A linha básica do Partido (Partido Comunista da China, 1974 – parte IV)

Nota do blog: Publicamos a seguir o quarto capítulo do importante documento do Partido Comunista da China, intitulado Uma compreensão básica do Partido, datado de 1974, num esforço de sintetizar a Base de Unidade Partidária, os princípios, estratégia, tática e métodos adotados pelo Partido para fazer a Revolução, prevenir-se do revisionismo, aplastar a restauração capitalista e seguir a via socialista. Publicamos objetivando servir melhor à formação ideológica e política, sobretudo da juventude.

Os capítulos anteriores: I, II e III.

Tradução não oficial, realizada voluntariamente por uma leitora.


Capítulo IV – A linha básica do Partido

Os Estatutos do Partido adotados durante o X Congresso reafirmaram uma vez mais a linha básica do Partido para todo o período histórico do socialismo. Todos os membros do Partido devem estudar conscientemente esta linha básica, compreendê-la em profundidade e elevar seu nível de consciência quanto a como aplicá-la.

A linha básica é a alma do Partido

O Presidente Mao nos ensina que: “ser ou não correta a linha ideológica e política, é o que decide tudo” (60) e que “para levar a revolução à vitória, um partido político deve depender do correto de sua própria linha política e da solidez de sua própria organização”. (61) Isto nos mostra claramente que se o partido político proletário quer levar a causa revolucionária à vitória, deve necessariamente defender uma linha marxista-leninista. Se a linha do partido é correta, então ainda quando não tenha soldados, os terá; ainda que não tenha o poder, tomará o poder. Se a linha de um partido é incorreta, então embora controle os governos nacional e local e controle o exército, enfrentará sua queda. Esta é uma verdade que as experiências históricas de nosso Partido e do movimento comunista internacional corroboraram repetidamente.

O Presidente Mao formulou assim a linha básica para todo o período histórico do socialismo: “A sociedade socialista cobre um período histórico consideravelmente longo. No período histórico do socialismo ainda existem classes, contradições de classe e luta de classes, existe a luta entre o caminho socialista e o caminho capitalista. Devemos reconhecer o caráter prolongado e complexo desta luta. Devemos agudizar nossa vigilância. Devemos realizar educação socialista. Devemos compreender e manejar corretamente as contradições de classe e a luta de classes, diferenciar as contradições entre nós e o inimigo daquelas no seio do povo e manejá-las corretamente. De outra forma, um país socialista como o nosso se converterá em seu oposto e degenerará, e terá lugar uma restauração capitalista. De agora em diante devemos recordar isto a cada ano, cada mês e cada dia, de modo que possamos manter compreensão relativamente sóbria deste problema e ter uma linha marxista-leninista”. (62) Esta linha básica do Partido está baseada no marxismo-leninismo, é a alma do nosso Partido, a tocha que ilumina todo nosso trabalho, a garantia essencial do triunfo da revolução e da construção socialistas. Se nos apartarmos desta linha em qualquer trabalho, corremos o risco de cometer erros de direita e de “esquerda”. Defendendo esta linha, é possível unir o povo das diferentes nacionalidades do nosso país  e mobilizar todos os fatores positivos. Ao defender esta linha, podemos fortalecer continuamente a ditadura do proletariado em nosso país e lograr ainda maiores vitórias na revolução e na construção socialistas.

Esta linha básica formulada pelo Presidente Mao enriquece e desenvolve a doutrina marxista-leninista à respeito da luta de classes em todo o período de transição do capitalismo ao comunismo. Lança luz sobre as leis objetivas que governam a luta de classes na sociedade socialista, e resolve tanto na teoria como na prática os problemas em fortalecer a ditadura do proletariado e em impedir a restauração capitalista.

A linha básica do Partido reflete corretamente as contradições de classe e a luta de classes na sociedade socialista e assinala claramente que as contradições principais na sociedade são as existentes entre as duas classes: a burguesia e o proletariado, e entre os dois caminhos: o caminho socialista e o caminho capitalista. Destaca a importância em fortalecer e consolidar a ditadura do proletariado, adverte o Partido que deve ter uma firme compreensão do caráter prolongado e complexo da luta de classes e que não deve relaxar sua vigilância.

A linha básica do Partido estabelece as tarefas estratégicas e os objetivos gerais do Partido em continuar a revolução sob a ditadura do proletariado: derrubar completamente a burguesia e todas as outras classes exploradoras; substituir o capitalismo pelo socialismo; eliminar a exploração; eliminar as classes e as diferenças de classe; e preparar as condições para a transição ao comunismo.

A linha básica do Partido expressa o princípio geral de que é necessário diferenciar os dois tipos de contradições – aquela entre nós e o inimigo e as existentes no seio do povo – e manejá-las corretamente. Este princípio constitui a base e a regra que o Partido emprega para determinar sua política concreta; também proporciona a orientação geral que guia a correta aplicação desta política. Se confundirmos estes dois tipos de contradições, cometeremos sérios erros em nosso trabalho. Se tomarmos o que de fato é uma contradição entre nós e o inimigo por uma contradição nas fileiras do povo, quer dizer, se confundirmos inimigos e amigos e não diferenciarmos entre eles, cometeremos erros direitistas. Se, por outro lado, tomarmos o que de fato é uma contradição nas fileiras do povo, por uma contradição entre os inimigos e nós, se dirigirmos nossos golpes contra demasiadas pessoas, cometeremos erros “esquerdistas”. Em ambos os casos o resultado será nos apartarmos da linha histórica do Partido.

“Devemos recordar” a linha básica do Partido “a cada ano, a cada mês e a cada dia”, ter sempre a mente clara e em momento algum esquecer a luta de classes e a consolidação da ditadura do proletariado.

A linha correta sempre existe mediante comparação com a linha incorreta, e é em luta contra esta última que se desenvolve. Deste modo, tem sido no curso da luta contra as linhas oportunistas – em particular as linhas revisionistas de Liu Shao-Chi e Lin Piao – que tem sido possível desenvolver a linha básica do Partido.

Já desde março de 1949, quando a revolução chinesa estava a ponto de passar da etapa de revolução de nova democracia à de revolução socialista, o Presidente Mao, em seu Informe ao II Plenário do VII Comitê Central, assinalava que depois da tomada do Poder pelo proletariado em todo o país, a contradição principal no país seria “a contradição entre a classe operária e a burguesia”. (63) Após a fundação da Nova China, o Presidente Mao determinou de novo a orientação dos princípios políticos aos quais devemos aderir, assim como as etapas das transformações socialistas da agricultura, do artesanato, e do comércio e indústria capitalistas, lançando portanto uma série de lutas contra a burguesia nas frentes econômica, política e ideológica, e dirigindo o povo em seu vitorioso avanço pelo caminho do socialismo. Porém Liu Shao-Chi se opôs com todas as suas forças à linha revolucionária do Presidente Mao. Defendia abertamente que “quanto mais exploração houver, melhor serão as coisas”; emitiu a consigna reacionária de “consolidação da ordem de nova democracia” e se opôs à preparação das condições para lançar a revolução socialista no país em todas as frentes;  o que queria era prolongar a existência das forças capitalistas e desenvolvê-las.

Em 1956, quando a transformação socialista dos meios de produção havia sido alcançada em sua maior parte em nosso país, ainda existiam as classes, a luta de classes e as contradições de classe? A contradição entre o proletariado e a burguesia seguia sendo a contradição principal em nossa sociedade? Estas questões converteram-se no ponto central da luta entre as duas linhas. Nessa época, Liu Shao-Chi difundia falácias como “a extinção da luta de classes” e a “teoria da primazia das forças produtivas”. Afirmava que a questão de se o socialismo ou o capitalismo prevaleceria em nosso país “já estava decidida”. Junto com Chen Po-Ta, Liu Shao-Chi propagou a ideia de que a contradição principal para nós já não era a contradição entre o proletariado e a burguesia, mas era “a contradição entre o sistema socialista avançado e as forças produtivas atrasadas”. Sem conhecimento do Presidente Mao, estes renegados traficaram estas falácias na Resolução aprovada pelo VIII Congresso. (64) O Presidente Mao se deu conta deste problema logo depois, e criticou seus erros severamente. Em princípios de 1957, o Presidente Mao publicou uma de suas grandes obras, Sobre o tratamento correto das contradições no seio do povo, em que claramente explica que depois de ter sido cumprida no principal a transformação socialista da propriedade dos meios de produção, ainda existem classes, contradições de classe e luta de classes, e que a questão de se prevalecerá o socialismo ou o capitalismo ainda não havia sido decidida. Nesta obra ele também mostra que a luta de classes entre o proletariado e a burguesia continuará por um longo tempo, que estará cheia de reviravoltas e que por vezes será muito aguda. Ele chamou a todo o Partido e ao povo a levar a revolução socialista até o fim em todas as frentes. Estes alinhamentos teóricos despedaçaram os desvarios absurdos de Liu Shao-Chi e companhia sobre “a extinção da luta de classes”, e mostrou-nos claramente a orientação a adotar para a continuação da revolução sob a ditadura do proletariado.

Em 1959, na época da crítica à linha oportunista de direita de Peng Teh-Huai, (65) o Presidente Mao enfatizou firmemente: “A luta em Lushan é uma luta de classes, uma continuação da luta de morte entre as duas principais classes antagônicas, a burguesia e o proletariado, uma luta que tem continuado na revolução socialista durante os últimos dez anos”. (66) Ele ensinou o Partido a reconhecer o caráter prolongado desta luta. Em setembro de 1962, durante o X Pleno do VIII Comitê Central, o Presidente Mao sintetizou uma vez mais a experiência histórica da ditadura do proletariado em nosso país e no mundo, e formulou de modo ainda mais compreensível a linha básica do Partido para todo o período histórico do socialismo. Mas Liu Shao-Chi e sua camarilha saíram uma vez mais a falsificar e opor-se à linha básica do Partido. Durante o movimento de educação socialista (67) eles espalharam absurdos tais como “a contradição entre os quatro puros e os quatro impuros” e o “entrelaçamento das contradições dentro e fora do Partido” com a finalidade de opor-se à linha básica do Partido, ocultar a luta entre as duas classes, os dois caminhos e as duas linhas, e desviar o movimento de oposição aos membros dirigentes seguidores do caminho capitalista. Em janeiro de 1965, na conferência nacional de trabalho convocada pelo Birô Político do Comitê Central, o Presidente Mao assinalou em resposta às falácias de Liu Shao-Chi e sua laia: “A contradição de classes, a luta de classes entre o proletariado e a burguesia e a luta entre o caminho socialista e o caminho capitalista, existe em todo o período de transição. Nos desviaríamos se esquecêssemos essa teoria e prática fundamentais de nosso Partido durante os últimos doze anos ou algo assim”. (68) A Grande Revolução Cultural Proletária e o movimento de crítica a Lin Piao e de retificação do estilo de trabalho, travados por todo o Partido e o povo sob direção do Presidente Mao, assim como a série de importantes diretivas emitidas no curso destes movimentos, defenderam e desenvolveram a linha básica do Partido.

Depois de aplastar a renegada camarilha de Liu Shao-Chi, nosso Partido travou uma aguda luta contra a camarilha anti-Partido de Lin Piao e Chen Po-Ta sobre a linha do IX Congresso. Lin Piao e Chen Po-Ta se opuseram a continuar a revolução sob a ditadura do proletariado. Eles difundiram a “teoria das forças produtivas” e opuseram-se à revolução socialista, assim como à linha básica do Partido. Isto mostra que a luta contra Lin Piao e Che Po-Ta foi claramente uma luta sobre se se defendia ou se deformava a linha básica do Partido.

Durante a Grande Revolução Cultural Proletária, aplastamos tanto a camarilha renegada de Liu Shao-Chi como a camarilha anti-Partido de Lin Piao, e logramos grandes vitórias. Mas de modo algum terminou a luta sobre se vamos manter firme a linha básica do Partido ou se vamos mudá-la – devemos travar esta luta durante um longo tempo. (69) Todos os membros do Partido devem ver a linha básica do Partido a partir da ampla perspectiva da consolidação da ditadura do proletariado e da prevenção da restauração capitalista. Devem ter isto sempre em mente, pondo-se eles próprios à frente das massas revolucionárias na luta por manter e preservar esta linha.

Devemos reconhecer plenamente o caráter prolongado da luta de classes e da luta de duas linhas

Para aderir à linha básica do Partido, devemos primeiro reconhecer o caráter duradouro da luta de classes durante o período do socialismo, nos prepararmos mentalmente para ela em todos os seus diversos aspectos, e nos imbuirmos da ideia de travar uma luta prolongada.

Lenin assinalou: “A transição do capitalismo ao Comunismo representa toda uma época histórica. Até que esta época tenha terminado, os exploradores inevitavelmente abrigarão a esperança de restauração, e esta esperança é convertida em tentativas de restauração”. (70) A sociedade socialista estende-se por um período histórico bastante longo, durante o qual a luta entre o proletariado e a burguesia se mantém. Esta luta não acabará até que as classes tenham sido totalmente abolidas. Desde a fundação do nosso Estado, as realidades da luta de classe e da luta entre as duas linhas nos têm ensinado que, a cada tantos anos, os inimigos de classe reaparecem em cena. Ainda quando tenham sofrido graves e repetidas derrotas e tenham encontrado-se em constantes e vergonhosos reveses, é impossível que eles não continuem sublevando-se – isso está determinado por seu caráter de classe. A árvore quis estar em calma mas o vento não para. Os inimigos de classe sempre continuarão levantando-se desafiando o proletariado – esta é uma lei objetiva independente da vontade do homem. Portanto não devemos crer que já que logramos umas quantas vitórias na luta podemos relaxar nossa vigilância e descansar satisfeitos. Ao contrário, devemos ver claramente que porque temos repelido uns quantos ataques do inimigo de classe, isso não significa que a classe reacionária em seu conjunto tenha sido eliminada. Nem devemos crer que porque logramos umas quantas vitórias na luta de duas linhas, não haverá mais lutas no futuro. É apenas compreendendo firmemente o caráter prolongado e complexo destas lutas, compreendendo as leis da luta de classes na época do socialismo, que podemos implementar e defender a linha básica do Partido.

O Presidente Mao disse: “A oposição e luta entre ideias de diferente tipo ocorre constantemente dentro do Partido; isso é um reflexo dentro do Partido da contradição entre as classes e entre o novo e o velho na sociedade”. (71) A luta de classes na sociedade inevitavelmente tem seu reflexo dentro do Partido, e aparece de maneira concentrada  na forma de luta de duas linhas dentro do Partido – isso também é uma lei objetiva. A razão pela qual não pode haver dúvida de que a luta de classes na sociedade tem seu reflexo no Partido é que nosso Partido não vive em um vazio, mas em uma sociedade em que existem as classes e é possível que a ideologia burguesa, a força dos velhos hábitos e as tendências do pensamento do revisionismo internacional, afetem e envenenem o organismo do nosso Partido. Também o imperialismo e o social-imperialismo utilizam todos os canais possíveis em seus intentos para derrubar nosso Estado de ditadura do proletariado, e portanto buscam por todos os meios conseguir agentes dentro do nosso Partido. Sempre é possível que pessoas do nosso Partido se deixem corromper pelo inimigo, se deixem degenerar até o ponto em que se convertam em agentes do inimigo de classe. As 10 grandes lutas de duas linhas pelas quais nosso Partido passou no curso de seus cinquenta anos de história (72) têm sido todas reflexo dentro do Partido da luta de classes a nível nacional e internacional. Foi desta forma na época da revolução de nova democracia, e segue sendo desta forma na época do socialismo. Durante a Grande Revolução Cultural Proletária, quando a camarilha renegada de Liu Shao-Chi fracassou, a camarilha anti-Partido de Lin Piao apresentou uma prova de força com o proletariado – esta foi uma aguda manifestação da intensa luta de classes em nosso país e no mundo. A grande vitória que logramos em aplastar a camarilha anti-Partido de Lin Piao constitui um duro golpe nos inimigos tanto internos quanto externos.

O caráter prolongado da luta de classes na sociedade determina o caráter prolongado da luta de duas linhas dentro do Partido. Enquanto houverem classes, contradições de classe e luta de classes, enquanto existirem os caminhos socialista e capitalista, o perigo de restauração capitalista e a ameaça de subversão e agressão por parte do imperialismo e do social-imperialismo, também continuará a luta de duas linhas dentro do Partido, que é o reflexo destas contradições. Possivelmente esta luta se manifestará outras 10, 20, 30 vezes, e é possível que pessoas como Lin Piao, Wang Ming, Liu Shao-Chi, Pen Teh-Huai e Kao Kang (73) apareçam de novo – isso é algo independente da vontade do homem. Alguns camaradas estão surpresos pelo aparecimento de importantes lutas dentro do Partido – isto é basicamente um resultado de que não têm uma compreensão suficientemente clara do caráter prolongado da luta de classes e da luta de duas linhas durante o período do socialismo. Eles não compreendem que o caráter prolongado destas lutas manifestam-se como os fluxos e refluxos da maré – ora alta, ora baixa. “Alta” ou “baixa” são apenas as diferentes aparências que a luta de classes pode tomar; não representam uma diferença entre a presença e a ausência destas lutas. Da mesma forma, “fluxo e refluxo” não significam “existência e desaparecimento”. Apenas se captarmos firmemente o caráter prolongado da luta de classes e da luta de duas linhas, poderemos compreender as leis que governam seus fluxos e refluxos, suas marés altas e baixas, e as reviravoltas destas lutas. Apenas então estaremos completamente preparados, estaremos em posição de tomar a iniciativa na luta de classes e na lta entre as duas linhas – não importa com qual disfarce o inimigo de classe se cubra – e nos permitirá seguir o desenvolvimento dos acontecimentos, dirigí-los, e assim garantir a vitória da revolução.

Devemos ter o espírito revolucionário de ir contra a corrente

Para persistir em implementar a linha básica do Partido, devemos ter o espírito revolucionário de ir contra a corrente. Ir contra a corrente significa apegar-se firmemente ao marxismo e lutar resolutamente contra o oportunismo, o revisionismo e todas as correntes errôneas. A nível internacional, isso significa lutar contra as contracorrentes imperialista, revisionista e todas as contracorrentes reacionárias; internamente, significa opor-se a todas as linhas oportunistas, a todas as tendências ideológicas não-proletárias. Persistindo em seguir a linha básica do Partido, sem dúvida enfrentaremos todo tipo de ataques por parte das tendências reacionárias, tanto dentro como fora do Partido e tanto dentro como fora do país. Por isso devemos permanecer racionais em todas as circunstâncias, levar a cabo continuamente a investigação e a análise da situação predominante na luta de classes, e captar claramente que uma tendência encobre outra, exibir o espírito proletário de ir contra a corrente, implementar firmemente a linha revolucionária do Presidente Mao e lutar contra todas as linhas e tendências errôneas que se opõem à orientação socialista e que ameaçam a revolução.

O Presidente Mao nos ensina que: “Ir contra a corrente é um princípio marxista-leninista”. (74) O marxismo-leninismo é, em sua essência, crítico e revolucionário. O proletariado é a classe revolucionária, a mais grandiosa classe. Quer pôr fim à opressão e à dominação da burguesia, acelerar a queda do velho mundo a fim de estabelecer a sociedade comunista, e esta própria revolução é uma gloriosa ação que vai contra a corrente. Durante todas as suas vidas, Marx e Engels nunca deixaram de combater os que levantavam as bandeiras do chamado “socialismo”, e confrontaram todas as tendências reacionárias de pensamento e seus representantes e, com a heróica atitude de intrépidos proletários, travaram uma luta parte por parte. As lutas de Lenin e Stalin contra todo tipo de oportunismo e seus representantes, constituem também um modelo do espírito de ir contra a corrente. (75) O Presidente Mao é o representante e mestre do nosso Partido e o imbuíu com o espírito de ir contra a corrente e persistir na linha correta. O Presidente Mao não apenas confrontou – nas 10 lutas de duas linhas dentro do Partido – todas as tendências oportunistas de direita e de “esquerda” com toda a energia e o calor de um revolucionário proletário, e derrotou muitas vezes as linhas oportunistas, mas também fez frente no movimento comunista internacional à contracorrente do moderno revisionismo representado pelos revisionistas soviéticos. Ele tem defendido e desenvolvido o marxismo-leninismo e nos tem dado um brilhante exemplo de ir contra a corrente. Assim, é por meio de ir contra a corrente que nasceu e tem se desenvolvido o marxismo-leninismo. É também por meio de ir contra a corrente que a causa da revolução, dirigida pelo partido político do proletariado, progredirá continuamente.

Para ir contra a corrente, primeiro de tudo há que atrever-se a fazê-lo. Quando a linha está em questão, quando a situação geral está em jogo, um verdadeiro comunista deve atuar em favor do interesse comum e atrever-se ir contra a corrente sem temer ser removido de seus cargos, expulso do Partido, encarcerado, ferido ou divorciado. Os comunistas advogam pelos interesses da grande maioria do povo da China e do mundo. Para serem fiéis à linha básica do Partido, devem atrever-se a persistir pelo caminho correto, atrever-se a afrontar as tormentas, a estar completamente dedicados ao bem comum, e a marchar heroicamente adiante. Apenas a completa ausência de motivações egoístas permite a uma pessoa ser intrépida. Quando uma tendência errônea se levanta como uma onda até nós, a única forma de poderem ser fiéis às posições do proletariado e lutarem resolutamente contra esta tendência errônea é com uma audácia revolucionária proletária e uma mente livre de todo temor. Se uma pessoa se comporta de forma egoísta, sempre pensando em seus próprios interesses, sempre ponderando o que possa perder ou o que possa ganhar, se teme a tudo, então será incapaz de enfrentar e opor-se à tendência errônea, ou de defender a linha revolucionária proletária do Presidente Mao. Para desenvolver este espírito revolucionário de ir contra a corrente, todo membro do nosso Partido deve tirar inspiração dos brilhantes exemplos de ir contra a corrente que os grandes mestres revolucionários nos têm dado.

Para ir contra a corrente a questão não é apenas se uma pessoa se atreve ou não, mas também se é capaz de detectar a tendência errônea. A luta de classes e a luta de duas linhas na época do socialismo são claramente complexas e quando sucede que uma tendência encobre outra, muitos camaradas não são suficientemente cuidadosos. Ao mesmo tempo, os que estão urdindo complôs e intrigas tentam deliberadamente apresentar falsas aparências e pescar em águas revoltas, tornando ainda mais difícil para nós detectá-los. Porém, as linhas e tendências errôneas têm uma existência objetiva, e de acordo com o ponto de vista do materialismo dialético, tudo o que é objetivo é conhecível. Se nossa visão não é suficientemente boa, temos que utilizar o microscópio e o telescópio do marxismo-leninismo-pensamento Mao Tsé-Tung. (76) Se estudamos assiduamente os clássicos marxista-leninistas e as obras do Presidente Mao, se tomamos parte ativa na luta prática, e se transformamos conscientemente nossa concepção do mundo, podemos melhorar gradualmente nossa capacidade de distinguir entre o verdadeiro marxismo e o falso e a linha correta da linha incorreta. Armados deste modo, quando surge uma tendência errônea, podemos ter claras opiniões e ideias, não nos deixaremos enganar pelas aparências e poderemos lutar valentemente contra esta.

Para ir contra a corrente, não é suficiente simplesmente ser firmes nos princípios, também é necessário aplicar corretamente os princípios políticos, distinguir entre a linha correta e a linha incorreta e prestar atenção em unir a maior quantidade de gente. A luta de classes e a luta de duas linhas na época do socialismo são sumamente complexas – é fácil confundir as contradições entre nós e o inimigo com as contradições no seio do povo, e não é possível ver tudo claramente ao primeiro olhar. Ir contra a corrente requer que implementemos uma correta política e que distinguamos entre os diferentes tipos de contradições. Para ir contra a corrente também devemos respeitar a disciplina do Partido. Ir contra a corrente e respeitar a disciplina do Partido são inseparáveis. Ambos visam preservar a correção da linha do Partido. É por isso que, quando mostramos o espírito de ir contra a corrente, também devemos respeitar a disciplina proletária, a fim de garantir a completa implementação da correta linha política e dos princípios do Partido.

Devemos manejar corretamente a relação entre o “elo fundamental” e “toda a corrente”

Para persistir em implementar a linha básica do Partido, é necessário que o “elo chave” esteja a mando da “corrente”. Em outra palavras, é necessário manejar corretamente a relação entre a linha básica do Partido por um lado, e a linha para o trabalho concreto e as medidas concretas por outro.

Em si própria a questão da linha é parte da superestrutura ideológica, mas devido a que representa de forma concentrada os interesses, as aspirações e a concepção de mundo de uma determinada classe, constitui o princípio básico que guia toda ação. A linha básica do Partido nos permite resolver as contradições principais da época do socialismo, é por isso que ocupa a posição de mando. É importante tanto na revolução como na construção, e constitui o princípio básico em nosso trabalho.

O Presidente Mao disse: “A linha é o elo chave; uma vez agarrado, tudo se encaixa”. (77) Todas as organizações e membros do Partido devem dar grande importância à linha básica do Partido e pôr “o elo chave” a mando de “toda a corrente”. Não importa em qual frente os camaradas estejam trabalhando – indústria, agricultura, comércio e finanças, cultura e educação – quando levam a cabo uma tarefa concreta, devem sempre perguntar a si próprios se estão sendo guiados pela linha básica do Parido em seu trabalho, e se estão atuando de acordo com a orientação geral do socialismo e com os interesses básicos do proletariado. Se esquecemos a linha básica do Partido e apenas nos preocupamos com a linha para o trabalho concreto e as medidas concretas – em resumo, se nos preocupamos apenas com a “corrente” enquanto esquecemos o “elo chave”, nos convertemos em revolucionários que atuam às cegas, sem nenhuma clareza de pensamento, e corremos o risco de ter uma visão das coisas cada vez mais míope. Se ao olhar um problema, apenas vemos os diversos fenômenos envolvidos, sem ver a essência, se nas coisas que fazemos apenas vemos os interesses imediatos, sem pensar nos interesses a longo prazo do Partido e do povo, então nos tornamos incapazes de distinguir as coisas que estão baseadas na linha das que são estranhas à ela. Desta forma, não apenas somos incapazes de levar a cabo corretamente o trabalho concreto, mas também corremos o risco de nos desviar, perdendo nossa orientação, e isso é muito perigoso.

Agarrar firmemente a linha básica do Partido como o “elo chave” de modo algum significa descuidar das tarefas e medidas concretas. Se não levamos a cabo realmente as tarefas e medidas concretas, a implementação da linha básica do Partido converte-se em uma expressão carente de todo significado. Portanto, todas as organizações e membros do Partido – guiados pela linha básica do Partido – devem realizar mais estudo e investigação e confiar nas massas para levar a cabo todo o trabalho concreto conscientemente. É apenas ao combinar estreitamente a implementação da linha básica do Partido com a implementação da linha para as diversas tarefas e medidas concretas, ao mesmo tempo em que se leva a cabo o movimento de luta-crítica-transformação (78) de maneira adequada, que podemos cumprir a tarefa de consolidar a ditadura do proletariado em todas as unidades básicas.

Todo comunista deve, em todo momento, em todo trabalho, ter em mente a linha básica do Partido, elevando continuamente seu nível de consciência da luta de duas linhas e atuar como um decidido combatente na defesa e implementação da linha básica do Partido.

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