Brasil: Intervenção da FRDDP em celebração aos 200 anos de Karl Marx, em Bremen

Nota do blog: Reproduzimos versão original da intervenção da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo – Brasil durante a celebração dos 200 anos do natalício do grande fundador, Karl Marx, em Bremen, na Alemanha, realizada no dia 30 de junho. Retirado de demvolkedienen.org.

Destacamos com grande entusiasmo e otimismo proletário o seguinte trecho: “No campo, milhares de massas camponesas marcham dirigidas pela vanguarda proletária. De modo que o agravamento da crise política no Brasil, reitero, coincide com o restabelecimento do Partido Comunista, gerando condições extraordinárias para o desencadeamento da invencível guerra popular. Guerra popular que ocorrerá como parte e a serviço da Revolução Proletária Mundial, como nos ensinaram Marx, Lênin, Presidente Mao e também o Presidente Gonzalo, o maior marxista-leninista-maoista vivente sobre a Terra e para o qual, desde esta tribuna, rendemos homenagem.”


Mensagem da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo – Brasil para a celebração internacional do 200°aniversário do natalício de Karl Marx

Camaradas,

É com imensa felicidade e senso do dever que nós, da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo do Brasil, saudamos este grandioso evento, que demonstra a vigência e fortaleza do marxismo por ocasião dos 200 anos do nascimento do seu fundador, Karl Marx. E esta felicidade é ainda maior pela possibilidade de podê-lo fazer em sua terra natal.

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Exemplos que ilustram a lei da unidade dos contrários (Pequim Informa, 1966) – Parte VIII

VIII – Todo trabalho deve partir da situação em seu conjunto; as partes devem subordinar-se ao todo

Nota do Redator: O todo e suas partes formam uma unidade de contrários. O todo está formado por suas partes e não pode separar-se delas, porém as partes se subordinam e submetem ao todo. O camarada Mao Tsetung disse: “Ao abordar um problema, um marxista deve ver não só as partes, senão também o todo.” E agregou: “Os comunistas devem compreender o princípio de subordinar as necessidades da parte às do todo. Se uma proposição parece factível para uma situação parcial, porém não para a situação em seu conjunto, então a parte deve submeter-se ao todo. Ao inverso, se uma proposição não é factível para a situação parcial, porém o é para a situação geral, também a parte deve submeter-se ao todo. Isto é o que significa considerar a situação em seu conjunto.”

Guiadas pelos ensinamentos do Presidente Mao, as massas de operários, camponeses e soldados, assim como os quadros revolucionários, tratam corretamente em seu trabalho as relações entre o indivíduo e a coletividade e o Estado. Dizem: “O particularismo é o grande inimigo da produção. Para realizar esta com êxito, é imperativo superar o particularismo e todo trabalho deve partir do conjunto da situação.” “As partes devem submeter-se ao todo e a coletividade pequena deve submeter-se à coletividade grande.” “Jamais deve-se fazer qualquer coisa, por ‘vantajoso’ que seja, se esta vai em detrimento da situação total.”

13 – Tratar corretamente a relação entre os interesses do Estado e os das massas

No comércio, muitos assuntos implicam os interesses do Estado e das massas. Entre eles estão, por exemplo, questões tais como se se deve permitir ou não aos clientes que devolvam e troquem as mercadorias que já compraram, se os artigos vendidos estão pesados, contados ou medidos corretamente ou não, se as mercadorias têm ou não um preço razoável, se a fração restante do centavo ou da grama deve ficar com o Estado ou com os clientes, etc. Em todos estes casos, o tratamento apropriado beneficia tanto o Estado como as massas; do contrário, se vêem prejudicados os interesses do Estado ou os das massas, o que não é de desejar, não importa de que parte sejam os interesses depreciados.

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Equador: Yankee Go Home! (Partido Comunista do Equador – Sol Vermelho, 2018)

Tradução não-oficial


Pronunciamento do PCE – Sol Vermelho em relação a visita do vice-presidente do USA ao país.

Ianques go home!

¡fuera de aqui ! PCE-SR

“Tudo parece indicar que os países da América, Asia, Africa terão que seguir pelejando com o Estados Unidos até o fim, até que o vento e a chuva destruam este tigre de papel”
Presidente Mao

A visita da hiena Mike Pence, vice-presidente do USA ao Equador foi manejada com pouco detalhe até o dia em que chegou ao país.

Quanta infâmia e miséria deste regime entreguista de Moreno, falar em nome do povo do Equador para expressar o beneplácito pela visita do representante da superpotência imperialista do USA que, em conluio e pugna com outras potências imperialistas hoje, tal como ontem, segue gerando violência, fome, miséria, exploração e morte no planeta, particularmente nos países do terceiro mundo.

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Exemplos que ilustram a lei da unidade dos contrários (Pequim Informa, 1966) – Parte VII

VII – O conteúdo determina a forma e a forma deve adaptar-se ao conteúdo do movimento da contradição dentro de uma coisa

Nota do Redator: Toda coisa tem conteúdo e forma. O conteúdo e a forma de uma coisa é uma unidade dialética. O camarada Mao Tsetung disse em suas Intervenções na conferência de Yenan sobre arte e literatura: “O que pedimos é unidade da política e a arte, do conteúdo e a forma, do conteúdo político revolucionário e a forma artística no mais Aldo grau possível de perfeição.” O conteúdo de uma coisa determina sua forma. A forma de uma coisa deve ajusta-se ao conteúdo do movimento de sua contradição. Se a velha forma não se ajusta às necessidades do novo desenvolvimento do conteúdo, deve ser mudada.

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Mensagem do Movimento Popular Peru (Comitê de Reconstrução) à Celebração Internacional dos 200º aniversário de Karl Marx (junho de 2018)

Tradução não-oficial


Mensagem do MPP (CR) à Grande Celebração Internacional do 200º Aniversário de nascimento do grande Karl Marx, celebrado em Bremen no dia 30 de junho de 2018

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Proletários de todos os países, uni-vos!

Mensagem do MPP (CR), organismo gerado pelo PCP para o trabalho partidário no estrangeiro, à grande Celebração Internacional do 200º aniversário de nascimento do grande Karl Marx.

Bremen, 30 de junho de 2018

Estamos aqui reunidos para render homenagens a Karl Marx no 200º aniversário de seu nascimento. Aquele que fundamentou o marxismo. Marx e Engels colheram o melhor que a humanidade produziu: a Filosofia clássica alemã, a Economia Política inglesa e o Socialismo francês para fundamentar a ideologia do proletariado. Marx é o primeiro maior chefe da revolução proletária mundial.

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Importante comunicado do PCB – FV assinala alvos na luta de duas linhas no MCI

Retirado de Dazibao Rojo

Tradução não-oficial


Importante comunicado do PCB – FV assinala alvos na luta de duas linhas no MCI

Artigo de M. Alonso

Recentemente o C.C do PCB – FV tornou público um importante posicionamento em torno da agressão que os camaradas do Comitê Bandeira Vermelha sofreram na manifestação de 1º de maio, em Berlim, por parte de elementos da Jugendwiderstand.
No mesmo documento, assinalam com clareza o que estes ataques representam e o fundo dos mesmos, que se produzem num momento em que os maoistas de todo o mundo avançam para uma Conferência Internacional Unificada que permita reconstruir uma organização internacional baseada no Marxismo-Leninismo-Maoismo, depois do colapso do MRI.

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Exemplos que ilustram a lei da unidade dos contrários (Pequim Informa, 1966) – Parte VI

VI – Prestar atenção aos limites quantitativos que determinam as qualidades das coisas e realmente “ter os números na cabeça”

Nota do Redator: As coisas têm tanto limites qualitativos como limites quantitativos. O movimento de uma coisa se manifesta em dois estados: o estado de mudança quantitativa com os dois aspectos contraditórios dentro de uma coisa em um estado de unidade relativa e o estado de mudança qualitativa, a dissolução desta unidade e a transformação de uma coisa em outra. A luta entre os dois aspectos contraditórios dentro de uma coisa gera a contínua transição da mudança quantitativa à mudança qualitativa e da mudança qualitativa à mudança quantitativa. Mao Tsetung nos ensina que devemos prestar atenção aos “limites quantitativos que determinam as qualidades das coisas” e realmente “ter os números na cabeça”. Nosso trabalho exige que tratemos corretamente a relação entre quantidade e qualidade, analisemos as contradições dentro das coisas e descubramos real e claramente os limites quantitativos que determinam a qualidade delas.

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Mariátegui sobre o niilismo, ceticismo e a fé revolucionária (1925)

Nota do blog: Nestes ensaios, o grande dirigente comunista peruano, fundador do PCP e um dos maiores marxistas da América Latina – José Carlos Mariátegui – combate, numa linguagem poética, a concepção de mundo burguesa e pequeno-burguesa. Partindo da análise dos efeitos da primeira guerra mundial imperialista, Mariátegui demonstra a caducidade da sociedade burguesa e de seus mitos. Após a guerra, diz ele, “o viver docemente” da burguesia, alimentado no pré-guerra – no desenvolvimento relativamente pacífico do capitalismo, nas palavras de Lenin, após o fim da revolução burguesa mundial e antes do início da revolução proletária mundial – foi quebrado, despedaçado, não mais atingível. O mundo sacudido por grandes tormentas, guerras, revoluções impede sua realização. O fascismo, analisa, é uma resposta de parte da burguesia, temente ante os bolcheviques, os comunistas. Fascismo que é uma “tese extravagante” demais para a velha burguesia, que quer derrotar a revolução parlamentarmente, “com bons modos, se possível”. Mas a democracia burguesa, assim como todo o mundo espiritual da burguesia, seu “viver docemente”, já não corresponde.

Em contraponto, desenvolve-se a nova humanidade – a “humanidade da alegria” nas palavras do Presidente Gonzalo.O proletariado e os comunistas são movidos por um mito – uma “fé religiosa” na revolução, nas massas; fé assentada numa ciência e na verdade universal do marxismo, mas, ainda assim, uma fé, uma paixão e um ímpeto revolucionários – e, por isso, derrubarão os velhos mitos, “julgaram a obra dos revolucionários do século dezoito”, levantam novos mitos. Mariátegui argumenta: o homem, em tempos como este, precisa de um mito para mover-se, para crer. A burguesia está incrédula, perdeu seus mitos da revolução burguesa, está cética, niilista, só sabe duvidar e não se sai do lugar, moribunda; o proletariado está com seus mitos em plena vitalidade, pulsando, suas massas têm fé e paixão, creem na humanidade, no futuro, na revolução, têm uma certeza. O caráter “religioso” do marxismo para os comunistas e proletários, ou seja, sua fé e certeza absoluta nessa sua grande razão de existir, é onde reside a força dos revolucionários. Estão dispostos a, nas palavras de Mariátegui, “viver perigosamente” para alcançar seus mitos, para travar sua luta final. O homem letrado, diz, frequentemente busca sempre ter certeza de tudo para mover-se, como se fosse possível, e caem na dúvida estéreo, paralisante, e definham no niilismo; o homem não letrado, as massas, têm fé e movem-se e, por isso, frequentemente “alcançam seu caminho” antes daqueles. O homem simples, proletário, “não ambiciona mais do que pode e deve ambicionar todo homem: cumprir bem sua jornada”.


A alma matinal

A emoção de nosso tempo

Duas concepções da vida[1]

A guerra mundial não modificou nem fraturou somente a economia e a política do Ocidente. Ela modificou ou fraturou, também, sua mentalidade e seu espírito. As consequências econômicas, definidas e precisadas por John Maynard Keynes, não são mais evidentes nem mais sensíveis que as consequências espirituais e psicológicas. Os políticos, os estadistas encontrarão, talvez, através de uma série de experimentos, uma fórmula e um método para resolver as primeiras; mas não encontrarão, seguramente, uma teoria e uma prática adequada para anular as segundas. Mais provável me parece que devam acomodar seus programas à pressão da atmosfera espiritual, a cuja influência seu trabalho não pode subtrair. O que diferencia os homens desta época não é tão pouco só a doutrina, mas sobretudo o sentimento. Duas opostas concepções da vida, uma pré-bélica, outra pós-bélica, impedem a inteligência de homens que, aparentemente, servem ao mesmo interesse histórico. Eis aqui o conflito central da crise contemporânea.

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