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Partido Comunista do Brasil – Fração Vermelha (PCB-FV): ‘Levantar alto a bandeira vermelha da IC e do seu VII Congresso’ (fevereiro, 2020)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Levantar alto a bandeira da Internacional Comunista e do seu VII Congresso

I – Introdução

A crise geral do imperialismo se agrava formidavelmente agudizando suas contradições fundamentais, principalmente a que opõe nações/povos oprimidos ao imperialismo, empurrando amplas massas populares a rebelarem-se contra a exploração, opressão, a subjugação nacional e guerras de agressão imperialista. Nas sublevações das massas destacam-se as lutas armadas de libertação nacional e especialmente a heroica persistência das guerras populares do Peru, Índia, Filipinas e Turquia. Além do mais, resultante do agravamento da contradição entre proletariado e burguesia nos países imperialistas, aumenta e radicaliza-se o protesto das camadas mais profundas do proletariado neles, contra as brutais “políticas de austeridade” de seus governos e cada dia mais contra estes mesmos governos da burguesia imperialista. Por sua vez, as contradições interimperialistas intensificam-se na luta por nova partilha do mundo por meio de relações de pugna e conluio. Nelas o USA, como superpotência hegemônica única, inimigo No 1 dos povos do mundo, tem sua hegemonia questionada na rivalização com a superpotência atômica Rússia e outras potências como China, etc., das quais Alemanha pugna por estabelecer sua hegemonia na Europa e das contradições que opõem outras potências a cada uma destas primeiras. Todos estes acontecimentos caracterizam a situação mundial como de crescente situação revolucionária em desenvolvimento desigual, dentro da qual estão se dando reconstituição e constituição de partidos comunistas militarizados, para desatar novas guerras populares como parte da luta por impor o maoismo como único mando e guia da revolução proletária mundial.

Neste contexto histórico e como produto dessa agudização da luta de classes no mundo e elevação da luta de duas linhas no MCI, cujo processo de dispersão já se reverteu (no fundamental) com os avanços de reunificação, através da crescente unidade de sua esquerda, é que marchamos para a realização da I Conferência Internacional Maoista Unificada (CIMU). Conferência que dará luz a uma Nova Organização Internacional do Proletariado (NOIP), significando um passo adiante na luta por reconstituir a Internacional Comunista, sob o mando e guia do marxismo-leninismo-maoismo. Evento este de tamanho significado após décadas de dispersão, ao tratar dos mais candentes problemas da luta de classes e do MCI atuais, coloca para si como tarefa imprescindível tomar a posição que deslinde cabal e resolutamente com o revisionismo, o trotskismo e todo o oportunismo acerca de problemas fundamentais da experiência histórica da luta do proletariado internacional, da revolução proletária em geral e do Movimento Comunista Internacional em particular.

Dentre esses se destaca de forma inequívoca, por sua grandiosidade e transcendência, o VII Congresso da Internacional Comunista (Comintern), de meados de 1935, que enfrentou problemas fundamentais da época e cruciais para o Movimento Comunista Internacional naquela tão particular situação de ascenso do fascismo e desabalada corrida imperialista por nova partilha do mundo, por nova guerra mundial e de grave ameaça à União Soviética e à ditadura do proletariado, situação de gigantesco desafio para a Revolução Proletária Mundial (RPM). VII Congresso no qual se condensou e plasmou o papel magistral da direção (chefatura) do camarada Stalin.

Ao longo das últimas décadas o VII Congresso da Internacional Comunista e a grandiosa figura do camarada Stalin, foram lançados à sombra pela ação e influência mistificadora e proterva das ideias, critérios e posições revisionistas no interior do Movimento Comunista Internacional, como repercussão da dinâmica ideológica da ofensiva contrarrevolucionária geral do imperialismo, da reação e do revisionismo.

A correta e justa valoração da Internacional Comunista e do seu VII Congresso em especial, do papel do camarada Stalin e do camarada Dimitrov, não é um problema de segunda ordem para o MCI. Sob estas gloriosas bandeiras vermelhas, legiões de ferro de comunistas e massas populares de todo mundo se levantaram em armas, através da guerra de resistência para combater o fascismo, pela defesa da URSS, da ditadura do proletariado e da Revolução Proletária Mundial. Esta grande epopeia da humanidade, pela qual combateram dezenas de milhões de massas em todo mundo, é parte de nossa alma e nosso coração e, portanto, uma questão de vida e morte na qual se separam marxismo e revisionismo.

Contra a política de Frente Única Antifascista a Alemanha nazista promoveu o chamado pacto “Anti-Comintern”:

“No Congresso Nacional-Socialista de Nuremberg, Hitler, Goebbels e Rosenberg abriram um bombardeio particularmente furioso contra o perigo da Frente Popular, que está ameaçando a ditadura fascista e contra a democracia em geral. Ao dirigir os disparos mais veementes contra a Frente Popular já existente na França e na Espanha, ao mesmo tempo, expressaram seu alarme e medo ao movimento da Frente Popular que está se formando na própria Alemanha.”(Dimitrov, A frente popular”, A luta contra o fascismo e a guerra, 1938)

Quanto a isto há que ressaltar que em um balanço interno, de 1947, da CIA ianque, no qual reconhece-se que:“Durante os vinte e quatro anos de sua existência oficial, a Terceira Internacional (Comunista) desempenhou um papel-chave na organização e desenvolvimento mundial do movimento revolucionário marxista. Como a primeira máquina política global da história, coordenou os esforços de grupos de agitadores determinados e fanáticos e revolucionários em quase todas as nações e áreas colonizadas do mundo. Em grande parte, o enorme crescimento do comunismo mundial em nossa geração se deve à sua força integradora e propulsora.”

O Presidente Gonzalo destacou a necessidade de fazer o balanço do VII Congresso da Internacional Comunista afirmando, que tal balanço, só poderia ser realizado corretamente tomando como um conjunto, este congresso, o papel do camarada Stalin na direção da Grande Guerra Pátria e a Frente Antifascista Mundial. Ele apontou com precisão os critérios marxistas para fazê-lo: “Para os comunistas e para nosso partido fazer um balanço da Internacional Comunista, especialmente de seu VII Congresso, ligado à guerra mundial e ao papel do camarada Stalin, é tarefa urgente”. (PCP, Linha internacional)

Quando este problema foi planteado pelo PCP, este dirigia dura luta de duas linhas dentro e fora do MRI, para que o MCI reconhecesse e assumisse o maoismo como terceira, nova e superior etapa do marxismo. Situação na qual o PCP não podia abrir mais frentes na luta de duas linhas. Dentro do MRI o PCP chocava-se, sobretudo, com as posições revisionistas de Avakian, quem já havia se desbocado em seus ataques contra o camarada Stalin. Vejamos:

Especialmente depois da estrondosa derrota dos comunistas na Alemanha e com o surgimento da forma fascista de ditadura burguesa (1933), surgiram fortes tendências derrotistas e tendências defensivas na direção da União Soviética e da Comintern. Junto com o crescente perigo de uma guerra mundial, e especialmente com o crescente perigo de um ataque contra a União Soviética, os desvios abertamente direitistas, de uma natureza fundamental, chegaram a ser predominantes –a promoção do nacionalismo, do reformismo e da democracia burguesa, a subordinação de tudo à União Soviética, etc., de maneira qualitativamente mais pronunciada que antes… tudo isso se encontra concentrado no informe de Dimitrov ao VII Congresso Mundial da Comintern (1935) e na implementação e no desenvolvimento ulterior desta linha– o que, como sabemos, envolveu entre outras coisas, e como um de seus ingredientes básicos, o rechaço básico à posição leninista sobre a ‘defesa da pátria’. Toda esta linha era intrinsecamente errônea… se promoveu sob a liderança de Stalin teve muito que ver com o eventual triunfo da contrarrevolução. E igualmente certo, a Guerra Civil espanhola foi um marco no caminho revisionista em que se embarcaram muitos partidos e líderes da Comintern.” (A linha da Comintern ante a Guerra Civil na Espanha. Partido Comunista Revolucionário E.E.U.U. 1980)

Hoje, após mais de 35 anos, desde o início da “Campanha pelo Maoismo” pelo Partido Comunista do Peru, em 1982, a maioria dos partidos comunistas e organizações do proletariado internacional rechaçou o revisionismo e assumiu o maoismo e luta decididamente por sua aplicação à realidade concreta de seus países. Ao mesmo tempo um número crescente de Partidos e Organizações do Movimento Comunista Internacional, avançaram em assumir e compreender os “aportes de validez universal do Presidente Gonzalo”. Sobre essa base ideológica e em meio e através de tormentosa luta de classes, partidos comunistas marxistas-leninistas-maoistas militarizados estão sendo constituídos ou reconstituídos, desenvolvendo e preparando mais guerras populares em todo mundo.

Como temos assinalado, isso é um auspicioso avanço que mostra que “rompemos o gelo”, e todo MCI está entrando em uma nova fase de seu desenvolvimento. Este avanço nos leva à necessidade de aprofundar nossa compreensão do marxismo-leninismo-maoismo, em cada uma de suas etapas e delas como uma unidade, elevar nossa aplicação do maoismo, encarnando-o para manter o rumo.

Ao longo dos anos alguns partidos sempre publicaram artigos em defesa do camarada Dimitrov, mas foi principalmente no último que surgiram diversas declarações, documentos e artigos, por ocasião do Centenário da Internacional Comunista e dos 70 anos da morte do camarada Dimitrov. Nestes pronunciamentos partidos e organizações de diferentes países destacaram o grandioso papel desempenhado pelo camarada Dimitrov e o legado do VII Congresso da Internacional Comunista para a Revolução Proletária Mundial. Este é um passo adiante e um importante sinal de avanço.

Por outro lado, entre alguns partidos e organizações marxistas-leninistas-maoistas que rechaçaram o revisionismo e tomaram posição pelo marxismo-leninismo-maoismo persistem confusões, limitações e posições errôneas de várias ordens sobre a valoração do VII Congresso da Internacional Comunista. Entre essas posições diferenciamos aquelas que são por limitações próprias do desenvolvimento, daquelas que são manifestação de sérios desvios ideológicos e políticos, manifestos na forma de um idealismo subjetivista e mecanicista. Ainda que ambos possam chegar a conclusões parecidas, os primeiros estão mais próximos do marxismo que os segundos, pois como dizia um provérbio chinês: “o preconceito (direitismo) está mais longe da verdade do que a ignorância”. Esses pontos de vista representam o lastro do revisionismo e sua sobrevivência nas fileiras do MCI e se não são corrigidos levarão inevitavelmente a afastar-se dos princípios fundamentais do marxismo-leninismo-maoismo.

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A problemática nacional (Presidente Gonzalo, 1974)

Nota do blog: Publicamos importantíssima intervenção do Presidente Gonzalo, em 1974, sobre o problema nacional da sociedade peruana como sociedade semicolonial e semifeudal.

Tradução não-oficial.

A problemática nacional

Discurso pronunciado pelo Dr. Abimael Guzmán em 1974 no Sindicato de Docentes de Huamanga

  • A Sociedade Peruana Atual

– Caráter de nossa sociedade

– Caráter do processo revolucionário da sociedade peruana

  • O Capitalismo Burocrático

– O que entendemos por capitalismo burocrático?

– Três linhas do capitalismo burocrático

  • A situação atual do País

– Condições em que surge o regime atual

– Os planos e o caráter do regime

Evidentemente é muito importante analisar a problemática da sociedade peruana. Consideramos de que é necessário conhecê-la, porquanto sem seu conhecimento não é possível compreender os processos que se dão; se não estamos claros sobre o caráter da sociedade peruana, sobre o processo que se vive hoje, mal podemos entender o que representa a lei de educação ou da lei de mineração. Isto é, não é possível compreender o problema concreto no país, como o da educação, sem compreender qual é o caráter da sociedade peruana atualmente e qual a situação política. Lamentavelmente muito pouco se conhece sobre a problemática nacional; ainda mais nos últimos tempos, o Estado tem montado toda uma campanha deformadora destas questões; portanto, é mais peremptória a necessidade de analisar estes problemas.

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Revolução Democrática (Partido Comunista do Peru, 1988)

Tradução não-oficial

Proletários de todos os países, uni-vos!

Revolução Democrática

Partido Comunista do Peru

1988 – Ediciones Bandera Roja

INTRODUÇÃO

Desfraldando, defendendo e aplicando o marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente o maoísmo, o Presidente Gonzalo estabelece que a revolução peruana em seu curso histórico, tem que ser primeiro revolução democrática, em seguida revolução socialista, e que terá que desenvolver revoluções culturais a fim de passar ao Comunismo, tudo em um processo ininterrupto, aplicando a guerra popular e especificando-a. Para chegar a esta conclusão parte do que Marx ensinou, que na Alemanha deveria-se reeditar as guerras camponesas do século XVI, que teria que canalizar a energia democrática do campesinato; do que logo Lenin desenvolve, que sendo a burguesia uma classe já caduca e tendo o campesinato desfraldado a destruição da feudalidade, apenas poderia concretizá-la sob a direção do proletariado; e do que, em seguida, o Presidente Mao estabelece “Sobre a Nova Democracia”, que forma parte da revolução proletária mundial, que propõe uma ditadura conjunta de classes revolucionárias oposta à ditadura burguesa, que é uma etapa de transição e que apenas pode cumprir-se sob a direção do proletariado.

E considera-se as contradições específicas do Peru, que em seu processo histórico não houve uma revolução burguesa, já que não houve uma burguesia capaz de conduzi-la e que, portanto, o problema da terra e o problema nacional são dois problemas ainda pendentes a serem resolvidos; que estamos na época do imperialismo e da revolução proletária mundial, portanto, o proletariado é a classe que assume a destruição do imperialismo, do capitalismo burocrático e da semifeudalidade não em benefício da burguesia, mas do proletariado, do campesinato principalmente pobre, da pequena burguesia e da média burguesia; que o proletariado peruano amadureceu como Partido Comunista de novo tipo capaz de dirigir a revolução; que já não cabe revolução democrática de velho tipo, mas uma revolução burguesa de novo tipo; que este tipo e toda revolução hoje somente pode cumprir-se através da guerra popular, forma principal de luta, e das forças armadas revolucionárias, forma principal de organização.

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Desenvolvimento da Campanha pela Defesa de nossa Chefatura o Presidente Gonzalo: Conversas com a Camarada Laura nas Bases das Montanhas Vizcatán

Conversas com a Camarada Laura nas Bases das Montanhas Vizcatán

Introdução

Hoje, publicamos as CONVERSAS COM A CAMARADA LAURA NAS BASES DAS MONTANHAS VIZCATÁN, no VRAEM (Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro), realizada por volta de 2012, o essencial da entrevista é que nela, como tem que ser, com guerra popular  assume a defesa do Presidente Gonzalo, a chefatura do Partido e da revolução, do pensamento gonzalo, o I Congresso e da BUP (Base de Unidade Partidária) e todo o caminho percorrido até agora e se toma firme posição contra a LOD (Linha Oportunista de Direita) revisionista e capitulacionista encabeçada pela ratazana Miriam e especialmente contra a linha oportunista de direita, disfarçada de esquerda, revisionista e capitulacionista da ratazana José e sua camada que usurparam o CRP (Comitê Regional Principal). Consideramos que é um magistral documento marxista-leninista-maoista, pensamento gonzalo. Nele com a documentação partidária em mãos a camarada Laura, desde as mesmas montanhas de Vizcatán, com profundo sentimento e ódio de classe, com firme convicção e posição comunista e com a ideologia do marxismo-leninismo-maoismo, pensamento gonzalo assume a defesa de nossa chefatura, o Presidente Gonzalo, e de seu todopoderoso pensamento, e deslinda, aplasta e varre contra todas as patranhas da CIA- reação peruana e seus serviçais do novo revisionismo contra o Presidente Gonzalo, o PCP e a guerra popular.

Com esta entrevista documentamos como a esquerda luta com guerra popular por impor a linha vermelha no VRAEM. Assim, os comunistas, combatentes e massas, praticando a filosofia da luta que só com fuzil se pode transformar o mundo, está lutando para levar adiante a reorganização do CRP do PCP como parte da reorganização geral de todo o Partido em meio à guerra popular e em luta de morte contra o revisionismo.

É um documento com o qual se impôs a luta de duas linhas no Partido em 2013, portanto, expressa como se estava manejando a luta de duas linhas nesse momento, o qual serviu de base para dar o salto na tarefa partidária da RGP (Reorganização Geral do Partido) em torno de maio de 2014. Mostra pois parte desse processo. Por isso, haverá muitas interrogações que os leitores podem plantear sobre diversos aspectos, alguns seguramente muito importantes sobre esta luta e que ficam elucidados na entrevista. Muitos já se resolveram no tempo transcorrido, e outros seguramente estão se resolvendo com o desenvolvimento da RGP em meio à guerra popular. Com esta entrevista nos desvenda que cada vez mais estamos nos aproximando de sua brilhante culminação.

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Presidente Gonzalo: discurso do cárcere

Discurso do cárcere, Presidente Gonzalo.

Nota do blog: Presidente Gonzalo, chefatura do Partido Comunista do Peru, foi capturado pelo velho Estado peruano numa ofensiva reacionária em 1992. Como tentativa de ridicularizar os revolucionários peruanos, o velho Estado montou uma espécie de jaula em local aberto, aprisionaram o Presidente Gonzalo e chamou-se toda a imprensa. A tentativa de ridicularizar falhou, não somente, como serviu de plataforma de propaganda para que o Presidente Gonzalo proferisse um discurso que elevara a moral e a autoestima do PCP, conhecido mundialmente como “O discurso do cárcere”, no dia 24 de setembro do mesmo ano. Segue o texto, retirado do Centro de Documentação Maoísta:

Camaradas do Partido Comunista do Peru!
Combatentes do Exército Guerrilheiro Popular!
Povo peruano!        

Vivemos momentos históricos, cada um sabe que é assim, não nos enganemos. Devemos nestes momentos tencionar todas as forças para enfrentar as dificuldades e seguir cumprindo com nossas tarefas. E conquistar as metas! Os êxitos! A vitória! Isso é que se deve fazer.
Nós estamos aqui como filhos do povo e estamos combatendo nestas trincheiras, que são também trincheiras de combate e o fazemos porque somos comunistas! Porque nós defendemos aqui os interesses do povo, os princípios do Partido, a Guerra Popular. Isso é o que fazemos, estamos fazendo e continuaremos fazendo!

Nós estamos aqui nestas circunstâncias; uns pensam que é uma grande derrota. Sonham! Dizemos que continuem sonhando. É simplesmente um revés, nada mais! Um revés no caminho! O caminho é longo e com este chegaremos, e, triunfaremos! Vocês verão! Vocês verão!
Nós devemos prosseguir as tarefas estabelecidas pelo III Pleno do Comitê Central. Um glorioso pleno! Saibam que já estão em marcha estes acordos e isso vai prosseguir; seguiremos aplicando o IV Plano de Desenvolvimento Estratégico da Guerra Popular para Conquistar o Poder, seguiremos desenvolvendo o VI Plano Militar para Construir a Conquista do Poder, e isso há de prosseguir. Isso é tarefa! Faremos isso, pelo que somos! E pela obrigação que temos com o proletariado e o povo!

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Entrevista do Século com o Presidente Gonzalo (Parte I)

Entrevista do Século com o Presidente Gonzalo (Parte I)

Nota do blog: Publicamos, a seguir, a Entrevista do Século, tomada pelo jornal democrático peruano El Diario, em 1988, com o Presidente Gonzalo – chefe do Partido Comunista do Peru e da Revolução Peruana. A entrevista foi publicada em plena guerra popular e desde a clandestinidade, quando a revolução armada completava 8 anos de marcha vitoriosa. A edição que trouxe a entrevista com o chefe revolucionário foi vendida em tempo recorde em todo o país. Publicamos a seguir uma tradução não oficial da versão em espanhol disponível em vários sites da internet. A entrevista é um dos materiais políticos e ideológicos de maior importância para a nova geração de revolucionários que despontam na luta contra a exploração, a opressão e todo o sistema de esmagamento das massas populares. A parte que segue é a primeira.

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Estado e Revolução – Parte 2 (V. I. Lenin, 1917)

Nota do blog: A seguir a segunda parte do documento Estado e Revolução (1917) de V. I. Lenin.


II. A experiência de 1848-1851

1. As vésperas da revolução

As primeiras obras do marxismo adulto, A Miséria da Filosofia e o Manifesto Comunista, aparecem nas vésperas da revolução de 1848. Em conseqüência desta circunstância, além da exposição dos princípios gerais do marxismo, temos nelas, até certo ponto, um reflexo da situação revolucionária de então; assim, creio que será mais acertado estudar o que os nossos autores dizem do Estado, antes de examinarmos as suas conclusões da experiência dos anos de 1848-1851.

Em lugar da velha sociedade civil – escreve Marx na Miséria da Filosofia a classe laboriosa, no curso do seu desenvolvimento, instituirá uma associação onde não existirão as classes nem os seus antagonismos; e, desde então, não haverá mais poder político propriamente dito, pois o poder político é precisamente o resumo oficial do antagonismo existente na sociedade civil(2).

É instrutivo aproximar desta exposição geral da idéia do desaparecimento do Estado a exposição feita no Manifesto Comunista, escrito por Marx e Engels alguns meses mais tarde, em novembro de 1847:

Esboçando a largos traços as fases do desenvolvimento proletário, expusemos a história da guerra civil, mais ou menos latente na sociedade, até a hora em que se transforma em revolução aberta e em que o proletariado funda a sua dominação pela derrubada violenta da burguesia.

Como vimos acima, a primeira etapa da revolução operária é a constituição (literalmente: a elevação, Erbebung) do proletariado em classe dominante, a conquista da democracia.

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Venezuela: Nós rejeitamos a disseminação de todas as ideias tolas e capituladoras que não servem para preparar o povo para a resistência à agressão imperialista ianque (Associação de Nova Democracia, 2019)

Os imperialistas ianques estão desenvolvendo sua agressão direta contra o povo da Venezuela. Para isso, geram distúrbios e fracassam, geram distúrbios e fracassam novamente, e assim por diante até sua derrota final. Essa é a lógica de todos os reacionários.

Para isso, montaram o chamado “Grupo de Lima”, que nos começos de janeiro de 2019 declarou o novo governo de Nicolas Maduro, que seria instalado em 10 de janeiro, como ilegítimo, fruto de eleição ilegítima. E estabeleceram que a única autoridade legítima era a da Assembleia Legislativa suspensa da Venezuela e seu novo presidente, Guaidó.

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