Alemanha e Áustria: Declaração conjunta dos Comitês Vermelhos de Mulheres (fevereiro de 2018)

Nota do blog: Publicamos importante declaração conjunta dos Comitês Vermelhos de Mulheres de várias cidades da Áustria e Alemanha, reafirmando a luta pela reconstituição dos respectivos Partidos Comunista como partidos marxistas-leninistas-maoistas de novo tipo, contra o feminismo burguês e o revisionismo, pela Guerra Popular. Tradução não-oficial.


Desatar a fúria da mulher como uma arma poderosa para a revolução!

Ombro a ombro, unidas na luta das mulheres revolucionárias em todo o mundo, os Comitês Vermelhos de Mulheres da Áustria e Alemanha convocam as mulheres militantes neste 8 de março para levar a cabo um dia de celebração e compromisso com a luta das mulheres no coração da besta imperialista. Esta luta está intimamente ligada à luta nos centros da tempestade da revolução mundial, as nações oprimidas. Rechaçando as lágrimas hipócritas de crocodilo e as promessas dos opressores e a dupla exploração e opressão. Lutando as mulheres tomam seu lugar junto a seus companheiros de classe na luta pelo poder político, pela ditadura do proletariado, pela emancipação de toda a humanidade!

Em particular, as operárias devem liderar estas lutas. Devem rechaçar implacavelmente o patriarcado, o imperialismo e o revisionismo e dar-lhes, constantemente, duros golpes que os derrubem. Devem aplastar a pseudo- teoria sobre a “natureza feminina deficitária”. Elas têm que lutar ferozmente por cada centímetro no campo de batalha e devem, inúmeras vezes, enfatizar que nenhuma promessa, nenhuma reforma, nenhuma lei da classe dominante nos países imperialistas em que vivemos, trabalhamos e lutamos, pode realmente nos libertar ou chegará a libertar-nos. Então cumprirão seu papel na luta pela reconstituição dos Partidos Comunistas. Então servirão a revolução proletária mundial e aos povos do mundo. Então se tornarão parte da marcha da humanidade até o comunismo.

O revisionismo tenta constantemente liquidar esta luta levando-a a águas economicistas e separando-as do Partido como seu Estado-Maior de combate. O feminismo burguês e pequeno-burguês apregoam a humilhação de nossa luta pela exigência de apenas uma coisa, tal como a lei de “Não é não”, ou a grande “campanha de autopromoção” – a “#MeToo”, ou uma ortografia de “gênero” ou a reversão da luta pela emancipação da mulher em uma luta das mulheres contra os homens. São essas deturpações que distraem as mulheres do fato de que o Patriarcado tem uma causa material, a propriedade privada, a sociedade de classes baseada nela, e que se mantém viva hoje pela classe capitalista – a burguesia imperialista. O feminismo proletário significa que o movimento de mulheres obtém sua força somente na direção consequentemente revolucionária, direção que conduza humanidade até a sociedade sem classes, que luta constantemente até a eliminação final do patriarcado, o que já foi estabelecido no Manifesto do Partido Comunista, cujo 170 º aniversário celebramos solenemente este ano.

Exemplo desta luta são as mulheres combatentes nas guerras populares no mundo, dirigido pelos Partidos Comunistas no Peru, Índia, Turquia e Filipinas, onde as mulheres dão, como irmãs em armas, seu precioso sangue na heroica luta e com isso respondem à necessidade de forjar dirigentes revolucionárias dos níveis mais profundos e mais baixos do proletariado. Nos países oprimidos da África, Ásia, América Latina, Europa do Leste e os Balcãs um Patriarcado mais duro se mantém vivo, uma prisão com sangue para as mulheres, e a razão disto é o imperialismo.

Em todas as partes as mulheres combatem com toda sua força e, muitas vezes com as armas nas mãos, pela revolução de Nova Democracia e a eliminação do imperialismo, do feudalismo e do capitalismo burocrático. As camaradas Norah, Chiang Ching e Clara Zetkin são grandes exemplos que estas batalhas produziram, heroínas da luta, como aquelas cujos nomes conhecemos: a camarada Sandra Lima ou Liu Hu-lan e as inumeráveis companheiras que sacrificaram tudo, como as guerrilheiras da resistência antifascista na Áustria, assassinadas pelos nazifascistas, particularmente Hedy Urach, que nos precede a batalha como uma heroína. Elas são nossa inspiração. As lutas são ao mesmo tempo, clara e inequivocamente, o que nos impulsiona e exige, mostrando-nos que estamos profundamente ligadas a esta luta e difundimos a solução sob a consigna: Proletárias de todos os países, uni-vos na luta pelo poder político!

Operárias, migrantes, mulheres militantes, em 8 de março de 2018, mostrem seu ódio e vigor na luta contra o patriarcado e a velha e podre ordem. Deixemos claro que nos unimos porque a emancipação das mulheres só pode ser obra das próprias mulheres.

 

A rebelião se justifica!

Abaixo o patriarcado e o imperialismo!

Desatar a fúria da mulher como uma arma poderosa para a revolução!

Criar Comitês Vermelhos de Mulheres e servir plenamente à reconstituição dos Partidos Comunistas!

 

Comitês Vermelhos de Mulheres de Berlim, Bremen, Hamburgo, Linz, Tirol e Vien.

 

 

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