Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha): ‘Viva os 25 anos do discurso do Presidente Gonzalo!’ (setembro, 2017)

Viva os 25 anos do discurso do Presidente Gonzalo!

Viva o Presidente Gonzalo e seu pensamento todo-poderoso!

O discurso do Presidente Gonzalo segue repercutindo em todo o mundo e convoca os comunistas a levantar as massas oprimidas de todo o mundo em armas para combater o imperialismo e seus lacaios, fazer a revolução, derrotar a guerra imperialista, levando a revolução proletária mundial à vitória do socialismo em todo mundo e em marcha para a meta final do Comunismo!

Nesta importante data do proletariado internacional, expressamos nosso reconhecimento ao Presidente Gonzalo, chefe da Revolução Peruana, maior marxista-leninista-maoísta vivente sobre a face da terra, e seu pensamento todo-poderoso.

Desde a mais luminosa trincheira de combate, o Presidente Gonzalo e seu pensamento todo-poderoso, seguem derrotando os planos do imperialismo e do novo revisionismo das LOD, MOVADEF e PCPMLM(VRAEM) no Peru, de Prachanda no Nepal, de Avakian PCRUSA e demais variantes. O duro golpe assestado contra a revolução, a guerra popular e o PCP correspondeu ao auge da ofensiva contrarrevolucionária de caráter geral e convergente entre imperialismo e revisionismo. Contudo, não existe derrota definitiva para o proletariado e a guerra popular vencerá inevitavelmente! Muito ao contrário do berreiro incessante da reação no Peru e no estrangeiro de derrota estratégica e completa do PCP e do Presidente Gonzalo, em meio a mil dificuldades porque passa a guerra popular, encarnando vivamente seu pensamento e firmemente sujeito a sua chefatura, os comunistas no Peru desafiando o vento e maré, vêm aplastando os planos e campanha por campanha do imperialismo ianque, dos revisionistas capitulacionistas de direita e oportunistas de “esquerda”, de toda contrarrevolução enfim, e estão superando o percalço no caminho, através de culminar a reorganização geral do Partido para dar novo e poderoso impulso à Guerra Popular.

Foi o pensamento gonzalo através da guerra popular que a dirige no Peru quem elevou o marxismo, o marxismo-leninismo, a uma nova, terceira e superior etapa de desenvolvimento: o maoísmo. Nós comunistas, marxistas-leninistas-maoístas do Brasil, afirmamos que foram os disparos dos fuzis da Guerra Popular no Peru que trouxeram, pela primeira vez e autenticamente o maoísmo ao nosso país. Assim é que se armou e se forjou a fração vermelha na luta de duas linhas, contra o imperialismo, o capitalismo burocrático e a semifeudalidade e no combate sem quartel contra o revisionismo e todo oportunismo que afundara o movimento revolucionário e comunista no país liquidando o Partido Comunista do Brasil enquanto partido marxista-leninista. Assim é que os marxistas-leninistas-maoístas em nosso país empreenderam a tarefa pendente e atrasada de reconstituir o Partido Comunista do Brasil como verdadeiro partido comunista maoísta militarizado, único capaz de passar a luta de classes do nosso heroico proletariado à sua mais alta forma de luta, a da luta armada revolucionária como guerra popular prolongada pela conquista do Poder para a classe e massas populares na revolução de nova democracia ininterrupta ao socialismo, a serviço da revolução proletária mundial e no rumo do luminoso Comunismo.

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Declaração conjunta pelo 29º aniversário do Discurso do Presidente Gonzalo (setembro, 2021)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Glória eterna ao Presidente Gonzalo!

“Como materialista creio que a vida termina algum dia, o que prima em mim é ser otimista, com a convicção de que o trabalho ao qual sirvo outros hão de prosseguir e levarão até o cumprimento de nossas tarefas definitivas, o comunismo. Porque o temor que poderia ter seria o de que não se prosseguisse, porém esse temor se dissolve quando se confia nas massas. O pior temor, ao fim e ao cabo, é não confiar nas massas é crer-se indispensável, centro do mundo, creio que isso é, e se alguém, formado pelo Partido com a ideologia do proletariado, com o maoismo principalmente, compreende que as massas fazem a história, que o Partido faz a revolução, que a marcha da história está definida, que a revolução é a tendência principal, se lhe esfuma o temor e somente fica a satisfação de ser argamassa e, junto a outras argamassas, servir para pôr alicerce para que algum dia brilhe o comunismo e ilumine toda a Terra.” – Presidente Gonzalo

Em 11 de setembro, se consumou o vil assassinato do Presidente Gonzalo. Os negros arautos da reação declamam a morte do homem e que já despareceu. Porém não é assim, o Presidente Gonzalo vive nos comunistas e revolucionários do Peru, nas mais profundas entranhas do proletariado e povo peruano; vive em nós, os comunistas e revolucionários do mundo, no coração e mente do proletariado internacional e os povos do mundo. O Presidente Gonzalo não morreu porque é mais que um homem, é um caminho, um pensamento, um luminoso sendero o qual seguem milhões com fé inquebrantável içando ao topo as bandeiras vermelhas do comunismo com a foice e o martelo, legiões de ferro de operários e camponeses se forjam sob direção dos Partidos Comunistas para assaltar o céu. Como o mesmo Presidente Gonzalo disse no momento que devem em prisioneiro de guerra: chegaram tarde, seu pensamento fica nos demais. O Presidente Gonzalo não pode ser desaparecido.

O Presidente Gonzalo era otimista orgânico, tinha uma confiança sem limite nos comunistas e nas massas, e nos forjou em sê-lo. Assim, neste momento, quando os marxistas-leninistas-maoistas já não temos em carne e osso entre nós o maior de todos nós e sentimos a mais profunda dor, não permitiremos que as lágrimas nos cubram as vistas, senão que nossa paixão ardente se materializa em poder transformador, nos enche de energia e aferra ainda mais nossa decisão de jamais deixar as armas até o comunismo e de varrer a sangue e fogo com guerra popular toda opressão e exploração da face da Terra. Que saibam os covardes assassinos que o crime espantoso não ficará impune, o povo fará justiça como só o povo sabe fazê-lo e a justiça revolucionária pode tardar, porém chegará.

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Desenvolvimento da Campanha pela Defesa de nossa Chefatura o Presidente Gonzalo: Conversas com a Camarada Laura nas Bases das Montanhas Vizcatán

Conversas com a Camarada Laura nas Bases das Montanhas Vizcatán

Introdução

Hoje, publicamos as CONVERSAS COM A CAMARADA LAURA NAS BASES DAS MONTANHAS VIZCATÁN, no VRAEM (Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro), realizada por volta de 2012, o essencial da entrevista é que nela, como tem que ser, com guerra popular  assume a defesa do Presidente Gonzalo, a chefatura do Partido e da revolução, do pensamento gonzalo, o I Congresso e da BUP (Base de Unidade Partidária) e todo o caminho percorrido até agora e se toma firme posição contra a LOD (Linha Oportunista de Direita) revisionista e capitulacionista encabeçada pela ratazana Miriam e especialmente contra a linha oportunista de direita, disfarçada de esquerda, revisionista e capitulacionista da ratazana José e sua camada que usurparam o CRP (Comitê Regional Principal). Consideramos que é um magistral documento marxista-leninista-maoista, pensamento gonzalo. Nele com a documentação partidária em mãos a camarada Laura, desde as mesmas montanhas de Vizcatán, com profundo sentimento e ódio de classe, com firme convicção e posição comunista e com a ideologia do marxismo-leninismo-maoismo, pensamento gonzalo assume a defesa de nossa chefatura, o Presidente Gonzalo, e de seu todopoderoso pensamento, e deslinda, aplasta e varre contra todas as patranhas da CIA- reação peruana e seus serviçais do novo revisionismo contra o Presidente Gonzalo, o PCP e a guerra popular.

Com esta entrevista documentamos como a esquerda luta com guerra popular por impor a linha vermelha no VRAEM. Assim, os comunistas, combatentes e massas, praticando a filosofia da luta que só com fuzil se pode transformar o mundo, está lutando para levar adiante a reorganização do CRP do PCP como parte da reorganização geral de todo o Partido em meio à guerra popular e em luta de morte contra o revisionismo.

É um documento com o qual se impôs a luta de duas linhas no Partido em 2013, portanto, expressa como se estava manejando a luta de duas linhas nesse momento, o qual serviu de base para dar o salto na tarefa partidária da RGP (Reorganização Geral do Partido) em torno de maio de 2014. Mostra pois parte desse processo. Por isso, haverá muitas interrogações que os leitores podem plantear sobre diversos aspectos, alguns seguramente muito importantes sobre esta luta e que ficam elucidados na entrevista. Muitos já se resolveram no tempo transcorrido, e outros seguramente estão se resolvendo com o desenvolvimento da RGP em meio à guerra popular. Com esta entrevista nos desvenda que cada vez mais estamos nos aproximando de sua brilhante culminação.

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Entrevista do Século com o Presidente Gonzalo (Parte II)

Entrevista do Século com o Presidente Gonzalo (Parte II)

Nota do blog: A seguir, a parte II da Entrevista do Século realizada pelo jornal democrático peruano El Diario, em 1988. Nesta parte a entrevista concentra-se no tema Ideologia.

I – Questões de ideologia

El Diario: Presidente, agora falemos de uma das fundamentações ideológicas do PCP: o maoismo. Por que vocês consideram que o maoismo é a terceira etapa do marxismo?

Presidente Gonzalo: Este é um ponto de vista vital e de imensa transcendência. Para nós, o marxismo é um processo de desenvolvimento e este grandioso processo nos deu uma nova, terceira e superior etapa. Por que dizemos que estamos frente a uma nova, terceira e superior etapa, que é o maoismo? Dizemos isto porque vendo as três partes integrantes do marxismo é claramente evidente que o Presidente Mao Tsetung desenvolveu cada uma destas três partes. Assim, simplesmente para enumerar: na filosofia marxista ninguém pode negar seu grandioso desenvolvimento na dialética, centralmente na lei da contradição, estabelecendo que ela é a única lei fundamental; se vermos o problema da economia política, podemos dizer que neste campo basta destacar duas coisas: uma, para nós de importância imediata e concreta, a tese do capitalismo burocrático e, dois, o desenvolvimento da economia política do socialismo, pois, em síntese, poderíamos dizer que é ele quem realmente estabeleceu e desenvolveu a economia política do socialismo. Quanto ao socialismo científico, bastaria destacar a guerra popular, pois é com o Presidente Mao Tsetung que o proletariado internacional alcança uma teoria militar cabal, desenvolvida, e nos dá assim a teoria militar da classe, do proletariado, com aplicação em todas as partes. Acreditamos que estas três questões nos demonstram que há um desenvolvimento de caráter universal. Visto o problema desta maneira, então estamos frente a uma nova etapa e a chamamos terceira porque o marxismo tem duas etapas precedentes: a de Marx e a de Lenin, daí que falemos de marxismo-leninismo. No pertinente a superior, assim dizemos porque no maoismo a ideologia do proletariado universal alcança o mais alto desenvolvimento adquirido até hoje, seu mais alto cume, porém entendendo que o marxismo é uma – desculpem a reiteração – unidade dialética que dá grandes saltos e esses grandes saltos são os que geram etapas. Assim, para nós, o que existe no mundo hoje é marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo.

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As eleições do USA e o papel de Avakian (revista Internacional Comunista)

Tradução não-oficial enviada por um leitor. do documento emitido pela nova revista do Movimento Comunista Internacional, “Internacional Comunista”.

“[…]vocês dizem que o seu Estado é livre, quando na realidade, enquanto existir a propriedade privada, o Estado de vocês, embora seja uma república democrática, não é mais do que uma máquina em mãos dos capitalistas para reprimir os operários e, quanto mais livre o Estado for, com maior clareza isto se há de patentear. Exemplos disto são a Suíça, na Europa, e os Estados Unidos, na América. Em parte alguma domina o capital de forma tão cínica e implacável e em parte alguma a sua dominação é tão ostensiva como nestes países, apesar de se tratar de repúblicas democráticas, por muito belamente que as pintem e por muito que nelas se fale de democracia, do trabalho e de igualdade de todos os cidadãos. O fato é que na Suíça e nos EUA domina o capital, e qualquer tentativa dos operários por atingir a menor melhoria efetiva da sua situação provoca imediatamente a guerra civil. Nestes países há poucos soldados, um exército regular pequeno – a Suíça conta com uma milícia e todos os cidadãos suíços têm um fuzil na sua morada, enquanto, nos Estados Unidos, até há bem pouco, não existia um exército regular —, de modo que, quando estala uma greve, a burguesia arma-se, contrata soldados e reprime a greve; em nenhuma parte a repressão ao movimento operário é tão cruel e feroz como na Suíça e nos Estados Unidos e em nenhuma parte se manifesta com tanta força como nestes países a influência do capital sobre o Parlamento. A força do capital é tudo, a Bolsa é tudo, enquanto o Parlamento e as eleições não são mais do que bonecos, títeres…”1

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Declaração conjunta maoista pelos 28 anos do Discurso do Presidente Gonzalo (setembro de 2020)

Traduçã não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Aprender com o Presidente Gonzalo!

O discurso do Presidente Gonzalo brilha diante do mundo como uma poderosa arma de combate. No aniversário deste evento histórico, nós, partidos e organizações marxistas-leninistas-maoístas de todo o mundo, saudamos nossa classe, o proletariado internacional, e os povos do mundo com o otimismo revolucionário nestes tempos tempestuosos em que estamos vivendo.

Consideramos necessário, e que é nosso dever, nestes tempos de tanto caos, reafirmar a plena validade do discurso do Presidente Gonzalo e de nós mesmos no marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo, com os aportes universalmente válidos do Presidente Gonzalo, contribuindo assim para a defesa da vida e da saúde do Presidente Gonzalo, inseparavelmente ligadas à campanha pelo maoismo, como parte e a serviço da revolução proletária mundial.

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A minha ruptura com o revisionismo da direção do PCB

Proletários de todos os países, uni-vos!

A minha ruptura com o revisionismo da direção do PCB

“(…) assim como não se julga a um indivíduo de acordo ao que este crê ser, tampouco é possível julgar uma semelhante época de revolução a partir de sua própria consciência, senão que, pelo contrário, se deve explicar esta consciência a partir das contradições da vida material, a partir do conflito existente entre forças sociais produtivas e relações de produção. Uma formação social jamais perece enquanto não se hajam desenvolvido todas as forças produtivas, para as quais resulta amplamente suficiente, e jamais ocupam seu lugar relações de produção novas e superiores antes de que as condições de existência das mesmas não hajam sido incubadas no seio da própria antiga sociedade. Daí que a humanidade sempre se propõe só tarefas que pode resolver, pois considerando-o mais profundamente sempre descobriremos que a própria tarefa só surge quando as considerações materiais para sua resolução já existem ou, quando menos, se descobrem no processo de devir.”

Karl Marx, Contribuição à crítica da economia política

“O critério da verdade não pode ser outro que a prática social.”

Mao Tsetung, Sobre a prática

Índice:

I – Início

II – Situação política: guerra declarada às massas e aos revolucionários

III – Estratégia do Poder Popular e o reformismo

IV – Táticas pacifistas e legalistas

V – Apego à legalidade burguesa no aspecto organizativo e agitação e propaganda

VI – Estilos e métodos de trabalho e de direção

VII – De onde vem tudo isso? A ideologia

VIII – A questão do campo

IX – As duas etapas da Revolução Brasileira

X – O Brasil e a Revolução de Nova Democracia

XI – Aos comunistas genuínos, a convocação


Aqui, dirijo-me à massa de militantes e quadros honestos e comprometidos com a Revolução Brasileira que militam no Partido Comunista Brasileiro, no qual exerci 6 anos de trabalho partidário. Tudo o que estou colocando nesta carta não podia colocar enquanto estive no PCB. Eu não compreendia que os erros e posturas dos dirigentes, além das táticas e prática política em geral, eram relacionados a uma questão de linha ideológica e política. Agora, com estudo sistemático e prática revolucionária, tenho uma clareza maior das contradições mais profundas que determinam a prática da direção do PCB.

Eu rompi com o PCB, ao qual me dediquei com energia e para o qual doei meu tempo e esforço, deslocando-me de região para cumprir as tarefas partidárias, por razões que dizem respeito não só a mim, mas a todos os militantes e quadros honestos e combativos. Junto a mim rompeu, na época, um grupo de militantes da Região Nordeste, porém a iniciativa de escrever essa carta é apenas minha.

Percebe-se há muito tempo um descontentamento geral no PCB; os militantes, aflitos com razão pela gravidade da situação política de putrefação da sociedade burguesa e de recrudescimento da reação, clamam por respostas. Eu não fui a primeira e nem a última dentre os quadros combativos e massa de militantes a perceber que esse anseio nas bases é, em realidade, fruto de problemas de fundo, que repousam sobre a direção central. Como todos, permaneci anos no PCB, na luta esperançosa comum a de muitos de guiná-lo à esquerda, através dos instrumentos da democracia interna, por dentro.

O que acontece é que todos os quadros e militantes combativos e honestos que lutam internamente por avançar naquilo que percebem estar errado, no máximo conseguem fazer alguma diferença na base onde atuam em questões de estilo e de método – nunca na linha ideológico-política, blindada de todo questionamento, ora pelo método burocrático de tratar as divergências, ora por inconsistência teórico-política dos próprios militantes que, corretamente, questionam, mas não conseguem encontrar a real raiz dos problemas –, e mesmo as “melhoras” no estilo de trabalho só subsistem durante um período curto de tempo. Logo se restauram as velhas práticas, os militantes são isolados, imobilizados e chegam mesmo a sofrer sanções injustificadas.

Com o passar das experiências práticas, após tentar permanentemente e falhar na missão de tornar o PCB o que ele deveria ser – uma “organização de vanguarda”, “firme”, de “disciplina militar”, “centralizada”, politicamente comprometida com a “análise científica da sociedade brasileira”, como diz o próprio PCB –, percebi, apenas após romper com ele, que tudo era expressão da incapacidade ideológico-política da direção do PCB em responder à necessidade de impor uma Grande Revolução no país, e indisposição, de sua direção central, de enfrentar o turbilhão da luta de classes, de suportar as suas consequências, suportar os seus efeitos colaterais, negando na prática o caminho da Revolução para defender seus privilégios individuais, seus cargos rendosos e seu apego às facilidades da democracia burguesa. Assim sendo, minha obrigação comunista é por sobre a mesa as questões, em defesa da ideologia do proletariado e da causa proletária e contra o oportunismo e o revisionismo, com o único objetivo de alcançar o correto rumo que nos guie ao luminoso Comunismo.

Situação política: guerra declarada às massas e aos revolucionários

Fato é que todos devem levar em alta conta a conjuntura política nacional. O Brasil vive um golpe de Estado contrarrevolucionário, desatado em 2014-2015, na forma de Operação Lava-Jato, e conduzido até agora por vias brancas, claramente com planificação e condução exercida pelo Estado-maior das Forças Armadas reacionárias.

Esse golpe de Estado, controlado pelos generais reacionários, visa estabelecer um regime político mais fechado, tutelado por eles e, de preferência, administrado por presidentes civis, obedientes e amestrados, de modo que mascare um regime de exceção com aparência de normalidade democrática. A necessidade de tal golpe é que, sem uma centralização mais absoluta possível de poder no Executivo, criando uma espécie de bonapartismo constitucional, as classes dominantes não serão capazes de re-impulsionar o capitalismo em crise geral, especialmente agora que sobre ele será imposta a crise geral de superprodução de capital. Esse processo, inevitável, está em marcha em todo o mundo de diversas formas, como meio da reação de enfrentar a crise econômica no plano econômico-político-militar e, no Brasil, sua forma concreta é o golpe militar desatado e conduzido dentro da “legalidade, legitimidade, estabilidade”.

Hoje, fato mais grave, é que tal golpe encontra ainda uma extrema-direita, de Bolsonaro e seus milicianos raivosos. O fascista – que ganhou as eleições e, como presidente constitucionalmente eleito, obrigou os generais a aturá-lo – passou, com o poder legal de mandatário, a disputar o controle e os destinos desse golpe. Bolsonaro quer restabelecer um regime militar abertamente fascista e corporativo e, para tanto, aposta no caos para justificar uma intervenção militar aberta. Há tanto a possibilidade dos generais e toda a direita conseguirem adestrar Bolsonaro e submetê-lo ao plano de golpe pela via institucional e mantendo um regime demoliberal bonapartista, como também pode ser que Bolsonaro consiga mudar a correlação de forças nas Forças Armadas em defesa de seu projeto e, assim, obrigue os generais a embarcar em sua aventura fascista para manter a unidade da tropa, unida no anticomunismo.

Ainda mais importante é que tal golpe é preventivo a uma situação de explosão geral, de massas, prestes a acontecer. Basta ver os pronunciamentos dos generais. Eles reconhecem a situação revolucionária existente. O general Paiva Rocha disse com tais palavras: “Há grupos que apostam na situação revolucionária”. Outros, como Villas-Boas, chegaram a dizer que as Forças Armadas não permitirão que o Brasil se converta numa Colômbia – referindo-se à guerrilha e ao narcotráfico, e definiram que o Exército se pautaria por “legalidade, estabilidade, legitimidade” – diretrizes para o golpe disfarçado. Para tanto, o golpe por eles desatado e conduzido através de pressões, chantagens, ameaças e coações sobre as demais instituições para manter ao máximo a aparência de legalidade, tem ainda a tarefa de militarizar mais a sociedade, as instituições, o endurecimento das leis penais e a restrição de direitos e liberdades democráticos. Mais adiante, apontarão suas baionetas e seus longos processos criminais contra os revolucionários e a todos os progressistas que não se esconderem embaixo de suas camas. Isto é fato, e disso nenhum militante que se proclame marxista pode duvidar.

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Carta do Partido Comunista do Brasil (Fraçao Vermelha) ao Partido Comunista (maoista) do Afeganistão

Proletários de todos os países, uni-vos!

24 de junho de 2020

Ao Partido Comunista (maoista) do Afeganistão,

Camaradas,

O Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha), se dirige ao Comitê Central do Partido Comunista (maoista) do Afeganistão, a todos seus dirigentes, quadros e militantes, ao proletariado e massas oprimidas que lutam sob sua direção, para manifestar nosso profundo e fraternal pesar pelo falecimento do camarada Zia.

Como presidente e fundador do Partido Comunista (maoista) do Afeganistão, o camarada Zia teve um papel fundamental para o movimento revolucionário proletário no Afeganistão e destacou-se como uma figura proeminente para o Movimento Comunista Internacional, participando ativamente em todas as batalhas ideológica e políticas fundamentais do Movimento Comunista Internacional.

O MCI não pode avançar sem uma luta de duas linhas franca e aberta por unificar-se em torno dos princípios fundamentais do marxismo-leninismo-maoismo, contra o revisionismo e todo oportunismo. Aqueles que querem obstaculizar a luta de duas linhas aberta, franca e organizada em nome da “unidade”, como bem advertia o grande Lenin sobre os que levantam a bandeira da unidade para, na prática, sabotar a unidade, a unidade verdadeira.

A luta de duas linhas no Movimento Comunista Internacional está se elevando a um novo patamar. Nestas batalhas recentes, nossos partidos, enquanto partidos comunistas irmãos, assumiram posições contrárias em torno de uma série de questões de princípios, sobre as quais começamos a desenvolver uma luta franca e aberta, com o objetivo de conquistar a verdadeira unidade de princípios no Movimento Comunista Internacional. Nesta luta acreditamos que o camarada Zia e seu partido, desde uma posição oposta a nossa, foram e são partidários da unidade baseada nos princípios, e seu exemplo deve ser seguido.

Sua morte prematura, no momento em que os comunistas em todo mundo avançam na luta por realizar uma Conferência Internacional Maoista Unificada e fundar uma Nova Organização Internacional do Proletariado, é um importante prejuízo para o Movimento Comunista Internacional.

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