Peru: 39 anos do Início da Luta Armada (Partido Comunista do Peru – Comitê de Reorganização)

Tradução não-oficial

Proletários de todos os países, uni-vos!

A faísca que incendiou a pradaria em 17 de maio, camaradas, não se apagou nunca

“Provocar distúrbios, fracassar, voltar a provocar distúrbios, fracassar de novo… até à sua ruína – tal é  a lógica dos imperialistas e de todos os reacionários do mundo perante a causa do povo, e eles jamais marcharão contra tal lógica. É uma lei do Marxismo. Quando dizemos que “o imperialismo é feroz”, queremos dizer que a sua natureza nunca mudará e que os imperialistas jamais deixarão de lado os seus facões de carniceiros nem se transformarão em Budas, e isto até à sua ruína.

Lutar, fracassar, lutar de novo, fracassar de novo, lutar outra vez… até à sua vitória, eis a lógica do povo, e este também jamais marchará contra tal lógica. Esta é outra lei marxista. A revolução do povo russo seguiu esta lei e o mesmo acontece com a revolução do povo chinês.”

(Presidente Mao, “Abandonai as ilusões e preparai-vos para a luta”)

 

A faísca que incendiou a pradaria em 17 de maio.

Quiseram e querem apagá-la, e não somente isso, espalhar cinzas ao vento, eles, os que foram camaradas de estrada e os pacificadores.

Ódio visceral dos caducos de ontem e uma vez mais, em bancarrota.

A chama do fogo intenso, camaradas, não apagou nunca.

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Críticas à literatura revisionista moderna na União Soviética (China, 1966)

Nota do blog: Publicamos a seguir uma crítica revolucionária marxista-leninista-maoista, produzida na frágua da Grande Revolução Cultural Proletária, contra a literatura revisionista que florescia na URSS após a restauração capitalista desencadeada mediante um golpe de Estado por Kruschov (após morte do camarada Stalin, 1953) e prosseguida por seus sucessores, até culminar na bancarrota do Estado social-imperialista na década de 90.


Algumas questões acerca da literatura revisionista moderna na União Soviética

Por Hsiang Hung e Wei Ning, 1966

Introdução

Desde a usurpação da liderança do Partido Soviético e do governo, a camarilha revisionista de Kruchov tem seguido a linha política da colaboração URSS-EUA para a dominação do mundo na literatura e na arte como em todas as outras esferas, traindo o princípio de Lenin do espírito de Partido na literatura, e liquidou os interesses dos povos revolucionários do mundo, assim escrevendo as mais vergonhosas e decadentes páginas na história da literatura Soviética.

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Sobre a contradição (Mao Tsetung, 1937)

Nota do blog: Publicamos a seguir a mais importante obra filosófica do Presidente Mao Tsetung. Com ela, culmina-se a grande revolução operada na filosofia, iniciada com a fundação do materialismo dialética por Karl Marx – principalmente – e Friedrich Engels.

Nesta obra, o Presidente Mao afirma que a única lei fundamental da dialética materialista era a lei da unidade de contrários ou lei da contradição. Através dessa, pode-se explicar todo o desenvolvimento da matéria universal – tanto na natureza, como na sociedade e no pensamento humano.

Além disso, o aparecimento deste documento opera também uma outra revolução na filosofia, planteada desde Marx, mas nunca, até então, materializada: o levar a filosofia às amplas massas. Durante a GRCP, as massas agarraram a lei da contradição, a dialética materialista, e puderam dar solução científica dos mais simples aos mais complexos problemas da construção do socialismo e dos problemas mais cotidianos.

Trata-se, pois, do maior documento filosófico da história da humanidade, de importância transcendental. É a medula da concepção comunista, proletária de mundo. Estudá-lo séria e assiduamente é obrigação de todos os revolucionários e revolucionárias, especialmente das novas gerações.


Sobre a contradição*

Agosto de 1937

A lei da contradição inerente aos fenômenos, ou lei da unidade dos contrários, é a lei fundamental da dialética materialista. Lenin dizia: “No sentido próprio, a dialética é o estudo da contradição na própria essência dos fenômenos” [1].

Sobre essa lei, Lenin dizia com freqüência que era a essência da dialética, afirmando também que era o núcleo da dialética [2]. É assim que, ao estudarmos tal lei, somos obrigados a abordar um amplo círculo de problemas, um grande número de questões filosóficas. Se formos capazes de esclarecer todas essas questões, nós compreenderemos nos seus verdadeiros fundamentos a dialética materialista. Essas questões são: as duas concepções do mundo, a universalidade da contradição, a particularidade da contradição, a contradição principal e o aspecto principal da contradição, a identidade e a luta dos aspectos da contradição, o lugar do antagonismo na contradição.

A crítica a que, nos círculos filosóficos soviéticos, foi submetido nestes últimos anos o idealismo da escola de Deborine, suscitou um grande interesse entre nós. O idealismo de Deborine exerceu uma influência das mais perniciosas no seio do Partido Comunista da China, não se podendo dizer que as concepções dogmáticas existentes no nosso Partido não tenham coisa alguma a ver com tal escola. É por isso que, atualmente, o objetivo principal do nosso estudo da filosofia é extirpar as concepções dogmáticas.

As duas concepções do mundo

Na história do conhecimento humano existiram sempre duas concepções acerca das leis do desenvolvimento do mundo: uma metafísica, outra dialética. Elas constituem duas concepções opostas sobre o mundo. Lenin dizia:

“As duas concepções fundamentais (ou as duas possíveis? ou as duas dadas pela história?) do desenvolvimento (da evolução) são: o desenvolvimento como diminuição e aumento, como repetição, e o desenvolvimento como unidade de contrários (desdobramento do que é um em contrários que se excluem mutuamente, e relações entre eles)” [3].
Aí, Lenin referia-se justamente às duas concepções distintas sobre o mundo.

Na China, a Metafísica também se chama Suansiue. O modo de pensar metafísico, próprio da concepção idealista do mundo, ocupou durante um longo período da História um lugar predominante no espírito das pessoas, quer na China quer na Europa. Na Europa, o próprio materialismo foi metafísico nos primeiros tempos da existência da burguesia. Em resultado de toda uma série de Estados europeus, ao longo do seu desenvolvimento econômico-social, terem entrado na fase de um capitalismo altamente desenvolvido, e de as forças produtivas, a luta de classes e a ciência, terem atingido um nível de desenvolvimento sem precedente na História, e ainda em resultado de o proletariado industrial ter-se transformado na maior força motriz da História, nasceu a concepção materialista-dialética, marxista, do mundo. A partir de então, ao lado de um idealismo reacionário patente e de nenhum modo camuflado, viu-se aparecer, no seio da burguesia, um evolucionismo vulgar, oposto à dialética materialista.

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A luta nas montanhas Chingkang* (Mao Tsetung, 1928)

25 de novembro de 1928

*Informe apresentado pelo camarada Mao Tsetung ao Comitê Central do Partido Comunista da China.

O ESTABELECIMENTO DO REGIME INDEPENDENTE NOS LIMITES ENTRE JUNAN E CHINAGSI E A DERROTA DE AGOSTO

 No mundo atual, China é o único país onde surgiu, em meio do cerco do regime branco, uma ou várias pequenas zonas sob o Poder vermelho. Ao analisar este fenômeno, encontramos que se deve, entre outras coisas, às incessantes escisiones e guerras dentro da burguesia compradora e a classe dos déspotas locais e shenshi malvados da China. Enquanto continuem estas escisiones e guerras, poderá subsistir e desenvolver-se o regime independente criado pelos operários e camponeses mediante a força armada. Sua subsistência e desenvolvimento requerem, além disso, as seguintes condições: 1) uma boa base de massas, 2) uma sólida organização do Partido, 3) um Exército Vermelho bastante forte, 4)um terreno favorável para as operações militares, e 5) recursos econômicos suficientes para o estabelecimento.

Frente às classes dominantes das regiões que o rodeiam, um regime independente deve adotar distintas estratégias segundo se Halle o Poder dessas classes em um período de estabilidade temporal ou em uma de ruptura. Quando se produz uma ruptura no seio das classes dominantes, com ocorreu com a guerra entre Li Tsung-yen e Tang Sheng-chi nas províncias de Jupei e Junán [1], e com a guerra entre Chang Fa-kui e Li Chi-shen na província de Kuangtung [2], podermos adotar uma estratégia de avanço mais ou menos audaz, e o território sob o regime independente pode estender-se, mediante operações militares, em proporções relativamente grandes.

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1º de Maio de 2019: Declaração conjunta marxista-leninista-maoista

 

Tradução não-oficial.

Primeiro de Maio Internacional:

Ousar lutar, ousar vencer!

Neste Primeiro de Maio, nós, os partidos e as organizações marxistas-leninistas-maoistas de todo o mundo saudamos a nossa classe, o proletariado internacional e aos povos e nações oprimidas, que em meio à crescente pobreza, fome, terror e guerras de agressões imperialistas lutam contra o imperialismo, a reação mundo e o revisionismo. Novamente, reafirmamos nosso compromisso de nunca descansar enquanto existir exploração sobre a face da Terra e desfraldar cada vez mais altas as nossas bandeiras vermelhas com a foice e o martelo, até que a humanidade entra no comunismo.

Hoje, dia de luta proletária em todo o planeta, saíamos às ruas e marchemos repletos de alegria e otimismo como militantes, levando o brilhante futuro em nossas mãos, reunamos nossas forças e façamos a avaliação da luta entre revolução e contrarrevolução no mundo.

Aprofunda-se a crise geral do imperialismo

O mundo está em crise. A crise geral e última do imperialismo agrava-se em seu desenvolvimento desigual. Torna-se mais monopolista, mais parasitário ou em decomposição e moribundo; todas as contradições se agravam. O imperialismo é câncer. Como besta ferida de morte, dá golpes desatando suas guerras de agressão contra as nações do Terceiro Mundo, e estas se levantam em poderoso movimento de libertação nacional, com lutas armadas e guerra popular. O proletariado, atiçado pela maior exploração e opressão nos próprios países imperialistas, vai despertando-se de um longo letargo, empreendendo importantes lutas reivindicativas que se elevam à luta política. Os imperialistas se debatem em agudo conluio e pugna, mostrando que entre eles não há amigos, mas sim rivais.

Antes de terem resolvido os problemas de sua crise mundial em 2008, as próprias instituições imperialistas anunciam que a economia mundial está entrando em novos problemas. Dizem que a economia “perdeu impulso”, que as “incertezas políticas” e as “incertezas econômicas” sobre as disputas comerciais entre Estados Unidos e China e com o Brexit farão que o ritmo de crescimento da economia “desacelere notavelmente este ano se comparado aos dois anos anteriores”. O relativo incremento no produto interno bruto do imperialismo do Estados Unidos foi alcançado unicamente às custas de um forte impulso fiscal, que contribui a aprofundar o déficit da balança comercial. A OCDE anuncia que “o crescimento debilita-se muito mais do que o previsto na Europa” e adverte que “uma desaceleração mais pronunciada em qualquer das principais regiões poderia descarrilar a atividade em todo o mundo”.

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Viva o triunfo da Guerra Popular! (Partido Comunista da China, 1965)

Lin Piao, 1965, trecho do documento.

(…)

Aplicar a estratégia e a tática da guerra popular

Engels disse: “A emancipação do proletariado, por sua vez, encontrará sua expressão específica nos assuntos militares e criará seu método específico e novo de combate”. Essa grande previsão se tornou realidade nas guerras revolucionárias do povo chinês liderado pelo Partido Comunista da China. No decorrer de sua prolongada luta armada, o exército popular criou uma estratégia e uma tática para a guerra popular que permitiram tirar proveito de suas próprias vantagens e dos pontos vulneráveis do inimigo. Continuar lendo “Viva o triunfo da Guerra Popular! (Partido Comunista da China, 1965)”