Notas sobre a contradição interimperialista (Revista Internacional Comunista, agosto de 2021)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Às vezes é bastante divertido quando a colina dos inimigos mostra que nossas avaliações são corretas. Com respeito a nossos escritos mais recentes sobre a relação entre o imperialismo ianque e russo, Biden o fez num discurso ao pessoal da Oficina do Diretor de Inteligência Nacional na terça-feirada semana passada, dizendo:

“Putin tem um problema real … Está sentado em cima de uma economia que tem armas nucleares e poços de petróleo e nada mais. Nada mais. Sua economia é, o quê, a oitava menor do mundo agora, a maior do mundo? Ele sabe que está em sérios problemas …”

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reconheceu isto mais tarde sob coação, porém tratou de uma maneira patética de esconder o problema debaixo do tapete, afirmando lastimosamente: “Afirmar que não há nada mais na Rússia está errado … Este é um conhecimento incorreto e uma má compreensão da Rússia moderna”. Não dizer nada mais equivale a uma admissão. Nos satisfaz bastante que esta questão seja publica, inclusive ao nível dos mais altos representantes dos respectivos imperialismos.

Porém há algo mais sério que Biden disse sobre o solene evento: “Creio que é mais provável que terminemos, bem, se terminarmos em uma guerra, uma verdadeira guerra de disparos com uma grande potência, será como consequência de uma infração cibernética de grande transcendência. E estão aumentando exponencialmente: as capacidades”. Inclusive chegou a acusar a Rússia de “uma clara violação de nossa soberania”.

Biden também expressou que existe a crescente ameaça da China. Biden disse que o presidente chinês, Xi Jinping, levava muito à sério a ideia de converter a China na potência militar mais poderosa do mundo e na maior e mais importante economia do mundo em meados da década de 2040.

O mesmo tema se manejou na Alemanha onde a imprensa burguesa declarou, a respeito da China, que não se trata de resolver problemas factuais em diferentes áreas políticas, senão de uma luta explícita pelo domínio mundial. E advertiram: esta luta pelo poder também se pode perder.

Isto reforça uma vez mais que não há paz e tranquilidade, senão uma possibilidade real de guerra interimperialista e de uma terceira guerra mundial a que se ter em conta. Não devemos temê-la, mas sim estar preparados para isto. Destacamos: ou a revolução previne a guerra mundial ou a guerra mundial conduz à revolução. Isto é, preparar e desenvolver a guerra popular para fazer a revolução e chegado o caso, opor à guerra popular mundial à guerra imperialista mundial.

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