Declaração de Partidos e Organizações Maoistas sobre a Revolução de Outubro (novembro, 2017)

Nota do blog: Publicamos a tradução não-oficial da Declaração de Partidos e Organizações Marxista-Leninista-Maoístas como parte da celebração internacional pelo centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro.


Proletários de todos os países, uni-vos!

Declaração conjunta de Partidos e Organizações Marxista-Leninista-Maoistas por ocasião do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro

Fora o Poder tudo é ilusão!

“A Revolução de Outubro não pode ser considerada só uma revolução circunscrita ‘a um marco nacional’. É, ante tudo, uma revolução de caráter internacional, de caráter mundial, pois representa uma viragem radical na história da humanidade, uma viragem do velho mundo, do mundo capitalista, ao novo mundo, ao mundo socialista.”

Stalin

Nesta celebração do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro, os Partidos e Organizações marxista-leninista-maoistas devemos elevar nosso otimismo de classe ao topo e impulsionar com cada vez mais iniciativa e energia as tarefas que nos tocam nesta Nova Era que foi aberta com o trovão dos canhões dos operários e camponeses russos, dirigidos pelo Partido bolchevique, sob a chefatura do grande Lenin. Nos cabe fazer tudo – em cada país, sem exceção – para desenvolver a revolução, segunda corresponda ao caráter da mesma – democrática ou socialista –, o que implica centrar na guerra popular, seja para prepará-la, iniciá-la e desenvolvê-la até a Conquista do Poder; o que nos exige como primeira demanda, na grande maioria dos países, a constituição ou reconstituição dos Partidos Comunistas.

Nós comunistas somos a vanguarda da classe, somos a expressão da luta incessante e crescente do proletariado internacional e dos povos do mundo e, em toda a Terra, celebramos este grande marco da revolução proletária mundial, junto com as massas mais fundas e profundas. Nós celebramos juntos com os comunistas e revolucionários que avançam nas guerras populares no Peru, Índia, Turquia e Filipinas, pela senda aberta pela Grande Revolução Socialista de Outubro; guerras populares que são a demonstração palmaria ante o mundo de como, no novo Poder, baseado na aliança operário-camponesa e sob a direção absoluta do proletariado por meio do Partido Comunista, se aplicam os ensinamentos do Poder dos Sovietes e, portanto, como nelas seguem vigorosos e potentes apesar das restaurações capitalistas encabeçadas pelos revisionistas. É bom ressaltar nesta ocasião que, neste ano, nós comunistas também estamos celebrando o 50º aniversário da Heroica Rebelião Armada dos Camponeses de Naxalbari, que deu início ao que ia devir na guerra popular na Índia.

Esta celebração é uma celebração do triunfo do marxismo – hoje, marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo – sobre o revisionismo de todo tipo. É uma celebração de como Lenin, aplicando de forma criadora o marxismo, esmagou aqueles que negavam a necessidade do Partido de novo tipo e centraram em formas legalistas e economicistas, no cretinismo parlamentar e que negavam a possibilidade da revolução “porque as condições não eram maduras”. É uma celebração de como Lenin esmagou os social-imperialistas, social-chauvinistas e social-patriotas, aqueles que se alinharam com “sua nação” imperialista para defender sua miserável existência parasitária. É uma celebração da defesa do marxismo contra os ataques de todos aqueles que pretenderam ter “superado” o materialismo dialético e histórico. É uma celebração de como o camarada Stalin esmagou o trotskismo em meio de uma dura luta de duas linhas e de como ele definiu, contra todos os gritos dos “ortodoxos”, o leninismo como a segunda etapa do marxismo.

Nosso otimismo revolucionário, nossa convicção da verdade e vigência universal do marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo, é uma forte condenação aos miseráveis como Kruschov, intrigantes, conspiradores, arrivistas e traidores, que usurparam o Estado do Proletariado e restauraram a ditadura burguesa. Quando celebramos o 100º Aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro, fazemos seguros que ninguém vai se recordar de Kruschov, ninguém vai recordar de Brezhnev, Gorbachov e congêneres, mas que os nomes de Lenin e Stalin vivarão imperecedoramente na memória da nova humanidade como símbolos dos que abriram a Nova Era que acabou com o imperialismo.

É uma celebração da violência revolucionária e da luta implacável contra o oportunismo, da onipotência da violência revolucionária e de como somente derrotando toda a rastejante capitulação e liquidacionismo – não importante que máscara ponham – se pode levar a cabo a revolução, conquistar e defender o Poder com guerra popular. É uma celebração da continuação da revolução socialista por meio de sucessivas revoluções culturais proletárias, sempre com guerra popular, até chegar com toda a humanidade ao sempre dourado comunismo.

Esta é uma celebração profunda e com alto nível de consciência, de que a forma mais alta de democracia, e a forma mais alta de liberdade para as massas populares na sociedade de classes é a Ditadura do Proletariado; de que a forma mais alta de produção, mais desenvolvida e potente que viu o mundo, na sociedade de classes, é a Socialista.

Ao celebrar o Centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro, estamos celebrando a Terceira Internacional, a Internacional Comunista, concebida pelo grande Lenin como máquina de combate para a revolução proletária mundial. Portanto, esta celebração implica para nós reafirmar nosso compromisso de lutar pela reconstituição da Internacional, pela reunificação do Movimento Comunista Internacional sobre a base do marxismo-leninismo-maoismo, principalmente o maoismo, luta implacável contra o revisionismo e a serviço da revolução proletária mundial. Para isso, temos muito presente o mesmo processo de como se fundou a Terceira Internacional, o qual não foi resultado de um acordo com os velhos partidos amoldados à velha ordem, senão pela luta da esquerda firmemente unida sob a chefatura de Lenin e cerrando fileiras com o Partido Bolchevique. Lutamos, portanto, por uma Conferência Internacional Maoista Unificada como um passo inicial para avançar mais decididamente em superar a dispersão dos comunistas.

Celebramos a aplicação do marxismo feita pelo grande Lenin, que significou um grande salto que se concretiza no Leninismo, quem com seu grande exemplo demonstrou-nos como ninguém antes, que nós comunistas devemos ser criativos, resolver novos problemas na base dos princípios, rechaçando toda a hipocrisia e a falsidade dos fariseus, principalmente do revisionismo. Portanto, corresponde hoje denunciar, combater e esmagar as linhas oportunistas, o avakianismo, o prachandismo e todas as demais manifestações de oportunismo. Lenin nos ensina que para fazer a revolução em uma realidade concreta temos a necessidade, a obrigação, o dever de estabelecer as leis concretas específicas de seu processo, que necessitamos ter a teoria indispensável, que necessitamos um pensamento-guia para poder levar a revolução ao triunfo. Portanto, celebramos a todos os comunistas que se atreveram a seguir este resplandecente exemplo, assim como aos que prosseguem hoje.Consequentemente, é necessário insistir na tarefa dos comunistas e de todos os revolucionários do mundo de defender a vida e a saúde do Presidente Gonzalo, o maior marxista-leninista-maoista vivente e continuador de Marx, Lenin e o Presidente Mao Tsetung.

Hoje, rendemos homenagens também às massas, aos milhões de operários e camponeses que deram sua vida na longa luta da Revolução Russa, na Grande Revolução Socialista de Outubro, na guerra contra a intervenção imperialista e por defender a sagrada pátria socialista, a União Soviética, contra a besta fascista. Rendemos homenagem aos marinheiros do Aurora, aos partisans e aos libertadores de Berlim; aos milhões de combatentes vermelhos que morreram com as palavras “Por Lenin!”, “Por Stalin!”, “Pela pátria Socialista!” em seus lábios. Rendemos homenagem aos comunistas Bolcheviques, comunistas de madeira especial, comunistas de ferro, entre eles grandes chefes como Sverdlov, Dzerzhinski, Kirov e milhares e milhares mais que entregaram suas vidas pelo comunismo sabendo que nunca iriam vive-lo. Todos estão presentes aqui conosco, vivem em nossa luta que é a mesma da deles.

Hoje, no momento da ofensiva estratégica da revolução proletária mundial, dentro da época dos “50 a 100 anos” no qual o imperialismo e a reação serão varridos da face da Terra, celebramos a Revolução que deu início à Nova Era, assumimos o compromisso de desfraldar, defender e aplicar os ensinamentos de Outubro, que se concretizam em lutar denodadamente para pôr o maoismo como único mando e guia da nova grande onda da revolução proletária mundial, combatendo implacavelmente o imperialismo e a reação de forma indesligável do combate ao revisionismo e todo oportunismo.

Viva o 100º Aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro!

Viva o marxismo-leninismo-maoismo, principalmente o maoismo!

Defender a vida e a saúde do Presidente Gonzalo com guerra popular!

Viva o 50º Aniversário da Rebelião de Naxalbari!

Guerra Popular até o comunismo!

 

Comitê Bandeira Vermelha (República Federal da Alemanha)
Comitês para a Fundação do Partido Comunista (Maoísta) da Áustria
Partido Comunista do Peru
Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha)
Fração Vermelha do Partido Comunista do Chile
Partido Comunista do Equador – Sol Vermelho
Frente Revolucionária do Povo Marxista-Leninista-Maoísta da Bolívia
Organização Maoísta para a Reconstituição do Partido Comunista da Colômbia
Corrente do Povo Sol Vermelho – México

 

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