O escravismo no desenvolvimento econômico da sociedade (L. Segal, parte III)

Nota do blog: Publicamos a seguir a terceira parte do Manual soviético intitulado O desenvolvimento econômico da sociedade, num esforço de síntese da tese marxista sobre a história da civilização humana com base no materialismo histórico dialético. Aqui estão as partes I e II.

 


(…)

  1. A escravidão

O trabalho dos escravos era relativamente pouco empregado ao iniciar-se o sistema da escravidão. Ao lado das famílias que utilizavam a mão de obra dos escravos, havia muitas que se conformavam com a própria força de trabalho do grupo familiar. Mas, como consequência do desenvolvimento da troca e do aparecimento do dinheiro, as pequenas explorações foram sendo absorvidas pelas maiores, que empregavam a mão de obra dos escravos. Vejamos como se realizou esse processo.

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O imperialismo hoje (Associação de Nova Democracia Nuevo Peru, 2016)

Nota do blog: Publicamos com grande satisfação o documento da Associação de Nova Democracia (Hamburgo, Alemanha), atualizando a análise do grande Lenin acerca do imperialismo. O documento foi utilizado no VI Seminário Internacional sobre Capitalismo Burocrático (publicado no site do evento).

A tradução não é oficial e pode conter erros.


Uma homenagem ao centenário da obra de Lenin: “O imperialismo, fase superior do capitalismo”

Associação de Nova Democracia (Hamburgo, Alemanha)

A situação atual e os elementos que deve-se ter em conta

Situação internacional

A revolução e a contrarrevolução no mundo: a situação do imperialismo, “no seu leito de morte, mas ainda não morto” (Lenin), piora cada vez mais, e como besta ferida de morte este se debate, descarregando sua crise sobre nossos países [oprimidos] e incrementando a disputa entre os imperialistas pela repartilha e nova repartilha, desatando suas guerras de agressão nos diferentes continentes (pontos candentes), um dos quais, o mais candente hoje está no Oriente Médio Ampliado (OMA).

Aprofunda-se a crise econômica e a crise em todas as ordens, que já padecem nossos países por sua condição de países semicoloniais ou coloniais e semifeudais, de onde se desenvolve um capitalismo burocrático a serviço do imperialismo.

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O comunismo primitivo no desenvolvimento econômico da sociedade (L. Segal, parte II)

Para parte I do texto clique aqui


  1. O Comunismo Primitivo

Essa forma social de produção existiu, durante muitos milênios, na vida de todos os povos, sendo a mais primitiva etapa de evolução da sociedade. Foi nesse período mesmo — de comunismo primitivo — que começou o desenvolvimento da sociedade. Os homens viviam em estado selvagem. Alimentavam-se de vegetais, que encontravam ao acaso: legumes, frutas silvestres, raízes. A descoberta do fogo foi de muita importância, pois permitiu ampliar as fontes de alimentação.

Os primeiros instrumentos usados pelos homens foram o machado e pedras toscas sem polimento. A invenção da lança com ponta de pedra e, logo depois, a do arco e das flechas, permitiu-lhes procurar novo alimento: a carne dos animais. Paralelamente à procura de alimentos vegetais e à pesca, tornou-se a caça um novo meio de subsistência. Posteriormente, deu-se um passo considerável para a frente, pela introdução de instrumentos de pedra lascada, que permitiram trabalhar a madeira para construir habitações.

Por mais importante que tenha sido, através de milênios, o processo de desenvolvimento, que elevou a humanidade desde a existência semianimal até o nível dos homens capazes tecnicamente de construir habitações e fabricar instrumentos de pedra, os homens eram, no entanto, ainda extremamente débeis na luta contra as forças da natureza, o que se exprimia, sobretudo, no seu nomadismo por força da precariedade das fontes de alimentação. Estavam sujeitos ao azar e não havia nenhuma segurança de encontrar sempre caça e produtos vegetais. Não era possível ainda pensar em armazenar reservas. Os alimentos eram procurados diariamente e nenhuma provisão era feita para os dias futuros.

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A Moral Comunista (V. Kolbanoski, 1947)

As questões de moral, assim como todas as questões da vida social, pela primeira vez foram colocadas em sólidas bases cientificas quando surgiu o materialismo histórico, que é a verdadeira ciência das leis do desenvolvimento social.

À luz do materialismo histórico, revela-se claramente a inconsistência das concepções idealistas da moral. Ficam assim expostos os defeitos das teorias sobre moral, correntes até antes do aparecimento da filosofia materialista de Marx. Continuar lendo “A Moral Comunista (V. Kolbanoski, 1947)”

Exemplos que ilustram a lei da unidade dos contrários (Pequim Informa, 1966) – Parte XII

XII – Difundir a dialética própria das coisas, acelerar sua transformação e alcançar o objetivo da revolução

Nota do Redator: As contradições se resolvem através da luta. Os dois aspectos de uma contradição, em condições dadas e como resultado da luta entre eles, transformam-se invariavelmente em seus opostos. O camarada Mao Tsetung nos tem ensinado que a “tarefa dos comunistas consiste precisamente em denunciar as idéias errôneas dos reacionários e metafísicos, propagar a dialética própria das coisas e acelerar a transformação das coisas a fim de alcançar os objetivos da revolução”.
Seguindo os ensinamentos do Presidente Mao, os operários, camponeses, soldados e quadros revolucionários tem utilizado a dialética materialista nos três grandes movimentos revolucionários: a luta de classes, luta pela produção e experimentação científica, para superar diversas dificuldades e transformar as condições adversas em favoráveis, a passividade em iniciativa, uma má colheita em uma abundante, o atrasado em avançado, as coisas más em boas e o fracasso em êxito, avançando assim de vitória em vitória.

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O desenvolvimento econômico da sociedade (L. Segal, parte I)

Nota do blog: Publicamos a seguir, dividido em quatro partes, o Manual soviético intitulado O desenvolvimento econômico da sociedade, de L. Segal, onde há uma sistematização acerca disto com base no materialismo histórico. Com isto, objetivamos municiar sobretudo a juventude à luta ideológica sobre o desenvolvimento social da humanidade e sobre a nossa própria história, pondo o marxismo-leninismo-maoismo (marxismo dos dias de hoje) como questão fundamental para compreender o mundo social.


O Desenvolvimento Econômico da Sociedade

A base de toda vida social são as relações de produção entre os homens, é o que demonstram os dois economistas e sociólogos Marx e Engels, descobridores e explicadores das leis do desenvolvimento da sociedade(1).

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Datas memoráveis do proletariado (AND, julho de 2018)

Nota do blog: Retirado da edição 213 do Jornal A Nova Democracia.


Execução de Gabriel Pimenta – 18 de julho de 1982: Gabriel Pimenta, advogado do povo, é executado por pistoleiros por atuar e defender a luta dos camponeses pobres em Marabé, estado do Pará. Ele foi executado aos 27 anos com três tiros nas costas, disparados pelo pistoleiro José Crescêncio de Oliveira, a mando de Manuel Cardoso Neto, conhecido como “Nelito” (latifundiário local). Pimenta havia mudado dois anos antes à região para dedicar-se integralmente à defesa e apoio da luta pela terra, sendo o primeiro advogado a ganhar uma causa a favor dos camponeses no judiciário do sul do Pará. Hoje, em Marabá, há um bairro – fruto de uma ocupação popular – com o nome do advogado do povo e, em Conceição do Araguaia, camponeses organizados pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) batizaram a tomada dos latifúndios Capivara, Talismã e Jacutinga com o nome de Área Revolucionária Gabriel Pimenta.

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Exemplos que ilustram a lei da unidade dos contrários (Pequim Informa, 1966) – Parte XI

XI – A vitória do novo sobre o velho constitui uma lei eterna e inviolável

Nota do Redator: Cada coisa contém os dois aspectos: a afirmação e a negação. A luta entre estes contrários que leva constantemente as coisas para seu oposto, significa a substituição do velho pelo novo, isto é, a extinção do velho e o nascimento do novo. O camarada Mao Tsetung disse: “Existe dentro de toda coisa a contradição do novo e o velho, que dá origem a uma série de complicadas lutas. Como resultado do qual, o aspecto novo e menor cresce e se transforma em dominante, enquanto o aspecto velho e maior se apequena e se aproxima gradualmente a sua extinção. No momento em que o aspecto novo se transforma em dominante em relação ao velho, a coisa velha se converte qualitativamente numa coisa nova.” Isto é, a vitória do novo é inevitável e a substituição do velho pelo novo constitui uma lei geral, eterna e inviolável do universo.

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