaltar é nossa condição marxista-leninista-maoísta, de acordo com o que disse no parágrafo, não é simplesmente um partido marxista-leninista. A declaração do MRI fala de partidos marxistas-leninistas, nós não podemos falar assim, somos partido marxista-leninista-maoísta – no caso não pode ser marxista-leninista-pensamento Mao Tsetung como coloca o MRI e ter um partido marxista-leninista, ao menos deveria colocar: partido marxista-leninista-pensamento Mao Tsetung, aí lhe salta sempre o problema de parar no marxismo-leninismo, por isso é que devemos afirmar isto. Quanto a aplicar com firmeza a independência: desde Marx está estabelecido que o partido comunista é um partido distinto e oposto a todos os demais, porque tem um interesse de classe próprio, oposto, distinto ao das outras classes, porque enquanto as outras classes buscam a propriedade, o proletariado não; daí deriva sua condição de última classe da história e deriva uma meta, o comunismo. Apenas o proletariado tem essa tarefa histórica, por isso devemos ressaltar a independência frente aos partidos de outras classes. A autodecisão: um partido deve decidir por si próprio, porque o Partido Comunista do Peru – no nosso caso – responde à revolução peruana, dentro e em função da [revolução] mundial, de acordo, mas [responde] pela peruana e devemos ter autodecisão, não devemos seguir bastão de mando algum. O Presidente [Mao] muitas vezes reiterou: “não há partido pai, não há partido filho, os partidos são iguais e cada partido deve decidir por si mesmo”, por isso o que cabe entre partidos são conversações para chegar a pontos comuns, de comum acordo. Isso é muito importante, nada de bastão de mando! Isso é revisionismo. Autossustentação: o partido deve basear-se em suas próprias forças; disto, o principal é basear-se nas próprias forças para estabelecer a política, isso é o principal da autossustentação, deve-se pensar bem porque por vezes reduz-se a questão simplesmente ao econômico, também é parte, mas não é o principal, camaradas. Também, claro está, quer dizer que um partido não deve viver do que o outro lhe dá, isso é não se apoiar nos próprios esforços, mas obviamente isto não nega, de modo algum, o internacionalismo proletário e a ajuda fraternal que os partidos devem uns aos outros, isso já é questão de internacionalismo proletário.

“Combater o imperialismo, o revisionismo e a reação inseparável e implacavelmente”. Consideramos que enquanto se diz que combater o imperialismo e combater o revisionismo é uma luta inseparável e implacável, também deve-se combater a reação, porque estão esses três: imperialismo, revisionismo e reação, inseparavelmente unidos e aos três devemos combater implacavelmente. A onde isto aponta? A ressaltar que também há a obrigação de combater implacavelmente a reação. Por exemplo, a ideologia reacionária da igreja católica, a aceitaremos? A concepção semifeudal, a aceitaremos? Aos feudais, às ideias reacionárias no mundo ou aos sistemas reacionários no mundo, os aceitaremos? Não. Estão ligados ao revisionismo? Sim, basta ver essa fétida aliança entre comunistas e católicos desfraldada pelo partido italiano, uma clara posição revisionista. Isso é o que planteamos. Não basta imperialismo e revisionismo, também reação porque repito: o imperialismo está ligado ao revisionismo? Sim. E à reação? Também.

“Conquistar e defender o poder com a guerra popular”. É a reafirmação de que o poder somente é conquistado com a guerra popular e somente através dela é defendido. Creio que não necessita fundamentação maior.

“Militarização do partido e construção concêntrica dos três instrumentos da revolução”. Aqui não cabe senão colocá-lo desta maneira, porque é programa e estatutos do Partido Comunista do Peru: aqui não poderíamos colocar “dos partidos comunistas”, de modo algum. Nós não estamos nomeando a outros partidos, nós estamos identificando a nós mesmos. Creio que isso também o compreendemos.

“Luta de duas linhas como força impulsionadora do desenvolvimento partidário”. É o problema de que a contradição dinamiza a vida do partido e esta se concretiza em luta de duas linhas, entre a linha proletária e todas as outras linhas, especialmente a burguesa, que se concretiza ao fim em revisionismo.

“Transformação ideológica constante e colocar sempre a política em mando”. A transformação ideológica é fundamental para todos nós, para todos os militantes, para todo o partido, não pode cessar, não pode acabar, porque é necessário mudar de alma cabal e completamente….

[A transformação…] Irá por saltos progressivos ao compasso do desenvolvimento da revolução, segundo suas etapas e períodos, porque a mudança definitiva, a mudança de alma, a nova alma, apenas se expressará então no comunismo e, entretanto, nós somos os mensageiros dessa alma nova, porém somos elementos de um período de transição entre a velha sociedade e a futura nova sociedade que é o comunismo. Isto merece grande importância. Pôr sempre a política em mando, já sabemos, vimos ao falar do maoísmo; se não pormos a política em mando não significa que não ponhamos política ou que a evitemos, [ao contrário] estaríamos pondo outra política em mando, a da burguesia ou da pequena burguesia, ou seja o que for.

“Servir ao povo e à revolução proletária mundial”. É o que o Presidente nos ensinou: cada militante deve guiar-se por servir ao povo e à revolução proletária mundial, pelo internacionalismo proletário.

“Desinteresse absoluto e justo e correto estilo de trabalho”. O Presidente Mao Tsetung nos ensinou o desinteresse absoluto. E por que nos demanda desinteresse absoluto? Porque correspondemos a uma classe que não tem propriedade, que visa varrer a propriedade privada sobre os meios de produção e que não tem interesse maior que chegar ao comunismo, que chegar à meta final. Como nós não veremos essa meta, estamos expressando desinteresse absoluto – porque não veremos essa meta, camaradas, é uma expressão da destruição dos interesses particulares, como parte da classe cuja essência é extinguir-se como tal, é parte de ser comunistas, ou seja, de assumir os interesses do proletariado. Quanto ao estilo de trabalho, o Presidente magistralmente o sintetizou, dizendo-nos: “Ligação de teoria e prática, ligação com as massas e crítica e autocrítica”, as três questões do estilo de trabalho é magistral.

Estes são o que entendemos por princípios básicos. Se os camaradas analisam isto, vêem que vai do mais universal que é nossa concepção, até a condição de comunista, de militante, por quê? Estão alinhados. Da concepção expressa em contradição e matéria eterna passamos ao mundo social no qual nos movemos, o partido; daí estabelecemos o princípio de massas e rebelião; colocado o problema de massas, passamos ao da luta de classes, que é a contradição da sociedade, porque as massas estão agrupadas em classes e estas lutas são feitas pela ditadura do proletariado como consequência de todo o processo de luta de classes, é a inevitável consequência, e isso nos propugna ditadura do proletariado; estabelecido isto, do que guia o proletariado como classe internacional, passamos ao partido que é sua mais alta organização, a primeira organização social; do partido passamos ao que o partido combate: o imperialismo, o revisionismo, a reação; logo passamos a como o partido conquista o poder, porque é o centro ou a tarefa central da revolução; daí passa a como o partido se organiza para cumprir a tarefa que lhe corresponde: a militarização e a organização concêntrica; logo, como o partido se desenvolve: luta de duas linhas; e daí já, vista a concepção, vista a questão da sociedade, vista a questão do proletariado, visto o problema do partido e visto à quê combate, vistas suas tarefas, como se organiza, como se desenvolve etc. passamos ao problema da transformação ideológica constante e de pôr a política em mando como guia do proletariado e da militância, também do partido. Obviamente; para terminar com servir ao povo e à revolução proletária mundial e absoluto desinteresse e estilo de trabalho. Dessa maneira estão ordenados. Acho bom destacar porque poderiam perguntar-lhes: e por quê estão postos assim? Essa é a razão camaradas: vai da concepção à militância. Algumas coisas poderiam questionar: mas por que põem concepção? Nos parece que é fundamental, mas em outros lugares não é posto, porém vemos que a necessidade atual demanda pôr, essa é nossa condição porque não é usual, não existe. A nós, nos convém, porque insistimos que o estatuto e o programa é conforme o que o partido necessita, este partido; os exemplos estabelecidos nos servem de exemplo para resolver nosso próprio problema: segue sendo sempre a aplicação à nossa realidade.

“O Partido Comunista do Peru tem o comunismo como meta final. Portanto, dado que a sociedade peruana atual é oprimida e explorada pelo imperialismo, pelo capitalismo burocrático e pela semifeudalidade, a revolução tem uma primeira etapa democrática, uma segunda socialista para, posteriormente, desenvolver sucessivas revoluções culturais. No presente, com a guerra popular, o partido desenvolve a revolução democrática, tendo como meta imediata culminá-la conquistando o poder em todo o país”. Neste parágrafo tínhamos necessariamente que pôr o comunismo como meta final, e isto deve ser ressaltado, porque se não o puséssemos não seríamos partido comunista. Se pensando nessa meta devemos ver qual é a realidade atual, isto também devemos ressaltar: a sociedade peruana atual é oprimida e explorada; oprimida refere-se ao domínio político exercido, isso expressa as palavras “oprimida” e “opressão”, que é seu substantivo; e explorada refere-se à exploração, a como é gerada mais-valia, como são gerados lucros devorados pelas classes exploradoras, é uma expressão econômica. Opressão refere-se à política e exploração à base econômica, a isso se refere. E quem são os que nos oprimem e nos exploram? Disse oprimida e explorada – por quem? – pelo imperialismo, pelo capitalismo burocrático e sua semifeudalidade, essa é a situação atual do país, da sociedade peruana, já sabemos: imperialismo, capitalismo burocrático e semifeudalidade. É por isso que a revolução peruana tem etapas, que é outra coisa que devemos ressaltar: uma etapa democrática, uma segunda socialista e, posteriormente, desenvolver sucessivas revoluções culturais, que em nosso entender é uma terceira etapa, mas creio que isso requer outra explicação e é como ver a revolução. Anteontem à noite, levantávamos a alguns camaradas como víamos o processo dinâmico disso, é em certo momento que a revolução cultural evoluirá por etapa, isso é o que pensamos, mas isso não necessitamos colocar no programa. Também devemos ressaltar que estamos em guerra popular, com ela o partido desenvolve a revolução democrática, e que a meta imediata é culminá-la conquistando o poder em todo o país. Estas coisas devem ser analisadas, destacadas e vistas parte por parte; pensem camaradas, é programa, é sintético, condensado, porque assim deve ser, mas ao explicar, deve ser explicado este problema.

Em continuação vem o PROGRAMA GERAL DA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, porque isso diz o parágrafo anterior em sua parte final: “por ela desfraldamos os seguintes objetivos”. Por quê? Porque atualmente estamos na etapa da revolução democrática, que por muito bem armada que se desenvolva segue sendo democrática, e se fazemos a guerra é porque é a única forma de levá-la adiante. Não muda, não tem nada a ver com este programa, mas deve ser ressaltado. Daí então passamos a:

Programa geral da Revolução Democrática

Com 14 pontos.

  1. DEMOLIÇÃO DO ESTADO PERUANO, DITADURA DOS EXPLORADORES DIRIGIDA PELA GRANDE BURGUESIA, DAS FORÇAS ARMADAS REPRESSIVAS QUE O SUSTENTAM E DE TODO SEU APARATO BUROCRÁTICO.

Do que se fala aqui? Da demolição do Estado peruano, essa é a questão, essa é a chave, aqui está tudo: “demolição do Estado peruano”. Tomamos ali as palavras de Marx, recordam quando ele fala da Comuna de Paris? Ele mostrou que era necessário demolir, muito expressiva a palavra, daí a tomamos, é um conceito muito preciso, além de expressivo. Isso pode-se ler assim: demolição do Estado peruano, das forças armadas e repressivas que o sustentam e de todo seu aparato burocrático. Claro, de outra maneira não haveria demolição, porque para demolir o Estado é necessário demolir fundamentalmente duas coisas: a força armada que é coluna vertebral do Estado e os aparatos repressivos ligados a este sistema, e o aparato burocrático. São as duas partes fundamentais que o Estado possui, destas o principal é a demolição das forças armadas e repressiva, porque são a coluna vertebral, aqui diz: “que o sustentam”. Essa é a tese estabelecida desde Marx até o Presidente Mao Tsetung.

A frase que diz “ditadura dos exploradores dirigida pela grande burguesia” visa ressaltar que o Estado peruano é uma ditadura. De classes? Isso é óbvio, senão não seria ditadura, ou poderia haver ditadura sem classes? Não poderia, por isso basta pôr ditadura. Isso devemos destacar. Mas além disso, “dos exploradores”, sim, porque a ditadura que é problema político se sustenta sobre uma base econômica à qual defende, e essa base é o Estado peruano, é de exploração, isso é o que devemos entender que é ditadura, paragem que defende um sistema de exploração – que é sua base – e o defende a sangue e fogo. Essa ditadura é dirigida pela grande burguesia. Assim fica claro o problema, porque, quem dirige a ditadura no Peru? A grande burguesia. Essa é a razão pela qual está posto assim.

Foi-nos feita uma pergunta se aqui não haveria um problema ao pôr “exploradores”, se isto não se chocaria com o programa de FRFURT – que é o programa do partido socialdemocrata alemão de 1891 analisado por Engels. Voltamos a ler o programa ou a crítica que Engels faz ao programa de FRFURT e não há nenhuma contraposição com este termo. Por quê? Porque o que Engels critica nesse programa é que se diga “domínio dos capitalistas e dos grandes latifundiários” e diz que não se pode explicar um problema econômico a partir de um ponto de vista político, é isso que diz. Para entender isso, o que quer dizer? Se alguém se recorda do que está no “Antidüring” sobre o problema da violência, o próprio Engels, revisado por Marx: “Há os que dizem propriedade da dominação, ou seja, da violência, logo em consequência a propriedade não é senão simplesmente despojo, arrebatamento pela força”. Engels ali, no “Antidühring”, nos explicou que a exploração é um fenômeno econômico, ou seja, tipos de relações sociais de exploração, e que para defendê-las, mantê-las, existe o Estado, que é a violência organizada, como o próprio Engels ensinou. Assim, quando ele coloca a crítica aos que planteavam como projeto do programa de FRFURT e dizem “domínio dos capitalistas e grandes latifundiários”, essa maneira de plantear dá margem, em consequência, a derivar a propriedade da violência, o que é incorreto. Essa é a essência da crítica justa que Engels faz. Mas o problema é que diz ali também “capitalistas individuais”, assim diz. Então Engels afirma que é outro erro porque a sociedade – está falando da Alemanha – tem cada vez mais trustes, monopólios, sociedades anônimas e aí não é propriedade individual e diz além disso, propriedade individual também é a do pequeno produtor, consequentemente leva a um segundo erro. Outra situação que poderia estar vinculada ao que estamos esclarecendo é o que Engels diz nessa crítica quase na parte final, quando coloca a produção e diz: esta outra individual e volta a dizer que não se deve pôr individual, o sistema individual funde cada vez mais as camadas médias, os pequenos produtores, etc. Em consequência, o que Engels está criticando é dar à propriedade uma raiz baseada na violência, que essa é a ideia de Dühring, que é o que critica no Dühring.

Que os exploradores também são os burgueses nacionais ou a burguesia nacional é certo, mas ninguém poderá dizer que a burguesia nacional exerce aqui, no Peru, hoje, ditadura. Ou exerce? Obviamente não.

Em consequência o ponto 1 do programa que se propõe no problema da demolição do velho Estado, ou seja, do Estado peruano, isso é e especifica-se que é uma ditadura, é bom destacar, mas que essa ditadura é de exploradores para destacar a base que defende, isso é o que nos move. E não cabe confusão com burguesia nacional, porque não é parte da ditadura e porque, além disso, o problema da especificação da derrubada econômica que destruímos vem nas partes subsequentes e foi esclarecido no ponto 5; ninguém poderia sustentar que a burguesia nacional é parte da ditadura que a grande burguesia dirige, esse é o cerne da questão. Não pretendemos explicar um problema econômico.

(…)

Assinalar aqui propriedade individual em nenhum lugar, exceto quando falamos do campesinato e da terra, que é outra coisa, não há pois formas de confusão.

 

  1. VARRER A OPRESSÃO IMPERIALISTA, PRINCIPALMENTE IANQUE, DO SOCIAL-IMPERIALISMO SOVIÉTICO E DE QUALQUER OUTRA POTÊNCIA OU PAÍS IMPERIALISTA; CONFISCAR EM GERAL SEUS MONOPÓLIOS, EMPRESAS, BANCOS E TODA SUA FORMA DE PROPRIEDADE, INCLUINDO A DÍVIDA EXTERNA.

É o problema da primeira montanha, do imperialismo, e está bem separado o que é opressão porque é exercida, nos oprime. Lenin nos disse que as nações são oprimidas pelo imperialismo, são palavras do próprio Lenin. Aqui devemos ver bem claramente que a opressão imperialista é principalmente ianque, mas não unicamente, senão também do social-imperialismo soviético que, reitero, está penetrando mais em nosso país e perigosamente, e de qualquer potência ou país imperialista, China por exemplo. A China investirá em minas, também descobriram que necessitam já de matérias primas, pois muito bem, já estão demonstrando suas entranhas. Se isto é entendido, responde a essa pergunta do que é a China, a China atual quero dizer. “Qualquer potência ou país imperialista”: Japão, Inglaterra, França, Espanha. Por que digo Espanha? Pensem em, Espanha investirá cerca de três bilhões de dólares na Argentina e aqui também tem investimentos. Canto Grande, por exemplo, é um investimento em prisões de segurança máxima para o Peru. O problema desses mercados que o senhor presidente está inaugurando é que são de capitais judaicos que não podiam ser usados porque havia uma diferença, uma disputa sobre o valor dos mesmos. Ou seja, não aceitamos nenhum domínio, nenhuma opressão, mas destacamos duas: a ianque e a soviética, principalmente a ianque porque esse é o país que aqui principalmente domina e explora, esse imperialismo.

A outra parte refere-se à questão econômica. Como foi planteado? “Confiscar em geral seus monopólios, empresas, bancos e toda sua forma de propriedade”, porque pode haver muitas formas, a de patentes por exemplo, as regalias, enfim múltiplas mais as relações econômicas internacionais irão gerando. Fica em aberto aqui porque é um termo muito claro e muito amplo, um termo jurídico e já bem definido desde o tempo dos romanos, nada escapa a esse termo. Por que estamos incluindo aqui a dívida externa? Pela importância que a mesma reveste. É fabulosa a dívida que as nações oprimidas têm, e é sangria ou morte o que essa dívida externa implica, mas o problema da dívida externa apenas é resolvido confiscando-a, negando esse direito, não há outra forma, porque é uma modalidade de propriedade, neste caso baseada no crédito, por isso resgatamos este ponto. A dívida que temos cresce cada dia mais, deve estar em torno de 17 bilhões de dólares. Essa é a razão.

O ponto 3 refere-se à segunda montanha, na ordem de peso que tem. Aqui estão enumeradas em ordem de peso, de poder que têm: poder econômico, político, militar ou o que seja. Aqui é o problema de:

  1. DESTRUIR O CAPITALISMO BUROCRÁTICO, TANTO PARTICULAR COMO ESTATAL; CONFISCAR TODAS AS SUAS PROPRIEDADES, BENS E DIREITOS ECONÔMICOS EM BENEFÍCIO DO NOVO ESTADO, IGUALMENTE QUE OS CORRESPONDENTES AO IMPERIALISMO.

Esta é a segunda montanha: o capitalismo burocrático. É necessário destruir – destruir é um termo amplo – demoli-lo econômica, política, ideologicamente em tudo o que se possa. No ideológico, por exemplo, já bem sabemos pelo Presidente, que uma classe pode perder o poder econômico e político mas manter seu poder ideológico, perturba, o qual é um problema obviamente sério. Por que colocamos “particular como estatal”? Aqui tampouco há muita confusão porque fala de capitalismo burocrático; estamos de acordo e combatemos que se diga propriedade privada e estatal, porque tanto uma como outra são formas de propriedade privada: a individual é uma forma de propriedade privada, a [propriedade] estatal é a que o Estado maneja como conjunto, mas ambas são privadas, o velho Estado maneja assim, colocar-lhe como privada seria crer em um erro. “Não estatal” não é para nós muito expressivo, mas não há margem para confusão porque aqui se diz destruir o capitalismo burocrático e nada lhe escapa. E ao fim e ao cabo, uma sociedade, um monopólio, tem proprietários individuais, claro que é assim, então tampouco temos problemas, porque – reitero – foi especificado “capitalismo burocrático”.

“Confiscar todas as suas propriedades, bens e direitos econômicos em benefício do novo Estado”. Por que isto? Chave para passar à segunda revolução ininterruptamente. Mas aqui agregamos “igualmente que os correspondentes ao imperialismo” para não reiterar porque ambos passam ao novo Estado, são os meios econômicos para a nova economia.

  1. LIQUIDAÇÃO DA PROPRIEDADE SEMIFEUDAL E TODA MODALIDADE SUBSISTENTE DA MESMA, CONFISCANDO-A PARA ENTREGAR AS TERRAS AO CAMPESINATO PRINCIPALMENTE POBRE, APLICANDO O PRINCÍPIO DE “TERRA PARA QUEM NELA TRABALHA”.

Refere-se à terceira montanha. Está em terceira ordem porque essa montanha é mais débil. Por que colocar “toda modalidade subsistente da mesma”? Porque, Lenin nos ensinou que há mil e uma formas em que a feudalidade se reveste e podem aparecer ou especificar-se outras. Que esta terra seja confiscada é compreensível, para entregá-las ao campesinato é o que diz o ————————–, o que destacamos é “principalmente pobre”, como muito compreensível e necessário, porque isto lido pelo campesinato, o pobre facilmente se identificará, dirá “principalmente para mim”, a isso  visamos. Poderíamos colocar simplesmente campesinato, mas não, o Presidente nos diz: “Ao fim e ao cabo, se falamos do campesinato, falamos do pobre”, isso nos diz, recordem “uma única faísca…”, por —, ——– estava em Junín, a investigação.

O princípio “terra para quem nela trabalha” é um velho princípio, que segue sendo plenamente válido.  O Presidente Mao reiterou no ponto do programa quando trata do problema da terra, e isso é bom destacar porque aqui no Peru fala-se muitas sandices, fala-se de “terra e libertação”, o problema não é assim, é sucintamente “terra para quem nela trabalha” Terão visto o programa do Vietnam, recordam? Com outras palavras diz o mesmo, tanto em 1930 como em 1967 – o do Sul – diz igual. É uma velha situação que toda revolução democrática planteia. Se se pensa bem nisto não se pode dizer pois que “a reivindicação da revolução democrática é o problema da terra”, não camaradas, como poderíamos dizer isto? E o problema do imperialismo, do capitalismo burocrático? Ou seja, na abordagem do que estamos vendo creio que estamos dando respostas a múltiplas perguntas.

 

  1. SOBRE A PROPRIEDADE E OS DIREITOS DA BURGUESIA NACIONAL, OU MÉDIA BURGUESIA, TANTO NO CAMPO COMO NA CIDADE.

Aqui já passamos à outra questão, é o problema que caracteriza quanto às classes, para destruir a revolução democrática: revolução democrática que não respeita a propriedade e os direitos da burguesia nacional deixa de sê-lo e passa a ser socialista. Burguesia nacional ou média, para que fique mais claro, porque nacional às vezes se confunde com nativa,, muitos confundem nacional com nativa e isso é um erro. Na linguagem marxista, do maoísmo, burguesia nacional é a média e isso se dá tanto no campo como na cidade, no campo é burguesia rural – isso resolve uma vez mais o problema do campesino rico e a confusão que aqui temos visto. Isto esclarece pois, precisa mais o caráter democrático da revolução, e por sua vez reitera o que sempre sustentamos. Estão dizendo por aí que mudamos nossa linha, que agora respeitamos os direitos da burguesia nacional, e eu me pergunto, qual documento do partido onde não, ——————- qual? Nenhum. Assim que o “sábio” senderólogo é um podre diabo ignorante que somente repica segundo o que lhe pagam.

Assim, os pontos 2, 3, 4 e 5 definem precisamente o caráter das montanhas que devemos respeitar e o respeito à propriedade e aos direitos da burguesia. A palavra também é ampla – respeito, não diz que os garantimos, não diz outra coisa que respeito e assim deve ficar, por quê? Porque por necessidade podemos restringir esses direitos, ainda hoje, particularmente no campo quando faltam terras, mas isso não há necessidade de dizer aqui. Como vamos colocar pois, “te respeito mas te retiro”? Pois como colocar, camaradas? Isso nós sabemos porque o próprio Presidente Mao nos diz.

 

  1. COMBATER PELA INSTAURAÇÃO DA REPÚBLICA POPULAR DO PERU, CUJA FRENTE DE CLASSES BASEADA NA ALIANÇA OPERÁRIO-CAMPONESA, DIRIGIDA PELO PROLETARIADO ENCABEÇADO POR SEU PARTIDO COMUNISTA; COMO PELA MATERIALIZAÇÃO DA NOVA DEMOCRACIA QUE LEVA ADIANTE UMA NOVA ECONOMIA, UMA NOVA POLÍTICA E UMA NOVA CULTURA.

O ponto 6 nos planteia o problema do novo Estado, novo Estado que já estamos forjando, mas não é necessário que aqui comecemos a especificar “comitês populares, pontos de apoio, república de nova democracia em formação”, não há necessidade, estamos colocando a meta, a perspectiva; o resto conhecemos, não necessitamos redigi-lo no programa. Aqui se ressalta a frente de classe mas se destaca seu embasamento – “aliança operário-campesina” – e a direção do novo Estado que estamos construindo “dirigida pelo proletariado” – mas não assim simplesmente, não é suficiente, devemos ser claros: “encabeçado por seu partido comunista”. Os programas que foram feitos não dizem assim, a nós convém dizer isso. Ademais, longo tempo decorreu, creio, desde o programa do PCCh de 1928 até hoje, as coisas já estão mais definidas e mais ainda se somos “a revolução – como dizem? – mais autêntica”. “É evidente que o Sendero é o movimento de maior sustentação revolucionária total no mundo”. Agarra, Aguirre! Assim dizem camaradas e diz Dom Francisco Morales Bermúdez, ex-presidente do Peru, General-de-Divisão, e demais ervilhas, assim é, diz isso pois “é evidente que o Sendero é o movimento de maior sustentação revolucionária total no mundo”, está bem então, está muito bem, já estão entendendo, já estão entendendo. Não há outro então, camaradas? Qual? Qual? Prepare-se! O M-16, as FARC, a revolução na Nicarágua? Por favor, homem, por favor! Acabo de ler seu programa, bem claro ou não? Então, qual? A grande revolução do Haiti do MRI? Por favor! É uma piada de mau gosto então, ou a revolução na África do Sul? Por favor! Outra piada ruim então, porque então assim é, o MRI nos iguala e mesmo nos coloca atrás destes. Primeiro é a revolução na África; sim, digo eu, sim, para os imbecis. São torpes e estão prejudicando o Movimento Comunista Internacional, isso é o óbvio camaradas: ao pão, pão e ao vinho, vinho [ditado popular equivalente a “dar nome aos bois”], como se diz. Assim, é conveniente especificar isto: é o partido comunista. Que saibam então! E não temos medo de dizer, claro, é necessário.

Logo isto de “como materialização da nova democracia”, com o triplo conteúdo creio que esclarece bem e a afilia ao que o Presidente Mao estabeleceu, com o maoísmo; aí está seu conteúdo, não há nada mais a explicar em conteúdo. Como Estado novo aí está tudo completo. O que escapa então? O que falta? São as três questões.

 

  1. DESENVOLVER A GUERRA POPULAR QUE, MEDIANTE UM EXÉRCITO REVOLUCIONÁRIO DE NOVO TIPO SOB A DIREÇÃO ABSOLUTA DO PARTIDO, DESTRUA POR PARTES A VELHA ORDEM, PRINCIPALMENTE SUAS FORÇAS ARMADAS E REPRESSIVAS E SIRVA A CONSTRUIR O NOVO PODER PARA O PROLETARIADO E O POVO.

É como levar adiante essa revolução. Claro, e as coisas são ditas sem dissimulação. Como fazê-lo? Com a guerra popular, não há outra forma. Com que instrumento? O exército revolucionário de novo tipo sob direção absoluta do partido. Outra vez o partido? Pois claro, porque é assim, então que as outras classes nem sonhem que terão direção no exército, nem sonhem, está bem que estamos em frente de classes mas não por isso mandarão no exército. Se o partido não tiver direção absoluta não poderemos levar adiante a primeira revolução, culminá-la como corresponde, nem passar à segunda.

Que objetivos esta guerra popular cumpre com esse exército? Destruir por partes o velho poder, principalmente o quê? Suas forças armadas e repressivas. Sim pois, não somos como o Vietnam nem como a Nicarágua, não camaradas, nós vamos demolir o exército, não vamos convertê-lo em “novo exército nacional”, não estamos para isso, não é o caso da URSS no tempo de Lenin, não é o caso, foi outra circunstância, outra necessidade.

 

  1. CULMINAR A FORMAÇÃO DA NAÇÃO PERUANA UNIFICANDO REALMENTE O PAÍS PARA DEFENDÊ-LO DE TODA AGRESSÃO IMPERIALISTA E REACIONÁRIA, SALVAGUARDANDO OS DIREITOS DAS MINORIAS.

O ponto 8 é sobre a nação peruana – devemos prestar muita atenção a este ponto. A união de luta da Espanha, que não sabe nem por quê luta, diz que nós não entendemos o problema nacional e não o podemos entender – diz – porque Mariátegui nunca o entendeu; assim esse imbecil tem a falta de vergonha de falar, uma junta de revisionistas preguiçosos a quem o MRI consente e chama a unir-se a outros para formar o partido comunista da Espanha em um oportunismo que não é do MRI, cujas críticas contra o partido aceita e acolhe, as utiliza. Por que planteia assim? Porque a nação peruana é uma nação em formação e essa formação nacional está sendo gestada em longos anos, são séculos, e não é possível desagregá-la em nação quechua, em nação aymara, ou nações para dezenas de silvícolas.

(…)

Em formação, o que corresponde é culminar a formação da nação peruana, isto é, ou nos desintegramos ou não há concretamente nação peruana. Diz então, unificando realmente o país, porque não está unificado, apenas nós o podemos unificar, tanto culminar a formação da nação como unificar realmente o país. Diz ainda, para defendê-lo de toda agressão imperialista e reacionária, muito importante, aqui está nosso “anti-patriotismo”. Quem assim planteia? Quem coloca nação peruana? Já se dá por consagrada, por estabelecida, e dessa maneira está seguindo a um fascista como Víctor Andrés Belaúnde, porque ele começou com essa estorinha de que já existe a nação peruana, em sua “famosa refutação” dos 7 ensaios, refutação em sonhos, uma casca vazia nunca pôde refutar nada, camaradas têm um profundo conteúdo e têm realidade. Reitero: somos nação em formação, o país não está unificado, devemos unificá-lo. Para quê? Para defendê-lo, temos que defendê-lo. Por quê? Será agredido e está exposto a agressões em diversos momentos, imperialistas ou reacionários (…).

E a parte final diz, salvaguardando os direitos das minorias, claro, porque unificada assim a nação, unificando o país, há diferenças minoritárias que devem ser salvaguardadas. Nos demandam que seja necessário satisfazer, por exemplo, vamos proibir a língua quechua? Como o faremos camaradas? Vamos proibir a língua aymara ou a multiplicidade de línguas silvícolas? Não poderíamos camaradas, não poderíamos, a isso se refere.

Eis pois, a maneira como podemos ver o problema nacional, o problema da nação peruana.

O ponto 9 é o problema do proletariado, sim, porque é a classe cujos interesses desfraldamos e servimos até o fim, até cumprir sua meta histórica, a isso se refere, ao proletariado.

 

  1. SERVIR AO DESENVOLVIMENTO DO PROLETARIADO PERUANO COMO PARTE DA CLASSE OPERÁRIA INTERNACIONAL, À FORMAÇÃO E FORTALECIMENTO DE VERDADEIROS PARTIDOS COMUNISTAS E À SUA UNIFICAÇÃO EM UM REDIVIVO MOVIMENTO COMUNISTA INTERNACIONAL, GUIADOS PELO MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO; TUDO EM FUNÇÃO DE QUE O PROLETARIADO CUMPRA SUA GRANDE MISSÃO HISTÓRICA COMO ÚLTIMA CLASSE.

Cremos que assim é como devemos colocar o problema do proletariado, aqui não cabe colocarmos oito horas, desocupação, não cabe, isso é problema de programa concreto, porque aqui estamos planteando os interesses supremos da classe. Especificando, “servir ao desenvolvimento do proletariado peruano”, claro, a que desenvolva sua consciência de classe, sua capacidade política, sua capacidade de direção, a isso se refere, a que plasme seus interesses de classe, a que dirija, a que assuma o poder seja já dirigindo a revolução democrática ou a ditadura do proletariado ou as revoluções culturais. Que concebemos o proletariado peruano como parte da classe operária internacional porque não pode desligar-se da classe que é uma só no mundo, reitero.

Também diz, à formação e fortalecimento de verdadeiros partidos comunistas, claro, a isso servimos, que saltem, pois! Nos programas não temos visto assim, devemos pôr assim porque por isso estamos, então, “unificando a um redivivo movimento comunista internacional”, claro, a isso servimos porque é uma necessidade do proletariado internacional, mas guiados pelo marxismo-leninismo-maoísmo. Pois é interessante o que diz Morales Bermúdez, aí está pois, que comprovem, que partido planteia assim? O nosso e é uma obrigação fazê-lo, podem nos chamar de nacionalistas? Não. Já vejo o entrecejo de alguns quando lerem o ponto 8: “ah, lhes saiu o nacionalismo!” e quando lerem o ponto 9 vão dizer: “lhes saiu o internacionalismo!”. Cabeçadas para um lado, cabeçadas para outro, já os vejo, e lhes mandaremos bastante Hebapionta, às toneladas, bom para o fígado, pois claro camaradas, cada um sabe como massageia, o outro, são princípios: “tudo em função de que o proletariado cumpra sua missão histórica como última classe”, claro, que maior maneira de servir ao proletariado? Poderíamos substituí-lo – reitero – por 8 horas? Obviamente não camaradas, é uma reivindicação mas não a suprema da classe.

 

  1. DEFENDER AS LIBERDADES, DIREITOS, BENEFÍCIOS E CONQUISTAS QUE A CLASSE OPERÁRIA E AS MASSAS LOGRARAM, À CUSTA DE SEU PRÓPRIO SANGUE, RECONHECENDO-OS E GARANTINDO SUA AUTÊNTICA VIGÊNCIA EM UMA “DECLARAÇÃO DE DIREITOS DO POVO”. RESPEITAR, PARTICULARMENTE, A LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA RELIGIOSA, MAS EM SUA AMPLITUDE CABAL, TANTO DE CRER COMO DE NÃO CRER, IGUALMENTE COMBATER TODA DISPOSIÇÃO LESIVA AOS INTERESSES POPULARES, ESPECIALMENTE QUALQUER FORMA DE TRABALHO GRATUITO OU CARGA PESSOAL E OS SUFOCANTES IMPOSTOS QUE RECAEM SOBRE AS MASSAS.

O ponto 10 refere-se aos direitos do povo, a isso refere-se, creio que é bastante compreensível. Apanhemos o fundamental: “direitos do povo”, muito se fala e se difunde no mundo os direitos humanos, o planteiam países imperialistas, o planteia a burguesia concretamente, é uma posição burguesa, assim disse Marx, está em “A Sagrada Família”, ali colocou este problema. Ele dizia: “Desfraldar os direitos humanos. Que coisa é essa? Desfraldar direito burguês, é a posição da burguesia” e dessa maneira, diz, lhe tira o caráter burguês, não fica rastro de ———– burguesa, disse ele. Por que planteamos direitos do povo? Porque assim nos ensinou Lenin, ele nos ensinou assim. Eis um documento fundamental que a revolução terá que fazer, concretamente o partido.

Certo. Defender as liberdades, direitos, benefícios e conquistas da classe e das massas: liberdades, o entendemos; direitos, o entendemos; benefícios, também o entendemos (benefícios sociais, por exemplo) e conquistas, claro, devemos terminar as conquistas, suponhamos, o horário de verão que tem aqui a empregocracia estatal – porque seu nome não é burocracia estatal, é empregocracia estatal, burocracia é a camada superior, é a que manda, aí está, os outros são trabalhadores mas não operários, obviamente a isso se refere. Como respeitá-los, como reconhecê-los? Mediante a “declaração dos direitos do povo”, por isso dizemos este é o problema dos direitos do povo, dos grandes burgueses? Não, do povo somente. O que é o povo? É um conceito que historicamente se define segundo a etapa e segundo o período da revolução, basta pôr povo. O Presidente nos ensinou o que é povo, esse conceito vem desde Marx, desde Marx vem o problema de povo.

Respeitar, particularmente, a liberdade de consciência religiosa, mas em sua amplitude cabal, tanto de crer como de não crer, nos parece que é muito pertinente, em especial se queremos nos contrapor à igreja, aqui não estamos respeitando nem guardando os direitos da sacrossanta igreja apostólica romana e japonesa, não, esse não é nosso problema, aqui não estamos respeitando os direitos da hierarquia que é parte da opressão, como Lenin dizia: exército, polícia, juízes, prisões e padres, a mesma farra, parte da mesma opressão. Aqui o que estamos, e temos a obrigação, é de garantir a liberdade de consciência religiosa e limitamos pois não é liberdade de consciência senão religiosa, porque isso é preciso destacar, aos que querem pois crer em um vaso ou o que for, assim seja então, o ópio do povo – Marx o diz – era ventilado conforme iam mudando as relações de exploração e as novas relações de produção requerem longo trecho para isso. Mas em sua amplitude cabal, o que implica tanto crer como não crer; assim como uns têm direito a não crer, temos direito ao ateísmo, em outras palavras, essa é a forma completa de plantear liberdade de consciência religiosa.

Igualmente, combater toda disposição lesiva aos interesses populares, porque muitas leis, muitas ações, são lesivas aos interesses e direitos do povo, devem ser especialmente combatidos – como? Qualquer forma de trabalho gratuito ou carga pessoal, não se pode consentir trabalho gratuito, e por quê colocamos carga pessoal? Porque é muito amplo. A carga pessoal é estritamente de raiz feudal, a própria burguesia somente aceita duas cargas pessoais: 1) impostos e 2) serviço militar obrigatório, não aceita nada mais.Quantas cargas pessoais poderão inventar? Muitas, então basta pôr carga pessoal, amplo. E os sufocantes impostos que recaem sobre as massas sim. Não quisemos pôr, todavia, o problema dos impostos progressivos, que é a tese de Marx, é a tese de Engels, é a tese de Lenin, é a tese do Presidente, essa é uma questão de especificar, porque se não há impostos não é possível solucionar economicamente o Estado, mas tem que ser progressivo e se especifica de muitas maneiras. É preciso recordar, na Rússia, Lenin mostrou várias formas segundo as necessidades da revolução, é melhor pois deixar em aberto.

Em seguida, entramos no ponto 11, a proteção de camadas especiais da população, pela condição especial que possuem. Daí que colocamos:

 

  1. REAL IGUALDADE PARA A MULHER.

Somente a revolução a dará, compreendido? Então estamos pela emancipação da mulher, mas isso é parte de toda a revolução e é parte da emancipação do proletariado. Portanto, camaradas, esperem até o comunismo, virá indubitavelmente, assim diz a tese, não é nenhuma barbaridade, de acordo com o marxismo, a emancipação da mulher é parte da emancipação do proletariado, é quando se fará a plena igualdade ante a vida, serão saltos que se darão. Assim, o desejo é uma coisa, a realidade é outra, a outra coisa é não ver a realidade, isso é o que diz o marxismo. Não basta pois um decreto, poderíamos dar um decreto, não? Plena igualdade legal, igualdade ante a vida, mas não será certo camaradas, esse é o fato. Isso foi bem distinguido por Lenin, disse: “Uma coisa é igualdade ante a lei, igualdade entre homem e mulher, e outra coisa a igualdade ante a vida”, claro, e a partir daí disse que o problema é que as mulheres lutem pela sua própria emancipação, e somente podem fazê-lo dentro da emancipação do proletariado, não há outra forma de fazê-lo.

UM FUTURO MELHOR PARA A JUVENTUDE

Óbvio. Qual é pois o futuro que a juventude tem nessa sociedade apodrecida?

PROTEÇÃO PARA A MÃE E A INFÂNCIA

Compreensível camaradas, não vejo que coisa será refutada aqui.

RESPEITO E APOIO PARA A VELHICE

Também acaso não vemos como tratam inclusive aos aposentados? Até as próprias forças policiais. Que papel pois cumprem os anciãos aqui? Também merecem respeito e apoio.

 

  1. UMA NOVA CULTURA COMO ARMA DE COMBATE PARA CONCRETIZAR A NACIONALIDADE, QUE SIRVA ÀS MASSAS POPULARES E GUIE-SE PELA IDEOLOGIA CIENTÍFICA DO PROLETARIADO. DAR ESPECIAL IMPORTÂNCIA À EDUCAÇÃO.

O ponto 12 refere-se à nova cultura. Sim, é a forma como estamos concretizando o que o Presidente diz sobre nova cultura, a isso visamos. O que ressaltamos? Sua condição de arma para concretizar a nacionalidade, sim, é indispensável. Que a cultura da nacionalidade que devemos plasmar não é a corrupção da música popular como se faz com os huaynos [N.T.: gênero musical], não é essa corrupção, destruir precisamente suas profundas raízes culturais que vão conformar nossa nacionalidade, não estamos de acordo com essa corrupção. Não são essas funções de pantomima de tarefa política que a IU [Izquierda Unida] faz, isso não é promover a cultura popular. Ter huacos [N.T.: peça em cerâmica da cultura pré-hispânica] em casa não é ser nacionalista, não é ter espírito nacional por isso, não é certo, ser colecionador de antiguidades não necessariamente expressa espírito nacional. Mujica Gallo? Tem, creio,  uma valiosíssima coleção histórica, ou não? Ou creem que os Osma têm espírito nacional por terem uma grandíssima coleção de arte do vice-reinado? Não camaradas, isso não camaradas. Nós devemos gerar uma nova cultura para fazer concretizar a nacionalidade. É necessário porque somos nação em formação.

Que sirva às massas populares e guie-se pela ideologia científica do proletariado. Por que aqui pusemos científica? Para ressaltar esse caráter que precisa pois ir contra a superstição, as falsas ideologias, o idealismo. Porque não estamos planteando-nos uma cultura proletária, isso corresponde ao segundo momento. Estamos falando de uma cultura nacional (consequentemente anti-imperialista), democrática (portanto anti-feudal, expressado em que sirva às massas populares) e essa cultura não pode senão guiar-se pela ideologia do proletariado, que dissemos que essa ideologia é científica, e aqui corresponde retirar esse caráter pelo dito anteriormente: que vá contra a superstição e tudo que é putrefato em ideologia, porque se não há esse guia não há nova cultura. Compare ao Vietnam, “nacional, democrático”, mas que ideologia o guia? Não diz.

Dar especial importância à educação, compreensível, creio. Será preciso explicar, expressar, concretizar como é isso da educação, porque agora todos estão na nova educação e estão repetindo um conjunto de teses imperialistas ou critérios católicos podres da igreja, como a famosa “conscientização”, estupidez de Freyre. Em que se baseou isso? No imperialismo cristão, essa tese é de procedência feudal, isso não vamos consentir, a nova educação está bem qualificada, bem especificada: educação e trabalho, essa é a tese do marxismo, essa é a tese de Marx, essa é a que teremos que forjar.

 

  1. APOIAR AS LUTAS DO PROLETARIADO INTERNACIONAL, DAS NAÇÕES OPRIMIDAS E DOS POVOS DO MUNDO; LUTANDO CONTRA AS SUPERPOTÊNCIAS, ESTADOS UNIDOS E UNIÃO SOVIÉTICA, CONTRA O IMPERIALISMO EM GERAL, A REAÇÃO INTERNACIONAL E O REVISIONISMO DE TODO TIPO; CONCEBENDO A REVOLUÇÃO PERUANA COMO PARTE DA REVOLUÇÃO PROLETÁRIA MUNDIAL.

Aqui se expressa a conexão do internacionalismo proletário, em servir à revolução mundial. Cremos que é compreensível, basta destacar as partes separadas por ponto e vírgula. Lutas do proletariado internacional, a classe, as nações oprimidas e os povos do mundo, assim deve ser. Contra as superpotências, porque é o período em que estamos, Estados Unidos e União Soviética, por isso é preciso destacá-lo. O imperialismo em geral, claro, qualquer imperialismo que seja: o japonês porque eles consideram – os japoneses imperialistas – que a área do pacto andino é complemento da sua economia, acaso não estão metidas em todas as partes suas empresas japonesas? Aí estão os filhos de Teng, agora vão investir também; os franceses nem há o que dizer; os alemães esfregam e esfregam todo o tempo; todas essas investigações, essa investigação, quem as conduz? O imperialismo, principalmente os europeus, daí saem pois os senderólogos como Gonzales. A reação internacional – claro – e o revisionismo de todo tipo, superpotências, médias potências, impotente ou o que for, de toda laia. Concebendo a revolução peruana como parte da revolução proletária mundial.

O ponto 14 é o problema da revolução como uma unidade, de suas etapas e de sua continuação e culminação, isso é muito necessário, creio que o debate o demonstra:

 

  1. PUGNAR TENAZ E HEROICAMENTE PELO TRIUNFO CABAL E COMPLETO DA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA EM TODO O PAÍS E, CULMINADA ESTA ETAPA, DE IMEDIATO, SEM INTERMÉDIO ALGUM, PASSAR À REVOLUÇÃO SOCIALISTA PARA JUNTO AO PROLETARIADO, ÀS NAÇÕES OPRIMIDAS E AOS POVOS DO MUNDO, ATRAVÉS DE REVOLUÇÕES CULTURAIS, PROSSEGUIR A MARCHA DA HUMANIDADE ATÉ SUA META FINAL, O COMUNISMO.

Creio que é sumamente necessário, principalmente hoje, ressaltar a revolução ininterrupta; destacar, em segundo lugar, o triunfo cabal e completo da revolução democrática em todo o país, nada que nos tire um pedacinho, isso gera graves problemas; passar ao socialismo para e junto ao proletariado internacional, às nações oprimidas e aos povos do mundo, através de revoluções culturais, prosseguir a marcha da humanidade até a meta final, o comunismo – por que colocamos prosseguir a marcha da humanidade? Porque nisso entramos juntos ou não entra ninguém.

Tanto o ponto 13 como o 14 expressam a ligação da revolução peruana com a mundial, uma inter-relação indispensável, não somente por princípio, mas porque inclusive o triunfo da revolução democrática – como concebia o Presidente – tem a ver com a conjuntura mundial, com as circunstâncias mundiais e o desenvolvimento da revolução requer que a revolução se dê em outros países, em outras nações, e juntos então lutar pelo comunismo e adentrar a ele.

Essas são as questões do programa. Em seguida diz: “mas considerando que a revolução democrática no país atravessa um período caracterizado por:

  • Aprofundamento da crise geral da sociedade peruana, principalmente do capitalismo burocrático;
  • Maior reacionarização do Estado, com um governo aprista, fascista e corporativista, encabeçado pelo genocida García Pérez;
  • Agudização da luta de classes, as massas assumem mais a necessidade de combater e resistir;
  • A guerra popular desenvolve-se vigorosa e crescente, e
  • O povo necessita de uma república popular construída segundo os princípios de nova democracia”.

Por que plantear isso? O Presidente Mao nos diz: “É necessário ter um programa geral, mas de acordo com o período da revolução é preciso estabelecer um programa concreto”; consequentemente, é preciso especificar o período e são propostas 5 notas para caracterizá-lo. Se lembrarem – dizíamos – há relação entre a característica 1) e a 3), entre a 2) e a 4) porque formam contradições – recordarão – e todas essas contradições levam ao ponto 5). “O povo necessita de uma república popular construída de acordo com os princípios da nova democracia”. O período é indispensável precisar, sem ele não há programa concreto. Creio que isso já será tratado inclusive no informe preparatório camaradas, não precisamos referendar.

“Devemos aplicar um programa concreto” (…) desde o começo. O que lhes temos dito? É um programa concreto. Em função desse período então “devemos aplicar um programa concreto para o período, com os seguintes objetivos específicos”. Propusemos que esse programa concreto se estabeleça, se sancione após o debate do programa geral e o período para ter aportes que especifiquem a aplicação dos problemas segundo as condições das regiões ou zonas; por isso aqui colocamos programa concreto, pontos suspensivos.

Propusemos que os estatutos sejam vistos posteriormente porque será a parte estritamente já organizativa, embora também tenha que partir de afirmações de princípios, obviamente; por isso colocamos pontos suspensivos (…).

Bem, camaradas, (…) “devemos aplicar um programa concreto e, em seguida, sob esse título: programa concreto”, está claro camaradas Creio que todos entendemos (…).

Bem, isso é tudo o que podemos dizer sobre o referente ao programa e estatutos.

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