Oponhamos-nos ao terrorismo de estado contra o povo de Caxemira! (Partido Comunista da Índia (Maoísta))

 

Nota do blog: Reproduzimos declaração emitida pelo PCI (Maoísta) em setembro de 2016 sobre o problema nacional dos povos da Caxemira, Paquistão e demais nações que têm sido agredidas pelo expansionismo do velho Estado semicolonial indiano; o fazemos por considerarmos uma posição muito justa para este problema de importância para a Revolução Proletária Mundial.


EXIGIMOS QUE SE DETENHA A POLÍTICA BÉLICA, CHAUVINISTA E AGRESSIVA DO REGIME HINDUÍSTA, FASCISTA E EXPANSIONISTA DE MODI CONTRA PAQUISTÃO!

OPONHAMO-NOS AO TERRORISMO DE ESTADO CONTRA O POVO DE CAXEMIRA!

APOIEMOS A JUSTA LUTA DA NAÇÃO CAXEMIRA PELA SUA LIBERDADE [AZADIEN HINDI]!

O ataque ocorrido na noite do dia 18 de setembro contra uma base do Exército indiano em Uri, no estado de Jammu e Caxemira, teve como saldo 17 soldados mortos e pelo menos 20 feridos, dois dos quais faleceram mais tarde. Este foi o maior golpe sofrido pelo Exército indiano em Caxemira nos últimos anos. Após o ataque, os partidos da classe dominante, encabeçados pelo hinduísta e fascista BJP [Bharatiya Janata Party (Partido Popular da Índia), em hindi] e o bloco nacionalista hindu, todos em coro, se puseram a entoar sem descanso a ladainha patriota antipaquistanesa, expressão da agressividade expansionista indiana. Os partidos da oposição competiam entre si para ver quem parecia mais “nacionalista” ao fazer declarações anti-paquistanesas e exigir “medidas contundentes”. As acusações da oposição e dos meios de comunicação empresariais contra o governo de Modi por sua suposta incapacidade para atuar “energicamente” e “dar uma lição ao Paquistão” não se fizeram esperar. Nem que dizer ter o governo de Modi e da RSS [Rãstriya Svayamsevaka Sangha (Organização Nacional Patriótica), em hindi] não necessitavam que nada lhes espoliasse para dar renda solta aos montes de inventivas contra o Paquistão após o ataque de Uri, qualificando-o de “patrocinador do terrorismo”, “Estado terrorista”, “epicentro do terrorismo global”, etc.

Em meio ao crescente berreiro de chauvinismo nacionalista, entoado pelas classes dominantes indianas e do patriotismo de mesmojaez, do governo do Paquistão, um porta-voz do Exército indiano (Diretor-Geral de Operações Militares em Jammu e Caxemira) declarou em uma conferência de imprensa celebrada em Nova Déli que o exército havia levado a cabo com êxito em 28 de setembro um “ataque cirúrgico” ao outro lado da Linha de Controle. Afirmou que ficaram destruídas diversas “infraestruturas terroristas”, entre as que mencionou várias “plataformas de lançamento”, e que haviam sido abatidos vários “terroristas”. Apenas uns dias antes, o exército havia informado da suposta morte de uns dez “terroristas” enquanto tratavam de cruzar a Linha de Controle, segundo foi dito. O exército, no entanto, não apresentou prova alguma que confirmasse tal extremo. Do mesmo jeito, de diversos âmbitos nacionais e internacionais se tem posto em dúvida a veracidade do qualificado como “ataque cirúrgico”. Alguns jornais que visitaram a Linha de Controle pelo lado de Caxemira ocupada pelo Paquistão e falaram com habitantes da zona não puderam encontrar nenhuma prova de “ataques cirúrgicos” do Exército indiano. A pressão sobre o governo indiano para que apresente provas certas não deixou de aumentar, se bem que até agora este se negou obstinadamente a mostrá-las.

Na realidade, o modo em que o governo efetuou o anúncio do “ataque cirúrgico” e o fato de que mais tarde se negasse a dar provas concretas quando foi solicitado a ele, é motivo suficiente para suspeitar da verdade de todo o assunto. Este “ataque cirúrgico” guarda enorme semelhança com o modus operandi do governo de Modi depois de que, o ano passado, o Exército indiano sofreu um grande número de baixas em um ataque elevado a cabo pelo NSCN [Conselho Nacional Socialista de Nagaland/Nagalim, siglas em inglês], dirigido por SS Khaplang, em Manipur. Posteriormente, o governo de Modi declarou publicamente que o exército havia levado a cabo um ataque no território de Myanmar no curso de uma “perseguição quente” da guerrilha de Nagaland e que havia matado a vários de seus integrantes, asseveração que segue sem demonstrar-se e que foi desmentida rotundamente tanto por essa organização como pelo governo de Myanmar. O anúncio do recente “ataque cirúrgico” parece estar motivado, igualmente, mais por razões políticas do que por necessidades militares. Seu principal objetivo é aplacar ao eleitorado hinduísta do BJP/Bloco nacionalista hindu e pôr aos partidos da oposição na defensiva. Mas o fato mesmo de realizar tais afirmações demonstra amplamente que por mais suscetível que seja no tocante a “unidade e integridade” de “Bharat Mata” [”Mãe Índia”, em hindi], o governo de Modi não tem escrúpulos em violar a soberania e a integridade territorial de outros países e nações, incluindo nossos vizinhos, se é em interesse das classes dominantes e de seus amos imperialistas, em especial do imperialismo norte-americano. De fato, a agressão e a intervenção militar contra nossos vizinhos têm sido sempre a política dos governantes expansionistas indianos e segue sendo uma parte integral da agenda fascista brahmânico-hindu, que passa por estabelecer o grande “Hindu Rashtra” [“Estado hindu”, em hindi] em todo o sul da Ásia. Ano passado, já alguns porta-vozes do BJP fizeram público seu compromisso de estabelecer o “Akhand Bharat” [“A grande Índia unida”, em hindi] por meios pacíficos. A responsabilidade de pôr o país à margem da crise atual recai sobre esta política expansionista das classes dominantes indianas.

Mas, ainda que se contorne a questão de se o “ataque cirúrgico” foi produzido realmente ou não, pode-se afirmar com bastante segurança que o governo de Modi tomou a decisão de fazer pública essa asseveração para tratar de recompor sua penosa imagem a nível nacional e internacional depois do fracasso absoluto e manifesto de sua política em Caxemira. Incapaz de responder de outro modo que não fosse pela força militar – até a data, cobrou-se as vidas de quase uma centena de caxemires e mais de 20.000 resultaram feridos- ao atual levantamento, histórico e sem precedentes, das massas de Caxemira, o governo de Modi necessitava um pretexto para desviar a atenção do mundo das atrocidades cometidas pelas forças de ocupação indianas em Caxemira. O governo pretendia tocar sua imagem de terrorista de Estado em Caxemira pela de vítima do “terrorismo trans-fronteiriço promovido por outro Estado”. E se encontrou com tal pretexto no ataque de Uri.

Por outro lado, o governo de Modi estava buscando a ocasião para canalizar sem riscos o crescente descontentamento das massas do país para um “inimigo exterior”. Desde as ultimas eleições legislativas, o Bloco nacionalista hindu e o BJP não deixaram de trabalhar de forma planificada para ganhar as castas desfavorecidas e aos dalits com o fim de consolidar sua base social e minimizar a resistência ante suas decisões reacionárias e antipopulares. Utilizando a maquinaria do Estado, o BJP de Modi apresentou com grande alarde vários programas dirigidos aos trabalhadores, camponeses, castas desfavorecidas, dalits, adivasis, mulheres e aos mais pobres dentre os pobres. Ainda assim, a política econômica de Modi fracassou por completo à hora de mitigar a agudíssima crise social e o descontentamento resultante. Fracassou absolutamente em sua suposta intenção de trazer “achhe din” [“dias melhores”, em hindi] à grande maioria da população do país. Os “achhe din” seguem sendo só o privilégio dos imperialistas e de uma minúscula minoria de gentalha: os grandes capitalistas, os grandes latifundiários, os políticos da classe dominante, os burocratas e altos funcionários do governo, etc. Durante mais de dois anos de governo, Modi demonstrou sua absoluta incapacidade para resolver qualquer das candentes questões econômicas, políticas ou sociais que afetam as massas para abordar seu descontentamento. Esse descontentamento se expressa através de diversos movimentos de massas dos trabalhadores, camponeses, castas desfavorecidas, dalits, adivasis, estudantes, empregados, minorias religiosas, nacionalidades oprimidas, etc., entre os quais, o atual estalido em Caxemira é o mais ativo e amplo.

Outro fator por trás da agressividade do governo de Modi ao Paquistão é a proximidade das eleições para Assembléia Nacional. Também são de grande importância para o BJP as eleições em Uttar Pradesh, seguidas das dos estados como Punyab e Gujarat, onde está em jogo o destino de seus governos sós ou em coalizão. É muito o que se joga ao BJP, e mais depois de seu absoluto fracasso nas recentes eleições legislativas celebradas em Bengala, Kerala, Tamil Nadu e Pondicherry (poderia alcançar uma vitória de consolação tão só em Assam devido principalmente aos 15 anos de desgoverno do Partido do Congresso). É por isso que, ante as próximas eleições e ao serviço exclusivo de seus interesses particulares, o BJP e o Bloco nacionalista hindu se entregaram a desesperada retórica pseudo-nacionalista contra o Paquistão.

Assim, pois, o governo de Modi utilizou o ataque de Uri para lograr principalmente esses objetivos. Sua resposta ao ataque de Uri, junto com seus esforços diplomáticos para “isolar” ao Paquistão ao plano internacional, concorda plenamente com a política dasclasses dirigentes indianas: opressão nacional em Caxemira e expansionismo às custas dos países vizinhos. Ainda que seja a política seguida por todos e cada um dos governos desde 1947, nunca se havia refletido de modo tão brutal, tão impiedoso e tão cínico como no atual governo da Aliança Democrática Nacional que encabeça o fascista e brahmânico-hindu BJP. Não é de se estranhar que todos os partidos parlamentares, inclusive os revisionistas do PCI (Marxista) e do PCI, se pronunciem em termos semelhantes ao BJP e respaldem a banda fascista e xenófoba dos Modi-Amit Shah-Mohan Bhagavat-Rajnath Parikkar, posto que todos esses representam os mesmos interesses da classe dominante indiana.

Não contente com a vitória do “ataque cirúrgico”, o governo de Modi lançou-se a uma virulenta campanha de chauvinismo nacionalista e está tratando de desencadear a histeria bélica no país. O governo de Modi está empenhado em criar um ambiente de guerra: implantou forças militares e paramilitares adicionais na fronteira, efetuou bombardeios e disparos ao outro lado da linha, ordenou aos residentes da zona de fronteira internacional que abandonem seus lares, declarou o “alerta máximo” nos estados limítrofes, seguiu com suas suspeitosas declarações, como a de haver “detectado” “terroristas” em Mumbai, etc. Deu para se preocupar com a Cúpula da Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional, ao pressionar a vários países da Ásia meridional com ameaça de recortar os intercâmbioseconômicos e rebaixar as relações diplomáticas, assim como de derrogar o tratado de longa data de aproveitamento compartilhado de água com Paquistão e outras medidas de aspecto semelhante. Ao mesmo tempo, o governo de Modi intensificou seus esforços diplomáticos para obter apoio internacional para sua ocupação e repressão em Caxemira, sua agressão contra o Paquistão em nome da “guerra global contra o terrorismo” e seu “isolamento” internacional. Para isso, tem buscado o apoio principalmente do governo dos Estados Unidos.

O governo paquistanês de Nawaz Sharif, por sua parte, redobrou sua retórica anti-indiana e patriótica como resposta, fundamentalmente, a situação interna reinante em seu país. As classes dirigentes paquistanesas se enfrentam em uma ira popular crescente devido a crise econômica e política cada vez mais profunda e a agudização das contradições sociais no país. As políticas estratégicas e econômicas pró-imperialistas levadas a cabo pelo governo Nawaz Sharif, as operações militares em curso contra as minorias nacionais e os grupos islâmicos, sua reticência a apoiar o movimento de libertação de Caxemira no passado, etc., estão provocando um profundo mal-estar entre as massas paquistanesas. Neste contexto, os principais partidos da classe dirigente do país, incapazes sequer de sentarem-se juntos para tratar qualquer assunto, conseguiram unir-se para dar a Índia uma “resposta adequada” e estão animando as massas para que cerrem as fileiras em torno do governo. Também o Paquistão intensificou seus preparativos militares e está empregando uma linguagem nacionalista e chauvinista para criar um ambiente de guerra.

Enquanto os governantes paquistaneses invocam a questão de Caxemira com a promessa de lhe dar todo seu apoio e ressaltam nos foros internacionais o papel opressor da Índia, os governantes indianos, em um intento de superar o seu rival, começaram a plantear o tema do movimento de libertação nacional de Baluchistán. As classes dominantes de cada um dos países afirmam respaldar aos movimentos de seu oponente, ao tempo que subjugam as nacionalidades oprimidas e aplastam aos justos movimentos de libertação nacional que há dentro de suas próprias fronteiras. Isto demonstra com clareza o oportunismo e o rotundo fracasso das classes dominantes de ambos os países. Planteam a questão da opressão nacional e do direito a autodeterminação das nacionalidades oprimidas só para servir a seus próprios interesses de classes e ao das potencias imperialistas, e não por uma autêntica solidariedade para as nações e povos em luta. Em conseqüência, as classes dirigentes do Paquistão ou da Índia não são, e nunca poderão sê-lo, os aliados genuínos, dignos de confiança e credibilidade do povo de Caxemira ou do de Baluchistán em suas lutas de libertação nacional.

A origem deste pulso entre as classes dominantes da Índiae Paquistão pela questão de Caxemira está em conflito de seus interesses econômicos e estratégicos. Como compradores do imperialismo, representam também os interesses da diferentes potências imperialistas que as respaldam. É muito o que os Estados Unidos, Grã Bretanha e a UE se jogam econômica e militarmente em ambos países do sul da Ásia. A Índia é um mercado extremamente importante para o imperialismo estadunidense, e mais em um momento em o que, como o atual, se encontra sob os efeitos de uma grave crise econômica e financeira. Daí que EE. UU necessita que a economia indiana se abra ainda mais para o saque colonial e a exploração sem limites, fortalecendo seu controle sobre a Índia. Por sua vez, EEUU considera a Índia como um centro estratégico importante para conter a crescente influencia de seus rivais na Ásia (Rússia e China) – de China especificamente na região do Pacífico asiático-, em especial quando os vínculos econômico-diplomático-militares do Paquistão com ambos os países está se ampliando.

Neste contexto de crescente conflito inter-imperialista entre os Estados Unidos e seus aliados, por um lado, e Rússia, China e Irã, por outro (que se manifesta muito especialmente na pugna por Síria e Ucrânia), os Estados Unidos quer que a Índia esteja firme do seu lado. As estreitas relações da Rússia com algumas ex-repúblicas soviéticas da Ásia central e os crescentes laços econômicos da China com elas são outra causa de preocupação para os Estados Unidos. O governo indiano é também um importante aliado dos Estados Unidos em sua “guerra global contra o terrorismo”. Neste sentido, os Estados Unidos e seus aliados imperialistas estão alentando e utilizando a ambição de poder das classes dominantes indianas, e satisfazendo-as, até certo ponto, para assegurar-se uma maior integração da economia indiana no mercado imperialista mundial.

Ao mesmo tempo, não obstante, os Estados Unidos também pretendem que o Paquistão esteja de sua parte para defender seus interesses econômicos e estratégicos na Ásia meridional, central e ocidental, em sua guerra no Afeganistão e para neutralizar a Rússia e a China. Portanto, não é provável que os EE.UU e seus aliados acedam a pretensão do governo indiano de isolar ao Paquistão internacionalmente e de deter a “ajuda/assistência” econômica, diplomática e militar que recebe. Os esforços do governo indiano por isolar ao Paquistão no âmbito internacional, com o objetivo de obrigar-lhe a deixar de aprovar ao movimento caxemire, não terão êxito. O apoio estratégico das potencias imperialistas a seus compradores indianos e paquistaneses continuará relativamente inalterado à curto prazo, ainda que o alcance e o nível desse apoio possam experimentar algumas variações táticas de acordo com as mudanças na política internacional e no equilíbrio de forças. Posto que detrás do choque de interesses entre os governos compradores dos países está o enfrentamento entre as potencias imperialistas, a tensão e a acrimonia mútua entre ambos os países seguirão existindo e inclusive poderão intensificar-se com o agravamento das contradições fundamentais no mundo.

Neste contexto, é evidente que enquanto as classes dirigentes indianas persistam em sua pretensão de suprimir o direito à autodeterminação do povo caxemire, prossigam com suas políticas xenófobas e fascistas até os mulçumanos e mantenham sua ingerência nos assuntos internos dos países do sul da Ásia, em especial Paquistão, não poderão evitar ataques como o de Uri. Como tampouco poderão as classes dominantes paquistanesas evitar que os povos e nações oprimidas pratiquem a resistência armada contra a submissão e a opressão. Enquanto as classes dominantes compradoras de ambos os países continuem cedendo aos interesses estratégicos e econômicos do imperialismo, nunca poderão conter a rebelião popular, armada ou desarmada.

O Comitê Central do PCI (Maoísta) chama ao povo da Índia a tomar consciência das maquinações nacional-chauvinistas das classes dirigentes indianas, tramadas pelo governo de Modi e os partidos parlamentares contra o Paquistão. Os povos da Índia e do Paquistão não têm nada que ganhar com escalada militar ou uma guerra entre ambos os países e sim muito o que perder. Serão os povos de ambos os países quem terão que suportar a enorme carga financeira de uma eventual mobilização militar em grande escala na fronteira, em função da intensidade e do alcance de tal desenvolvimento. Portanto, exortamos ao povo para que se oponha a qualquer tipo de intervenção expansionista do governo indiano contra Caxemira ocupada por Paquistão e contra Paquistão, quer seja mediante “ataques cirúrgicos”, a agressão militar direta ou sanções econômicas ou diplomáticas. O Comitê Centra reitera seu inequívocoapoio ao direito do povo de Caxemira a autodeterminação incluindo a secessão da Índia, e insta o povo indiano a defender firmemente este direito do combativo povo caxemire. Ao povo de Caxemira dizemos: Não estais só! Oponhamo-nos a ocupação indiana de Caxemira e ao terrorismo de Estado continuado das forças armadas indianas! Apoiemos a luta da nação caxemira por sua liberdade! Exigimos que se detenha a política bélica, chauvinista e agressiva do governo indiano que dirigem os fascistas hinduístas para fomentar o expansionismo! Exigimos que se ponha fim as ameaças e intimidações contra artistas e cidadãos paquistaneses na Índia! Não enfático a qualquer tipo de guerra com Paquistão!

(Abhay)

Porta-voz

Comitê Central

PCI (Maoísta)

 

2016

‘Novo julgamento’ contra Presidente Gonzalo é patranha reacionária

Reproduzido do jornal A Nova Democracia nº 185

Jailson de Souza

Neste 2 de março, o Partido Comunista do Peru (PCP) emitiu comunicado ao Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização) por ocasião da nova patranha contrarrevolucionária desatada pela reação peruana – CIA em conluio com os revisionistas e capituladores contra Abimael Guzmán Reynoso, o Presidente Gonzalo, chefatura do PCP e da Revolução Peruana. Todo o atual engodo se reveste sob a alcunha de “novo julgamento”.

Levado a mais uma audiência, o Presidente Gonzalo altivamente se defendeu e exigiu acompanhamento médico para cuidar de sua saúde. O monopólio da imprensa peruana, por sua vez, intensificou a histérica campanha anticomunista de difamação do Presidente Gonzalo, buscando negar-lhe a condição de prisioneiro de guerra e de chefatura proletária e imputar-lhe a pecha de “genocida” e “terrorista”.

Seus planos são “condenar” o Presidente Gonzalo por crime contra a humanidade enquanto solta os verdadeiros genocidas, “autoridades” do velho Estado, com uma “medida de caráter geral”.

O histórico das patranhas reacionárias pode ser lido na declaração do MPP (CR) publicada em AND nº 178 (‘Defender a Chefatura do Presidente Gonzalo!’).

O que buscam é aniquilá-lo política e fisicamente

O objetivo da reação peruana, do imperialismo ianque e dos revisionistas e capitulacionistas é aniquilar politicamente o Presidente Gonzalo, atribuindo-lhe posições capitulacionistas, aproveitando-se de sua condição de isolamento absoluto, desprestigiando-o para logo consumar seu assassinato.

Sobre isso, partidos e organizações maoístas, em declaração emitida por ocasião do 30º aniversário do Dia da Heroicidade em junho de 2016, definiram: “Todas as afirmações sobre sua suposta capitulação, sem exceção estão baseadas no que dizem outras pessoas, isto é, são imputações e calúnias. Não há ninguém que afirma ter falado com o Presidente Gonzalo que não sejam oficiais do velho Estado, traidores e renegados da guerra popular”.

Defender a vida e a saúde do Presidente Gonzalo

No comunicado emitido pelo PCP ao MPP (CR) citado ao início da matéria, afirma-se: “Chamamos [os democratas e revolucionários] a pronunciarem-se pela defesa da vida e saúde do maior marxista-leninista-maoísta vivo sobre a face da terra; e deve ser contra o vento e a maré, desenvolvendo a Guerra Popular, levantando os PCs e as massas com as armas na mão”.

Apresenta-se como tarefa para todos verdadeiros democratas e, principalmente, aos revolucionários, a nível internacional, prosseguir com a campanha em defesa da vida e saúde do Presidente Gonzalo e do pensamento gonzalo, como parte indesligável e fundamental da campanha para impor o maoísmo no mando e guia da nova grande onda da Revolução Proletária Mundial.

 

A forja de uma chefatura comunista

“É no Partido que vamos nos fazendo comunistas, é ele quem vai nos fazendo comunistas.

Como todo comunista, sou filho da luta de classes e do Partido.”

Presidente Gonzalo, Entrevista do Século (El Diario, 1988)

 

Ao acompanhar o desenvolvimento do indivíduo Abimael Guzmán até seu devenir em chefatura do Partido e da Revolução Peruana como Presidente Gonzalo, compreende-se a tese fundamental de que o comunista é modelado pelo Partido, pelas massas, pelo proletariado e pela luta de classes, para servir a estes. Do militante à chefatura, ocorre o mesmo processo. Por isso, é indispensável conhecer esta grande chefatura proletária, sua história, sua forja como comunista.

Abimael Guzmán inicia seu interesse por política no término dos estudos secundaristas, idos de 1950, mas foi na universidade que, nas lutas estudantis, se interessou pelo marxismo. Grande admirador do camarada Stalin, cuja figura o marcou profundamente, estudou sua vida e iniciou seus estudos detidos do leninismo.

Ingressou no Partido Comunista e participou da defesa do camarada Stalin quando foi desatada a campanha difamatória e contrarrevolucionária do revisionismo moderno contra o mesmo.

Por razões de trabalho, em 1962, viajou a Ayacucho (povoado principalmente agrário nos Andes peruanos), e acabou lá permanecendo por anos, onde notou o peso do campesinato no Peru e passou a compreender o Presidente Mao e sua importância na luta antirrevisionista. Passa a desfraldar o pensamento maotsetung.

A partir daí, dedicou-se exclusivamente à militância no Partido, foi à clandestinidade e focou-se na luta contra o revisionismo, forjando e dirigindo a fração vermelha marxista-leninista-pensamento maotsetung (maoísmo compreendido à época) que viria a reconstituir o Partido Comunista do Peru. Nasce aí o camarada Gonzalo, que mais tarde viria a converter-se na chefatura inconteste Presidente Gonzalo.

Em 1964 casa-se com Augusta La Torre Carrasco, a camarada Norah, grande dirigente e heroína do PCP e da guerra popular.

Em 1965, viaja à China Popular e lá participa de cursos de formação ideológico-político-militar, de onde extrai grandes lições.

Em 1979 se reconstitui o PCP e em 17 de maio de 1980 se desata a guerra popular que, sob sua direção, chega ao equilíbrio estratégico já na década de 1990.

Na direção da guerra popular, aplicando o marxismo-leninismo-maoísmo à realidade peruana, estabeleceu o maoísmo como terceira, nova e superior etapa do marxismo. Desenvolveu, nesse processo, o pensamento-guia da Revolução Peruana como pensamento gonzalo. Ademais, concedeu ao proletariado internacional outros aportes universais.

Entre eles, a necessidade de se militarizar os partidos comunistas para enfrentar a reação, que cada vez militariza mais a sociedade para a contrarrevolução. A militarização do Partido serve também para alcançar o armamento geral do povo para sustentar o Novo Poder, e garante a direção do Partido nos três instrumentos da revolução (Partido Comunista, Exército Popular e Frente Única) – o que conjura também a restauração capitalista após a conquista do Poder.

Foi o Presidente Gonzalo quem sistematizou a experiência do proletariado e dos partidos comunistas e aportou a tese universal da chefatura e do pensamento-guia. Em toda revolução se gera militantes, quadros, dirigentes e chefes, mas principalmente uma chefatura – por necessidade e casualidade históricas – que é quem destacada e comprovadamente conduz, durante um longo tempo, teórica e praticamente, a aplicação da ideologia universal à revolução no país, resolvendo os problemas particulares. Chefatura que é a materialização e se sustenta em um pensamento-guia, que é a especificação da ideologia universal a cada país, de onde saem o programa e a linha política geral de cada revolução.

Aportes cuja assimilação e aplicação são questões de maior importância para avançar as revoluções que se gestam e as que estão em curso no campo do Movimento Comunista Internacional.

 

O imperialismo ianque: a guerra injusta e a centralização do poder no executivo

Nota do blog: Concluímos a seguir a série de documentos emitido pela Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (Hamburgo, Alemanha) sobre a centralização absoluta de poder no executivo e/ou o absolutismo presidencialista e sua diferenciação do fascismo. Tradução não-oficial.

 


O imperialismo ianque, a superpotência hegemônica única e inimigo principal dos povos do mundo segue desenvolvendo sua guerra de agressão pela partilha e repartilha no chamado Oriente Médio Ampliado (OMA), em conluio e pugna com a superpotência atômica russa e as demais potências imperialistas. Para a estratégia de dominação ianque, o OMA – que vai do Afeganistão até a porta de acesso a Ásia Central, zona chave que comunica ambos alvos da Eurásia e esta é considerada o continente central da Terra para manter e exercer sua condição de superpotência hegemônica única que ostenta desde a dissolução da ex-União Soviética pela bancarrota do revisionismo. Para a chamada geostrategia ianque (Brezezinski, 1997), a Eurásia vai do Atlântico até a china. Os imperialistas ianques e seus rivais imperialistas, sempre em dura contenda entre eles, se encontram em guerra de agressão imperialista, em guerra de rapina contra as nações oprimidas do OMA, por partilha e nova repartilha. O caráter de classe desta guerra, portanto, é de guerra injusta, de guerra reacionária e de guerra contrarrevolucionária porque se enfrenta com a resistência dos povos dessas nações.

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Equador: Em defesa do Presidente Gonzalo e o todopoderoso Pensamento Gonzalo

Retirado e traduzido de pukainti.blogspot.com

Mais uma vez a insanidade repressiva do velho Estado burguês-latifundiário do Peru arremete contra a integridade física e psicológica do Presidente Gonzalo.

A propósito da patranha jurídica que se segue contra ele evidenciou a pouca ou nenhuma assistência médica que tem o Presidente Gonzalo para tratar suas graves afeções de saúde, nessa medida, nos aderimos à Campanha Internacional pela Defesa da Vida e Saúde do Presidente Gonzalo emitida pelo PCP.

Do mesmo modo rechaçamos, condenamos e combatemos a decisão do velho Estado da Índia de condenar à prisão perpétua o Dr. Saibaba, e exigimos sua imediata libertação.

Viva o Presidente Gonzalo e seu todopoderoso pensamento!

Viva a Reorganização do Partido em meio da guerra popular!

Honra e glória ao heroico povo peruano!

Liberdade imediata para o Dr. Saibaba!

Conquistar o sol vermelho da libertação: o comunismo!

Partido Comunista do Equador – Sol Vermelho

 

Comitê Vermelho de Mulheres (Áustria) sobre a luta no Brasil

Nota do blog: Mensagem emitida pelas companheiros do Comitê Vermelho de Mulheres da Áustria, por ocasião dos eventos com representantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) e Movimento Feminino Popular (MFP) realizados na Galícia (Estado espanhol) e na Alemanha. Nas atividades, os representantes da LCP e MFP expuseram a luta destes massas no Brasil e o desenvolvimento da situação revolucionária em nosso país. Reproduzimos dita mensagem das companheiras austríacas a seguir, retirado  e traduzido não-oficialmente de vnd-peru.blogspot.com:


Abaixo o imperialismo! Viva a revolução!

Damos boas-vindas à série de eventos sobre a luta dos camponeses pobres e as mulheres no Brasil, que se organizará na Alemanha. Como revolucionárias na Áustria, podemos aprender muito da luta das massas no Brasil e lamentamos que não podemos participar diretamente nesses acontecimentos.

As lutas das massas no Brasil demonstrou cada vez mais que o velho Estado brasileiro está em bancarrota e podre. Ele é uma prisão para as massas, em especial para os indígenas, camponeses pobres e as mulheres. Hoje em dia, se desenvolve uma nova onda da revolução no Brasil e se estende às massas oprimidas que mostram em sua luta que já não querem seguir como até agora. Os camponeses pobres, sob a liderança da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), com valor lutar por seu direito à terra e seguir o caminho da revolução agrária. As mulheres, duplamente exploradas e oprimidas por um sistema patriarcal sangrento mantido pelo imperialismo estão lutando heroicamente nas primeiras fileiras por sua emancipação pela luta revolucionária e chegaram a criar o Movimento Feminino Popular (MFP), um poderoso instrumento para a luta. Apesar dos numerosos assassinatos covardes da reação contra os ativistas do movimento camponês que conduz, apesar da repressão do velho Estado contra o movimento popular, as forças revolucionárias se unem para levar a cabo a revolução de nova democracia.

Continuar lendo “Comitê Vermelho de Mulheres (Áustria) sobre a luta no Brasil”

Brasil: Defender a Vida e a Saúde do Presidente Gonzalo e o todopoderoso Pensamento Gonzalo!

Reproduzimos comunicado recebido em nosso correio eletrônico e traduzido. Tradução não-oficial.


Proletários de todos os países, uni-vos!

Comunicado:

Campanha Internacional pela Defesa da Vida e Saúde do Presidente Gonzalo

Ante os gravíssimos fatos públicos em fins de fevereiro acerca da saúde e vida do Presidente Gonzalo, o maior Marxista-Leninista-Maoísta vivente sobre a face da Terra e atendendo ao chamado emitido pelo PCP (transcrito abaixo), convocamos o Movimento Comunista Internacional, assim como a todas as organizações revolucionárias, democráticas, e as massas populares de todo o mundo a dar um maior impulso à Campanha Internacional em Defesa da Vida e Saúde do Presidente Gonzalo, promovendo atos públicos ante representações diplomáticas e comerciais do velho Estado peruano, nas ruas com pronunciamentos públicos, pinturas, banners, sob a consigna “Defender a vida e saúde do Presidente Gonzalo e o Pensamento Gonzalo!” coordenadamente em todos os continentes, culminando esta parte em 23 de março de 2017, como dia internacional de ação.

HONRA E GLÓRIA AO HERÓI DO POVO PERUANO!

DEFENDER A VIDA DO PRESIDENTE GONZALO E SEU TODOPODEROSO PENSAMENTO GONZALO!

Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha) – PCB (FV)

Março de 2017

Continuar lendo “Brasil: Defender a Vida e a Saúde do Presidente Gonzalo e o todopoderoso Pensamento Gonzalo!”

O absolutismo presidencialista nos Estados Unidos e o governo de Trump

Nota do blog: Retirado e traduzido de vnd-peru.blogspot.com, dando prosseguimento ao debate importantíssimo iniciado com a publicação “Presidente Gonzalo sobre a reacionarização do Estado burguês” da mesma fonte.


Os monopólios manejam sua “democracia”

Em nossa publicação de 10 de fevereiro colocamos: O Presidente Gonzalo disse que o Estado burguês se desenvolve num processo de reacionarização, então isso é o que deve-se ter em conta, esse processo segue galopante, segue sendo impulsionado.

Disse o Presidente Gonzalo sobre como se dá este processo, [N.T: que serve a entender…]  o significado das medidas que dá o presidente ou o Executivo, como atualmente – no caso dos Estados Unidos – as medidas que estão sendo ditadas pelo arquirreacionário e genocida presidente, o cabeça do imperialismo ianque, Trump, como decretos presidenciais. Continuando o que se incrementou enormemente por parte do genocida presidente Bush jr. E muito mais com o genocida presidente Obama. Absolutismo presidencialista com o qual se transpassou enorme poder às forças armadas e serviços de inteligências do imperialismo ianque como a CIA etc.. Para entender este processo de reacionarização, o significado desta ação do presidente ianque e a forma particular que toma este processo de reacionarização do Estado burguês, no caso do Estado imperialista ianque, isto é, de absolutismo presidencialista e não do fascismo, é o que temos transcrito junto às citações do Presidente Gonzalo na publicação de 10 de fevereiro de 2017 sobre o processo de reacionarização do Estado burguês. Hoje nos baseamos nessas citações para centrarmos no processo dos Estados Unidos, com acento na troca de governo reacionário.

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