O desenvolvimento econômico da sociedade (L. Segal, parte I)

Nota do blog: Publicamos a seguir, dividido em quatro partes, o Manual soviético intitulado O desenvolvimento econômico da sociedade, de L. Segal, onde há uma sistematização acerca disto com base no materialismo histórico. Com isto, objetivamos municiar sobretudo a juventude à luta ideológica sobre o desenvolvimento social da humanidade e sobre a nossa própria história, pondo o marxismo-leninismo-maoismo (marxismo dos dias de hoje) como questão fundamental para compreender o mundo social.


O Desenvolvimento Econômico da Sociedade

A base de toda vida social são as relações de produção entre os homens, é o que demonstram os dois economistas e sociólogos Marx e Engels, descobridores e explicadores das leis do desenvolvimento da sociedade(1).

Nenhuma sociedade pode viver e desenvolver-se sem produzir as utilidades necessárias à sua existência. Ora, as utilidades necessárias à existência não são fornecidas espontaneamente pela natureza; o homem deve produzi-las com o seu trabalho. Ao fabricar os objetos de uso, o homem modifica as substâncias da natureza, transforma-as e adapta-as afim de satisfazerem as suas necessidades. Nesse sentido, a produção é a ação do homem sobre a natureza. O homem, porém, existe e produz não como indivíduo isolado, mas como membro da sociedade. Assim, pois, o processo de produção supõe uma determinada relação não apenas entre a sociedade e a natureza mas também entre os próprios homens.

Tomemos, como exemplo, uma fábrica têxtil. A matéria prima, o algodão, é transformada com o auxílio de máquinas, que são, da mesma forma, uma força natural modificada e submetida pelo homem ao seu domínio. Nessa fábrica observamos determinadas relações entre os homens: de um lado, estão os operários, que não são proprietários dos meios de produção, instalados na fábrica, e de outro, está o capitalista, possuidor desses meios de produção, que explora os operários. Consideremos, depois desse exemplo, uma fábrica têxtil socialista. Nela, o algodão é submetido aos mesmos processos de transformação com a ajuda de máquinas semelhantes. Os operários que nela trabalham são tão especializados quanto os da fábrica capitalista. Mas as relações entre os homens, no processo de produção, são absolutamente diferentes. Os meios de produção já não pertencem aos capitalistas, mas à classe operária em seu conjunto. Não existe, portanto, a exploração.

O diretor que está à frente da fábrica socialista não é um proprietário, mas um funcionário do Estado proletário, encarregado de dirigir a produção, que é realizada de acordo com um plano prefixado pelo próprio Estado. A organização do trabalho, na fábrica socialista, é diferente da organização na fábrica capitalista. A atitude dos operários para com o trabalho é completamente diferente. Vemos, em consequência, que, no regime socialista, a forma social de produção, assim como as relações entre os homens, são completamente diferentes das do regime capitalista. As relações entre os homens, no processo da produção social, são chamadas “relações de produção”. No curso do desenvolvimento histórico da sociedade humana ,as relações de produção foram modificadas e o foram também as formas sociais de produção.
As formas sociais de produção desenvolvidas através dos tempos, historicamente, foram as seguintes: o comunismo primitivo, a escravidão, o feudalismo e o capitalismo. Atualmente, está se processando, na URSS, a transformação do capitalismo em socialismo, iniciada que foi pela Revolução de Outubro de 1917. Nesse país, o modo de produção exclusivamente capitalista já foi vencido pelo socialista.

Perguntas de Controle
Que importância tem, na vida humana em sociedade, o trabalho produtivo?
Quais as relações criadas pela atividade produtiva do homem?
As relações determinadas por essa atividade produtiva são sempre iguais sob qualquer regime econômico?


Notas de rodapé:
(1) Um partido somente pode desempenhar o papel de lutador de vanguarda se for dotado de uma teoria avançada. (Lenine – Que fazer?).
A importância da teoria, para a luta de classes do proletariado, definiu-a Lenine nestes termos: “A teoria revolucionária que fornece as armas à classe operária”; em sua luta para destruir o capitalismo e edificar a sociedade comunista, é o marxismo-leninismo.
Para conduzir os povos, a sua vanguarda, e a classe operária, para a vitória, é necessário conhecer as leis que regem o desenvolvimento e a decadência do capitalismo e saber quais são as condições precisas para essa vitória. Da mesma forma que não é possível dominar as forças da natureza sem tê-las estudado e sem conhecer as leis da própria natureza, o partido revolucionário do Proletariado não poderá elaborar nem aplicar uma boa estratégia, uma boa tática e uma política justa para a derrocada do capitalismo e a edificação da sociedade socialista, se ignorar as leis que regem o desenvolvimento da sociedade em geral e do capitalismo em particular.

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