Marxismo e Revisionismo (V.I. Lenin, 1908)

Em celebração do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro, dirigida pelo Partido Comunista (bolchevique) da Rússia sob chefatura do Grande Lenin.


16 de abril

Um conhecido adágio diz que se os axiomas geométricos chocassem com os interesses dos homens, certamente se tentaria refutá-los. As teorias das ciências naturais, que se opunham aos velhos preconceitos da teologia provocaram e continuam a provocar até hoje a mais furiosa luta. Não é de estranhar, portanto, que a doutrina de Marx, que serve directamente para educar e organizar a classe de vanguarda da sociedade moderna, que indica as tarefas desta classe e demonstra a substituição inevitável – em virtude do desenvolvimento económico – do atual regime por uma nova ordem de coisas, não é de estanhar que esta doutrina tenha tido de conquistar pela luta cada passo no caminho da vida.

Inútil falar da ciência e da filosofia burguesas, ensinadas escolasticamente pelos professores oficiais para embrutecer as novas gerações das classes possuidoras e “amestrá-las” contra os inimigos de fora e de dentro. Esta ciência não quer nem ouvir falar de marxismo, declarando-o refutado e destruído; tanto os jovens homens de ciências, que fazem carreira refutando o socialismo, como os velhos decrépitos, que guardiães dos legados de toda a espécie de “sistemas” caducos, se lançam sobre Marx com o mesmo zelo. Os avanços do marxismo, a difusão e a afirmação de suas ideias entre a classe operária, tornam inevitavelmente mais frequentes e mais agudos esses ataques burgueses contra o marxismo, que sai mais fortalecido, mais temperado e mais ativo após cada uma de suas “destruições” por obra da ciência oficial.

Continuar lendo “Marxismo e Revisionismo (V.I. Lenin, 1908)”

Desenvolvimento da Campanha pela Defesa de nossa Chefatura o Presidente Gonzalo: Conversas com a Camarada Laura nas Bases das Montanhas Vizcatán

CONVERSAS COM A CAMARADA LAURA NAS BASES DAS MONTANHAS VIZCATÁN

INTRODUÇÃO

Hoje, publicamos as CONVERSAS COM A CAMARADA LAURA NAS BASES DAS MONTANHAS VIZCATÁN, no VRAEM (Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro), realizada por volta de 2012, o essencial da entrevista é que nela, como tem que ser, com guerra popular se assume a defesa do Presidente Gonzalo, a chefatura do Partido e da revolução, do pensamento gonzalo, o I Congresso e da BUP (Base de Unidade Partidária) e todo o caminho percorrido até agora e se toma firme posição contra a LOD (Linha Oportunista de Direita) revisionista e capitulacionista encabeçada pela ratazana Miriam e especialmente contra a linha oportunista de direita, disfarçada de esquerda, revisionista e capitulacionista da ratazana José e sua camada que usurparam o CRP (Comitê Regional Principal). Consideramos que é um magistral documento marxista-leninista-maoista, pensamento gonzalo. Nele com a documentação partidária em mãos a camarada Laura, desde as mesmas montanhas de Vizcatán, com profundo sentimento e ódio de classe, com firme convicção e posição comunista e com a ideologia do marxismo-leninismo-maoismo, pensamento gonzalo assume a defesa de nossa chefatura, o Presidente Gonzalo, e de seu todopoderoso pensamento, e deslinda, aplasta e varre contra todas as patranhas da CIA- reação peruana e seus serviçais do novo revisionismo contra o Presidente Gonzalo, o PCP e a guerra popular.

Continuar lendo “Desenvolvimento da Campanha pela Defesa de nossa Chefatura o Presidente Gonzalo: Conversas com a Camarada Laura nas Bases das Montanhas Vizcatán”

Peru: 37 anos de invencível Guerra Popular

 Nota do blog: Reproduzimos publicação do jornal democrático-revolucionário brasileiro A Nova Democracia (AND) sobre o 37 ano da imarcescível Guerra Popular dirigida pelo Partido Comunista do Peru (PCP).

Conforme estabeleceu o Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização) – MPP (CR) em recente declaração Celebrar os 100 anos do triunfo da Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917 (publicamos recentemente):

“Sobre o PCP, estão sendo superados os difíceis e complexos problemas da curva no caminho e a inflexão, superando erros e pondo a política sempre no mando, marchando seguro à brilhante culminação da Reorganização Geral do Partido (RGP) pela briga da esquerda, em tenaz luta para que cada comitê cumpra seu papel e que esta esquerda se imponha como deve ser, cada um cumprindo convictamente suas obrigações e tarefas pendentes; é obrigação comunista reconstruir tudo o que foi destruído pelo direitismo.

Sobre a situação nacional: comprovamos que a crise do país repercute profundamente na situação das massas e a elevação de suas lutas e protestos se expressará em uma situação revolucionária em desenvolvimento crescente, portanto, magníficas condições para a culminação da tarefa da Reorganização Geral do Partido em luta de morte contra o revisionismo, como expresso em cada mobilização de massas. Condições estas favoráveis para maior incorporação das massas à guerra popular e novo desenvolvimento desta”.

“A luta contra o inimigo de classe, o imperialismo principalmente ianque e os reacionários se torna violenta, agudiza-se ainda mais, e a tendência histórica e política seguirá sendo a revolução, custe o que custar, os traidores se esgoelaram e romperão os cérebros ocultando ou jogando terra nos olhos das massas; mas a tendência principal no mundo é a revolução, portanto, nós, que não somos cegos nem surdos, acataremos o clamor dessa massa, a imensa maioria, porque está pela mudança e pelo avanço, empunhemos firme e resolutamente as bandeiras vermelhas da guerra popular no Peru, não nos deteremos até alcançar nossa meta imediata, a Conquista do Poder em todo o País! e Defender a Vida e Saúde do Presidente Gonzalo com Guerra Popular!; e com os fuzis e armas nas mãos, derrotaremos ao vil imperialismo e varreremos todos os reacionários, e junto a ele todo o monte colossal de lixo, isto é, o revisionismo e toda a podridão desta velha sociedade, e instauraremos a República Popular do Peru, e como ensina o Presidente Gonzalo: Salvo o Poder tudo é Ilusão! Não nos deteremos, seguindo com a Revolução Socialista e mediante sucessivas revoluções culturais alcançar o dourado comunismo, nossa meta definitiva, que o comunismo brilhe na Terra, essa é nossa decisão e convicção, seguir trabalhando com as tarefas e planos encomendados e a cumprir bem a tarefa, onde quer que estejamos, essa é também nossa convicção, e será um duro golpe nos genocidas e todos os reacionários e um estrondo do qual ninguém poderá despertar”.

 


Com informações de vnd-peru.blogspot.com

 “A Guerra Popular não pode ser cessada”

Presidente Gonzalo, chefatura do PCP, 1992.

O Partido Comunista do Peru (PCP), reconstituído depois de 17 anos de titânica luta de duas linhas vanguardeada pela Fração Vermelha sob a chefatura de Abimael Guzmán Reynoso — o Presidente Gonzalo —, em 1980, declarou guerra ao velho Estado peruano, com o objetivo de estabelecer a República Popular do Peru, por meio da guerra popular.

Nesse mesmo ano, no dia 17 de maio, uma coluna guerrilheira tomou de assalto um posto de votação em plena eleição geral, no povoado de Chuschi, departamento de Ayacucho, e incendiou as urnas levantando as consignas Viva a luta armada! e Viva o governo de operários e camponeses! Daquele povoado ecoou o chamado às massas e revolucionários peruanos a derrubar a velha ordem e, desde então, cresceu e se espalhou pelos Andes, costas e selvas, e mesmo os duros golpes da reação que levou à caída do Comitê Central e do Presidente Gonzalo nunca puderam realizar seu vão sonho de aniquilar a guerra popular, que agora completa 37 anos de marcha.

Encarceramento e luta de duas linhas

Após a prisão do Presidente Gonzalo e a queda do Comitê Central, em 1992, aparece uma linha oportunista de direita (LOD) capitulacionista e revisionista que, como parte da patranha da CIA ianque e dos serviços de inteligência do velho Estado peruano, propõe “acordo de paz”, proposta esmagada pela continuidade da guerra popular. Posteriormente a LOD levanta as bandeiras rotas de “solução política aos problemas derivados da guerra” e “anistia e reconciliação nacional”, tendo como cabeça a ratazana Miriam. Todas as ações da LOD, em conluio com os operativos da reação, conduzem à explosão da direção do PCP (o então Comitê Central de Emergência), descabeçando a guerra popular, separando a guerrilha da luta das massas.

Continuar lendo “Peru: 37 anos de invencível Guerra Popular”

Declaração de Partidos e organizações maoístas da América Latina e Europa (1º de Maio, 2017)

 

Retirado de vnd-peru.blogspot.com – tradução não-oficial.


Neste Primeiro de Maio celebremos jubilosos
os cem anos da Revolução de Outubro
com mais Guerra Popular!!
Proletários de todos os países, uni-vos!

Passaram-se os tempos em que nossos operários dobravam submissamente a espinha, sem ver uma saída à sua situação de subjugação nem um raio de luz em sua amarga vida. O socialismo lhes mostrou essa saída, e milhares e milhares de combatentes se agrupam sob a bandeira vermelha, levantando os olhos para ela como fosse para sua estrela polar.”

(V. I. Lenin, “O Primeiro de Maio”. 1904.)

Saudações vermelhas aos partidos e organizações comunistas, saudações vermelhas aos militantes e combatentes que com seu sangue regam a fértil terra da revolução proletária mundial; saudações vermelhas ao proletariado internacional, aos trabalhadores do mundo, aos pobres do campo e da cidade que na nova onda se erguem para tomar o céu de assalto.

Reafirmamo-nos em nossa todo-poderosa ideologia, o marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente o maoísmo, única ideologia científica, nos aportes de validez universal do pensamento gonzalo. Subscrevemos firmemente a campanha pela vida e saúde do Presidente Gonzalo, o maior marxista-leninista-maoísta vivente sobre a terra.

Esta é uma importante data na qual o proletariado internacional passa revista a suas forças e informa sobre o estado de sua situação, o estado da luta de classes e as expressões mais altas que esta última alcança com as guerras populares.

Continuar lendo “Declaração de Partidos e organizações maoístas da América Latina e Europa (1º de Maio, 2017)”

Destaque

Guerra Popular e Revolução (Partido Comunista do Brasil – Fração Vermelha)

Retirado da Revista O Maoísta, nº 1


Proletários de todos os países, uni-vos!

Guerra Popular e Revolução*

A revolução é uma guerra. É de todas que conhece a história, a única guerra legítima, legal, justa e realmente grande. Uma guerra que não se trava, como as demais, pelo interesse egoísta de um punhado de governantes e exploradores, senão nos interesses das massas do povo contra os tiranos, no interesse de milhões e milhões de explorados e trabalhadores contra o abuso e a violência.

Lenin

“Jornadas revolucionárias”, em “O plano de batalha de Petersburgo”-1905

A nossa palavra de ordem deve ser: armar o proletariado para vencer, expropriar e desamar a burguesia. Esta é a única tática possível para a classe revolucionária, tática que decorre de todo o desenvolvimento objetivo do militarismo capitalista e é determinada por este desenvolvimento. Só depois de o proletariado desarmar a burguesia é que poderá, sem trair a sua tarefa histórico-universal, atirar para o ferro-velho todo o armamento em geral e, indubitavelmente, o proletariado fa-lo-á, mas só então, de modo nenhum antes”. (sublinhado nosso)

Lenin

“O Programa Militar da Revolução Proletária”

…a experiência da luta de classes na época do imperialismo nos ensina que só mediante o poder do fuzil podem a classe operária e as classes trabalhadoras derrotar a burguesia e os latifundiários armados, neste sentido podemos dizer que só com fuzis pode-se transformar o mundo inteiro”.

Presidente Mao

“Problemas da guerra e da estratégia”

O cerne da estratégia do proletariado e de seu partido é o desenvolvimento da Guerra Popular através da guerra de guerrilhas.

Manoel Lisboa

“Carta de Doze Pontos aos comunistas revolucionários”

1-Introdução

O problema da via da revolução proletária como a da violência revolucionária ficou planteado pelo marxismo já no Manifesto Comunista de 1848, quando Marx e Engels expuseram de forma sistematizada pela primeira vez sua doutrina. Desde seus fundamentos o marxismo afirmou tanto a necessidade do proletariado se organizar em partido diferente de todos até então surgidos na história quanto da violência revolucionária como via da revolução. No Manifesto do Partido Comunista remarcaram incofundivelmente que os comunistas não se rebaixam a ocultar suas ideias, que ao contrário proclamam abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados com a derrubada violenta de toda a ordem social existente.1 A primeira tentativa do proletariado em assaltar os céus, a Comuna de Paris de 1871, em que pese todo seu heroísmo, fracassou após 70 dias e Marx fez ver seus ensinamentos e significado histórico. Mostrou que na ausência do partido revolucionário único do proletariado e de sua direção absoluta, bem como que na falta de compreensão da necessária ditadura revolucionária em todos os terrenos sobre a burguesia e demais classes exploradoras derrubadas do poder, encontravam-se as causas principais da sua derrota. Fez ver ainda outros ensinamentos daquela experiência, como a da nova forma estatal que vislumbrara diferente e oposta à das classes exploradoras ao longo da história. Também de que, o banho de sangue levado a termo pela reação unida para derrotar a Comuna, fizera o proletariado, que até então principalmente só conhecera a burguesia como força revolucionária, vê-la como tal na contrarrevolução.2

Continuar lendo “Guerra Popular e Revolução (Partido Comunista do Brasil – Fração Vermelha)”

Celebrar os 100 anos do triunfo da Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917 (Movimento Popular Peru – Comitê de Reorganização)

Traduzido não-oficialmente de vnd-peru.blogspot.com

Proletários de todos os países, uni-vos!

  

Por ocasião do 1º de Maio, Dia Internacional da nossa classe, nós saudamos o proletariado internacional e os povos do mundo.

Significado e plena vigência daGrande Revolução Socialista de Outubro

Esta celebração de 2017 tem um significado muito especial, uma vez que cumprem o 100º aniversário do triunfo da Grande Revolução Socialista de Outubro, dirigida por Lenin e do Partido Comunista (b) da Rússia. Ele é um marco extraordinário na história mundial, o fim da revolução burguesa e o início da revolução proletária mundial. Esta nova era marcada pelo potencialização da violência expressa a caducidade da burguesia para dirigir a revolução e a maturidade do proletariado para tomar, dirigir e manter o Poder da ditadura do proletariado dentro da qual se enquadram as revoluções das nações oprimidas.

Esta é uma brilhante ocasião para reafirmarmos a plena vigência e validez da ideologia do proletariado, o marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente maoísmo. O fundamental do maoísmo é o Poder, o Poder para o proletariado, o Poder para a ditadura do proletariado, baseado em uma força armada dirigida pelo Partido, que se conquista e defende com a guerra popular.

A restauração capitalista na URSS e depois da China não significa o “fracasso do socialismo”, etc., como reivindica a ofensiva contrarrevolucionária geral que encabeça o imperialismo ianque em sua condição de superpotência hegemônica única. Este podre engendro que pregam os reacionários nos diferentes países e que repetem os velhos e novos revisionistas deve ser combatido a fundo.

Continuar lendo “Celebrar os 100 anos do triunfo da Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917 (Movimento Popular Peru – Comitê de Reorganização)”

Somos os iniciadores (Presidente Gonzalo, 1980)

Nota do blog: Segue tradução não-oficial de trecho do documento do PCP “Somos os iniciadores” de 1980, pronunciado pelo Presidente Gonzalo e assinado pelo Comitê Central Ampliado, de grande valor histórico.


“Isso é o que somos. ‘Um punhado de homens, de comunistas, acatando o mandato do Partido, do proletariado e do povo, postos de pé expressaram sua declaração de fé revolucionária, com o coração ardendo de paixão inextinguível, vontade firme e resoluta, e com mente clara e audaz assumiram sua obrigação histórica de serem os iniciadores; e o que decidiram… plasmaram em outono e colheitas, prosseguiram em ações contra o poder reacionário, apontando ao poder local, continuaram com invasão e com as massas camponesas alçadas arrancaram as guerrilhas, e as guerrilhas geraram o poderoso exército que somos hoje e o Estado que se sustenta sobre ele. Nossa pátria é livre…’. Isso se concretiza em nossa decisão partidária aparentemente simples, mas de grande dimensão histórica.” (Presidente Gonzalo, “Somos os iniciadores”, 1980)

Oitenta e tantos anos de classe operária, cinquenta e dois de Partido, dez anos, mais ou menos, levou um grupo de homens encabeçados por Mariátegui a fundá-lo, seu nome ficará para sempre em nossas fileiras, em nosso povo e no povo do mundo e na classe operária internacional. O tempo passou, muito brigamos, seguimos brigando, o faremos até que seja eliminada a exploração; esse é nosso destino. Somos uma torrente crescente contra a qual se lança o fogo, pedras e lodo; mas nosso poder é grande, nós converteremos tudo em nosso fogo, o fogo negro nós converteremos em vermelho e o vermelho é luz. Isso somos nós, essa é a Reconstituição. Camaradas, estamos reconstituídos.

Continuar lendo “Somos os iniciadores (Presidente Gonzalo, 1980)”

Saudemos o 25 de março de 1922 (AND, 2008)

Nota do blog: Por ocasião do 95º aniversário do Partido Comunista do Brasil (P.C.B.) neste passado mês de março,  reproduzimos o artigo do Prof. Fausto Arruda, publicado em Jornal A Nova Democracia dividido em duas partes, nas edições 41 e 42 (2008) respectivamente.

Honra e glória ao Partido Comunista do Brasil (P.C.B.)!

Pela reconstituição do P.C.B. como um partido marxista-leninista-maoísta, principalmente maoísta!

Continuar lendo “Saudemos o 25 de março de 1922 (AND, 2008)”