Declaração conjunta de Partidos e Organizações MLM sobre os crescentes protestos populares na América Latina

Declaração conjunta de Partidos e Organizações MLM sobre os crescentes protestos populares na América Latina

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

América Latina: Desenvolver o crescente protesto popular, tudo em função de iniciar a guerra popular sob a direção do Partido Comunista militarizado!

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Declaração da revista O Maoista por ocasião do 27º aniversário do Discurso do Presidente Gonzalo (setembro de 2019)

Declaração da revista O Maoista por ocasião do 27º aniversário do Discurso do Presidente Gonzalo (setembro de 2019)

Nota do blog: Publicamos declaração da revista O Maoista por ocasião do 27º aniversário do Discurso do Presidente Gonzalo.

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Estado e Revolução – Parte 4 (V. I. Lenin, 1917)

Nota do blog: A seguir a quarta parte do documento Estado e Revolução (1917) de V. I. Lenin.

IV. Esclarecimentos complementares de Engels

Marx elucidou, em princípio, o sentido da experiência da Comuna. Engels retomou várias vezes esse tema, completando a análise e as conclusões de Marx e esclarecendo, por vezes, outros aspectos da questão, com um tal vigor e relevo que devemos deter-nos sobre esses esclarecimentos.

  1. O “problema da habitação”

No seu Problema da Habitação (1872), Engels baseia-se já na experiência da Comuna, detendo-se várias vezes sobre o papel da revolução em face do Estado. É interessante ver como, nessa matéria concreta, ele explica, de urna forma precisa, por um lado, os traços de semelhança entre o Estado proletário e o Estado atual, traços que permitem, num ponto ou noutro, falar-se em Estado, e, por outro lado, os traços que os contrapõem e que indicam a passagem para a supressão do Estado.

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A experiência da Comuna de Paris (Estado e Revolução – Parte 3)

Nota do blog: A seguir a terceira parte do documento Estado e Revolução (1917) de V. I. Lenin.

III. O Estado e a Revolução

A experiência da Comuna de Paris (1871)

Análise de Marx

  1. Onde reside o heroísmo da tentativa dos Comunards

Como se sabe, alguns meses antes da Comuna, no outono de 1870, Marx, pondo de sobreaviso os operários parisienses contra o perigo, demonstrava-lhes que qualquer tentativa para derrubar o governo era uma tolice ditada pelo desespero. Mas quando, em março de 1871, a batalha decisiva foi imposta aos operários e estes a aceitaram, quando a insurreição se tornou um fato consumado, Marx saudou com entusiasmo a revolução proletária. Apesar dos seus sinistros prognósticos, Marx não teimou em condenar por pedantismo um movimento “prematuro”, como o fez o renegado russo do marxismo Plekhanov, de triste memória, cujos escritos instigadores e encorajavam à luta os operários e camponeses em novembro de 1905, e que, depois de dezembro de 1905, gritava como um verdadeiro liberal: “Não deviam pegar em armas! ”

Marx não se contentou em entusiasmar-se com o heroísmo dos comunardos, “tomando o céu de assalto segundo a sua expressão. Muito embora o movimento revolucionário das massas falhasse ao seu objetivo, Marx viu nele uma experiência histórica de enorme importância, um passo para a frente na revolução proletária universal, uma tentativa prática mais importante do que centenas de programas e argumentos. Analisar essa experiência, colher nela lições de tática e submeter à prova a sua teoria, eis a tarefa que Marx se impôs.

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Sobre o Pensamento de Lenin (Comitê Bandeira Vermelha, Alemanha)

Nota do blog: Publicamos com grande júbilo a tradução não-oficial do documento assinado pelo Comitê Bandeira Vermelha – organização clandestina que trabalha pela reconstituição do Partido Comunista da Alemanha – sobre a conformação do pensamento lenin e, posteriormente, do leninismo.

Retirado da Revista O Maoista nº 2, disponível na internet.


Proletários de todos os países, uni-vos!

Sobre o Pensamento de Lenin

Comitê Bandeira Vermelha – Alemanha

“Há um marxismo dogmático e um marxismo criador. Eu me situo no terreno do segundo”

Stalin

 

No presente documento pretendemos demonstrar como se desenvolveu o pensamento de Lenin, de pensamento guia da revolução russa até chegar ao leninismo, segunda etapa do desenvolvimento do marxismo. Alguns dirão que semelhante exercício é desnecessário e de simples interesse histórico, mas pensamos que tais pessoas se equivocam, pois a compreensão correta do que é o pensamento guia é um assunto de vida ou morte para os comunistas de todo o mundo, motivo de vitória ou derrota.

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Economia política: a produção mercantil e suas contradições (L. Segal)

Pulicamos a seguir trechos do capítulo II do manual soviético Noções fundamentais de economia política, de Luis Segal, publicado na década de 1930. Este capítulo, intitulado A produção mercantil e suas contradições, lança bases para compreender o fundamental sobre o estudo do nosso grande fundador – Karl Marx – acerca da mercadoria, seu valor e sua circulação ao longo de toda a história da produção mercantil e, em particular, no capitalismo.

O primeiro capítulo deste manual já foi publicado neste blog, repartido em cinco partes, sob o título geral de O desenvolvimento econômico da sociedade, onde estuda-se sinteticamente a história das sociedades comunista primitiva, escravista, feudal e burguesa.


Noções fundamentais de economia política

Luis Segal

Capítulo II – A produção mercantil e suas contradições

Marx inicia o estudo da produção capitalista analisando a mercadoria. É levado a isso porque, na sociedade capitalista, domina a produção de mercadorias. Por outros termos, porque, nessa sociedade, os produtos não são destinados ao consumo individual imediato, mas, em lugar disso, são levados ao mercado para serem trocados.

No regime da produção mercantil, as relações de produção entre os homens apresentam-se sob a forma de relações entre mercadorias. Consideremos a relação de produção fundamental na sociedade capitalista: a exploração do proletariado pela burguesia. Para que o capitalista possa explorar o operário, tem que comprar a sua “força de trabalho” como se esta fosse uma mercadoria. O operário recebe do capitalista o preço dessa mercadoria – o salário, com o qual, por sua vez, ele compra outras mercadorias: seus meios de existência.

Quais as relações dos capitalistas entre si? Compram e vendem mercadorias uns aos outros. Na mercadoria, pois, estão caracterizadas e definidas as relações de produção da sociedade burguesa.

A riqueza das sociedades nas quais domina o regime capitalista de produção, equivale a um “imenso arsenal de mercadorias” e sua forma elementar é a própria mercadoria [1]

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Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico – Materialismo histórico (Parte III)

Nota do blog: Publicamos a seguir a terceira e última parte do documento Do socialismo utópico ao socialismo científico, do grande dirigente do proletariado internacional Friedrich Engels. O documento, na verdade parte do seu trabalho Anti-Duhring – no qual combate o oportunismo do intelectual social-democrata alemão Duhring – é uma exposição bem propositiva da doutrina marxista proletária. De fundamental importância para o estudo consequente do marxismo.


Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico

Friederich Engels

III – O Materialismo Histórico

A concepção materialista da história parte da tese de que a produção, e com ela a troca dos produtos, é a base de toda a ordem social; de que em todas as sociedades que desfilam pela história, a distribuição dos produtos, e juntamente com ela a divisão social dos homens em classes ou camadas, é determinada pelo que a sociedade produz e como produz o pelo modo de trocar os seus produtos. De conformidade com isso, as causas profundas de todas as transformações sociais e de todas as revoluções políticas não devem ser procuradas nas cabeças dos homens nem na idéia que eles façam da verdade eterna ou da eterna justiça, mas nas transformações operadas no modo de produção e de troca; devem ser procuradas não na filosofia, mas na economia da época de que se trata. Quando nasce nos homens a consciência de que as instituições sociais vigentes são irracionais e injustas, de que a razão se converteu em insensatez e a bênção em praga (7), isso não é mais que um indício de que nos métodos de produção e nas formas de distribuição produziram-se silenciosamente transformações com as quais já não concorda a ordem social, talhada segundo o padrão de condições econômicas anteriores. E assim já está dito que nas novas relações de produção têm forçosamente que conter-se – mais ou menos desenvolvidos – os meios necessários para pôr termo aos males descobertos. E esses meios não devem ser tirados da cabeça de ninguém, mas a cabeça é que tem de descobrí-los nos fatos materiais da produção, tal e qual a realidade os oferece.

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Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico – Dialética (Parte II)

Nota do blog: Publicamos a seguir a segunda parte do documento Do socialismo utópico ao socialismo científico, do grande dirigente do proletariado internacional Friedrich Engels. O documento, na verdade parte do seu trabalho Anti-Duhring – no qual combate o oportunismo do intelectual social-democrata alemão Duhring – é uma exposição bem propositiva da doutrina marxista proletária. De fundamental importância para o estudo consequente do marxismo.


Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico

Friederich Engels

II – Dialética

Entretanto, junto à filosofia francesa do século XVIII, e por trás dela, surgira a moderna filosofia alemã, cujo ponto culminante foi Hegel. O principal mérito dessa filosofia é a restauração da dialética, como forma suprema do pensamento. Os antigos filósofos gregos eram todos dialéticos inatos, espontâneos, e a cabeça mais universal de todos eles – Aristóteles – chegara já a estudar as formas mais substanciais do pensamento dialético. Em troca, a nova filosofia, embora tendo um ou outro brilhante defensor da dialética (como por exemplo, Descartes e Spinoza) caía cada vez mais, sob a influência principalmente dos ingleses, na chamada maneira metafísica de pensar, que também dominou quase totalmente entre os franceses do século XVIII, ao menos em suas obras especificamente filosóficas. Fora do campo estritamente filosófico, eles criaram também obras-primas de dialética; como prova, basta citar O Sobrinho de Rameau, de Diderot, e o estudo de Rousseau sôbre a origem da desigualdade entre os homens. Resumiremos aqui, sucintamente, os traços mais essenciais de ambos os métodos discursivos.

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