Apoiar decididamente a Grande Revolução Cultural Proletária (Partido Comunista do Brasil, 1968)

Nota do blog: Neste documento, o Partido Comunista do Brasil (então sob a sigla PCdoB) chama todo o Partido e massas a defender e apoiar com todo o vigor a Grande Revolução Cultural Proletária desencadeada pelo PCCh, dirigida pela esquerda e sob a chefatura do Presidente Mao, contra os zuzipai e revisionistas que seguiam a via capitalista.

Esta foi uma posição fortemente sustentada pelo camarada Pedro Pomar. Em seu artigo publicado em “A Classe Operária”, no mesmo ano, Pomar saudava as massas revolucionárias e a esquerda do PCCh por empreender tal façanha.

Por ocasião do 104º aniversário do natalício do grande dirigente comunista camarada Pedro Pomar – 23 de setembro de 1913.


A Revolução Cultural Proletária que ora se desenvolve na China é um acontecimento que marcará época na história da Humanidade. Seu significado e sua projeção só encontram paralelo na Revolução de Outubro de 1917. O valoroso povo chinês, sob a direção de Mao Tsetung e do Partido Comunista, abre novos caminhos para a completa vitória do socialismo. As lições decorrentes da Revolução Cultural enriquecem imensamente a doutrina do proletariado. Tal a grandeza desta revolução que muito tempo será ainda necessário para aquilatar, em toda a sua plenitude, a soma de ensinamentos que ela encerra e a profunda repercussão que terá na vida dos povos.

Passaram apenas dezessete anos desde que o povo chinês conquistou o Poder. Não obstante, a China ingressou, com a Revolução Cultural Proletária, numa nova fase da revolução socialista, fase que nenhum outro povo jamais palmilhara. O pensamento de Mao Tsetung, marxismo-leninismo de nossos dias, orienta e inspira as massas de centenas de milhões de chineses em seu gigantesco esforço de transformação do homem e da sociedade.

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FRDDP – Brasil: Declaração de solidariedade internacionalista à Corrente do Povo Sol Rojo

Proletários e povos oprimidos de todo mundo, uni-vos!

Declaração de solidariedade internacionalista a Corrente do Povo Sol Rojo

A Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo – Brasil, envia sua solidariedade classista ao heroico proletariado mexicano, e em especial as massas que vivem e lutam nos Estados de Oaxaca e Chiapas, fortemente atingidos por terremotos e furacões nas últimas semanas.

Estes chamados “desastres naturais” há muito tempo se converterem em tragédias sociais, revelando a todos a real situação de miséria em que vivem as massas populares. O velho Estado mexicano semicolonial e semifeudal e seu gerente de turno, o representante da grande burguesia, do latifundiários e lacaio do imperialismo ianque, PeñaNieto, não podem responder a nenhuma necessidade básica das massas populares, mas somente oferecer mais demagogia e repressão.

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Solidarizamo-nos com os camaradas da Corrente do Povo Sol Rojo (Associação de Nova Democracia Nuevo Peru – Hamburgo, setembro de 2017)

Nota do blog: Pronunciamento da Associação de Nova Democracia Nuevo Peru­– Hamburgo, Alemanha saudando os camaradas da Corrente do Povo Sol Rojo – México pelo seu trabalho junto às massas de Oaxaca a atender seus reclamos após o forte terremoto que causou destruição e mortes.

Enviamos também nossas condolências ao heroico povo mexicano e aos camaradas da Corrente do Povo Sol Rojo.

Tradução não-oficial.


Solidarizamo-nos com nossos camaradas da Corrente do Povo Sol Rojo de Oaxaca que, lutando junto aos mais pobres entre os pobres, enfrentam as consequências dos desastres naturais e o abandono do velho Estado que não cumpre suas funções

Desde aqui, queremos expressar nossa solidariedade internacionalista com os camaradas da Corrente do Povo Sol Rojo de Oaxaca, que juntos ao proletariado e povo da região afetada pelos recentes desastres naturais, estão fazendo frente a esta situação e enfrentando o abandono do velho Estado que não cumpre com suas funções, denunciando este abandono, o tráfico com a situação de necessidade agravada dos mais pobres e todo o tráfico e corrupção dos representantes do velho Estado.

Temos que destacar que é a obrigação e o papel do Estado ver problemas fundamentais como educação, saúde, a própria segurança, a criminalidade ou cumprir funções sociais de velar por quem está passando por situação difíceis de crise ou desastres como este.

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Peru: Sobre a II Marcha Universitária em apoio ao magistério (Movimento Estudantil Popular – MEP)

Nota do blog: A seguir tradução não-oficial do pronunciamento do Movimento Estudantil Popular – MEP em virtude da grandiosa greve geral dos professores contra os ataques do velho Estado. Emitimos desde o Brasil calorosas saudações!


O Movimento Estudantil Popular (MEP) – Lima Metropolitanaluta junto aos estudantes pela unidade estudantil para desenvolver A FRENTE DE DEFENSA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA E GRATUITA, caminho que todos os estudantes devemos ir alcançando para lutar por nossos direitos e assim em perspectiva lutar junto ao povo por instaurar uma sociedade sem desigualdades sociais.

Este caminho demanda RECONSTITUIR a Federação de Estudantes do Peru (FEP) para pô-la a serviço dos estudantes do povo, varrendo de seu seio a crosta burocrática do Patria Roja que há anos vem usando a FEP para seus interesses partidários.

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Stalin, Artífice da Vitoria Sobre o Fascismo (Pedro Pomar, 1949)

Por ocasião do 104º aniversário do natalício do grande dirigente comunista camarada Pedro Pomar – 23 de setembro de 1913.

Pedro Pomar

Publicado na Revista Problemas nº 23 – Dez de 1949.

Ao completar 70 anos, Stalin é alvo das maiores homenagens de todos os povos do mundo, como um verdadeiro libertador, como o grande artífice da vitória contra o fascismo. Antes de a gloriosa União Soviética ter sido atacada traiçoeiramente pelos fascistas, já a humanidade progressista e avançada colocava suas esperanças de salvação no país do socialismo vitorioso e sobre seus líderes, particularmente sobre o grande Stalin.

Não obstante a maioria do povo brasileiro ter vivido na ignorância sobre as realizações da União Soviética e o esforço desempenhado pelos seus geniais dirigentes, em virtude da opressão em que se achava (e ainda se acha) submetido, seu sentimento de justiça e de amor à liberdade, suas aspirações a um mundo livre da exploração imperialista e seu ódio ao fascismo manifestaram-se ainda mais fortemente quando a União Soviética foi agredida covardemente pelas hordas hitleristas. As grandes massas do povo brasileiro, ontem como hoje, sabiam e sabem por que os seus opressores tanto temem e caluniam, intrigam e forjam gueixas contra a pátria dos trabalhadores. Ainda mais: nosso povo, como todos os povos, compreende cada vez melhor o porquê da campanha de mentiras e de ódios, que o campo imperialista e da guerra e seus lacaios promovem contra o camarada Stalin. É porque o grande Stalin é o firme timoneiro da humanidade na luta pela paz e pelo esmagamento dos provocadores de guerra.

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Sobre a atual situação na Venezuela – Parte IV

Nota do blog: Publicamos a continuação da série de análises sobre a situação da Venezuela, feita pelos camaradas da Associação de Nova Democracia – Nuevo Peru (Hamburgo – Alemanha).

Leia também as Partes I, II, III – e suas subseções. E agora passemos para a Parte IV.

PARTE IV

Uma leitura crítica do artigo “Venezuela: a crise econômica de 2016”, de Manuel Sutherland.

Hoje continuamos abordando a situação da Venezuela, a partir de uma leitura crítica do artigo “Venezuela: a crise econômica de 2016”, de Manuel Sutherland, pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação Operária (CIFO, em espanhol) e professor que sofreu represália da Universidade Bolivariana da Venezuela, publicado em sinpermiso.net de 31/08/2016. Nesta parte, vamos abordar brevemente o caráter semifeudal do país, mas antes, necessitamos pontuar algo sobre os planos aplicados pelo governo e seus resultados ou consequências, dentre as quais está a escassez de alimentos, sintoma evidente do caráter semifeudal do país.

Referente ao que sustenta Sutherland sobre o Estado burguês como simples forma ou expressão local da acumulação de capital a nível mundial deve-se pontuar que, essa posição dualista quanto ao Estado e base econômica ignora o próprio desenvolvimento do capitalismo de livre concorrência para o capitalismo monopolista ou imperialismo, que ao chegar a um determinado momento de desenvolvimento produz a fusão do imenso poder do Estado com o dos monopólios engendrados pelo capital financeiro, dando lugar ao capitalismo monopolista de Estado nos países imperialistas. E nos países oprimidos de capitalismo burocrático, também ao chegar um momento de seu desenvolvimento funde-se o capital bancário, comprador e feudal com o Poder de Estado dando lugar ao capitalismo monopolista de Estado. Isto é o que através das citações da entrega anterior [Parte III Seção IV] ficou demonstrado.

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Pedro Pomar sobre a burguesia brasileira (1960)

Nota do blog: Publicamos a seguir importantes artigos do grande dirigente comunista brasileiro camarada Pedro Pomar na Tribuna de Debates do V Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCB), em 1960. Congresso que ficou marcado como um avanço que deslindou campos para a ruptura entre comunistas e revisionistas em 1962 (reconstrução de 1962).

Aqui, o camarada Pedro Pomar combate o subjetivismo em definir o caráter da burguesia brasileira e a revisionista tese “desenvolvimentista” de Jacob Gorender, segundo a qual a maior penetração do capitalismo burocrático (entendido por este como capitalismo nacional) é a condição para o proletariado tomar o poder posteriormente (teoria das “forças produtivas”); advogava ainda que isto fortalecia uma “burguesia nacional” (tomada em bloco) e, logo, a independência nacional.

Em dados momentos, Pomar faz paralelo comparativo entre as teses que critica e a “Declaração”. Ele se refere a “Declaração de 58” que sistematiza pela primeira vez o revisionismo moderno no Brasil.

Uma análise mais detalhada sobre o “Declaração de 58” e o V Congresso, além da história do P.C.B recomendamos os estudos do Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo (Brasil) publicados recentemente em livro.

Por ocasião do 104º aniversário do natalício do grande dirigente comunista camarada Pedro Pomar – 23 de setembro de 1913.


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O povo conquistará a verdadeira independência (Pedro Pomar, 1972)

Por ocasião do 104º aniversário do natalício do grande dirigente comunista camarada Pedro Pomar – 23 de setembro de 1913.


Pedro Pomar – 1972

A NAÇÃO BRASILEIRA CELEBRA O SESQUICENTENÁRIO de sua Independência política num dos momentos mais difíceis de sua história. Submetido a uma ditadura militar fascista, o Brasil torna-se dia a dia mais dependente, vê seu futuro ameaçado pelo imperialismo norte-americano e seus males sociais agravados pelo reacionarismo e a traição das classes dominantes. O povo brasileiro, em face do crescente empobrecimento e da falta de direitos, acha-se numa situação penosa. Em seu coração, porém, arde mais forte do que nunca a chama da liberdade. Sua consciência nacional elevou-se. Não suportará, pois, indefinidamente, a tutela estrangeira nem aceitará que permaneçam intocados os privilégios da minoria exploradora e opressora.

Os generais fascistas promovem custosa campanha de mentiras para ludibriar o povo. Procuram apresentar-se como patriotas e autênticos fautores do progresso nacional. Propalam aos quatro cantos que o feito da Independência foi obra da elite dirigente da época. Impingem Pedro I como o fundador do Estado nacional. Trazem de Portugal para serem reverenciados os ossos do Imperador, carrasco de muitos patriotas. Tentam incutir a idéia de que os militares estão contribuindo para consolidar a independência quando, na realidade, são uns farsantes, serviçais dos piores inimigos da pátria.

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