Acerca do pensamento gonzalo (Presidente Gonzalo, 1988)

Nota do blog: Publicamos a seguir um trecho da longa intervenção do Presidente Gonzalo durante as discussões sobre o documento sobre o pensamento gonzalo. Aqui o Presidente Gonzalo disseca os fundamentos do pensamento-guia; a necessidade e casualidade que determina a inevitável existência de uma chefatura comunista, e a relação entre estas coisas. Importantíssimas discussões para o Peru, ao Brasil e a todo o mundo, questão que se apresenta como de importância destacada para a Revolução Proletária Mundial.

Publicado originalmente em vnd-peru.blogspot.com por ocasião do Natalício do Presidente Gonzalo – 3 de dezembro. Aproveitar para rendermos nossas mais vibrantes saudações ao Presidente Gonzalo – mais importante prisioneiro de guerra do mundo e maior marxista-leninista-maoista vivente sobre a face da Terra – e também àqueles comunistas, combatentes e massas que, agarrando firmemente seu pensamento todopoderoso e sujeitos à sua chefatura, estão superando o recodo.

Tradução não-oficial.

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Acerca do pensamento gonzalo

“Acerca do pensamento Gonzalo” tem uma parte introdutória, embora tal coisa não se expresse, é uma introdução e, portanto, tem cinco problemas.

Vejamos esta parte introdutória. Disse: “No seu processo de desenvolvimento, toda revolução, pela luta do proletariado como classe dirigente e, sobretudo, do partido comunista que desfralda seus interesses de classe irrevogáveis, gera um grupo de chefes, e principalmente um chefe que o representa e dirige, um chefe de autoridade e ascendente reconhecidos. Em nossa realidade, isso foi concretizado, por necessidade e chance histórica, no presidente Gonzalo, chefe do partido e da revolução”.

Em relação a chefes, e que caso tenha-se em conta o que LENIN estabeleceu em “sobre esquerdismo” em relação a massas, partidos e chefes; mas não é como os camaradas dissessem – que esta é a tese de LENIN – não é assim, camaradas, não leram bem LENIN, é preciso ler bem LENIN, conhecer bem. Se vocês pensarem detidamente, [verão que] aqui é especificado o problema da revolução, da classe dirigente (proletariado) e do partido, as três coisas estão sendo especificadas. É isso que deve-se ter em conta.

Recomendamos-lhe camaradas, temos que ler bem, estudar e pensar, esforçando-se por uma maior objetividade para entender o que o documento diz, não o que você tem na sua cabeça; que o que você tem na sua cabeça perturba, compreensível, mas temos a necessidade, a obrigação de ser objetivo, temos que combater o subjetivismo, é muito importante, então reparem nisso camaradas. Há três questões que são invocadas: a revolução, a classe dirigente(proletariado) e o partido, a ação dos três, é o que diz. Essas três questões geram chefes.

Todo processo do tipo que for, também de tipo literário, tem chefes, tem cabeças, e estes chefes não surgem em grandes quantidades e é necessário um tempo para serem forjados; LENIN insistiu nisso, mas isso já vem da MARX e é mais desenvolvido pelo presidente [Mao Tsetung]. É um punhado de líderes o que uma revolução gera em décadas, o que é gerado em um número maior são os dirigentes, uma quantidade maior ainda de quadros e toda uma massa de militantes.

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Linha de Massas (Partido Comunista do Peru, 1988)

Nota do blog: Publicamos tradução não-oficial do documento Linha de Massas do Partido Comunista do Peru, parte da Linha Política Geral do PCP disponível na internet.


Proletários de todos os países, uni-vos!

INTRODUÇÃO

O Presidente Gonzalo, desfraldando, defendendo e aplicando o marxismo-leninismo-maoismo, estabeleceu a linha de massas do Partido. Inicia reafirmando a concepção proletária que se deve ter para avaliar o problema das massas, planteia o papel político que as massas têm, a luta pelo Poder através da guerra popular e que a luta reivindicativa deve servi-la; [estabeleceu] quais são as massas às quais devemos ir – às massas básicas principalmente, operários e camponeses e às diversas frentes segundo suas reivindicações específicas, aplicando a única tática marxista de ir ao fundo e ao profundo, educá-las na violência revolucionária e na luta contra o oportunismo. Especifica que o trabalho de massas do Partido que dirige a guerra popular se faz através do exército; assinala a importância dos organismos gerados, uma das formas de organizá-las; e que fazemos o trabalho de massas na e para a guerra popular.

REAFIRMAÇÃO NO PRINCÍPIO “AS MASSAS FAZEM A HISTÓRIA”

Se reafirma no poderoso princípio marxista “As massas fazem a história” e nos ensina a forjarmos nossa concepção comunista em luta contra a [concepção] burguesa de centrar no indivíduo como eixo histórico. Diz: “As massas são a própria luz do mundo… elas são a própria fibra, o palpitar inesgotável da história… quando falam tudo se estremece, a ordem começa a tremer, os altos cumes agacham-se, as estrelas têm outra rota porque as massas fazem e podem tudo”.

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Carta do Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha) ao Partido Comunista Maoista da França

Proletários de todos os países, uni-vos!

Honra e glória ao camarada Pierre!

Viva o Partido Comunista Maoísta – França!

Ao Partido Comunista Maoísta – França

O Partido Comunista do Brasil – Fração Vermelha, se dirige ao Partido Comunista Maoísta – França, para expressar suas mais profundas condolências pela morte do camarada Pierre.

O camarada Pierre, um dos fundadores do Partido Comunista Maoísta, dedicou toda sua vida de maneira incansável a causa do comunismo. Ao longo de seus mais de 80 anos, tomou parte ativa na luta de classes sempre ao lado das massas exploradas e oprimidas, lutando ombro a ombro com o proletariado de seu pais e do mundo pela Revolução Proletária Mundial.

O camarada Pierre lutou por décadas ao lado do proletariado francês contra o oportunismo e a reação para constituir um verdadeiro partido comunista neste país, e realizar a revolução socialista. Com este objetivo foi conformado o PCM – França, partido que em meio a luta contra oportunismo e em defesa da violência revolucionária tem se colocado a frente das principais lutas do proletariado e massas, tal como a luta na Revolta dos Banlieus, a greve geral contra a reforma trabalhista de 2015, e as jornadas de luta de julho contra o G20, em Hamburgo na Alemanha, quando o PCM esteve nas primeiras filas junto aos revolucionários alemães, lutando contra a cúpula imperialista.

O camarada Pierre se colocou ao lado da luta dos povos do mundo pela revolução democrática e de libertação nacional, apoiando decididamente as Guerras Populares na Índia, Peru e Filipinas,

O camarada Pierre e o PCM, lutou decididamente pela unidade dos comunistas no mundo participando de reuniões e atividades internacionais tais como a Segunda Reunião de Partidos e organizações mlm da Europa, a campanha pelo apoio a Guerra Popular na Índia, e em defesa da vida do Presidente Gonzalo, publicando recentemente o importante documento “Defender o presidente gonzalo é defender o maoísmo”.

Nós, comunistas do Brasil, que lutamos pela reconstituição do Partido Comunista em nosso pais, erguemos nossas bandeiras vermelhas ante a memória do camarada Pierre, e enviamos nossas sentidas condolências a seus camaradas de luta e familiares. Contudo estamos seguros, que as jovens gerações de comunistas forjados na luta contra o revisionismo e na violência revolucionária, sob o guia do maoísmo saberão levar adiante a bandeira pela qual o camarada Pierre lutou e elevá-la aos mais altos cumes, ao assalto aos céus, com Guerra Popular até o comunismo.

Honra e glória ao camarada Pierre!

Viva o Partido Comunista Maoista – França!

Viva o marxismo leninismo maoísmo!

Viva a Guerra Popular!

Partido Comunista do Brasil – Fração Vermelha

Dezembro de 2017