‘Vencer as torturas é dever revolucionário’ (Manoel Lisboa, 1972)

Vencer as torturas é dever revolucionário’
(Manoel Lisboa, 1972)

A ditadura militar brasileira necessita do terror policial como o peixe necessita da água. Ela surgiu no nosso cenário histórico, justamente para impor o terror. Era preciso proteger os interesses do capital estrangeiro, da alta-burguesia nacional e dos latifundiários, ameaçados pela relativa liberdade existente no governo João Goulart. Tal liberdade facilitava o esclarecimento e a organização do povo pelas forças revolucionárias. Esse esclarecimento e essa organização desembocariam, mais cedo ou mais tarde, numa rebelião total contra a dominação imperialista em nosso país. Para esmagá-la no nascedouro, a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos revolveu o museu de nossa história, lá encontrando os agentes indicados, os generais mais fascistas, mais fiéis aos monopólios norte-americanos e seus aliados nacionais.

Para cumprir sua missão, sabiam e sabem os generais, era indispensável prolongar a secular miséria de nosso povo, desde que a melhoria das condições de vida do mesmo é incompatível com a dominação de nossa economia pelos monopólios estrangeiros e a estrutura agrária, em que predomina o latifúndio. Sabiam e sabem os generais que sua missão se constituía na mais vergonhosa traição, no mais terrível crime contra o povo. No entanto, aceitaram, e cumprem com perfeição o papel de fiéis lacaios do imperialismo ianque. Para eles, nada mais honroso que os dólares recebidos e os elogios de Nixon ao “milagre brasileiro”.

Da noite para o dia, o Brasil se transformou no reino do capital estrangeiro. Empresas ianques, alemãs, japonesas, inglesas, francesas, etc. investem no Brasil, pois aqui está garantida a expansão dos seus lucros. Os generais brasileiros, chibata em punho, protegem o capital estrangeiro contra os “altos salários”, as greves e outros atropelos, mesmo que isso resulte em mais fome, mais desemprego, mais doenças para os trabalhadores.

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Por uma Conferência Internacional Maoista Unificada! Proposta acerca do balanço do Movimento Comunista Internacional e de sua atual Linha Política Geral (CCIMU, 2022)

O Comitê Coordenador para uma Conferência Internacional Maoista Unificada ­– CCIMU entrega ao proletariado internacional a seguinte proposta acerca do balanço do Movimento Comunista Internacional e de sua atual Linha Política Geral, com o objetivo de servir aos debates e preparação da Conferência Internacional Maoista Unificada.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Por uma Conferência Internacional Maoista Unificada!

Proposta acerca do balanço do Movimento Comunista Internacional e de sua atual Linha Política Geral

I. INTRODUÇÃO
Como comunistas, somos filhos e filhas de uma classe única no mundo, o proletariado internacional, com um destino indissoluvelmente soldado, o comunismo, onde todos entram ou ninguém entra. Por isto, nos sujeitamos firmemente ao internacionalismo proletário como um princípio fundamental para o MCI, manifestando nosso poderoso e imortal lema estabelecido no Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels: “Proletários de todos os países, uni-vos!”.


O comunismo é a meta inexorável da história, em sua direção marcha a humanidade e a essa imarcescível meta se chegará, seja qual forem as vicissitudes que hoje enfrentamos.


A tarefa principal dos comunistas é conformar-se e desenvolver-se como Partido Comunista, marxista-leninista-maoista, para iniciar e desenvolver a guerra popular para conquistar o Poder, que temos que desenvolver segundo a particularidade de cada país, como parte e em serviço da Revolução Proletária Mundial para chegar à nossa meta final: o comunismo. Na Nova Era na qual nos desenvolvemos, a existência de um partido comunista é decisiva para fazer a revolução proletária. Sem um Partido Comunista marxista-leninista-maoista, a revolução não pode levar-se à cabo e muito menos desenvolver-se para conquistar e defender o Novo Poder.


O Movimento Comunista Internacional é a vanguarda do proletariado internacional. O principal problema hoje para o MCI é a dispersão de forças e o perigo principal segue sendo o revisionismo. Sua unidade se constrói sobre a base e o guia do marxismo, hoje marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo, e sua aplicação à prática concreta da revolução em cada país e ao processo da revolução mundial.

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Declaração conjunta: ‘Unir-se sob o maoismo!’ (dezembro, 2021)

Tradução não-oficial

Proletários de todos os países, uni-vos!

Unir-se sob o maoismo!

O Presidente Mao Tsetung nasceu em 26 de dezembro de 1893, durante uma vida cabal e completamente dedicada a serviço do povo, às mais fundas e mais profundas massas, foi o principal protagonista, reconhecido líder da revolução chinesa e tornou-se chefe da revolução proletária mundial. Fundou o Partido Comunista da China e o Exército Vermelho dos operários e camponeses do povo chinês, estabeleceu o caminho de cercar as cidades pelo campo, desenvolveu a Guerra Popular e com ela a teoria militar do proletariado. Como teórico da Nova Democracia, fundou a República Popular, foi o principal gestor do Grande Salto Adiante e promoveu o desenvolvimento do socialismo. O presidente Mao foi o líder da luta contra o revisionismo contemporâneo de Khrushchev e seus sequazes. Ele liderou a Grande Revolução Cultural Proletária, conquistando o marco mais alto até agora na luta pelo comunismo. Em todo esse imenso processo, em meio à luta de classes e à luta de duas linhas, ele desenvolveu qualitativamente as três partes integrantes do marxismo como uma unidade – a filosofia marxista, a economia política marxista e o socialismo científico – a um nível superior e a ideologia do proletariado deu o salto para o marxismo-leninismo-maoismo.

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Sobre a construção do Partido (PCP, 1976)

Tradução não-oficial

Comitê Central
Partido Comunista do Peru
1992

“Todas as lutas revolucionárias do mundo têm por objetivo tomar o Poder e consolidá-lo.”
Mao Tsetung.

Sintetizando as experiências de 100 anos de luta da classe operária e da revolução mundial, em 1948, o Presidente Mao Tsetung* escreveu:

“Para realizar a revolução, é necessário um partido revolucionário. Sem um partido revolucionário, sem um partido revolucionário criado sobre a teoria revolucionária marxista-leninista e no estilo revolucionário marxista-leninista, é impossível conduzir a classe operária e as amplas massas populares à vitória na luta contra o imperialismo e seus lacaios. Nos mais de 100 anos transcorridos desde o nascimento do marxismo, apenas graças ao exemplo dado pelos bolcheviques russos ao dirigir a Revolução de Outubro e a construção socialista ao vencer a agressão do fascismo, foram formados e desenvolvidos no mundo partidos revolucionários de novo tipo. Com o nascimento dos partidos revolucionários deste tipo, a fisionomia da revolução mundial transformou-se. A mudança foi tão grande que produziu, em meio a trovões e fogo, transformações totalmente inconcebíveis para as pessoas da velha geração… Com o nascimento do Partido Comunista, a fisionomia da revolução chinesa tomou um rumo inteiramente novo. Acaso não é suficientemente claro este fato?” (o destacado é de nosso Partido).

Eis aqui, magistralmente condensada, a questão do Partido: sua necessidade e sua construção como partido de novo tipo, que concretiza e dá rumo preciso à revolução mundial e de cada país, em função da classe operária e sua emancipação.

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‘Firmemente sujeitos à Chefatura do Presidente Gonzalo e a seu todo-poderoso pensamento gonzalo, lutar para culminar a RGP!’ (Movimento Popular Peru, outubro 2021)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Firmemente sujeitos à Chefatura do Presidente Gonzalo e a seu todo-poderoso pensamento gonzalo, lutar para culminar a Reorganização Geral do Partido

Hoje celebramos o aniversário de 93 anos da fundação do Partido Comunista do Peru por José Carlos Mariátegui, em 7 de outubro de 1928. Neste ano, a celebração é parte e serve à Campanha Internacional pela Defesa da Chefatura do Presidente Gonzalo e seu Todo-poderoso Pensamento Gonzalo que vêm levando a cabo os Partidos e Organizações Maoistas do Mundo.

Os comunistas, os revolucionários e povos do mundo estão se mobilizando poderosa e combativamente nos diferentes continentes e países destacando o grandioso feito da entrega da própria vida pelo Presidente Gonzalo (11 de setembro de 2021), conquistando uma grande vitória política, militar e moral para o maoismo, para o Partido Comunista do Peru, para a guerra popular, para a revolução democrática em marcha ininterrupta ao socialismo e ao comunismo, para a classe, para o povo peruano e os povos do mundo, para o Movimento Comunista Internacional. O 11 de setembro será recordado por todos os comunistas da Terra por este grande significado histórico de alcance universal.

Com grandiosas ações o proletariado e os povos do mundo assumem, em teoria e prática a defesa da Chefatura do Presidente Gonzalo e seu todo-poderoso pensamento gonzalo. Com cada vez mais crescente ira e com o mais profundo ódio de classe estão demonstrando aplastamento, condenação e rechaço a este horrendo e ignominioso crime contra o Presidente Gonzalo cometido por mandato do cabeça do imperialismo ianque, o genocida Biden, e consumado pelo presidente do velho Estado peruano Pedro Castillo Terrones, com o serviço das ratazanas da Linha Oportunista de Direita revisionista e capitulacionista (LOD). O governo reacionário encabeçado pelo oportunismo com a participação das ratazanas da LOD (Modavef) se encobriram todos de infâmia genocida e contrarrevolucionária, mostrando suas verdadeiras entranhas fascistas, como nova cabeça do regime inaugurado por Fujimori com o “autogolpe de 1992”. No dia 24 de setembro, em ato oficial pelo dia do Exército reacionário, o genocida Castillo justificou o genocídio cometido pelas Forças Armadas do velho Estado latifundiário-burocrático, serviçal do imperialismo, principalmente ianque, contra o povo peruano em guerra contrarrevolucionária desde 1980 até hoje.

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Acerca do pensamento gonzalo (Presidente Gonzalo, 1988)

Nota do blog: Publicamos a seguir um trecho da longa intervenção do Presidente Gonzalo durante as discussões sobre o documento sobre o pensamento gonzalo. Aqui o Presidente Gonzalo disseca os fundamentos do pensamento-guia; a necessidade e casualidade que determina a inevitável existência de uma chefatura comunista, e a relação entre estas coisas. Importantíssimas discussões para o Peru, ao Brasil e a todo o mundo, questão que se apresenta como de importância destacada para a Revolução Proletária Mundial.

Tradução não-oficial.

Acerca do pensamento gonzalo

“Acerca do pensamento Gonzalo” tem uma parte introdutória, embora tal coisa não se expresse, é uma introdução e, portanto, tem cinco problemas.

Vejamos esta parte introdutória. Disse: “No seu processo de desenvolvimento, toda revolução, pela luta do proletariado como classe dirigente e, sobretudo, do partido comunista que desfralda seus interesses de classe irrevogáveis, gera um grupo de chefes, e principalmente um chefe que o representa e dirige, um chefe de autoridade e ascendente reconhecidos. Em nossa realidade, isso foi concretizado, por necessidade e chance histórica, no presidente Gonzalo, chefe do partido e da revolução”.

Em relação a chefes, e que caso tenha-se em conta o que LENIN estabeleceu em “sobre esquerdismo” em relação a massas, partidos e chefes; mas não é como os camaradas dissessem – que esta é a tese de LENIN – não é assim, camaradas, não leram bem LENIN, é preciso ler bem LENIN, conhecer bem. Se vocês pensarem detidamente, [verão que] aqui é especificado o problema da revolução, da classe dirigente (proletariado) e do partido, as três coisas estão sendo especificadas. É isso que deve-se ter em conta.

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Partido (marxista-leninista) dos Trabalhadores – Espanha: ‘Em defesa da memória do Presidente Gonzalo!’ (setembro, 2021)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Em defesa da memória do Presidente Gonzalo!

11 de setembro de 2021

A partir do Partido (marxista-leninista) dos Trabalhadores queremos fazer um chamamento a defender e reivindicar a memória do Presidente Gonzalo.

Abimael Guzmán, o Presidente Gonzalo, nasceu em Mollendo (Arequipa) em 1934. A importância do trabalho de José Carlos Mariátegui foi muito importante para o desenvolvimento político do Presidente Gonzalo, que com seu despertar ideológico se filiou ao Partido Comunista do Peru.

Depois do triunfo das teses revisionistas no PCP, dentro da lógica do Movimento Comunista Internacional, visitou a República Popular da China e viu de primeira mão a construção do socialismo e da luta de massas para levá-lo adiante de forma vitoriosa, alinhando-se com as posições defendidas pelo Presidente Mao Tsetung. Chefiou a Fração Vermelha do PCP a partir de Ayacucho, onde foi professor da Universidade Nacional de San Cristóbal de Huamanga. Ali, se vinculou com as lutas dos camponeses e das massas populares, enfrentando ao velho Estado e a seu caráter semifeudal e semicolonial.

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Finlândia: ‘Viva o Presidente Gonzalo!’ (Comitê Maoista, setembro de 2021)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Viva o Presidente Gonzalo!

“Qual poderia ser o maior medo? Morte? Como um materialista eu sei que a vida terminará um dia. O que é mais importante para mim é ser um otimista, com a convicção de que outros continuarão o trabalho a que eu me comprometi, e o carregarão adiante até alcançar o seu objetivo final, o comunismo” (Entrevista com o Presidente Gonzalo, 1988)

O Presidente Gonzalo morreu hoje, 11 de setembro de 2021, nas vésperas do aniversário de 29 anos de sua detenção, com 86 anos de idade. Este é um dia de grande pesar a todo o proletariado internacional e aos povos do mundo, especialmente ao Partido Comunista do Peru e o povo peruano.

Até seu último suspiro, o Presidente Gonzalo era o maior Marxista-Leninista-Maoísta vivo na face da Terra, Chefatura do Partido Comunista do Peru e da Revolução Peruana, chefe da Revolução Mundial, professor de comunistas e um grande Marxista. Até seu último suspiro, ele manteve-se leal ao proletariado internacional, defendendo a Guerra Popular e oposto a todos os “acordos de paz” sonhados pela linha oportunista de direita. Até seu último suspiro ele resistiu a quase 29 anos de aprisionamento e, zombando de seus captores, fez cada dia da prisão militar de segurança máxima de El Callao uma Luminosa Trincheira de Combate. Sua luta implacável até o fim é um exemplo luminoso do espírito de luta e força de vontade proletária-revolucionária, o qual todos nós devemos seguir.

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