A operária na Rússia soviética

O seguinte texto de Inessa Armand foi publicado em “Bulletin Communiste”, nº 17, de 8 de julho de 1920. Assinou o artigo como Heléne Blonina. Inessa Armand foi dirigente do Departamento da Mulher do Secretariado do Comitê Central do Partido Bolchevique.

Retirado de culturaproletaria.wordpress.com.

Em celebração dos 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro (1917).


O poder soviético foi o primeiro a criar as condições em que a mulher poderá completar, finalmente, a obra de sua própria emancipação.

No curso dos séculos, foi escrava. Inicialmente, sob o reino da pequena produção, foi da família, depois com desenvolvimento do capitalismo, o seu trabalho triplicou: no Estado, na fábrica e na família.

Foi assim não só sob o regime czarista, bárbaro e subdesenvolvido, mas também nas “democracias” mais “civilizadas” da Europa ocidental e da América.

Sob o regime burguês a mulher trabalhadora é privada dos escassos direitos políticos outorgados ao trabalhador. Na fábrica, na oficina, está, todavia mais oprimida, mais explorada que o homem, porque o patrão usa seu poder para oprimi-la não somente em sua qualidade de proletária, mas também para infligir-lhe todo tipo de ultrajes e violência enquanto mulher. E em nenhum lugar nem em nenhum momento, a prostituição, o fenômeno mais repugnante , o mais odioso da escravidão assalariada do proletariado, se estendeu tão escandalosamente como sob o reino do capitalismo.

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Discurso no Primeiro Congresso Pan-Russo das Operárias (Lenin, 1918)

Em celebração aos 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro (1917)


V.I. Lênin

19 de Novembro de 1918

Companheiras!

O congresso do setor feminino do exército proletário assume, de um certo ponto de vista, importância particularmente grande, porque para as mulheres, em todos os países, tem sido mais difícil vir ao movimento. Não é possível uma revolução socialista sem a participação de imensa parte das mulheres trabalhadoras.

Em todos os países civilizados, mesmo nos mais avançados, é tal a situação das mulheres que, com razão, são consideradas escravas domésticas. Em nenhum dos estados capitalistas, nem mesmo na mais livre das repúblicas, as mulheres gozam de plena igualdade de direitos.

A República dos Sovietes tem a tarefa de abolir, antes de tudo, qualquer limitação dos direitos femininos. Para obter o divórcio, já não se exige um processo judiciário: essa vergonha burguesa, fonte de aviltamento e de humilhação, foi completamente abolida pelo poder soviético(1*).

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As correntes filosóficas no movimento feminista (Anuradha Gandhy)

 Tradução-contribuição de leitora (crédito ao fim da publicação)


(Original em inglês: http://massalijn.nl/theory/philosophical-trends-in-the-feminist-movement/) trechos a mais

Disponível em espanhol: https://culturaproletaria.wordpress.com/2016/12/09/critica-al-feminismo-en-occidente/) – reproduzido pelo Da.Rjo


O seguinte texto é obra de Anuradha Gandhy, fundadora do PCI(M-L) e membro do CC do PCI(Maoísta) até sua morte.

Introdução geral ao Movimento de Mulheres no Ocidente, pela Camarada Janaki (Anuradha Ghandy):

– Feminismo liberal.

– Crítica.

– Feminismo radical.

– Crítica

– Sistema sexo/gênero e patriarcado.

– Sexualidade: a heterossexualidade e o lesbianismo.

– Crítica.

– Anarcofeminismo.

– Ecofeminismo.

– Feminismo socialista.

– Estratégia do feminismo socialista para a libertação da mulher.

– Crítica.

– O feminismo e o pós-modernismo.

– Resumo.

Feminismo liberal

O feminismo liberal desfrutou de uma longa história nos séculos XVIII e XIX com pensadoras como Mary Wollstonecraft (1759-1797), Harriet Taylor Mill (1807-1858), Elisabeth CadyStanton (1815-1902), argumentando a favor dos direitos da mulher na base da compreensão filosófica liberal. O movimento pela igualdade de direitos para mulheres, especialmente a luta pelo direito ao voto, se baseou principalmente no pensamento liberal.

Os primeiros filósofos políticos liberais, como John Locke e Jean Jacques Rousseau, que haviam defendido a regra da razão, a igualdade para todos, não incluíram as mulheres em sua compreensão de merecedores de igualdade, em particular de igualdade política. Não aplicaram sua teoria liberal para a posição da mulher na sociedade. Os valores do liberalismo, incluindo a crença fundamental na importância e na autonomia do indivíduo foram desenvolvido no século XVII.

Isto surgiu com o desenvolvimento do capitalismo na Europa em oposição aos valores patriarcais feudais baseados na desigualdade. Era a filosofia da burguesia em ascenso. Os valores feudais se baseavam na crença da superioridade inerente à elite – em especial os monarcas. Os demais eram objetos, os subordinados. Defendiam a hierarquia, junto à desigualdade de direitos e o poder. Em oposição a estes valores feudais a filosofia liberal desenvolveu a crença na igualdade natural e na liberdade dos seres humanos.  “Defendiam uma estrutura social e política que reconhecesse a igualdade de todas as pessoas e que proporcionasse igualdade de oportunidades. Esta filosofia foi rigorosamente racional e secular e, por sua vez, a potência máxima e o desenvolvimento progressivo do maior período do Iluminismo. Caracterizou-se por um intenso individualismo. Contudo, os famosos filósofos liberais do século XVII, como Rousseau e Locke, não aplicaram os mesmos princípios à família patriarcal e à posição das mulheres nela. Esta foi a inclinação patriarcal residual do liberalismo que se aplicou apenas aos homens no mercado.” – Zillah Eisenstein.

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19 de março: Celebrando o nascimento da camarada Chiang Ching

“Aprender com a camarada Chiang Ching!”

Nota do blog / Dazibao Rojo: Em 19 de março de 1914 nasceu Chiang Ching (Jiang Qing), a líder revolucionária da China Socialista e companheira do Presidente Mao Tsetung

Continuamos reproduzindo um parte do excelente texto de Zafi a Ryan, “As ambições revolucionárias de uma líder comunista”, de onde se expõe a vida e posições desta grande líder comunista (Periódico El Pueblo)


Atrever-se a ser como Chiang Ching!

A perda de Chiang Ching é uma perda importantíssima: ela, que nunca abandonou o marxismo-leninismo-pensamento Mao Tsetung, que de fato pôs sua vida e paixão para fortalecê-lo, e que com segurança e firmeza esteve com Mao e a revolução. Ela foi uma líder que representou o proletariado internacional no poder, inspirou e animou aos comunistas e revolucionários de todo o mundo, que também se negaram a abandonar a revolução quando a burguesia no interior do Partido Comunista estava estrangulando a China socialista. Neste sentido, sua postura e a de Chiang Chun-chiao refletiram a verdade de que a Revolução Cultural e a experiência na China em seu conjunto haviam levado a revolução proletária mundial a um ponto mais alto na espiral de seu desenvolvimento. Que diferença do momento da morte de Stalin em 1956, quando nenhum membro dirigente do PCUS se pôs a frente para defender a bandeira vermelha, para mantê-la erguida e resgatá-la do lixo e da lama dos revisionistas soviéticos que tomaram o poder! E que astuto foi Mao, alertando a Chiang Ching de novo, uns meses antes de sua morte, para que se esforçasse por fazer a revolução até o fim, consciente de que os riscos eram altos na proporção do que estava em jogo.

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Honra e glória à Camarada Norah!

Proletários de todos os países, uni-vos!

Resolução Especial

Honra e glória à Camarada Norah!

O I Congresso rende profunda homenagem à camarada Norah, membro da fração vermelha e provada comunista, grande dirigente, exemplo imperecível de dar a vida pelo Partido, destemida combatente marxista-leninista-maoísta, pensamento gonzalo e firme e sempre consequente antirrevisionista. A maior heroína do Partido.

O Congresso a condecora com a Ordem da Foice e Martelo, a maior distinção partidária e decide que no futuro monumento dos heróis do povo a situe num lugar especial e da maior diferença.

Iº Congresso do Partido Comunista do Peru

Peru, 29 de junho de 1989

Equador: Viva o Dia da Mulher Trabalhadora, Explorada, Indômita e Revolucionária

Nota do blog: Por ocasião do Dia Internacional da Mulher Proletária (8 de março), reproduzimos a tradução da declaração do Movimento Feminino Popular – Equador. Retirado de fdlp-ec.blogspot.com. Tradução não-oficial.

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