Declaração conjunta maoista pelos 28 anos do Discurso do Presidente Gonzalo (setembro de 2020)

Traduçã não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Aprender com o Presidente Gonzalo!

O discurso do Presidente Gonzalo brilha diante do mundo como uma poderosa arma de combate. No aniversário deste evento histórico, nós, partidos e organizações marxistas-leninistas-maoístas de todo o mundo, saudamos nossa classe, o proletariado internacional, e os povos do mundo com o otimismo revolucionário nestes tempos tempestuosos em que estamos vivendo.

Consideramos necessário, e que é nosso dever, nestes tempos de tanto caos, reafirmar a plena validade do discurso do Presidente Gonzalo e de nós mesmos no marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo, com os aportes universalmente válidos do Presidente Gonzalo, contribuindo assim para a defesa da vida e da saúde do Presidente Gonzalo, inseparavelmente ligadas à campanha pelo maoismo, como parte e a serviço da revolução proletária mundial.

Queremos e devemos enfatizar a grande clarividência do Presidente Gonzalo manifestada em seu discurso, como ele descreve de forma justa e correta o desenvolvimento da Nova Grande Onda da Revolução Proletária Mundial. Ele prevê como o maoismo se tornará o mando desta Nova Grande Onda nas próximas décadas e como ele será encarnado cada vez mais, por cada vez mais comunistas gerando seus partidos comunistas, em cada vez mais países, como ele se tornará violência material quando for encarnado nos povos do mundo.

“Finalmente, agora, escutem. Como vemos no mundo, o maoismo está marchando incansavelmente para liderar a nova onda de revolução proletária mundial. Escutem bem e compreendam! Aqueles que têm ouvidos, usem-nos. Aqueles que têm compreensão – e todos nós a temos – usem-na! Chega de bobagens. Chega de obscuridades! Entendam! O que está se desenrolando no mundo? Do que precisamos? Precisamos da encarnação do maoismo, que está sendo encarnado, e gerando partidos comunistas para impulsionar e liderar esta nova grande onda da revolução proletária mundial que está chegando.

Tudo o que eles nos disseram [foi] a conversa vazia e tola da famosa “nova era de paz”. Onde está [essa paz] agora? E na Iugoslávia? E em outros lugares do mundo? Isso é mentira; tudo se tornou politizado. Hoje, existe uma realidade; os mesmos contendores da Primeira e Segunda Guerra Mundial estão preparando uma nova Terceira Guerra Mundial. Devemos saber disso e nós, como filhos de uma nação oprimida, fazemos parte da recompensa do saqueamento [perpetrado pelos imperialistas]. Não podemos consentir com isto! Basta de exploração imperialista! Devemos acabar com eles! Nós somos do terceiro mundo e o terceiro mundo é a base da revolução proletária mundial, com uma condição, que os partidos comunistas a empunhem e a liderem! Isso é o que devemos fazer!” – Trecho retirado do Discurso do Presidente Gonzalo em 24 de setembro de 1992.

A situação atual não é exatamente essa? É sim! Independentemente das limitações que possam existir, independentemente da desigualdade no desenvolvimento da situação revolucionária em nossos respectivos países, vemos como o maoismo na América Latina passou da faísca para o fogo na pradaria. Vemos como nos Estados Unidos uma Jovem Guarda está assumindo o grande dever da luta no coração da única superpotência imperialista hegemônica, avançando firmemente unida às massas. Vemos como na velha Europa os partidos e organizações estão se desenvolvendo no sentido de dar um salto na reconstituição dos partidos comunistas e desenvolver as raízes profundas necessárias nas massas. Vemos não por último, mas antes de tudo, as Guerras Populares no Peru, Índia, Turquia e Filipinas – gloriosas tochas do marxismo-leninismo-maoismo para o proletariado internacional e os povos do mundo. O maoismo é o comando da Nova Grande Onda da revolução proletária mundial e está se tornando-a cada vez mais. Vemos como a exploração e a opressão criam resistência por lei, vemos como cada vez mais a necessidade de varrer o imperialismo e a reação para longe da face da terra é atendida.

Vemos tudo isso, mas somente se não fecharmos nossos olhos. Ouvimos o grito de guerra, “Rebelar-se é justo!” do coro de bilhões das pessoas do mundo, que não querem viver como antes, mas somente se estivermos dispostos a ouvi-las.

Ouvimos o grito de batalha nas lutas de libertação nacional que estão sendo travadas na Ásia Ocidental (Oriente Médio Ampliado e na África. Vemo-lo na explosividade das massas na América Latina. Ouvimo-lo nas revoltas contra o social-imperialismo chinês e o imperialismo russo. Ouvimo-lo isso nas lutas e manifestações que estão ocorrendo no coração do imperialismo ianque. Ouvimo-lo nas lutas da juventude em vários países europeus que estão se levantando de novo e de novo. Ouvimo-lo nos movimentos operários, nas greves e nos enormes protestos das massas em vários países europeus que estão se manifestando repetidamente.

Na Índia, o sofrimento e a repressão contra as massas atingiu um nível insuportável. Contra esta situação o Partido Comunista da Índia (Maoísta) desenvolveu resolutamente a Nova Revolução Democrática através da invencível Guerra Popular para esmagar o velho estado reacionário, o imperialismo, o capitalismo burocrático e o semifeudalismo. Na América Latina, a crise gera novas ondas de protestos em massa que fazem os verdadeiros revolucionários marxistas-leninistas-maoístas progredir na fundação/reconstituição dos partidos comunistas militarizados, preparando novos e poderosos saltos.

Entramos em um novo período de revoluções!​ Um novo período dentro da ofensiva estratégica da revolução proletária mundial que foi aberta pela Guerra Popular no Peru. A caracterização desta nova situação, na qual entra a luta de classes internacional, entendemos como muito favorável à revolução mundial, gerada porque se concretiza na correspondência do desenvolvimento da situação objetiva com os avanços na tarefa de reconstituição do Partido Comunista, o que necessariamente toma forma no início das novas Guerras Populares e no desenvolvimento vitorioso da Nova Grande Onda da revolução proletária mundial.

A tarefa que se apresenta é a de unir as duas grandes forças: O movimento do proletariado internacional que ocorre em todo o mundo e o movimento de libertação nacional gerado nas nações oprimidas, para desencadear uma poderosa tempestade que culminará na Guerra Popular Mundial e enterrar o imperialismo. Ao fazê-lo, desafiando sempre o perigo de convergir com uma ou outra potência imperialista. Portanto, é necessário combater o imperialismo, a reação mundial e o revisionismo de forma inabalável e irreconciliável.

É inegável que este sistema está caminhando para sua ruína. A decomposição do imperialismo avança a cada dia. O imperialismo mundial está em sua crise geral. Sua podridão é ainda mais aguda nas nações oprimidas, onde o semicolonialismo, o capitalismo burocrático e o semi-feudalismo estão cada vez mais sob pressão e são cada vez menos capazes de ser o suporte necessário para o sistema mundial imperialista.

Os imperialistas estão procurando uma saída para sua situação, eles estão atacando em agonia desesperada, em média, mais colusão e luta. Eles estão usando a Pandemia do Coronavírus (SARS-CoV-2) para confrontar a próxima crise econômica gigantesca e a explosividade das massas através de medidas econômicas e estado de emergência declarado mundial, sem precedência, criando um verdadeiro estado de guerra. Enquanto os reacionários de diferentes países estão gerando uma centralização mais forte do poder absoluto no executivo através da “Ajuda às Empresas” e “Protocolos de Saúde”, a pandemia atinge especialmente a saúde e a vida de milhões das massas mais profundas e amplas por causa do próprio sistema, da política de privatização das últimas décadas e de seus próprios “Protocolos de Saúde”. O caráter genocida do imperialismo está se tornando assim cada vez mais claro: Sua impensável malícia e sua vontade de fazer tudo. Ao mesmo tempo, porém, o imperialismo está enfrentando uma crise gigantesca, maior que a grande depressão de 2008. Ainda mais reacionarização e militarização do Estado reacionário. Mais violência, mais terror, maior privação de liberdades, direitos, benefícios e conquistas obtidas pelas massas em sua luta feroz. Mais centralização do poder reacionário do Estado para usá-lo contra a revolução. Estas são as relações econômicas e políticas que se desenvolvem como parte do processo de decomposição do imperialismo. Os centros tempestuosos da revolução mundial são as nações oprimidas, devemos sempre ter isto em mente, e elas estão cumprindo este papel cada vez mais conscientemente. O peso das massas decidirá a revolução e este peso recai sobre as nações oprimidas, correspondendo à revolução como tendência principal e a principal contradição.

O imperialismo ianque, como a única superpotência hegemônica, é particularmente atingido pela crise geral e pela atual crise de superprodução. As contradições nos EUA, como em todos os outros lugares, estão se acentuando cada vez mais, e a contradição entre as massas e o estado imperialista é expressa na contradição entre as massas e o governo. Portanto, as próximas eleições são cruciais para o imperialismo ianque. Eles precisam de um novo governo que tenha (em aparência) “legitimidade” com maior comparecimento às urnas do que antes. Neste contexto, é importante ressaltar que Donald Trump é um reacionário nojento, mas ele não é um idiota. Não esqueçamos que existe uma continuidade dentro da administração Trump, por exemplo, o Ministro das Finanças Mnuchin. Esta é a prova política de que Trump não é um maníaco, mas um representante de uma facção do capital financeiro ianque. Agora ele está brincando com o fogo, [mas] ele está fazendo isso para ganhar as eleições. Essa é sua maneira de mobilizar as pessoas para as eleições. Seu homólogo Biden não faz nada diferente, apoiado diretamente por revisionistas e oportunistas de todos os tipos, como Bob Avakian e outros, mas ele tenta vender diferentes contos de fadas para as massas. Para o proletariado e o povo dos EUA, especialmente os povos negros, as mulheres e os migrantes, mais uma vez é apenas uma questão de escolher quem irá pisar neles pelos próximos anos.

Em Bielorrússia, vemos um regime fascista, contra o qual as massas se rebelam – a justa rebelião das massas é, sem liderança adequada, usada para impor objetivos reacionários – dependente econômica, política e militarmente, principalmente dominado pela Rússia, uma semicolônia do imperialismo russo e essencial para ela. Portanto, é evidente que a Rússia imperialista está sozinha na Europa Oriental: Depois da Geórgia, Moldávia, Ucrânia e agora Bielorrússia, a legitimidade de seu papel hegemônico em seu ambiente regional está sendo minada. O processo de desintegração da ex-URSS através da falência do revisionismo está longe de ter terminado. A isto se somam as dificuldades em seus próprios assuntos internos: Seus próprios movimentos de protesto na Sibéria e em outras áreas, as próximas eleições regionais e os custos infindáveis de sua intervenção na Crimeia e a situação dos Donbas. A aliança da OTAN, liderada pelo imperialismo ianque, está seguindo uma estratégia de longo prazo de cercar a Rússia. Qualquer manipulação por parte do imperialismo russo das zonas de conflito localizadas ao longo das linhas internas do imperialismo russo deve ser vista como uma contra-medida a esta estratégia. Isto é importante. O imperialismo russo não pode desistir da Bielorrússia sem sofrer uma derrota estratégica, que ameaçaria sua existência. Por conseguinte, uma solução para esta questão é impossível sem guerra. Os ianques e também a República Federal da Alemanha (RFA), assim como os demais membros da OTAN, não têm interesse em uma guerra com o imperialismo russo no momento atual. Nós entendemos: Qualquer demagogia sobre a defesa da “democracia e dos direitos humanos” nada mais pode trazer do que um relativo avanço das posições táticas do imperialismo ianque, alemão e francês. É por isso que a transferência das tropas ianques para a Polônia é também uma manobra dentro de um plano de longo prazo e não uma manobra tática para provocar uma guerra imediata.

No Oriente Médio Ampliado, após a derrota do imperialismo ianque na Síria, onde mantêm o controle de áreas não-militares estrategicamente relevantes para a produção de petróleo através do apoio de seus lacaios locais para evitar confrontos diretos com as tropas do imperialismo russo, os ianques estão se repetindo em sua velha política imperialista, seguindo a política de “deixar os nativos vencerem os nativos”, avançando simultaneamente no cerco do Irã tentando desenvolver a guerra contra o Irã como uma guerra religiosa dos lacaios locais (“sunitas”) contra os “xiitas” do Irã, seus aliados na região como a Síria, etc.

Dentro da UE, a RFA (República Federal da Alemanha) continua a se desenvolver como uma potência imperialista líder. Ela é economicamente dominante e ganha assim certa influência no desenvolvimento das lutas de classe na Europa Ocidental. Isto é especialmente verdadeiro para a gestão da atual crise de superprodução, onde o imperialismo alemão se prepara para desenvolver ainda mais seu papel de liderança às custas de seus concorrentes e das nações oprimidas que são incorporadas dentro da UE.

No Mar da China, os imperialistas ianques estão levando adiante seu plano de refrear as reivindicações dos social-imperialistas chineses para fazer da China uma potência hegemônica regional. Eles estão deliberadamente tentando minar a capacidade de retaliação nuclear da China. Junto com seus aliados na região, eles estacionaram um número crescente de forças navais, submarinas e aéreas nucleares em bases militares perto da China. Desde o fracasso do Tratado INF em 2019, os Estados Unidos têm procurado implantar mísseis convencionais terrestres de curto e médio alcance na região da Ásia-Pacífico para combater as chamadas capacidades anti-acesso e de área de radiação (A2AD) da China. Tal implantação, se realizada, levantaria preocupações na China sobre a sobrevivência de suas forças nucleares, já que tais mísseis americanos implantados perto da China aumentariam a capacidade dos EUA de realizar um ataque convencional contra as forças nucleares chinesas, incluindo as móveis. Estas são as condições para Trump chamar o imperialismo russo, o social-imperialismo chinês e outras potências nucleares para um novo acordo de “Limitação de armas nucleares e projéteis balísticos”. Ele está procurando impor na mesa de negociações o que eles tinham ganho em diferentes cenários.

Uma coisa precisa ser claramente afirmada: as condições internacionais são brilhantes! O que deve ser feito é colocar a política no comando, ou seja, aplicar a ideologia do proletariado internacional, o marxismo-leninismo-maoismo, principalmente o maoismo, com os aportes universalmente válidos do Presidente Gonzalo, na luta de classes. A realidade exige uma aplicação criativa para dar resposta a novas perguntas, o que também significa que os camaradas devem pensar mais para responder a estas perguntas. É preciso flexibilidade em muitos aspectos e, ao mesmo tempo, firmeza nos princípios.

Há um grande caos no mundo. Isso é maravilhoso! Porque somente a partir de um grande caos pode surgir uma nova grande ordem, e ela surgirá.

VIDA LONGA AO 28º ANIVERSÁRIO DO DISCURSO DO PRESIDENTE GONZALO!

UNIR-SE SOB O MAOISMO!

APRENDER COM O PRESIDENTE GONZALO!

24 de Setembro de 2020

Partido Comunista do Peru

Núcleo Revolucionário para a Reconstituição do Partido Comunista do México (NR-PCM)

Comitês para a Fundação do Partido Comunista (Maoísta) na Áustria

Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha)

Facção Vermelha do Partido Comunista do Chile

Partido Comunista do Equador – Sol Vermelho

Comitê Maoísta na Finlândia

Servir ao Povo – Liga Comunista da Noruega

Partido Comunista da Colômbia (Facção Vermelha)

Comitê de Reconstituição do Partido Comunista dos EUA – CPUSA (CR)

Comitê Bandeira Vermelha – República Federal da Alemanha

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