O Partido Comunista do Brasil

Nota do blog: Publicamos o prólogo e um trecho final da obra Problemas da história do Partido Comunista do Brasil, publicada pelo Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoismo, onde concentra-se um profundo e corretíssimo balanço histórico da experiência adquirida pelo heroico Partido Comunista do Brasil, seus feitos imperecedouros, como o Levante Popular de 1935 e a Guerrilha do Araguaia, mas também os erros cometidos pela sua direção onde quase sempre prevaleceu o oportunismo e o revisionismo, não sem uma dura luta da esquerda por impor a linha revolucionária do proletariado.

23-11


Prólogo

A oposição e luta entre duas ideias diferentes têm lugar constantemente dentro do Partido. Este é o reflexo em seu seio das contradições entre as classes e entre o novo e o velho na sociedade. Se não existissem contradições no Partido e não houvesse lutas ideológicas para resolvê-las, a vida do Partido cessaria.

Mao Tsetung – Sobre a Contradição

No Brasil, a luta pela constituição do genuíno partido revolucionário do proletariado tem percorrido um longo, complexo e difícil caminho não logrando até os dias atuais sua solução cabal. Desde o já longínquo ano de 1922, quando os pioneiros fundadores do Partido Comunista Seção Brasileira da Internacional Comunista encetaram a marcha pela constituição do partido revolucionário do proletariado brasileiro transcorreram-se mais de 90 anos. Embora o curso desta luta venha sendo feito de intensos combates, sacrifícios e sofrimentos do proletariado e das massas populares, de proezas e heroísmos de um infindável número de ardorosos militantes comunistas, tem sido marcado fundamentalmente por duras derrotas.

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O Partido (Stalin, 1926)

Nota do blog: Retirado de “Fundamentos do Leninismo” – Aqui o camarada Stalin faz uma síntese do que a aplicação criadora do marxismo à revolução russa – o que depois viria a conformar-se em uma nova etapa do mesmo (o leninismo) – aportou sobre a questão do Partido revolucionário do proletariado.

Da fornalha da Rússia czarista saiu o protótipo indispensável para a revolução em todos os países do mundo: o partido de novo tipo, clandestino, com militantes de ferro minuciosamente selecionados entre as melhores fileiras das massas proletárias e do povo, que manejam a ideologia todopoderosa e as leis sociais da revolução para mobilizar audazmente as massas, enfim, um partido de chefes revolucionários – partido construído para levar a cabo a conquista do Poder.

Na aplicação criadora do marxismo-leninismo à revolução chinesa, o Presidente Mao avançará mais e, com a aplicação de seus aportes à revolução peruana, teremos um novo salto na compreensão do Partido: o caráter estritamente clandestino do Partido nas regiões onde o inimigo domina, Partido que se constrói em função da luta armada revolucionária e, portanto, está no centro do Exército Popular; um partido que, no caso dos países semicoloniais, deve conformar uma frente única, nucleada pela aliança operário-camponesa, com a pequena burguesia e, em determinadas condições, com a média burguesia (ou burguesia genuinamente nacional).

Assim sintetizou o Presidente Gonzalo: Partido militarizado, que se constrói em função da guerra popular – para prepará-la, iniciá-la, desenvolvê-la – e de forma concêntrica, sendo o eixo e centro, dirigindo onimodamente o Exército Popular e a Frente Única Revolucionária – onde se aglutinam as aliadas classes revolucionárias nucleadas pela aliança operário-camponesa.

Em celebração ao centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro, na Rússia, dirigida pelo Partido Bolchevique e sob a chefatura do grandíssimo Lenin.

19-11


O Partido

No período pré-revolucionário, no período de evolução mais ou menos pacífica, em que os partidos da Segunda Internacional representavam a força predominante dentro do movimento operário, e as forças parlamentares de luta se consideravam como fundamentais, nestas condições o Partido não tinha nem podia ter uma importância tão grande e tão decisiva como a que adquire mais tarde, nas condições reveladas pelas lutas revolucionárias declaradas. Kautski, defendendo a Segunda Internacional contra os que a atacam, diz que os partidos da Segunda Internacional são instrumentos de paz e não de guerra e que precisamente por isso se revelaram impotentes para fazer algo de muito sério durante a guerra, no período das ações revolucionárias do proletariado. E isto é totalmente exato. Mas que significa? Significa que os partidos da Segunda Internacional são imprestáveis para a luta revolucionária do proletariado, se encontram aptos para aptos para conduzir este ao Poder, mas antes se revelam como máquinas eleitorais, adaptadas às eleições do parlamento e à luta parlamentar. Isto explica precisamente o fato de que, durante o período de predomínio dos oportunistas da Segunda Internacional, a organização política fundamental do proletariado não fosse o Partido, mas antes a fração parlamentar. Sabe-se que neste período o Partido era, na realidade, um apêndice da fração parlamentar e um elemento posto ao serviço desta. Falta demonstrar que, em tais condições e com semelhante partido à frente, não se podia falar sequer em preparar o proletariado para a revolução.

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Declaração de Partidos e Organizações Maoistas sobre a Revolução de Outubro (novembro, 2017)

Nota do blog: Publicamos a tradução não-oficial da Declaração de Partidos e Organizações Marxista-Leninista-Maoístas como parte da celebração internacional pelo centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro.


Proletários de todos os países, uni-vos!

Declaração conjunta de Partidos e Organizações Marxista-Leninista-Maoistas por ocasião do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro

Fora o Poder tudo é ilusão!

“A Revolução de Outubro não pode ser considerada só uma revolução circunscrita ‘a um marco nacional’. É, ante tudo, uma revolução de caráter internacional, de caráter mundial, pois representa uma viragem radical na história da humanidade, uma viragem do velho mundo, do mundo capitalista, ao novo mundo, ao mundo socialista.”

Stalin

Nesta celebração do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro, os Partidos e Organizações marxista-leninista-maoistas devemos elevar nosso otimismo de classe ao topo e impulsionar com cada vez mais iniciativa e energia as tarefas que nos tocam nesta Nova Era que foi aberta com o trovão dos canhões dos operários e camponeses russos, dirigidos pelo Partido bolchevique, sob a chefatura do grande Lenin. Nos cabe fazer tudo – em cada país, sem exceção – para desenvolver a revolução, segunda corresponda ao caráter da mesma – democrática ou socialista –, o que implica centrar na guerra popular, seja para prepará-la, iniciá-la e desenvolvê-la até a Conquista do Poder; o que nos exige como primeira demanda, na grande maioria dos países, a constituição ou reconstituição dos Partidos Comunistas.

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“Grito de Guerra”, por Presidente Gonzalo

Nota do blog: Publicamos um dos poemas estruturados a partir de intervenções do Presidente Gonzalo, chefatura do Partido Comunista do Peru e da Revolução Peruana. Os poemas estão compilados no livro “Poemas de Guerra” (Edições Ayacucho).

Grito de Guerra

A vanguarda do proletariado

em armas

rasga os séculos

lança seu rotundo

grito de guerra

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Sobre os Fundamentos do Leninismo (Stalin, 1924)

Em celebração do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro (1917), dirigida pelo Partido Comunista (bolchevique) da Rússia, sob chefatura do Grande Lenin.

(…)

III — A teoria

Analisarei três questões deste tema:

  1. a importância da teoria para o movimento proletário:
  2. a crítica da “teoria” do espontaneísmo;
  3. a teoria da revolução proletária.

 

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Viva o XXV Aniversário do discurso do Presidente Gonzalo que brilha pujante e vitorioso ante o mundo! (Movimento Popular Peru – Comitê de Reorganização, setembro 2017)

Nota do blog: Como parte da celebração pelo 25º Aniversário do discurso do Presidente Gonzalo ante a reação, exortando os comunistas, combatentes e massas a tomar o Poder em todo o país avançando a Guerra Popular, publicamos a seguir tradução não-oficial do pronunciamento do Movimento Popular Peru (CR) e uma intervenção do Presidente Gonzalo sobre o programa e estatutos do PCP.


Proletários de todos os países, uni-vos!

Viva o XXV Aniversario do discurso do Presidente Gonzalo que brilha pujante e vitorioso ante o mundo!

Por ocasião da celebração do XXV Aniversário do Discurso de Nossa Chefatura, em 24 de setembro de 1992, que brilha pujante e desafiante frente o mundo, queremos expressar nossa alegria e otimismo revolucionário ao topo pelo avanço da campanha nacional e internacional em defesa da Chefatura do Presidente Gonzalo e do marxismo-leninismo-maoismo, pensamento gonzalo, [campanha] que é dirigida pelo PCP, levando-a nestes momentos como contra-campanha marxista-leninista-maoísta, pensamento gonzalo contra a atual campanha negra e burda do imperialismo e a reação, com o serviço do revisionismo especialmente da LOD revisionista e capitulacionista e sua irmã gêmea, a LOE, através dos grandes meios de comunicação nacionais e internacionais. A grande celebração internacional do XXV Aniversário do Discurso de Nossa Chefatura, de 24 de setembro de 1992, vem sendo desenvolvida por partidos e organizações maoístas do mundo com pronunciamentos, atos e ações de diversos tipos mostra claramente o que dissemos:

Nós, tal como o PCP, por ocasião desta celebração: “Denunciamos, condenamos e marcamos a fogo a negra e burda campanha contrarrevolucionária dos meios de comunicação tanto da televisão, rádio, periódicos como El Comercio e seminários como Sucesos, etc. contra nosso querido e respeitado Presidente Gonzalo, chefe do partido e da revolução, o maior marxista-leninista-maoista vivente sobre a Terra, centro de unificação partidária e garantia do triunfo que nos leva ao comunismo. Chefatura do Presidente Gonzalo, baseada em seu todopoderoso pensamento. Dizemo-lhes que por lancem todo o barro e toda sua podridão reacionária, não poderão melar sua imagem de grande Chefe Comunista e seu todopoderoso pensamento gonzalo, todopoderoso porque é verdadeiro”.

O Presidente Gonzalo encontra-se atualmente na mais alta Luminosa Trincheira de Combate da Guerra Popular.

Destacar, diante de tanto ataque contra a Chefatura, a denúncia feita pelo mesmo Presidente Gonzalo contra a farsa do julgamento, onde ele desmascara esta farsa e a acusação por Tarata e desmente tudo o que sustenta a reação em sua negra propaganda e trata dos erros cometidos, e inclusive chama os juízes reacionários e seus julgadores a lerem os documentos do I Congresso do PCP, e que o objetivo [N.T.: político naquele momento] era ganhar a burguesia nacional, não eram então objetivo [atentar contra ela]; e sobre o narcotráfico, deslinda e assenta posição que não necessita dessas substâncias e que ele luta contra o sistema e para mudar tudo isso, etc.. Isso serve para esmagar a reação e o revisionismo que se monta sobre ele para traficar e infamar a nossa Chefatura, principalmente os da LOD revisionista e capitulacionista e a LOE que o acusam de capitulador, e que isso das chamadas “cartas de paz” só é patranha contrarrevolucionária da CIA – reação – ratos da LOD (ver: Breve Intervenção do Presidente Gonzalo na Audiência do Julgamento sobre Tarata, 27 de junho de 2017, e incluso vídeo no Facebook).

“Constantemente, a reação peruana, por meio de sua Guerra de Baixa Intensidade, leva a cabo esta campanha contrarrevolucionária, dentro dos planos ianques de difamar, desprestigiar e elevar o plano de aniquilar a nossa Chefatura e desaparecer com o PCP e à Guerra Popular, que este dirige para sua Reorganização Geral e sair da curva difícil e complexa.

Denunciamos, condenamos e esmagaremos seus negros planos e infâmias contra nosso Chefe, o Presidente Gonzalo, a águia do nosso partido, desenvolvendo a Guerra Popular e servindo à Revolução Proletária Mundial” (PCP).

Como dissemos no começo, os partidos e organizações maoistas da América Latina e da Europa e de outras partes do mundo vêm realizando ações e lançando pronunciamentos de saudações por esta magna celebração. Expressamos a todos eles nosso agradecimento em nosso nome e do PCP.

Como maior expressão de nosso agradecimento ao movimento comunista internacional, publicamos adjunta à presente [declaração] a INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE GONZALO SOBRE O PROGRAMA E ESTATUTOS (I CONGRESSO DO PCP), que é parte de uma intervenção muito mais ampla, e que consideramos que será estudada com muito interesse pelos comunistas da Terra.

Defender a Saúde e a Vida do Presidente Gonzalo desenvolvendo a Guerra Popular!

MPP (CR)

Setembro de 2017

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‘Cem anos do triunfo da Revolução Socialista e longa vida ao Presidente Gonzalo’ (PCP, 2017)

Nota do blog: Publicamos tradução não-oficial da declaração do Partido Comunista do Peru que avança em processo de Reorganização Geral em meio da Guerra Popular, esmagando o revisionismo das LODs, a encabeçada pela ratazana José e sua camarilha no VRAEM e a dos capitulacionistas do Movadef encabeçados pela ratazana Miriam. “O EPL encarna, cada vez mais, que nossa força reside na CIPO, planos de investigações e adestramentos e um planificado deslocamento; manejando a disciplina, a constante vigilância política e militar e elevando as 5 necessidades partidárias. Hoje sabemos conduzir e acertar duros golpes no inimigo, nisso vamos avançando”.

Os camaradas peruanos saudaram ainda o MCI, “especialmente o Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha), Partido Comunista do Equador (Sol Vermelho), o Partido Comunista Maoista da França e as revistas maoistas da Alemanha (Posição de Classe) e Áustria (Coletivo Frente Vermelha) etc. por seus pronunciamentos pelos 25 anos do Discurso de nossa Chefatura”.

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