Comunismo e Pan-Islamismo (Tan Malaka, 1922)

Nota do blog “Futuro Luminoso”: Antes de tudo quero agradecer o camarada Soselo, do blog “Victoria dos Oprimidos Explorados”, que tomando as dificuldades de “escavar” entre velhos documentos compilados dos Clássicos do Marxismo-Leninismo-Maoísmo, da Internacional Comunista e de discursos de Dirigentes marxista-leninistas da segunda etapa, tenha feito chegar até nós o documento contendo o discurso do camarada Tan Malaka, que foi dirigente do Partido Comunista da Indonésia, antes do IV Congresso desse Partido Comunista Mundial que foi a Terceira Internacional, e que apresentamos hoje para consideração dos camaradas e leitores deste blog.

Este discurso do camarada Malaka, ao pleno do II Congresso da I.C., nos brinda com claros e valiosos ensinamentos a respeito de uma série de questões medulares que têm preocupado o MCI (ML) por vários meses. Primeiro, o camarada Malaka volta-se, a partir da experiência política prática adquirida pelo PCI no tratamento para com o movimento islâmico do próprio país, contra as teses de “combater o Pan-islamismo” e, ao contrário, recomenda “apoiar a luta de libertação dos extremamente combativos, muito ativos, 250 milhões de mulçumanos que vivem sob o jugo das potências imperialistas”. Segundo, que nesta luta nacional libertadora o aspecto ideológico (a religião) ocupa lugar secundário, subordinado em relação à luta política antiimperialista. Terceiro, que o trabalho dos comunistas de convencimento, educação, esclarecimento está dirigido para a base das massas dos movimentos islâmicos, formada por trabalhadores e camponeses, e não simplesmente com a direção dos mesmos. Quarto, esta exposição do camarada Malaka está dirigida, claro que sem ênfase, contra os setores ultraesquerdistas predominantes no seio dos Partidos Comunistas europeus (zinovievistas e trotskystas), os quais obrigaram a subscrever essa tese errônea contra o parecer de Lênin e dos bolcheviques russos no II Congresso da IC. (Com respeito a esse tema, em torno do esboço da tese sobre o problema nacional e colonial de Lenin, tratamos no meu segundo artigo de ISIS…es que?)

Ao reproduzir este documento não estamos movidos pela intenção de convencer a ninguém, menos aos que já estão convencidos na posição de anular qualquer aliança com os movimentos árabes e mulçumanos antiimperialistas, porém queremos fornecer elementos teóricos e políticos conceituadores da experiência do movimento marxista-leninista da segunda etapa, os quais ajudarão os militantes a pensar por conta própria e a orientar-se, dentro da atual situação internacional, no cumprimento das tarefas politico-revolucionárias levantadas por seus respectivos partidos comunistas de militância.

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A Terceira Internacional e seu lugar na história (Lenin)

 

Nota do blog: Publicamos importante documento do grande Lenin sobre a Internacional Comunista. A Internacional Comunista, quando reconstituída como III Internacional, dotou o proletariado de seu Partido internacional.

Na história, a Internacional Comunista foi a condição para que o proletariado se impusesse; hoje, a Internacional marxista-leninista-maoísta é a condição para que o maoísmo se imponha como mando e guia da Segunda Grande Onda da Revolução Proletária Mundial que já está em curso triunfante. Segunda Grande Onda que se dá com as lutas de libertação nacional dando cabo do invasor principalmente no Oriente Médio e com as guerras populares no Peru, Índia, Filipinas e Turquia e as que estão por iniciar, conformando em cada país a união do movimento de libertação nacional com o movimento comunista internacional.

Nas palavras do grande Lenin, “A aliança internacional dos partidos que dirigem o movimento mais revolucionário do mundo, o movimento do proletariado para a derrubada do jugo do capital, conta agora com uma base mais sólida do que nunca”.


A Terceira Internacional e seu lugar na história

V.I. LENIN

Os imperialistas dos países da “Entente” bloqueiam a Rússia, tratando de isolar a República Soviética, como foco contaminador, do mundo capitalista. Estas pessoas, que se gabam do “democratismo” de suas instituições, estão tão cegas pelo ódio à República Soviética que não atentam como eles próprios fazem o ridículo. Figurem-se os senhores, os países mais adiantados, mais civilizados e “democráticos”, armados até os dentes, que têm todo o mundo indivisível sob domínio militar, temem como ao fogo o contágio ideológico procedente de um país arruinado, faminto, atrasado e que, segundo eles, é inclusive um país semi-selvagem!

Apenas esta contradição já abre os olhos das massas trabalhadoras de todos os países e ajuda a desmascarar a hipocrisia dos imperialistas como Clemenceau, Loyd George, Wilson e seus governos.

Mas a nós, ajuda-nos não apenas a cegueira que o ódio aos Sovietes causa aos imperialistas, mas também as desavenças entre eles, que os levam a darem-se rasteiras mútuas. Organizaram entre si uma verdadeira conspiração de silêncio, temendo mais que tudo a difusão de notícias verídicas sobre a República Soviética em geral, e de seus documentos oficiais em particular. Porém, o órgão principal da burguesia francesa, Le Temps, publicou a matéria sobre a fundação, em Moscou, da III Internacional, da Internacional Comunista.

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Índia: 50 anos de Naxalbari, por Varavara Rao

Nota do blog: Reproduzimos tradução de trechos do documento escrito pelo dirigente da Frente Democrática Revolucionária (FDR) na Índia, camarada Varavara Rao, em celebração dos 50 anos do Levantamento Camponês de Naxalbari.


“Na Índia, o levantamento armado revolucionário camponês de Naxalbari, que completará seu 50º aniversário, foi influenciado e inspirado pela Grande Revolução Cultural Proletária da China. Naxalbari foi um acontecimento que conquistou espaço sob a liderança do Camarada Charu Mazumdar – um dos dois grandes líderes, mestres e fundadores do PCI (Maoísta), sendo ele e o camarada Kanhai Chatterjee. Naxalbari marcou um novo começo na história da revolução democrática do país”.

Essa foi a observação feita pelo Comitê Central do PCI (Maoísta) que, ao mesmo tempo, fazia um chamado a celebrar os quatro grandes eventos da história para chegar ao socialismo no mundo, incluindo o quinquagésimo aniversário de Naxalbari. É óbvio que os maoístas – mais ainda no PCI (Maoísta) – são os verdadeiros herdeiros do Movimento Naxalbari na Índia, além de certos grupos revolucionários e indivíduos em todo o país. A menos que se construa um partido bolchevique com espírito bolchevique para alcançar a revolução indiana, que una todas essas forças revolucionárias, a Revolução de Nova Democracia na Índia, não se pode alcançar um precursor do socialismo.

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Revolução Democrática (Partido Comunista do Peru, 1988)

Tradução não-oficial


Proletários de todos os países, uni-vos!

Revolução Democrática

Partido Comunista do Peru

1988 – Ediciones Bandera Roja

reproduzido por MOVIMIENTO POPULAR PERU, Maio 1999

INTRODUÇÃO

Desfraldando, defendendo e aplicando o marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente o maoísmo, o Presidente Gonzalo estabelece que a revolução peruana em seu curso histórico, tem que ser primeiro revolução democrática, em seguida revolução socialista, e que terá que desenvolver revoluções culturais a fim de passar ao Comunismo, tudo em um processo ininterrupto, aplicando a guerra popular e especificando-a. Para chegar a esta conclusão parte do que Marx ensinou, que na Alemanha deveria-se reeditar as guerras camponesas do século XVI, que teria que canalizar a energia democrática do campesinato; do que logo Lenin desenvolve, que sendo a burguesia uma classe já caduca e tendo o campesinato desfraldado a destruição da feudalidade, apenas poderia concretizá-la sob a direção do proletariado; e do que, em seguida, o Presidente Mao estabelece “Sobre a Nova Democracia”, que forma parte da revolução proletária mundial, que propõe uma ditadura conjunta de classes revolucionárias oposta à ditadura burguesa, que é uma etapa de transição e que apenas pode cumprir-se sob a direção do proletariado.

E considera-se as contradições específicas do Peru, que em seu processo histórico não houve uma revolução burguesa, já que não houve uma burguesia capaz de conduzi-la e que, portanto, o problema da terra e o problema nacional são dois problemas ainda pendentes a serem resolvidos; que estamos na época do imperialismo e da revolução proletária mundial, portanto, o proletariado é a classe que assume a destruição do imperialismo, do capitalismo burocrático e da semifeudalidade não em benefício da burguesia, mas do proletariado, do campesinato principalmente pobre, da pequena burguesia e da média burguesia; que o proletariado peruano amadureceu como Partido Comunista de novo tipo capaz de dirigir a revolução; que já não cabe revolução democrática de velho tipo, mas uma revolução burguesa de novo tipo; que este tipo e toda revolução hoje somente pode cumprir-se através da guerra popular, forma principal de luta, e das forças armadas revolucionárias, forma principal de organização.

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50 anos do Levantamento Camponês de Naxalbari

Nota do blog: Reproduzimos publicação do jornal democrático A Nova Democracia sobre o cinquentenário do Levantamento Camponês de Naxalbari, do qual já abordamos em outra oportunidade. A nota que segue é da redação do jornal.

  


Um Trovão de Primavera sobre a Índia

Nota da Redação de AND: Naxalbari é a aldeia situada ao norte do departamento de Bengala Ocidental que, há meio século, despertou a Índia e animou os povos e nações oprimidas do mundo com seu Trovão de Primavera.

Milhares de camponeses e povos tribais, armados de lanças e fuzis, sob a direção do Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista), lançaram-se à revolta varrendo impiedosamente o latifúndio, fazendo tremer o imperialismo e todos os reacionários.

Sob a forte e decisiva influência da Grande Revolução Cultural Proletária, desencadeada na China em maio de 1966 sob a direção do Presidente Mao Tsetung, a fração revolucionária do Partido Comunista da Índia, dirigida por Charu Mazumdar, rompe com os grilhões do revisionismo e desencadeia a luta armada revolucionária camponesa como guerra popular.

Guiados pelos “Oito Documentos”, escritos por Charu Mazumdar entre 1965-67, os comunistas indianos formularam as bases ideológicas do movimento Naxalbari. Rechaçando o caminho do pacifismo e parlamentarismo, sob a luz do marxismo-leninismo pensamento mao tsetung (como era definido o maoismo à época), definiu-se que o caminho da Revolução Indiana é o da guerra popular prolongada e, em seu programa, enfatizou o papel dos camponeses, cujo principal seria a Revolução Agrária, e apontou que, com a liderança do proletariado, os camponeses seriam a força principal da Revolução.

No início da década de 1960, os comunistas já desenvolviam profundo trabalho entre os camponeses de Naxalbari. Centenas de estudantes e intelectuais revolucionários, provados militantes comunistas, transferiram-se das cidades para as vastas zonas rurais da região e fundiram-se solidamente às massas camponesas.

Em 1965-66 era grande a agitação em torno da preparação e início da luta armada. Em março de 1967, camponeses tomaram terras do latifúndio e realizaram a colheita das safras. Animados, os camponeses criaram comitês em toda região. As tomadas de latifúndios e safras se multiplicaram como um rastilho de pólvora.

O velho Estado enviou as forças policiais para reprimir o movimento. Em 25 de março, a polícia abriu fogo, matando nove mulheres e uma criança. Foi o estopim para as massas camponesas elevarem as labaredas da revolta popular. O tronar de Naxalbari fez-se ouvir da forma mais ruidosa.

As massas revolucionárias camponesas tomaram terras, safras, munições, armas dos latifundiários e das forças de repressão. Clandestinamente, os comunistas dirigiram o movimento, instruindo as massas e animando-as. A aliança operário-camponesa se galvanizou no fogo dos combates.

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Destaque

Guerra Popular e Revolução (Partido Comunista do Brasil – Fração Vermelha)

Retirado da Revista O Maoísta, nº 1


Proletários de todos os países, uni-vos!

Guerra Popular e Revolução*

A revolução é uma guerra. É de todas que conhece a história, a única guerra legítima, legal, justa e realmente grande. Uma guerra que não se trava, como as demais, pelo interesse egoísta de um punhado de governantes e exploradores, senão nos interesses das massas do povo contra os tiranos, no interesse de milhões e milhões de explorados e trabalhadores contra o abuso e a violência.

Lenin

“Jornadas revolucionárias”, em “O plano de batalha de Petersburgo”-1905

A nossa palavra de ordem deve ser: armar o proletariado para vencer, expropriar e desamar a burguesia. Esta é a única tática possível para a classe revolucionária, tática que decorre de todo o desenvolvimento objetivo do militarismo capitalista e é determinada por este desenvolvimento. Só depois de o proletariado desarmar a burguesia é que poderá, sem trair a sua tarefa histórico-universal, atirar para o ferro-velho todo o armamento em geral e, indubitavelmente, o proletariado fa-lo-á, mas só então, de modo nenhum antes”. (sublinhado nosso)

Lenin

“O Programa Militar da Revolução Proletária”

…a experiência da luta de classes na época do imperialismo nos ensina que só mediante o poder do fuzil podem a classe operária e as classes trabalhadoras derrotar a burguesia e os latifundiários armados, neste sentido podemos dizer que só com fuzis pode-se transformar o mundo inteiro”.

Presidente Mao

“Problemas da guerra e da estratégia”

O cerne da estratégia do proletariado e de seu partido é o desenvolvimento da Guerra Popular através da guerra de guerrilhas.

Manoel Lisboa

“Carta de Doze Pontos aos comunistas revolucionários”

1-Introdução

O problema da via da revolução proletária como a da violência revolucionária ficou planteado pelo marxismo já no Manifesto Comunista de 1848, quando Marx e Engels expuseram de forma sistematizada pela primeira vez sua doutrina. Desde seus fundamentos o marxismo afirmou tanto a necessidade do proletariado se organizar em partido diferente de todos até então surgidos na história quanto da violência revolucionária como via da revolução. No Manifesto do Partido Comunista remarcaram incofundivelmente que os comunistas não se rebaixam a ocultar suas ideias, que ao contrário proclamam abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados com a derrubada violenta de toda a ordem social existente.1 A primeira tentativa do proletariado em assaltar os céus, a Comuna de Paris de 1871, em que pese todo seu heroísmo, fracassou após 70 dias e Marx fez ver seus ensinamentos e significado histórico. Mostrou que na ausência do partido revolucionário único do proletariado e de sua direção absoluta, bem como que na falta de compreensão da necessária ditadura revolucionária em todos os terrenos sobre a burguesia e demais classes exploradoras derrubadas do poder, encontravam-se as causas principais da sua derrota. Fez ver ainda outros ensinamentos daquela experiência, como a da nova forma estatal que vislumbrara diferente e oposta à das classes exploradoras ao longo da história. Também de que, o banho de sangue levado a termo pela reação unida para derrotar a Comuna, fizera o proletariado, que até então principalmente só conhecera a burguesia como força revolucionária, vê-la como tal na contrarrevolução.2

Com a passagem do capitalismo à sua etapa superior e última, a do capital monopolista, e quando a guerra de rapina se impôs como política inerente ao imperialismo e o oportunismo se manifestou abertamente entre os marxistas, Lenin entendeu como necessária e inevitável a cisão nas fileiras socialistas para defender o marxismo de sua falsificação.3 Lenin elevou o marxismo a uma nova etapa de seu desenvolvimento na que ressalta o partido de novo tipo como o destacamento de vanguarda do proletariado e organização de combate de chefes revolucionários e a teoria e tática da revolução proletária em geral e da ditadura do proletariado em particular.4 O leninismo preconizou que os comunistas têm que se forjar na luta contra o oportunismo e na violência revolucionária. “A revolução é uma guerra”5sintetizou ele e assim dirigiu a primeira revolução proletária triunfante, a grande Revolução Socialista de Outubro de 1917. Partiu de que o problema central de toda e qualquer revolução é o do poder, e sendo a medula do poder de Estado sua força armada, para derrotá-la só opondo a ela outra força armada.6 Assim sendo, em última instância, o problema para o proletariado consistia em organizar-se em partido e em força armada dirigida por este, o partido comunista.

Após a segunda grande guerra imperialista a revolução proletária se ampliou como novo salto qualitativo, originando o campo socialista mundial, com o triunfo da grande Revolução Chinesa. Este grande êxito levou a correlação entre o proletariado e a burguesia e entre o socialismo e o imperialismo ao equilíbrio de forças. Isto criou a situação em que um imperialismo mais desesperado e feroz, capitaneado pelos ianques, desatou sua estratégia da “Guerra Fria”, com a chantagem nuclear e em que as contradições de classes e a luta de classes nos países socialistas (URSS e China Popular) entrassem numa nova etapa, na que trouxe à superfície um novo revisionismo. A morte de Stalin apresentou-se como a oportunidade para a camarilha de Kruschov usurpar o Partido Bolchevique e o Estado Soviético, predicando capitulação e traição com seus “dois todos” e “três pacíficas” para revisar o marxismo-leninismo, restaurar o capitalismo e aplastar o movimento comunista internacional com o conto revisionista da transição pacífica.

O Presidente Mao à cabeça do PCCh, já em dura luta no seio do próprio partido contra a direita defensora da via capitalista, levantou-se contra o novo revisionismo e em defesa do marxismo-leninismo, reafirmando a luta armada revolucionária como única via para o proletariado realizar a revolução socialista e os povos e nações oprimidas conquistarem a libertação nacional, realizar a revolução de nova democracia e passar ininterruptamente ao socialismo. Remarcou que: “…a experiência da luta de classes na época do imperialismo nos ensina que só mediante o poder do fuzil podem a classe operária e as classes trabalhadoras derrotar a burguesia e os latifundiários armados, neste sentido podemos dizer que só com fuzis pode-se transformar o mundo inteiro”.7

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Honra e glória aos 45 anos da Guerrilha do Araguaia!

Nota do blog: Reproduzimos aqui o documento de análise da da história do Partido Comunista do Brasil reconstruído em 1962 sob sigla de PCdoB, assinado pelo Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoismo (Brasil), publicado pelo Jornal A Nova Democracia.

Nos 45 anos desse heroico marco que foi a Guerrilha do Araguaia, a primeira vez que o Partido pugna por desatar a Guerra Popular e conquistar o Poder, fica as lições para os vindouros marcos do proletariado em nosso país.

Honra e glória à Guerrilha do Araguaia!

Honra e glória aos heroicos combatentes!


“Guerra Popular, o caminho da luta armada no Brasil”*

Núcleo de Estudos do Marxismo-Leninismo-Maoismo (Brasil)

Nota de AND: 25 de março marca os 90 anos de fundação do Partido Comunista do Brasil. Desde a edição nº 80, AND vem publicando uma série de artigos sobre a história do PCB, de autoria do Núcleo de estudos do marxismo-leninismo-maoismo, que em breve será compilada em um livro, com o acréscimo de imagens da história do partido. O artigo que ora apresentamos aos leitores de AND não é o último da série, restando ainda um arremate na edição nº 88, de abril.

No final dos anos de 1960, sob o impacto dos ventos revolucionários da Grande Revolução Cultural Proletária na China e dos tormentosos anos de 1968 no país e no mundo, a linha de esquerda ganha força no interior da direção do Partido Comunista do Brasil.

Em 1968, Pedro Pomar, principal quadro revolucionário da direção do PCdoB, publica em A Classe Operária o artigo Grandes êxitos da Revolução Cultural. Importantíssimo documento que traz à luz para os comunistas brasileiros a dimensão histórica dos acontecimentos revolucionários que atravessavam a China. A defesa da Revolução Cultural e da Guerra Popular serão marcos importantes da luta pela assimilação do maoísmo no Partido Comunista do Brasil.

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Saudemos o 25 de março de 1922 (AND, 2008)

Nota do blog: Por ocasião do 95º aniversário do Partido Comunista do Brasil (P.C.B.) neste passado mês de março,  reproduzimos o artigo do Prof. Fausto Arruda, publicado em Jornal A Nova Democracia dividido em duas partes, nas edições 41 e 42 (2008) respectivamente.

Honra e glória ao Partido Comunista do Brasil (P.C.B.)!

Pela reconstituição do P.C.B. como um partido marxista-leninista-maoísta, principalmente maoísta!

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