Exemplos que ilustram a lei da unidade dos contrários (Pequim Informa, 1966) – Parte IV

IV – Apreender a contradição principal e concentrar forças para resolvê-las

Nota do Redator: Ao fazer qualquer trabalho, devemos esforçar-nos por descobrir numa situação complexa a contradição principal e o aspecto principal dessa contradição. O camarada Mao Tsetung nos ensina: “Todos os comunistas devemos saber que o estudo de distintos modos de desigualdade na contradição, da contradição principal e as não principais e dos aspectos principal e não principal da contradição, é um dos métodos mais importantes que permitem a um partido político revolucionário determinar corretamente suas diretrizes estratégicas e táticas nos campos político e militar.”

No outono de 1963, uma calamidade natural particularmente grave açoitou a brigada de produção de Tachai [Comuna Popular de Tachai, província de Shansi]. Porém, atuando de acordo com os ensinamentos do Presidente Mao, na complexa situação que se havia apresentado, apreenderam a contradição principal e concentraram a força principal da brigada inteira na restauração da terra. Isto deu por resultado que sua produção não só não diminui por causa desta calamidade excepcional, senão que conseguiram recolher em 1964 a maior colheita obtida até então. Estudando as obras do Presidente Mao e aplicando seu pensamento de maneira viva as massas de operários, camponeses e soldados, assim como os quadros revolucionários, têm compreendido que em todo trabalho é imperativo apreender firmemente a contradição principal e concentrar forças para resolvê-la; uma vez feito isto, todos os outros problemas podem ser solucionados com facilidade. Incontáveis exemplos vividos mostram que só atuando conforme a estas instruções do Presidente Mao podemos fazer bem nosso trabalho.

7 – Como inventamos uma máquina compactadora elétrica manejável, leve, aperfeiçoada e barata ao apreender a contradição principal

Levamos um modelo de prova de nossa máquina compactadora para muros de arrimo a um local de construção nas montanhas Tanan e submetemos este novo invento à prova da prática. Seu uso não só nos capacitou para completar a obra de construção uma semana antes do programado, senão que, o que é mais importante, permitiu-nos confirmar o valor de utilizar maquinaria para compactar [a terra nos] muros de arrimo. Também resumimos os defeitos de nosso modelo de prova: era incômodo, pesado, grosseiro e caro. O aparelho inteiro tem um tamanho muito grande; isso o tornava incômodo. Pesava mais de 200 kg, o qual era um peso excessivo. Para erguê-lo até a parte superior do muro de arrimo foi necessário empregar uma grua. Era grosseiro porque não fizemos as análises teóricas apropriadas quando o desenhamos e o tínhamos montado com engrenagens que frequentemente se danificavam quando a máquina não era bem manejada. Era caro porque seus custos de fabricação foram altos. Isto restringiria sua popularização no futuro.

Tendo regressado do local da construção, tomei nota das novas contradições descobertas e decidi empreender uma luta golpe por golpe contra esses defeitos: fazer que a máquina fosse manejável, leve, aperfeiçoada e barata. Foi uma árdua luta. Transformar o incômodo, pesado, grosseiro e caro em seus contrários significa resolver toda uma série de contradições e o problema do peso era especialmente difícil. Ao fabricar nosso modelo de prova, havíamos tratado de reduzir o peso em todo o possível, economizando cada gramo e cada centímetro. Calculei: 35 kg para o motor, 40 para a base, 35 para o martelo compactador, 40 para a caixa de segurança. Isto já somava 150 kg, sem contar o peso das principais peças da máquina. Como podíamos reduzir algo mais no peso? Perguntei aos operários construtores quanto era o peso duma máquina que eles pudessem manejar e responderam que menos de 150 kg, aproximadamente o que dois homens podem levantar até a parte superior do muro de arrimo. Pensando nisto uma e outra vez me encontrei assediado por contradições. Se fizesse a estrutura da máquina menor, as centenas de peças não poderiam ser montadas nela. Se o martelo era mais leve não daria um golpe suficientemente pesado. Um motor menor não podia proporcionar a energia necessária.

Nesta crucial conjuntura recebi de meus irmãos operários um grande estímulo. Disseram-me: “Jua-ting, por que estais tão desconcertado por este problema? Um pesado relógio de parede não foi convertido num minúsculo relógio de pulso?” Suas palavras eram uma grande verdade. Pensando neste problema voltei a estudar Sobre a contradição do Presidente Mao. Disse o Presidente Mao que, “quando se estuda um processo qualquer – se se trata de um processo complicado no qual existem mais de duas contradições –, devemos fazer todo o possível por descobrir sua contradição principal. Uma vez que a encontramos, todos os problemas podem ser resolvidos facilmente.” Estas palavras me deram a solução do problema. Porém, como apreender a contradição principal?

Pensei: a estrutura da máquina é grande e pesada. O motor e o martelo não se pode fazê-los mais leves. Isto faz surgir o problema do número de rotações do motor. O motor é de alta velocidade, porém as engrenagens do martelo se movem lentamente. Portanto, a velocidade do motor tem que ser reduzida várias dezenas de vezes quando se transmite ao martelo por meio de várias engrenagens nas que as pequenas se ajustam às grandes. E isto significa muitas peças extras a mais, tais como eixos.

O resultado é que essas peças não cabem todas na estrutura da máquina e tem que ser estendidas até a parte traseira do assento do condutor mediante transmissão por correntes. Posto que a estrutura da máquina é grande, sua base e sua caixa também tem de sê-lo. Ao analisar passo a passo estes pontos, descobri finalmente que o peso era a contradição principal e que isto determinava o sistema de transmissão.

Depois de apreender a contradição principal, fui de novo até os operários em busca de ajuda e investiguei também nos livros. Ao fim, num livro sobre desenho de máquinas, encontrei o princípio da engrenagem e dos parafusos de rosca sem fim, o qual pode reduzir a velocidade desde várias dezenas até mais de uma centena de vezes. Este é um princípio simples em si mesmo, porém eu nunca antes o havia aplicado. De modo que me dirigi para onde estavam os maquinistas e lhes pedi informes sobre ele. Eles aprovaram sua utilização, porém me recordaram que, devido à enorme fricção que se produz entre as engrenagens e os cilindros dos parafusos de rosca sem fim e ao grande calor que se cria, estes devem ser submergidos em óleo. Também me sugeriram que modificasse o desenho e fizesse uma estrutura solidamente fechada que reduzisse o calor gerado e não deixasse entrar poeira, e, ao mesmo tempo, eliminasse a necessidade de lubrificá-la constantemente.

Já resolvida esta contradição principal, os problemas restantes podiam ser solucionados sem dificuldade. Em 1963 fiz novos desenhos que reduziam a somente umas quantas as dezenas de engrenagens e outras peças do velho sistema de transmissão. Ao contar com somente estas poucas engrenagens e eixos, a base da máquina se fabricou menor e da mesma forma se fez sua caixa. O aparelho inteiro chegou realmente a ser manejável, leve, aperfeiçoado e barato. As peças aperfeiçoadas eram mais duradouras. O tamanho menor fez mais manejável o funcionamento da máquina, o peso foi reduzido dos 226 kg que tina antes para 115 kg, enquanto que o tamanho foi reduzido numa terça parte. A máquina também se tornou mais barata: o custo de fabricação foi reduzido aproximadamente em 50% com relação ao custo original. Deve dizer-se que o êxito verdadeiro na máquina compactadora para muros de arrimo se obteve somente em 1º de outubro de 1963, portanto a designamos Modelo 63-101.

(Por Juan Jua-ting, carpinteiro da Companhia de Construção de Edifícios nº 3 da província de Guandong. Publicado originalmente em Xueshu Yanjiu [Investigação Acadêmica], nº 2 de 1965, sob o título “O pensamento de Mao Tsetung é fonte de fortaleza para a classe operária”.)

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