Declaração conjunta: Viva o 33º aniversário do Dia da Heroicidade! (junho de 2019)

Tradução não-oficial.

 

Proletários de todos os países, uni-vos!

Viva o XXXIII aniversário do Dia da Heroicidade!

Os Partidos e Organizações Maoistas, que assinamos a presente declaração celebrativa, guiados por nossa ideologia todopoderosa – o marxismo-leninismo-maoismo, principalmente o maoismo, a ideologia do proletariado internacional – e desfraldando ao topo e com firmeza as nossas bandeiras vermelhas com a foice e o martelo; transbordantes de júbilo revolucionário e com o otimismo elevado, expressamos:

Nossa solene homenagem aos comunistas, combatentes e massas do Partido Comunista do Peru que, forjados com o aço mais puro, à imagem e semelhança do Presidente Gonzalo, na frágua ardente da guerra popular no Peru, uma vez convertidos em prisioneiros de guerra enfrentaram o mais infame genocídio cometido pelo velho Estado latifundiário-burocrático a serviço do imperialismo, principalmente ianque. Valor e coragem que apenas a guerra popular é capaz de gerar. Estampando imperecivelmente o dia 19 de junho como o Dia da Heroicidade!

Nos dias 18 e 19 de junho de 1986 o reacionário governo aprista, fascista e corporativo, encabeçado pelo genocida Alan García, desencadeou a mais proterva e negra operação de extermínio, mobilizando o Exército, a Marinha de Guerra, a Força Aérea e as forças policiais, sob o Comando Conjunto; extermínio, como parte de sua guerra contrarrevolucionária dirigida contra a pujante guerra popular, que foi clara resposta que consumou o mais infame genocídio, assassinando centenas de guerrilheiros e filhos do povo. Em cima de Alan Garcia, seu Conselho de Ministros, o Comando Conjunto, as forças armadas e policiais cairá para sempre o opróbrio inapagável que o povo não esquecerá e que somente ele sancionará.

Os combatentes da guerra popular, prisioneiros de guerra, desfraldando a consigna “A rebelião se justifica” lutaram heroica e corajosamente, selando um marco de heroicidade, valor e coragem que a história guardará como demonstração exemplar dos homens heroicos que apenas a guerra popular é capaz de gerar. O sangue derramado não afoga a revolução, mas sim a rega!

Esta é a ocasião propicia para reafirmarmos nossa firme posição sobre a situação internacional e nossas tarefas manifestadas em nossa última declaração, no dia 1º de maio, considerando as variações ocorridas na atual conjuntura.

A situação internacional se caracteriza por uma grande desordem sob os céus, o imperialismo não pode escapar à sua lei e provoca distúrbios por todo canto e colherá apenas fracassos, e assim será até sua ruína final.

Neste ano o imperialismo ianque, a superpotência hegemônica única e o inimigo principal dos povos do mundo desatou sua agressão como “guerra de baixa intensidade” contra o povo da Venezuela para tentar impor um governo títere encabeçado por Guaidó, ameaçando o país com a invasão se este não aceitar sua ordem. Mas o povo da Venezuela, apesar das vacilações e da linha de compromisso que o governo Maduro tem com o imperialismo, resistiu e rechaçou a agressão contando com a solidariedade dos povos latino-americanos e do mundo inteiro que repudiam esta, assim como outras agressões imperialistas.

No ano passado, o governo de Trump-Pence decidiu denunciar unilateralmente o tratado nuclear com o Irã e lançou novas ameaças e exigências contra o Irã, restabelecendo o regime de sanções de antes do acordo.

Nestes dias o governo arquirreacionário genocida de Trump-Pence anunciou uma nova iniciativa de “acordo de paz” sobre a Palestina, secundado por seus lacaios do Oriente Médio, como a Monarquia Saudita e o Estado sionista de Israel etc.. Iniciativa que não é mais do que uma nova patranha genocida contra o Irã, Palestina e todas as nações oprimidas dessa região. Iniciativa que busca legitimar a condição colonial da Palestina e o regime de apartheid imposto pelo Estado sionista genocida contra a população palestina, legitimando a limpeza étnica. Patranha imperialista com o serviço de seus lacaios, as monarquias sanguinárias do Golfo – encabeçadas pela Saudita – contra o povo palestino como parte de impulsionar uma frente de agressão contra o Irã. O imperialismo ianque prossegue sua guerra de agressão no Oriente Médio Ampliado (OMA), agora como guerra de seus “coligados” da região contra a “ameaça xiita” e do Irã, em busca de recuperar posições perdidas.

O imperialismo ianque impulsiona a política de “pressão máxima” contra seus rivais imperialistas e contra os governos dos países semicoloniais, buscando avivar ainda mais as crescentes contradições e dificuldades que estes enfrentam, para conseguir impor sua vontade de superpotência hegemônica única. O governo de Trump-Pence, na conjuntura eleitoral em que se desenvolve, está mais urgido de triunfos baratos. Aplicando a “tática do martelo” em seus tratos com o imperialismo russo, dentro da política estabelecida de apontar contra o Irã buscando isolá-lo da Rússia, levou a cabo uma série de encontros do mais alto nível com representantes do governo de Putin para tratar sobre a Venezuela, Ucrânia, Irã e Síria, pondo tais países sobre a mesa como “moedas de troca” e tratando de “apagar o incêndio aqui para acendê-lo ali”.

É a repetição do jogo conhecido das superpotências e potências de usar os países oprimidos como “moedas de troca”. Até o momento, isso leva a baixar a pressão sobre a Venezuela, mas, em resumo, todo o compromisso sob o bastão de mando imperialista será contra os interesses do povo da Venezuela, apontado para toda a América Latina, como agora vai contra a nação iraniana.

Em sua fronteira sul, o governo de Trump está exibindo em toda sua nudez a submissão do governo lacaio de Lopez Obrador (Morena) à política anti-imigratória dos Estados Unidos, que se comprometeu, além disso, em deslocar 6 mil elementos da Guarda Nacional (criada pelo atual governo) para sua fronteira sul com a Guatemala – convertida assim na fronteira migratória do Estados Unidos – para deter militarmente o fluxo migratório dos pobres do sul, estabelecendo o famoso muro de Trump na fronteira do México. Tudo isto já estava em marcha, porque esse deslocamento militar é parte do desenvolvimento da “Nova Estrutura de Defesa do Estados Unidos”, neste caso, de seu Comando Norte (USNORTHCOM).

Mas, seguindo a lei do imperialismo e de todos os reacionários, o imperialismo ianque só colherá novos fracassos na Venezuela, no México e em toda a América Latina; no Irã e na Palestina, ou em qualquer outro lugar; e a resistência e o combate dos povos do Irã e da Palestina conquistarão novos patamares, impulsionando o movimento de libertação nacional e a nova grande onda da revolução proletária mundial que se desenvolve atualmente no mundo.

Os povos do mundo seguem também com sua lei de lutar, fracassar, voltar a lutar e assim até a vitória final; e o fazem nesse momento em que a revolução se tornou a tendência histórica e política principal no mundo e o desenvolvimento desigual da situação revolucionária compreende todos os países e continentes.

As nações oprimidas mostram porque são a base da revolução mundial e desenvolvem heroicas lutas armadas de resistência, contando com o exemplo das guerras populares no Peru, na Índia, Turquia e Filipinas. O avanço da guerra popular na Índia a outros níveis tem importância estratégica para inclinar a balança a favor da revolução mundial. E é à Índia que cabe tal papel não apenas por causa da sua extensão, mas também pelo peso das massas (mais 1 de bilhão de habitantes) e por sua localização na Ásia. Tudo isso é expressão da nova grande onda da revolução proletária mundial, na etapa da ofensiva estratégica desta que varrerá o imperialismo e a reação da face da Terra.

O maoismo – gerando partidos comunistas de novo tipo, marxistas-leninistas-maoistas militarizados, que desenvolvem processos de reconstituição/constituição – marcha para dirigir esta nova grande onda da revolução proletária mundial. Esta situação de desenvolvimento do fator subjetivo nos põe em excelentes condições para avançarmos mais na superação da dispersão do Movimento Comunista Internacional: realizar a Conferência Internacional Maoista Unificada e, nela, dar à luz a nova organização do proletariado internacional, no caminho da nova Internacional Comunista, a qual ergueremos com as guerras populares em curso e o desenvolvimento das novas guerras populares que estão por iniciar. Com elas, mudaremos a atual correlação de forças entre revolução e contrarrevolução na arena internacional. Por isso, até os que são opostos à nossa iniciativa e estão marchando pelo caminho da cisão não podem deixar de reconhecer isso, como prova o seu próprio desespero em convocar uma conferência em separado, fracionista e liquidacionista.

Estes se negam a aceitar as inegáveis vitórias no caminho da luta por superar a dispersão no Movimento Comunista Internacional, negam os avanços que os Partidos Comunistas e Organizações que brigam pela reconstituição ou constituição dos partidos têm obtido em coordenar e dirigir as lutas, os avanços nas campanhas celebrativas, na luta por difundir e apoiar as guerras populares em marcha, etc.. Por isso assumimos em toda e cada uma de suas partes o documento do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha), intitulado Combater o liquidacionismo e unir o MCI sob o Maoismo e a Guerra Popular – Sobre a crítica do PC (m) à Declaração Conjunta do 1º de maio de 2018.

Além disso, como destacado pelo PCP (Comitê de Reorganização), a Conferência Internacional Maoista Unificada (CIMU) que foi convocada pelos Partidos e Organizações Maoistas é um rotundo êxito, pela preparação, processo que se segue e o desenvolvimento inegável que tem a reunificação dos comunistas, e é a mais elevada homenagem celebrativa ao Primeiro Centenário da Fundação da III Internacional Comunista fundada por Lenin em março de 1919 e ao papel cumprido pelo camarada Stalin. Nos exige seguir seu exemplo e elevá-lo mais alto na difusão do comunismo no mundo e na forja dos partidos e comunistas em todo o Orbe. Agora, com partidos comunistas marxista-leninista-maoistas, militarizados. Viva o Primeiro Centenário da III Internacional Comunista! Honra e glória ao marxismo-leninismo-maoismo e reconhecemos a firme disposição dos partidos e organizações maoistas em aplicar os aportes de validez universal do pensamento gonzalo!

Da mesma forma, nos juntamos firmemente à celebração do 30º Aniversário do I Congresso do PCP, Marco Imperecível de Vitória para o proletariado peruano e internacional; Congresso Marxista, Congresso marxista-leninista-maoista, pensamento gonzalo. Chamamos a todos os partidos e organizações do movimento comunista internacional a levar a cabo a celebração deste grande marco imperecível de vitória e fazer as publicações dos documentos do I Congresso do PCP. Saudamos igualmente a luta dos camaradas do PCP por culminar a reorganização geral do Partido, dirigida por seu Comitê de Reorganização.

Finalmente, assumimos com o mais alto espírito comunista o estabelecido na resolução do CC do PCP:

O dia 19 de junho se estampa imperecível como DIA DA HEROICIDADE; o sangue destes heróis já frutifica a revolução armada incendiando-a mais, levantando-se como monumental bandeira tremulante e inesgotável grito de guerra que convoca ao inevitável triunfo final. Mais sangue, mais repressão, mais genocídio, mais revolução!

A gloriosa morte beligerante destes prisioneiros de guerra se abriga com o sangue já vertido e, ante ele, nós comunistas assumimos o compromisso indeclinável de seguir seu luminoso exemplo para, desenvolvendo a guerra popular, servir à revolução mundial até que a luz imarcescível do comunismo se espalhe por todo o Orbe, sob as invictas bandeiras de Marx, Lenin e Mao Tsetung, do sempre vivo marxismo-leninismo-maoismo.

Glória aos heróis tombados, viva a Revolução!

Viva o 30º Aniversário do I Congresso do PCP!

Honra e glória ao proletariado e ao povo peruano!

Glória ao marxismo-leninismo-maoismo!

19 de junho de 2019

 

Assinam até o momento:

Partido Comunista do Equador – Sol Vermelho

Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização)

Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha)

Fração Vermelha do Partido Comunista do Chile

Organização Maoista para a Reconstituição do Partido Comunista da Colômbia

Núcleo Revolucionário para a Reconstituição do Partido Comunista do México

Comitê Bandeira Vermelha – Alemanha

Comitês para a Fundação do Partido Comunista (Maoista) da Áustria

Servir ao Povo – Liga Comunista da Noruega

Coletivo Bandeira Vermelha (Finlândia)

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