Teses gerais sobre a Questão do Oriente (V.I. Lenin, 1922)

Em celebração ao centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro na Rússia (1917), dirigido pelo Partido Comunista (bolchevique) da Rússia, sob a chefatura do grande Lenin.


I

O crescimento do movimento operário no Oriente

Baseando-se na experiência da edificação soviética no Oriente e no crescimento dos movimentos nacionalistas revolucionários nas colônias, o Segundo Congresso da Internacional Comunista fixou a posição principal do conjunto da questão nacional e colonial em uma época de luta a longo prazo entre o imperialismo e a ditadura do proletariado.

Posteriormente, a luta contra o jugo imperialista intensificou-se consideravelmente nos países coloniais e semicoloniais, sobre o terreno do aprofundamento da crise política e econômica do imperialismo do pós-guerra.

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Imperialismo e a Cisão do Socialismo (V.I. Lenin, 1916)

Em celebração do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro (1917), dirigida pelo Partido Comunista (bolchevique) da Rússia, sob chefatura do Grande Lenin.


Outubro de 1916

Há alguma conexão entre o imperialismo e a monstruosa e nauseante vitória do oportunismo (na forma de social-chauvinismo) que tomou conta do movimento trabalhista na Europa?

Esta é uma questão fundamental do moderno socialismo. E tendo em nosso Partido uma literatura completamente estabelecida, primeiramente, sobre o caráter imperialista de nossa era e a presente guerra(1), e, em segundo, a inseparável conexão histórica entre o social-chauvinismo e o oportunismo, assim como a intrínseca similaridade entre sua ideologia política, nós podemos e devemos proceder a uma análise desta questão fundamental.

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O Proletariado Revolucionário e o Direito das Nações à Autodeterminação (V.I. Lenin, 1915)

Em celebração do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro (1917), dirigida pelo Partido Comunista (bolchevique) da Rússia, sob chefatura do Grande Lenin.


29 de Outubro de 1915

O manifesto de Zimmerwald, tal como a maioria dos programas ou resoluções tácticas dos partidos socialdemocratas, proclama o «direito dos povos à autodeterminação». Parabellum, nos n°s 252-253 do Berner Tagwacht(190) declara «ilusória» a «luta pelo inexistente direito à autodeterminação» e opõe-lhe «a luta revolucionária de massas do proletariado contra o capitalismo», assegurando ao mesmo tempo que «nós somos contra as anexações» (esta afirmação é repetida cinco vezes no artigo de Parabellum) e contra quaisquer violências sobre as nações.

A fundamentação da posição de Parabellum reduz-se a dizer que atualmente todas as questões nacionais, a questão da Alsácia-Lorena, a questão armênia, etc., são questões do imperialismo — que o capital ultrapassou os limites dos Estados nacionais — que se não pode «fazer andar a roda da história para trás», para o ideal ultrapassado dos Estados nacionais, etc.

Vejamos se os raciocínios de Parabellum são corretos.

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Comunicado do Partido Comunista da Índia (Maoísta) por 50 anos de Naxalbari

Nota do blog: Publicamos importante declaração traduzida não-oficialmente do Comitê Central do glorioso Partido Comunista da Índia (Maoísta), que dirige invencivelmente a vitoriosa Guerra Popular na Índia.


Comunicado do Partido Comunista da Índia (Maoísta) por ocasião do 50º Aniversário do Levantamento de Naxalbari

Comitê Central

Maio de 2017

Celebramos com entusiasmo e inspiração revolucionários o 50º aniversário do Levantamento Revolucionário Camponês Armado de Naxalbari em todas as zonas rurais! O caminho de Naxalbari é o único caminho para a libertação das massas oprimidas da Índia! Reduzamos a cinzas o imperialismo e o feudalismo no fogo da Guerra Popular iniciada em Naxalbari! Que triunfe a Revolução de Nova Democracia!

Queridos camaradas e amigos!

Como a faísca que desata o fogo, a luta revolucionária camponesa armada iniciada na zona de Naxalbari, em Siliguri, distrito de Darjeeling, no estado de Bengala, assinalou o cainho da revolução indiana. Desde então, conhece-se Naxalbari não por ser uma aldeia, mas sim como símbolo de uma linha política. Em 23 de maio de 2017 a rebelião armada de Naxalbari completará 50 anos.

Com a inspiração que recebiam do Grande Debate contra o revisionismo moderno de Kruschov, e da Grande Revolução Cultural Proletária dirigida pelo Partido Comunista da China, encabeçado pelo Presidente Mao, um grande número de revolucionários maoístas, incluindo dirigentes de primeira linha como os camaradas CharuMazumdar e KanhaiChatterjee, saltaram à frente.

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Desenvolvimento da Campanha pela Defesa de nossa Chefatura o Presidente Gonzalo: Conversas com a Camarada Laura nas Bases das Montanhas Vizcatán

CONVERSAS COM A CAMARADA LAURA NAS BASES DAS MONTANHAS VIZCATÁN

INTRODUÇÃO

Hoje, publicamos as CONVERSAS COM A CAMARADA LAURA NAS BASES DAS MONTANHAS VIZCATÁN, no VRAEM (Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro), realizada por volta de 2012, o essencial da entrevista é que nela, como tem que ser, com guerra popular se assume a defesa do Presidente Gonzalo, a chefatura do Partido e da revolução, do pensamento gonzalo, o I Congresso e da BUP (Base de Unidade Partidária) e todo o caminho percorrido até agora e se toma firme posição contra a LOD (Linha Oportunista de Direita) revisionista e capitulacionista encabeçada pela ratazana Miriam e especialmente contra a linha oportunista de direita, disfarçada de esquerda, revisionista e capitulacionista da ratazana José e sua camada que usurparam o CRP (Comitê Regional Principal). Consideramos que é um magistral documento marxista-leninista-maoista, pensamento gonzalo. Nele com a documentação partidária em mãos a camarada Laura, desde as mesmas montanhas de Vizcatán, com profundo sentimento e ódio de classe, com firme convicção e posição comunista e com a ideologia do marxismo-leninismo-maoismo, pensamento gonzalo assume a defesa de nossa chefatura, o Presidente Gonzalo, e de seu todopoderoso pensamento, e deslinda, aplasta e varre contra todas as patranhas da CIA- reação peruana e seus serviçais do novo revisionismo contra o Presidente Gonzalo, o PCP e a guerra popular.

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Sobre a atual situação na Venezuela – Parte III Seção I

Nota do blog:  Prosseguindo com as análises a respeito da situação na Venezuela, divulgamos importantes aportes dos companheiros da AND – Hamburgo (Nuevo Peru). Este artigo se caracteriza por subdivisões que publicaremos no decorrer das próximas semanas e que, para melhor compreensão, nomearemos aqui de “Seção”.

 Seção I

Uma leitura crítica do artigo “Venezuela: a crise econômica de 2016”, de Manuel Sutherland.

Continuamos abordando hoje, a situação da Venezuela a partir de uma leitura crítica do artigo “Venezuela: a crise econômica de 2016”, de Manuel Sutherland, pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação Operária (CIFO) e professor alvo de represália da Universidade Bolivariana da Venezuela, publicada em sinpermiso.info em 31/08/2016.

Utilizamos esta forma para rebater os argumentos contrários a respeito e expor os nossos sobre a atual situação na Venezuela, isto desde o ponto de vista da posição e da concepção do marxismo-leninismo-maoismo, pensamento Gonzalo, para servir ao desenvolvimento do caminho do povo nesse país. E como tem que ser, não só analisamos criticamente mas também tomamos conclusões (síntese).

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Sobre a atitude dos antiimperialistas quanto ao PKK

Extraído de vnd-peru.blogspot.com.br

(Dem Volke Dienen, Alemanha)

Apresentação

 Como apresentação da tradução de um colaborador, do alemão para espanhol, deste importante documento  do blog : Dem Volke Dienen (Servir ao Povo), SOBRE A ATITUDE DOS ANTIIMPERIALISTAS QUANTO O PKK, queremos dizer o seguinte:

O Presidente Mao nos ensina que, quando o imperialismo invade o país ou desata sua agressão militar como o faz, em conluio e pugna por partilha e repartilha, nos países do Oriente Médio Ampliado (Ásia ocidental, no artigo), o que corresponde fazer é “formar uma ampla frente única nacional revolucionária”.

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Comunismo e Pan-Islamismo (Tan Malaka, 1922)

Nota do blog “Futuro Luminoso”: Antes de tudo quero agradecer o camarada Soselo, do blog “Victoria dos Oprimidos Explorados”, que tomando as dificuldades de “escavar” entre velhos documentos compilados dos Clássicos do Marxismo-Leninismo-Maoísmo, da Internacional Comunista e de discursos de Dirigentes marxista-leninistas da segunda etapa, tenha feito chegar até nós o documento contendo o discurso do camarada Tan Malaka, que foi dirigente do Partido Comunista da Indonésia, antes do IV Congresso desse Partido Comunista Mundial que foi a Terceira Internacional, e que apresentamos hoje para consideração dos camaradas e leitores deste blog.

Este discurso do camarada Malaka, ao pleno do II Congresso da I.C., nos brinda com claros e valiosos ensinamentos a respeito de uma série de questões medulares que têm preocupado o MCI (ML) por vários meses. Primeiro, o camarada Malaka volta-se, a partir da experiência política prática adquirida pelo PCI no tratamento para com o movimento islâmico do próprio país, contra as teses de “combater o Pan-islamismo” e, ao contrário, recomenda “apoiar a luta de libertação dos extremamente combativos, muito ativos, 250 milhões de mulçumanos que vivem sob o jugo das potências imperialistas”. Segundo, que nesta luta nacional libertadora o aspecto ideológico (a religião) ocupa lugar secundário, subordinado em relação à luta política antiimperialista. Terceiro, que o trabalho dos comunistas de convencimento, educação, esclarecimento está dirigido para a base das massas dos movimentos islâmicos, formada por trabalhadores e camponeses, e não simplesmente com a direção dos mesmos. Quarto, esta exposição do camarada Malaka está dirigida, claro que sem ênfase, contra os setores ultraesquerdistas predominantes no seio dos Partidos Comunistas europeus (zinovievistas e trotskystas), os quais obrigaram a subscrever essa tese errônea contra o parecer de Lênin e dos bolcheviques russos no II Congresso da IC. (Com respeito a esse tema, em torno do esboço da tese sobre o problema nacional e colonial de Lenin, tratamos no meu segundo artigo de ISIS…es que?)

Ao reproduzir este documento não estamos movidos pela intenção de convencer a ninguém, menos aos que já estão convencidos na posição de anular qualquer aliança com os movimentos árabes e mulçumanos antiimperialistas, porém queremos fornecer elementos teóricos e políticos conceituadores da experiência do movimento marxista-leninista da segunda etapa, os quais ajudarão os militantes a pensar por conta própria e a orientar-se, dentro da atual situação internacional, no cumprimento das tarefas politico-revolucionárias levantadas por seus respectivos partidos comunistas de militância.

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