‘Viva os 100 anos da fundação! Retomar e desenvolver Luis Emilio Recabarren!’ (Fração Vermelha do Partido Comunista do Chile)

Tradução não-oficial.

Várias ações de embandeiramento, colagem de cartazes e pichações foram realizadas na comuna de Parral, região de Maule, por ocasião do 100º aniversário da fundação do Partido Comunista do Chile

Proletários de todos os países, uni-vos!

Viva os 100 anos da fundação do Partido Comunista do Chile!

Retomar e desenvolver Luis Emilio Recabarren!

Há 100 anos, um importante contingente do proletariado de nosso país, dirigido por Luis Emilio Recabarren, fundou o Partido Comunista do Chile. Não foi uma mera mudança de nome. Fê-lo no meio de uma longa luta contra aqueles que negavam o marxismo, o socialismo, a ditadura do proletariado e a violência revolucionária. Ele fundou o Partido seguindo o exemplo de Lenin e da Revolução Russa, e por esta razão Recabarren se reafirmou no marxismo-leninismo para cumprir esta importante tarefa.

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Destaque

Partido Comunista do Brasil – Fração Vermelha (PCB-FV): ‘Levantar alto a bandeira vermelha da IC e do seu VII Congresso’ (fevereiro, 2020)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Levantar alto a bandeira da Internacional Comunista e do seu VII Congresso

I – Introdução

A crise geral do imperialismo se agrava formidavelmente agudizando suas contradições fundamentais, principalmente a que opõe nações/povos oprimidos ao imperialismo, empurrando amplas massas populares a rebelarem-se contra a exploração, opressão, a subjugação nacional e guerras de agressão imperialista. Nas sublevações das massas destacam-se as lutas armadas de libertação nacional e especialmente a heroica persistência das guerras populares do Peru, Índia, Filipinas e Turquia. Além do mais, resultante do agravamento da contradição entre proletariado e burguesia nos países imperialistas, aumenta e radicaliza-se o protesto das camadas mais profundas do proletariado neles, contra as brutais “políticas de austeridade” de seus governos e cada dia mais contra estes mesmos governos da burguesia imperialista. Por sua vez, as contradições interimperialistas intensificam-se na luta por nova partilha do mundo por meio de relações de pugna e conluio. Nelas o USA, como superpotência hegemônica única, inimigo No 1 dos povos do mundo, tem sua hegemonia questionada na rivalização com a superpotência atômica Rússia e outras potências como China, etc., das quais Alemanha pugna por estabelecer sua hegemonia na Europa e das contradições que opõem outras potências a cada uma destas primeiras. Todos estes acontecimentos caracterizam a situação mundial como de crescente situação revolucionária em desenvolvimento desigual, dentro da qual estão se dando reconstituição e constituição de partidos comunistas militarizados, para desatar novas guerras populares como parte da luta por impor o maoismo como único mando e guia da revolução proletária mundial.

Neste contexto histórico e como produto dessa agudização da luta de classes no mundo e elevação da luta de duas linhas no MCI, cujo processo de dispersão já se reverteu (no fundamental) com os avanços de reunificação, através da crescente unidade de sua esquerda, é que marchamos para a realização da I Conferência Internacional Maoista Unificada (CIMU). Conferência que dará luz a uma Nova Organização Internacional do Proletariado (NOIP), significando um passo adiante na luta por reconstituir a Internacional Comunista, sob o mando e guia do marxismo-leninismo-maoismo. Evento este de tamanho significado após décadas de dispersão, ao tratar dos mais candentes problemas da luta de classes e do MCI atuais, coloca para si como tarefa imprescindível tomar a posição que deslinde cabal e resolutamente com o revisionismo, o trotskismo e todo o oportunismo acerca de problemas fundamentais da experiência histórica da luta do proletariado internacional, da revolução proletária em geral e do Movimento Comunista Internacional em particular.

Dentre esses se destaca de forma inequívoca, por sua grandiosidade e transcendência, o VII Congresso da Internacional Comunista (Comintern), de meados de 1935, que enfrentou problemas fundamentais da época e cruciais para o Movimento Comunista Internacional naquela tão particular situação de ascenso do fascismo e desabalada corrida imperialista por nova partilha do mundo, por nova guerra mundial e de grave ameaça à União Soviética e à ditadura do proletariado, situação de gigantesco desafio para a Revolução Proletária Mundial (RPM). VII Congresso no qual se condensou e plasmou o papel magistral da direção (chefatura) do camarada Stalin.

Ao longo das últimas décadas o VII Congresso da Internacional Comunista e a grandiosa figura do camarada Stalin, foram lançados à sombra pela ação e influência mistificadora e proterva das ideias, critérios e posições revisionistas no interior do Movimento Comunista Internacional, como repercussão da dinâmica ideológica da ofensiva contrarrevolucionária geral do imperialismo, da reação e do revisionismo.

A correta e justa valoração da Internacional Comunista e do seu VII Congresso em especial, do papel do camarada Stalin e do camarada Dimitrov, não é um problema de segunda ordem para o MCI. Sob estas gloriosas bandeiras vermelhas, legiões de ferro de comunistas e massas populares de todo mundo se levantaram em armas, através da guerra de resistência para combater o fascismo, pela defesa da URSS, da ditadura do proletariado e da Revolução Proletária Mundial. Esta grande epopeia da humanidade, pela qual combateram dezenas de milhões de massas em todo mundo, é parte de nossa alma e nosso coração e, portanto, uma questão de vida e morte na qual se separam marxismo e revisionismo.

Contra a política de Frente Única Antifascista a Alemanha nazista promoveu o chamado pacto “Anti-Comintern”:

“No Congresso Nacional-Socialista de Nuremberg, Hitler, Goebbels e Rosenberg abriram um bombardeio particularmente furioso contra o perigo da Frente Popular, que está ameaçando a ditadura fascista e contra a democracia em geral. Ao dirigir os disparos mais veementes contra a Frente Popular já existente na França e na Espanha, ao mesmo tempo, expressaram seu alarme e medo ao movimento da Frente Popular que está se formando na própria Alemanha.”(Dimitrov, A frente popular”, A luta contra o fascismo e a guerra, 1938)

Quanto a isto há que ressaltar que em um balanço interno, de 1947, da CIA ianque, no qual reconhece-se que:“Durante os vinte e quatro anos de sua existência oficial, a Terceira Internacional (Comunista) desempenhou um papel-chave na organização e desenvolvimento mundial do movimento revolucionário marxista. Como a primeira máquina política global da história, coordenou os esforços de grupos de agitadores determinados e fanáticos e revolucionários em quase todas as nações e áreas colonizadas do mundo. Em grande parte, o enorme crescimento do comunismo mundial em nossa geração se deve à sua força integradora e propulsora.”

O Presidente Gonzalo destacou a necessidade de fazer o balanço do VII Congresso da Internacional Comunista afirmando, que tal balanço, só poderia ser realizado corretamente tomando como um conjunto, este congresso, o papel do camarada Stalin na direção da Grande Guerra Pátria e a Frente Antifascista Mundial. Ele apontou com precisão os critérios marxistas para fazê-lo: “Para os comunistas e para nosso partido fazer um balanço da Internacional Comunista, especialmente de seu VII Congresso, ligado à guerra mundial e ao papel do camarada Stalin, é tarefa urgente”. (PCP, Linha internacional)

Quando este problema foi planteado pelo PCP, este dirigia dura luta de duas linhas dentro e fora do MRI, para que o MCI reconhecesse e assumisse o maoismo como terceira, nova e superior etapa do marxismo. Situação na qual o PCP não podia abrir mais frentes na luta de duas linhas. Dentro do MRI o PCP chocava-se, sobretudo, com as posições revisionistas de Avakian, quem já havia se desbocado em seus ataques contra o camarada Stalin. Vejamos:

Especialmente depois da estrondosa derrota dos comunistas na Alemanha e com o surgimento da forma fascista de ditadura burguesa (1933), surgiram fortes tendências derrotistas e tendências defensivas na direção da União Soviética e da Comintern. Junto com o crescente perigo de uma guerra mundial, e especialmente com o crescente perigo de um ataque contra a União Soviética, os desvios abertamente direitistas, de uma natureza fundamental, chegaram a ser predominantes –a promoção do nacionalismo, do reformismo e da democracia burguesa, a subordinação de tudo à União Soviética, etc., de maneira qualitativamente mais pronunciada que antes… tudo isso se encontra concentrado no informe de Dimitrov ao VII Congresso Mundial da Comintern (1935) e na implementação e no desenvolvimento ulterior desta linha– o que, como sabemos, envolveu entre outras coisas, e como um de seus ingredientes básicos, o rechaço básico à posição leninista sobre a ‘defesa da pátria’. Toda esta linha era intrinsecamente errônea… se promoveu sob a liderança de Stalin teve muito que ver com o eventual triunfo da contrarrevolução. E igualmente certo, a Guerra Civil espanhola foi um marco no caminho revisionista em que se embarcaram muitos partidos e líderes da Comintern.” (A linha da Comintern ante a Guerra Civil na Espanha. Partido Comunista Revolucionário E.E.U.U. 1980)

Hoje, após mais de 35 anos, desde o início da “Campanha pelo Maoismo” pelo Partido Comunista do Peru, em 1982, a maioria dos partidos comunistas e organizações do proletariado internacional rechaçou o revisionismo e assumiu o maoismo e luta decididamente por sua aplicação à realidade concreta de seus países. Ao mesmo tempo um número crescente de Partidos e Organizações do Movimento Comunista Internacional, avançaram em assumir e compreender os “aportes de validez universal do Presidente Gonzalo”. Sobre essa base ideológica e em meio e através de tormentosa luta de classes, partidos comunistas marxistas-leninistas-maoistas militarizados estão sendo constituídos ou reconstituídos, desenvolvendo e preparando mais guerras populares em todo mundo.

Como temos assinalado, isso é um auspicioso avanço que mostra que “rompemos o gelo”, e todo MCI está entrando em uma nova fase de seu desenvolvimento. Este avanço nos leva à necessidade de aprofundar nossa compreensão do marxismo-leninismo-maoismo, em cada uma de suas etapas e delas como uma unidade, elevar nossa aplicação do maoismo, encarnando-o para manter o rumo.

Ao longo dos anos alguns partidos sempre publicaram artigos em defesa do camarada Dimitrov, mas foi principalmente no último que surgiram diversas declarações, documentos e artigos, por ocasião do Centenário da Internacional Comunista e dos 70 anos da morte do camarada Dimitrov. Nestes pronunciamentos partidos e organizações de diferentes países destacaram o grandioso papel desempenhado pelo camarada Dimitrov e o legado do VII Congresso da Internacional Comunista para a Revolução Proletária Mundial. Este é um passo adiante e um importante sinal de avanço.

Por outro lado, entre alguns partidos e organizações marxistas-leninistas-maoistas que rechaçaram o revisionismo e tomaram posição pelo marxismo-leninismo-maoismo persistem confusões, limitações e posições errôneas de várias ordens sobre a valoração do VII Congresso da Internacional Comunista. Entre essas posições diferenciamos aquelas que são por limitações próprias do desenvolvimento, daquelas que são manifestação de sérios desvios ideológicos e políticos, manifestos na forma de um idealismo subjetivista e mecanicista. Ainda que ambos possam chegar a conclusões parecidas, os primeiros estão mais próximos do marxismo que os segundos, pois como dizia um provérbio chinês: “o preconceito (direitismo) está mais longe da verdade do que a ignorância”. Esses pontos de vista representam o lastro do revisionismo e sua sobrevivência nas fileiras do MCI e se não são corrigidos levarão inevitavelmente a afastar-se dos princípios fundamentais do marxismo-leninismo-maoismo.

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PCB (FV): Repúdio ao covarde assassinato do Camarada Oris do PCF!

Proletários de todos os países, uni-vos!

Brasil, novembro de 2021

Ao CC do Partido Comunista das Filipinas

Repúdio ao covarde assassinato do Camarada Oris do PCF!

O Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha) se dirige ao Comitê Central do Partido Comunista das Filipinas, a seus dirigentes, quadros e militantes, ao heroico Novo Exército do Povo das Filipinas (NPA), a seu Comando Nacional de Operações, a todos os seus mandos e combatentes, assim como a todas as massas e bases revolucionárias que lutam sob sua direção, para manifestar nossa profunda e fraternal dor pela morte do Camarada Oris (Jorge Madlos).

O Camarada Oris foi covardemente assassinado pelo exército reacionário do genocida Duterte, entre a cidade de Impasugong e a Rodovia Nacional, no último 29 de outubro, quando se encontrava junto a seu assistente médico, o Camarada Pika (Eighfel De la Peña). O regime reacionário tenta agora, em vão, montar um cenário de encontro/enfrentamento. Ainda que seja publicamente conhecido que ambos camaradas estavam desarmados nesse momento. Em um comunicado, o Partido Comunista das Filipinas enfatiza a responsabilidade do general Brawner, de seus homens e dos oficiais do 403º Batalhão de Infantaria no assassinato dos camaradas Oris e Pika. Denuncia que os corpos dos combatentes não foram entregues às suas famílias e ficaram sob o controle do velho Estado.

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Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha): ‘Viva os 25 anos do discurso do Presidente Gonzalo!’ (setembro, 2017)

Viva os 25 anos do discurso do Presidente Gonzalo!

Viva o Presidente Gonzalo e seu pensamento todo-poderoso!

O discurso do Presidente Gonzalo segue repercutindo em todo o mundo e convoca os comunistas a levantar as massas oprimidas de todo o mundo em armas para combater o imperialismo e seus lacaios, fazer a revolução, derrotar a guerra imperialista, levando a revolução proletária mundial à vitória do socialismo em todo mundo e em marcha para a meta final do Comunismo!

Nesta importante data do proletariado internacional, expressamos nosso reconhecimento ao Presidente Gonzalo, chefe da Revolução Peruana, maior marxista-leninista-maoísta vivente sobre a face da terra, e seu pensamento todo-poderoso.

Desde a mais luminosa trincheira de combate, o Presidente Gonzalo e seu pensamento todo-poderoso, seguem derrotando os planos do imperialismo e do novo revisionismo das LOD, MOVADEF e PCPMLM(VRAEM) no Peru, de Prachanda no Nepal, de Avakian PCRUSA e demais variantes. O duro golpe assestado contra a revolução, a guerra popular e o PCP correspondeu ao auge da ofensiva contrarrevolucionária de caráter geral e convergente entre imperialismo e revisionismo. Contudo, não existe derrota definitiva para o proletariado e a guerra popular vencerá inevitavelmente! Muito ao contrário do berreiro incessante da reação no Peru e no estrangeiro de derrota estratégica e completa do PCP e do Presidente Gonzalo, em meio a mil dificuldades porque passa a guerra popular, encarnando vivamente seu pensamento e firmemente sujeito a sua chefatura, os comunistas no Peru desafiando o vento e maré, vêm aplastando os planos e campanha por campanha do imperialismo ianque, dos revisionistas capitulacionistas de direita e oportunistas de “esquerda”, de toda contrarrevolução enfim, e estão superando o percalço no caminho, através de culminar a reorganização geral do Partido para dar novo e poderoso impulso à Guerra Popular.

Foi o pensamento gonzalo através da guerra popular que a dirige no Peru quem elevou o marxismo, o marxismo-leninismo, a uma nova, terceira e superior etapa de desenvolvimento: o maoísmo. Nós comunistas, marxistas-leninistas-maoístas do Brasil, afirmamos que foram os disparos dos fuzis da Guerra Popular no Peru que trouxeram, pela primeira vez e autenticamente o maoísmo ao nosso país. Assim é que se armou e se forjou a fração vermelha na luta de duas linhas, contra o imperialismo, o capitalismo burocrático e a semifeudalidade e no combate sem quartel contra o revisionismo e todo oportunismo que afundara o movimento revolucionário e comunista no país liquidando o Partido Comunista do Brasil enquanto partido marxista-leninista. Assim é que os marxistas-leninistas-maoístas em nosso país empreenderam a tarefa pendente e atrasada de reconstituir o Partido Comunista do Brasil como verdadeiro partido comunista maoísta militarizado, único capaz de passar a luta de classes do nosso heroico proletariado à sua mais alta forma de luta, a da luta armada revolucionária como guerra popular prolongada pela conquista do Poder para a classe e massas populares na revolução de nova democracia ininterrupta ao socialismo, a serviço da revolução proletária mundial e no rumo do luminoso Comunismo.

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Declaração conjunta pelo 29º aniversário do Discurso do Presidente Gonzalo (setembro, 2021)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Glória eterna ao Presidente Gonzalo!

“Como materialista creio que a vida termina algum dia, o que prima em mim é ser otimista, com a convicção de que o trabalho ao qual sirvo outros hão de prosseguir e levarão até o cumprimento de nossas tarefas definitivas, o comunismo. Porque o temor que poderia ter seria o de que não se prosseguisse, porém esse temor se dissolve quando se confia nas massas. O pior temor, ao fim e ao cabo, é não confiar nas massas é crer-se indispensável, centro do mundo, creio que isso é, e se alguém, formado pelo Partido com a ideologia do proletariado, com o maoismo principalmente, compreende que as massas fazem a história, que o Partido faz a revolução, que a marcha da história está definida, que a revolução é a tendência principal, se lhe esfuma o temor e somente fica a satisfação de ser argamassa e, junto a outras argamassas, servir para pôr alicerce para que algum dia brilhe o comunismo e ilumine toda a Terra.” – Presidente Gonzalo

Em 11 de setembro, se consumou o vil assassinato do Presidente Gonzalo. Os negros arautos da reação declamam a morte do homem e que já despareceu. Porém não é assim, o Presidente Gonzalo vive nos comunistas e revolucionários do Peru, nas mais profundas entranhas do proletariado e povo peruano; vive em nós, os comunistas e revolucionários do mundo, no coração e mente do proletariado internacional e os povos do mundo. O Presidente Gonzalo não morreu porque é mais que um homem, é um caminho, um pensamento, um luminoso sendero o qual seguem milhões com fé inquebrantável içando ao topo as bandeiras vermelhas do comunismo com a foice e o martelo, legiões de ferro de operários e camponeses se forjam sob direção dos Partidos Comunistas para assaltar o céu. Como o mesmo Presidente Gonzalo disse no momento que devem em prisioneiro de guerra: chegaram tarde, seu pensamento fica nos demais. O Presidente Gonzalo não pode ser desaparecido.

O Presidente Gonzalo era otimista orgânico, tinha uma confiança sem limite nos comunistas e nas massas, e nos forjou em sê-lo. Assim, neste momento, quando os marxistas-leninistas-maoistas já não temos em carne e osso entre nós o maior de todos nós e sentimos a mais profunda dor, não permitiremos que as lágrimas nos cubram as vistas, senão que nossa paixão ardente se materializa em poder transformador, nos enche de energia e aferra ainda mais nossa decisão de jamais deixar as armas até o comunismo e de varrer a sangue e fogo com guerra popular toda opressão e exploração da face da Terra. Que saibam os covardes assassinos que o crime espantoso não ficará impune, o povo fará justiça como só o povo sabe fazê-lo e a justiça revolucionária pode tardar, porém chegará.

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Desenvolvimento da Campanha pela Defesa de nossa Chefatura o Presidente Gonzalo: Conversas com a Camarada Laura nas Bases das Montanhas Vizcatán

Conversas com a Camarada Laura nas Bases das Montanhas Vizcatán

Introdução

Hoje, publicamos as CONVERSAS COM A CAMARADA LAURA NAS BASES DAS MONTANHAS VIZCATÁN, no VRAEM (Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro), realizada por volta de 2012, o essencial da entrevista é que nela, como tem que ser, com guerra popular  assume a defesa do Presidente Gonzalo, a chefatura do Partido e da revolução, do pensamento gonzalo, o I Congresso e da BUP (Base de Unidade Partidária) e todo o caminho percorrido até agora e se toma firme posição contra a LOD (Linha Oportunista de Direita) revisionista e capitulacionista encabeçada pela ratazana Miriam e especialmente contra a linha oportunista de direita, disfarçada de esquerda, revisionista e capitulacionista da ratazana José e sua camada que usurparam o CRP (Comitê Regional Principal). Consideramos que é um magistral documento marxista-leninista-maoista, pensamento gonzalo. Nele com a documentação partidária em mãos a camarada Laura, desde as mesmas montanhas de Vizcatán, com profundo sentimento e ódio de classe, com firme convicção e posição comunista e com a ideologia do marxismo-leninismo-maoismo, pensamento gonzalo assume a defesa de nossa chefatura, o Presidente Gonzalo, e de seu todopoderoso pensamento, e deslinda, aplasta e varre contra todas as patranhas da CIA- reação peruana e seus serviçais do novo revisionismo contra o Presidente Gonzalo, o PCP e a guerra popular.

Com esta entrevista documentamos como a esquerda luta com guerra popular por impor a linha vermelha no VRAEM. Assim, os comunistas, combatentes e massas, praticando a filosofia da luta que só com fuzil se pode transformar o mundo, está lutando para levar adiante a reorganização do CRP do PCP como parte da reorganização geral de todo o Partido em meio à guerra popular e em luta de morte contra o revisionismo.

É um documento com o qual se impôs a luta de duas linhas no Partido em 2013, portanto, expressa como se estava manejando a luta de duas linhas nesse momento, o qual serviu de base para dar o salto na tarefa partidária da RGP (Reorganização Geral do Partido) em torno de maio de 2014. Mostra pois parte desse processo. Por isso, haverá muitas interrogações que os leitores podem plantear sobre diversos aspectos, alguns seguramente muito importantes sobre esta luta e que ficam elucidados na entrevista. Muitos já se resolveram no tempo transcorrido, e outros seguramente estão se resolvendo com o desenvolvimento da RGP em meio à guerra popular. Com esta entrevista nos desvenda que cada vez mais estamos nos aproximando de sua brilhante culminação.

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Entrevista do Século com o Presidente Gonzalo (Parte II)

Entrevista do Século com o Presidente Gonzalo (Parte II)

Nota do blog: A seguir, a parte II da Entrevista do Século realizada pelo jornal democrático peruano El Diario, em 1988. Nesta parte a entrevista concentra-se no tema Ideologia.

I – Questões de ideologia

El Diario: Presidente, agora falemos de uma das fundamentações ideológicas do PCP: o maoismo. Por que vocês consideram que o maoismo é a terceira etapa do marxismo?

Presidente Gonzalo: Este é um ponto de vista vital e de imensa transcendência. Para nós, o marxismo é um processo de desenvolvimento e este grandioso processo nos deu uma nova, terceira e superior etapa. Por que dizemos que estamos frente a uma nova, terceira e superior etapa, que é o maoismo? Dizemos isto porque vendo as três partes integrantes do marxismo é claramente evidente que o Presidente Mao Tsetung desenvolveu cada uma destas três partes. Assim, simplesmente para enumerar: na filosofia marxista ninguém pode negar seu grandioso desenvolvimento na dialética, centralmente na lei da contradição, estabelecendo que ela é a única lei fundamental; se vermos o problema da economia política, podemos dizer que neste campo basta destacar duas coisas: uma, para nós de importância imediata e concreta, a tese do capitalismo burocrático e, dois, o desenvolvimento da economia política do socialismo, pois, em síntese, poderíamos dizer que é ele quem realmente estabeleceu e desenvolveu a economia política do socialismo. Quanto ao socialismo científico, bastaria destacar a guerra popular, pois é com o Presidente Mao Tsetung que o proletariado internacional alcança uma teoria militar cabal, desenvolvida, e nos dá assim a teoria militar da classe, do proletariado, com aplicação em todas as partes. Acreditamos que estas três questões nos demonstram que há um desenvolvimento de caráter universal. Visto o problema desta maneira, então estamos frente a uma nova etapa e a chamamos terceira porque o marxismo tem duas etapas precedentes: a de Marx e a de Lenin, daí que falemos de marxismo-leninismo. No pertinente a superior, assim dizemos porque no maoismo a ideologia do proletariado universal alcança o mais alto desenvolvimento adquirido até hoje, seu mais alto cume, porém entendendo que o marxismo é uma – desculpem a reiteração – unidade dialética que dá grandes saltos e esses grandes saltos são os que geram etapas. Assim, para nós, o que existe no mundo hoje é marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo.

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