Fora imperialistas russos da Ucrânia! Apoiemos ao povo ucraniano! (Movimento Popular Peru, Fevereiro de 2022)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

No dia 23 do presente mês e ano, às 5 da manhã tropas de ar, mar e terra do exército russo em uma operação relâmpago penetraram no território da Ucrânia dando início a sua guerra de agressão imperialista contra este país, hoje em dia em seu avanço se encontra às portas da capital Kiev com o aberto propósito de derrubar ao governo do país e estabelecer uma administração títere em todos os níveis estatais e impôr a “desmilitarização” do país, isto é, pô-lo sob o protetorado do exército do Estado imperialista russo.

Pode surpreender a alguns que esta guerra de agressão e ocupação do país pela superpotência atômica imperialista russa, se produziu agora em que esta superpotência atômica e a superpotência imperialista hegemônica única, o imperialismo ianque, como parte do desenvolvimento de sua contradição em meio de conluio e pugna, haviam regressado à mesa de negociações para discutir um acordo geral sobre armas estratégicas e demais problemas de “segurança” e, entre estes, sobre a expansão da aliança imperialista OTAN aos países que antes pertenceram ao chamado “Pacto de Varsóvia”, as ex semicolonias do social-imperialismo soviético.

Porém, não pode ser nenhuma surpresa se se tem em conta que desde fins de janeiro os imperialistas ianques haviam tornado público que o imperialismo russo ia a invadir de todas maneiras a Ucrânia e que para isso a concentração de mais de cem mil soldados na fronteira comum de Rússia com Ucrânia, fazendo um chamado depois a que todo seu pessoal diplomático, cidadãos, etc. abandonem a Ucrânia de imediato e que, poucos dias antes do ataque russo, o genocida presidente Biden e outros altos representantes do imperialismo ianque e de seu instrumento, a OTAN, haviam declarado em forma categórica que “a OTAN não permitirá que Rússia toque um só troço de terreno de nenhum país sócio da OTAN”, o que repetiram em todas as ocasiões e que em caso que Rússia invada a Ucrânia se lhe imporia as mais duras sanções econômicas. Conhecido é que Ucrânia não é sócia da OTAN nem da União Europeia. Foi uma mensagem oblíqua, com o que transmitiram a mensagem clara que os imperialistas ianques não iriam arriscar nenhum choque direto com os imperialistas russos, assim se dava carta branca para que os imperialistas russos desatem sua guerra de agressão contra Ucrânia. Os imperialistas ianques haviam visto sua oportunidade de aproveitar a desesperada situação de Putin e os imperialistas russos para facilitar-lhes o caminho a ser apanhado em uma guerra de ocupação que esperam que tenha consequências muito similares para os imperialistas russos que a de Afeganistão teve para os social-imperialistas soviéticos.

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Nossa posição contra a guerra imperialista de agressão do imperialismo russo contra a Ucrânia (Revista Internacional Comunista, março de 2022)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

A agressão do imperialismo russo contra Ucrânia é uma guerra de agressão injusta, a agressão criminosa de uma superpotência atômica contra um país oprimido. Assim, se expressa novamente a contradição principal de nosso tempo, imperialismo-nações oprimidas, isto é o que acontece e não outra coisa. Não há que se deixar confundir.

O Terceiro Pleno do Partido Comunista do Peru estabeleceu corretamente que:

Para ver isto, há que recordar ou voltar a estudar o que disse o Presidente Mao sobre a contradição (no tomo I, na página 354 e na seguinte), ele disse assim: Em um país semicolonial como China, a relação entre a contradição principal e as contradições não principais oferece um quadro complexo”; e nos planteia três possibilidades: a primeira é “Quando o imperialismo desata uma guerra de agressão contra um país assim, as diferentes classes deste, exceto um pequeno número de traidores, podem unir-se temporariamente em uma guerra nacional contra o imperialismo”, essa é a primeira, isso é assim, quando os imperialistas desatam uma guerra de agressão, invadem um país, então obviamente se invade, quando Japão invade China, quando Japão invade Coreia ou quando Estados Unidos invade Vietnam ou quando o social-imperialismo que dirigia a URSS invade Afeganistão, aí a contradição é nação-imperialismo, porém o que diferencia é a agressão, vai a conquistar, subjugar, pôr seus interesses mundiais do que for, ou seja, aí não se apresenta que há uma revolução, esse é o terceiro caso, ou seja quando há uma agressão de acordo com suas contendas mundiais ataca um país e se possessiona dele, é a primeira, disse”.

Depois de tratar das outras duas possibilidades, que não é o caso referir-se aqui, o Presidente Gonzalo conclui sobre a primeira possibilidade resumindo assim:

“… quando o imperialismo invade, desata agressão sem que haja uma revolução, era um caso predominante no século anterior que faziam todas as grandes potências e se dá em todo século quando não há uma revolução porém o imperialismo por suas contendas hegemônicas leva a isto, assim se dá”.

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