Marxismo: A Tática de Luta de Classe do Proletariado (V.I. Lenin, 1914)

Por ocasião dos 200 anos do nosso grande fundador, Karl Marx – Proletários de todos os países, uni-vos!

Trecho extraído da publicação “Karl Marx”, de 1914, do grande Lenin. Repartimos essa importantíssima obra e vamos publicando-as por parte.


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A Tática de Luta de Classe do Proletariado

Tendo, desde 1844-1845, descoberto uma das principais lacunas do velho materialismo, que era a de não saber compreender as condições nem apreciar o caráter revolucionário da atividade prática, Marx dedicou, durante toda a sua vida, paralelamente aos seus trabalhos teóricos, uma atenção especial às questões de tática de luta de classe do proletariado. Todas as obras de Marx fornecem a este respeito uma rica documentação, em particular sua correspondência com Engels, publicada em 1913, em quatro volumes. Esta documentação está ainda longe de ter sido inteiramente recolhida, classificada, estudada e aprofundada. Por isso, devemos limitar-nos, aqui, às observações mais gerais e breves, considerando, entretanto, que, sem este aspecto, o da atividade prática, Marx considerava o materialismo, de fato, como incompleto, unilateral e sem vitalidade. Marx determinava a tarefa essencial da tática do proletariado de modo rigorosamente baseado nas premissas de sua concepção materialista-dialética. Somente o estudo objetivo do conjunto das relações de toda as classes, sem exceção, de uma determinada sociedade, com o consequente conhecimento do grau objetivo do desenvolvimento desta sociedade e das relações dela com as outras, pode servir de base para uma tática justa da classe de vanguarda. Além disso, todas as classes e todos os países são considerados, não sob o seu aspecto estático, mas sob o aspecto dinâmico, isto é, não no estado de imobilidade, mas em movimento (movimento cujas leis derivam das condições econômicas de existência de cada classe). O movimento é, por seu lado, considerado, não somente do ponto de vista do passado, mas também do futuro, e não de acordo com a concepção vulgar dos “evolucionistas”, que não percebem senão as lentas transformações, mas sim, dialeticamente:

“Em grandes épocas históricas, desta espécie, vinte anos equivalem a um dia, escrevia Marx e Engels, enquanto que podem aparecer dias que concentram em si vinte anos”.

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Citações do Presidente Gonzalo do Documento Seminário De Filosofia, Março-Abril (1987)

Nota do blog: Reproduzimos importantíssimo documento originalmente publicado pela Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (Hamburgo, Alemanha).


hoje

 

“… MARXISMO-LENINISMO-MAOISMO  combate o individualismo e sua raiz: o egoísmo, combate o ‘eu’ à frente. O indivíduo historicamente vai se desenvolvendo, a propriedade privada potencializou a individualidade e o egoísmo, a burguesia potencializou ao máximo o individualismo excessivo. O marxismo centrando na classe rechaça o individualismo, o egoísmo. No Partido é onde nos imprime uma forma de ser, vai nos modelando. A ação na luta de classes é a principal, o trabalhar coletivamente vai diluindo a formação que trazemos.”

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Marxismo: O Socialismo (V.I. Lenin, 1914)

Por ocasião dos 200 anos do nosso grande fundador, Karl Marx – Proletários de todos os países, uni-vos!

Trecho extraído da publicação “Karl Marx”, de 1914, do grande Lenin. Repartimos essa importantíssima obra e vamos publicando-as por parte.


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Socialismo

Pelo exposto, pode-se verificar que Marx conclui pela inevitabilidade da transformação da sociedade capitalista em sociedade socialista, inspirando-se inteira e exclusivamente, nas leis econômicas do movimento da sociedade moderna. A socialização do trabalho que, sob formas múltiplas, avança sempre mais rapidamente e que, durante os 50 anos após a morte de Marx, se manifestou, sobretudo, pela extensão da grande indústria, dos cartéis, sindicatos, trustes capitalistas, e também pelo desenvolvimento fabuloso da concentração e do poder do capital financeiro, — eis a principal base material para o advento inelutável do socialismo. O motor intelectual e moral, o agente físico desta transformação, é o proletariado, educado pelo próprio capitalismo. Sua luta contra a burguesia, tomando formas diversas e um conteúdo cada vez mais rico, torna-se, inevitavelmente, uma luta política que leva à conquista do poder pelo proletariado (“Ditadura do Proletariado”). A socialização da produção deverá alcançar a transformação dos meios de produção em propriedade social, á “expropriação dos expropriadores”. O grande aumento do rendimento do trabalho, a redução da jornada de trabalho, a substituição dos vestígios, das ruínas, da pequena produção primitiva e dispersa pelo trabalho coletivo, aperfeiçoando, estas são as consequências diretas de tal transformação. O capitalismo rompe definitivamente a ligação da agricultura com a indústria, mas prepara, ao mesmo tempo, em seu mais alto grau de desenvolvimento, os elementos novos desta ligação, a união da indústria com a agricultura na base de uma aplicação consciente da ciência, de uma coordenação do trabalho coletivo, de uma nova distribuição da população, pondo um fim ao isolamento da vida dos campos, ao seu estado de abandono e de atraso cultural, da mesma forma à aglomeração anti-natural de enormes populações nas grandes cidades. As formas superiores do capitalismo moderno criam condições para uma nova forma de família, de uma situação nova para a mulher e de educação para as novas gerações; o trabalho das mulheres e das crianças, a dissolução da família patriarcal, pelo capitalismo, tomam, inevitavelmente, na sociedade moderna, as formas mais horríveis, mais miseráveis e mais repugnantes. Entretanto…

“… a grande indústria, pelo papel importante que destina às mulheres, aos adolescentes e crianças de ambos os sexos, no processo de produção organizado, fora da esfera familiar, não deixa de criar uma nova base econômica para a forma superior da família e das relações entre os sexos. É naturalmente, tão absurdo considerar como absoluta a forma germano-cristã da família, como as antigas formas romana, grega, oriental, que constituem, aliás, uma série de etapas históricas sucessivas. É também evidente que a composição do pessoal operário contratado pela reunião de indivíduos de ambos os sexos e de todas as idades, embora constituindo uma fonte contagiosa de corrupção e de dependência, na sua forma capitalista originariamente brutal, em que é o operário quem existe para o processo de trabalho e não o processo de trabalho para o operário, essa composição deve, inversamente, transformar-se, em condições adequadas, numa fonte de desenvolvimento humano”(44).

O sistema fabril nos mostra…

“… o germe da educação do futuro que, para todas as crianças acima de uma certa idade, unirá o trabalho produtivo à instrução e à ginástica… não somente como um método para o desenvolvimento da produção social, mas, também, como o único método para a produção de homens completos em sua formação”(45).

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A Doutrina Econômica de Marx (V.I. Lenin, 1914)

Por ocasião dos 200 anos do nosso grande fundador, Karl Marx – Proletários de todos os países, uni-vos!

Trecho extraído da publicação “Karl Marx”, de 1914, do grande Lenin. Repartimos essa importantíssima obra e vamos publicando-as por parte.


O objetivo final desta obra, diz Marx no seu Prefácio de O Capitalé desvendar a lei econômica da evolução da sociedade moderna”(25), isto é, da sociedade capitalista, da sociedade burguesa. O estudo das relações de produção de uma sociedade determinada, historicamente determinada em seu nascimento, em seu desenvolvimento e em seu declínio, tal é o conteúdo da doutrina econômica de Marx. Reina na sociedade capitalista a produção de mercadorias; por isso, a análise de Marx começa pela análise da mercadoria.

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Marxismo: A Luta de Classes (V.I. Lenin, 1914)

Por ocasião dos 200 anos do nosso grande fundador, Karl Marx – Proletários de todos os países, uni-vos!

Trecho extraído da publicação “Karl Marx”, de 1914, do grande Lenin. Repartimos essa importantíssima obra e vamos publicando-as por parte.


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A Luta de Classes

Sabe-se que, em todas as sociedades, as aspirações de uns se chocam com as de outros, que a vida social é cheia de contradições, que a história nos revela a luta entre povos e sociedades, bem como, no seio de cada povo e de cada sociedade; que nos mostra, além disso, uma sucessão de períodos de revolução e de reação, de paz e de guerra, de estagnação e de progresso rápido, ou de decadência. O marxismo descobriu o fio condutor que, neste labirinto e neste caos aparente, permite descobrir a existência de leis: a teoria da luta de classes. Só o estudo do conjunto das aspirações de todos os membros de uma sociedade, ou de todo um grupo de sociedades, permite definir, com uma precisão científica, o resultado destas aspirações.

Ora, as aspirações contraditórias nascem da diferença de situação e de condição de vida das classes de que se compõe toda a sociedade.

“A história de toda a sociedade, até os nossos dias — escreveu Marx, no Manifesto do Partido Comunista, exceto a história das comunidades primitivas, acrescentara Engels, mais tarde, — não tem
sido mais que a história da luta de classes.

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A Doutrina Filosófica e Social de Marx (V.I. Lenin, 1914)

Por ocasião dos 200 anos do nosso grande fundador, Karl Marx – Proletários de todos os países, uni-vos!

Trecho extraído da publicação “Karl Marx”, de 1914, do grande Lenin. Repartimos essa importantíssima obra e vamos publicando-as por parte.


O marxismo é o conjunto das ideias e da doutrina de Marx.

Marx foi quem continuou, completou e reuniu, num só corpo de doutrina, genialmente, as três principais correntes de ideias do século XIX, provindas de três nações, as mais avançadas da humanidade: a filosofia clássica alemã, a economia política clássica inglesa e o socialismo francês, ligado às doutrinas revolucionárias francesas, em geral. A lógica notável e o conjunto rigoroso de suas ideias, reconhecidos pelos próprios adversários de Marx — que, no seu conjunto, constituem o materialismo moderno e o socialismo científico moderno, como teoria e como programa do movimento operário de todos os países civilizados — nos obrigam a fazer, antes da exposição do conteúdo essencial do marxismo, que está na doutrina econômica de Marx, um breve esboço de sua concepção geral.

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Celebração internacionalista: 200 anos do nosso grande fundador Karl Marx!

Estimados camaradas,
Transmitismos mensagem recebida:

Con gran jubilo enviamos la imagen del lanzamiento de la gran campaña de los partidos y organizaciones maoístas de América Latina Europa y Asia que luchan por la realización y una Conferencia Internacional Maoista Unificada y el establecimiento de un nuevo Centro Comunista mlm Internacional,  por la celebración por los 200 años de nuestro fundador el gran Karl Marx, bajo el lema “proletarios de todos los países, uníos!.
Proletarios de todos los países, uníos!
Viva los 200 años del gran Carlos Marx!
FRDDP-BRASIL

Esboço bibliográfico: Karl Marx (V.I. Lenin, 1914)

Por ocasião dos 200 anos do nosso grande fundador, Karl Marx – Proletários de todos os países, uni-vos!

Trecho extraído da publicação “Karl Marx”, de 1914, do grande Lenin. Repartimos essa importantíssima obra e vamos publicando-as por parte.


V. I. Lenin
Novembro de 1914

Karl Marx nasceu em 5 de maio de 1818, em Treves (Prússia Renana). Seu pai, advogado israelita, converteu-se, em 1824, ao protestantismo. Sua família, abastada e culta, não era revolucionária. Terminando os estudos no Liceu de Treves, Marx entrou para a Universidade de Bonn, indo depois para Berlim, onde estudou direito e, sobretudo, história e filosofia. Em 1841, terminava os seus estudos, sustentando uma tese de doutorado sobre a filosofia de Epicuro. Eram, então, as concepções de Marx as de um hegeliano idealista. Fez parte, em Berlim, do círculo dos “hegelianos de esquerda” (Bruno Bauer e outros), que procuravam extrair da filosofia de Hegel conclusões ateias e revolucionárias.

Saindo da Universidade, Marx fixou-se em Bonn, onde contava com uma cadeira de professor. Mas a política reacionária do mesmo governo que, em 1832, afastara Ludwig Feuerbach de sua cátedra, e que, em 1836, recusava o seu retorno à Universidade, e ainda, em 1841, proibia ao jovem professor Bruno Bauer realizar conferencias em Bonn, obrigou a Marx a renunciar à carreira universitária. Nessa época, o desenvolvimento das idéias hegelianas de esquerda estava em franco progresso na Alemanha. Particularmente, a partir de 1836, começou Ludwig Feuerbach a criticar a teologia e a se orientar para o materialismo que, em 1841, já aceitava inteiramente, como se verifica em a A essência do cristianismo; em 1843, eram publicados os seus Princípios da Filosofia do Futuro.

“É preciso ter experimentado em si mesmo a ação libertadora deste livro. Nós, isto é, os hegelianos de esquerda, inclusive Marx, fomos todos, em dado momento, “feuerbachianos”.

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