Pela Nova Bandeira (Presidente Gonzalo, 1980)

Traduzido não-oficial, retirado da internet

“O silêncio pode vir para as pessoas, mas não para a classe. A classe engendra o Partido; o Partido se levantou e começou a caminhar, é filho da tormenta; o Partido nunca poderá ser esmagado ou destruído, o Partido necessariamente triunfará. Este partido se forjou. Veio a Reconstituição, o que está feito, está feito, não se volta atrás, nossos olhos tendem a outras madrugadas, outras coisas se levantam, para quê olhar para trás? Devemos levantar vôo em outras direções, pois jáestamos em uma cúpula, arrematando-a, concluindo-a”

Presidente Gonzalo


Muitos os chamados e poucos os escolhidos. Não somos os únicos. Todos estamos sujeitos à tempestade, o vento leva as folhas mas vão ficando as sementes. Em 1927, uma grande tormenta e o PCCh foi exibido. O Partido entrou em uma grande tempestade, tudo se incendiará. Faz tempo estamos por converter-nos em centro polar, a convergência já começou.

Nossa trajetória vai bem; todos os problemas serão resolvidos.

Hoje é o dia do juramento à bandeira, mas nossa bandeira é a Bandeira Vermelha, há uma característica distinta: a foice e o martelo. Nossa Bandeira é absolutamente vermelha, sempre os que se levantam possuem bandeiras vermelhas.

A IX Sinfonia é expressão do triunfo da burguesia, é longa e bela, é o canto do triunfo da burguesia. Seu autor amava a liberdade, lutava por ela, fez a III Sinfonia para Napoleão, mas quando seu ídolo pisou a liberdade disse já não ser mais para ele, mas para a liberdade.

A IX Sinfonia possui uma característica: um leve rumor crescente forjando uma luz até estalar em explosão musical. Entra a voz humana, a voz da massa coral, é a terra que converte-se em voz, ao fundo da massa coral quatro indivíduos cantam, a massa gera essas vozes que cantam mais alto, mas há uma voz que chega mais alto ainda, nunca antes ninguém pôde cantá-la, mas neste século alcançou-se após muitas tentativas e o que era impossível foi conseguido. O que não farão os homens!

Foram bandeiras da burguesia. Altas em sua época, hoje é passado; hoje há a nova humanidade, a humanidade da alegria. Hoje vem o proletariado, a única fogueira que jamais se esgotará, uma parte de sua faísca é o que somos. Somos parte dessa imensa fogueira; somos humildes faíscas mas não nos corresponde senão acendê-las, com tormentas as faíscas se concentram. Que cada um cumpra sua jornada, deixem ao proletariado o que a história o incumbiu, a classe operária definirá; nada poderá prevalecer contra a classe operária, que a tudo derrubará, e um mundo de luz necessariamente surgirá. Quem nos poderá conter? O que somos? faíscas. O que podemos ter? Pode o silẽncio apagar a tormenta dos canhões, pode uma faísca levantar-se contra a fogueira, podem as espumas envelhecidas quererem permanecer na tormenta? Muitas espumas apodrecem em mar fechado. Nada poderão as bolhas que querem deter o mar. Como o silêncio calará o estrondo? As faíscas não podem deter as chamas, as tormentas são gestadas em vórtice de fogo; nada as pode deter. A classe operária levanta o martelo, a bigorna é a luta, cada um cumpre sua tarefa. Tolo é querer destruir a matéria.

O silêncio pode vir para as pessoas, mas não para a classe. A classe engendra o Partido; o Partido se levantou e começou a caminhar, é filho da tormenta; o Partido nunca poderá ser esmagado ou destruído, o Partido necessariamente triunfará. Este partido se forjou, Mariátegui o pôs a andar, é fato, como refazer a história? Veio a Reconstituição, o que está feito, está feito, não se volta atrás, nossos olhos tendem a outras madrugadas, outras coisas se levantam, para quê olhar para trás? O que está feito, está feito, não pode ser repensado. Vamos revogar o tempo escrito, o fato estampado na matéria? Devemos levantar vôo em outras direções, pois já estamos em uma cúpula, arrematando-a, concluindo-a.

Há um velho canto:

“Quem é aquela que tem sua aparência como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, imponente como exércitos com bandeiras tremulantes?”

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Índia: 50 anos de Naxalbari, por Varavara Rao

Nota do blog: Reproduzimos tradução de trechos do documento escrito pelo dirigente da Frente Democrática Revolucionária (FDR) na Índia, camarada Varavara Rao, em celebração dos 50 anos do Levantamento Camponês de Naxalbari.


“Na Índia, o levantamento armado revolucionário camponês de Naxalbari, que completará seu 50º aniversário, foi influenciado e inspirado pela Grande Revolução Cultural Proletária da China. Naxalbari foi um acontecimento que conquistou espaço sob a liderança do Camarada Charu Mazumdar – um dos dois grandes líderes, mestres e fundadores do PCI (Maoísta), sendo ele e o camarada Kanhai Chatterjee. Naxalbari marcou um novo começo na história da revolução democrática do país”.

Essa foi a observação feita pelo Comitê Central do PCI (Maoísta) que, ao mesmo tempo, fazia um chamado a celebrar os quatro grandes eventos da história para chegar ao socialismo no mundo, incluindo o quinquagésimo aniversário de Naxalbari. É óbvio que os maoístas – mais ainda no PCI (Maoísta) – são os verdadeiros herdeiros do Movimento Naxalbari na Índia, além de certos grupos revolucionários e indivíduos em todo o país. A menos que se construa um partido bolchevique com espírito bolchevique para alcançar a revolução indiana, que una todas essas forças revolucionárias, a Revolução de Nova Democracia na Índia, não se pode alcançar um precursor do socialismo.

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Revolução Democrática (Partido Comunista do Peru, 1988)

Tradução não-oficial


Proletários de todos os países, uni-vos!

Revolução Democrática

Partido Comunista do Peru

1988 – Ediciones Bandera Roja

reproduzido por MOVIMIENTO POPULAR PERU, Maio 1999

INTRODUÇÃO

Desfraldando, defendendo e aplicando o marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente o maoísmo, o Presidente Gonzalo estabelece que a revolução peruana em seu curso histórico, tem que ser primeiro revolução democrática, em seguida revolução socialista, e que terá que desenvolver revoluções culturais a fim de passar ao Comunismo, tudo em um processo ininterrupto, aplicando a guerra popular e especificando-a. Para chegar a esta conclusão parte do que Marx ensinou, que na Alemanha deveria-se reeditar as guerras camponesas do século XVI, que teria que canalizar a energia democrática do campesinato; do que logo Lenin desenvolve, que sendo a burguesia uma classe já caduca e tendo o campesinato desfraldado a destruição da feudalidade, apenas poderia concretizá-la sob a direção do proletariado; e do que, em seguida, o Presidente Mao estabelece “Sobre a Nova Democracia”, que forma parte da revolução proletária mundial, que propõe uma ditadura conjunta de classes revolucionárias oposta à ditadura burguesa, que é uma etapa de transição e que apenas pode cumprir-se sob a direção do proletariado.

E considera-se as contradições específicas do Peru, que em seu processo histórico não houve uma revolução burguesa, já que não houve uma burguesia capaz de conduzi-la e que, portanto, o problema da terra e o problema nacional são dois problemas ainda pendentes a serem resolvidos; que estamos na época do imperialismo e da revolução proletária mundial, portanto, o proletariado é a classe que assume a destruição do imperialismo, do capitalismo burocrático e da semifeudalidade não em benefício da burguesia, mas do proletariado, do campesinato principalmente pobre, da pequena burguesia e da média burguesia; que o proletariado peruano amadureceu como Partido Comunista de novo tipo capaz de dirigir a revolução; que já não cabe revolução democrática de velho tipo, mas uma revolução burguesa de novo tipo; que este tipo e toda revolução hoje somente pode cumprir-se através da guerra popular, forma principal de luta, e das forças armadas revolucionárias, forma principal de organização.

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Equador: Viva os 50 anos de Naxalbari! (Frente de Defesa de Lutas do Povo)

Nota do blog: Reproduzimos tradução não-oficial do comunicado da Frente de Defesa de Lutas do Povo – Equador aderindo à campanha internacional de celebração dos 50 anos do Levantamento Camponês de Naxalbari, marco da revolução democrática indiana e início do processo que hoje se apresenta como a Guerra Popular dirigida pelo PCI (Maoísta).


Maio de 2017

Depois da revolução de Nova Democracia na China, que deveio em revolução socialista e, sobretudo, na Grande Revolução Cultural Proletária; na Índia, em Naxalbari, Bengala Ocidental, em maio de 1967, os camponeses pobres da Índia assumem o cargo do proletariado e povo da China para levantar-se em armas pela conquista da terra, contra o latifundismo e dar passo, dessa maneira, a um movimento armado que hoje manifesta-se como guerra popular, sob a direção do PCI (Maoísta).

Não há dúvida de que a guerra popular na Índia, cujo gênesis remonta à chamada Revolução Naxalita de 1967, é um dos imponentes alcances revolucionários que desenvolveu o proletariado e povo da Índia e que indiscutivelmente está a serviço do proletariado internacional.

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Chacina em Pau D`arco no Pará é crime de Estado! (Liga dos Camponeses Pobres)

Importante nota da Associação de Nova Democracia Nuevo Peru – Hamburgo, Alemanha:

A Associação de Nova Democracia – Hamburgo solidariza-se com a luta do campesinato do Brasil pela terra e com os familiares e companheiros e companheiras dos heroicos camponeses brasileiros caídos na luta contra a semifeudalidade, o capitalismo burocrático e o imperialismo, principalmente ianque. Sabemos que suas mortes não são em vão, mas servirá para impulsionar a luta do campesinato e está ao serviço do proletariado do Brasil, quem, em meio de dura, heroica e persistente luta de classes do proletariado e do povo, está brigando por culminar brilhantemente a reconstituição do Partido Comunista, esmagando o revisionismo e oportunismo e, contando com o heroico combatente que dirige e mantém o rumo da revolução, abrir uma nova e gloriosa etapa da revolução democrática no país, como parte e a serviço da revolução proletária mundial.

Honra e glória aos heróis do povo brasileiro!

Honra e glória ao proletariado e povo do Brasil!

Honra e glória ao marxismo-leninismo-maoísmo com os aportes de validez universal do pensamento gonzalo!


As informações dão conta de 11 mortos e 14 baleados.

As informações que chegaram até agora apontam a DECA como a responsável pela operação militar.

As mentiras começam com a DECA informando que os policiais foram recebidos a tiros e reagiram! Mentirosos! Assassinos! Canalhas!

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Partido Comunista do Peru: Viva o 37° Aniversário da Invencível Guerra Popular!

Retirado de vnd-peru.blogspot.com. Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Viva o 37° Aniversário da Invencível Guerra Popular!

“(…) Esta convergência da nova ofensiva contrarrevolucionária revisionista conluiada com o imperialismo sonha com a destruição definitiva do marxismo, sonha em varrer tudo o que a revolução fez, todos seus logros, toda sua heroica ação, querem entronizar outra vez o velho, o brutal domínio da reação no momento mais caduco e sinistro do imperialismo. Isto repercute e vemos a capitulação no país; difundem a “paz”, a democracia burguesa, a economia de mercado, os direitos humanos, as ideologias reacionárias, a cultura burguesa; capitulam ante o imperialismo. A capitulação se expressa em duas faces: a capitulação ante a reação nativa e a capitulação ante a reação mundial, sempre é assim, seu objetivo é vender a revolução. É podre, pois, que deve ser arrasada a sangue e fogo e isso requer uma estratégia e uma tática (…)”.

Doc. ”Sessão Preparatória do II Pleno do Comitê Central – 1992”

Presidente Gonzalo

 

Neste vermelho e combativo mês, mês do 1º de maio dia do Proletariado Internacional, dos dias 6,7, 8 e 9 de maio Dia da Resistência Heróica e do dia 17 de maio início da Guerra Popular marxista-leninista-maoísta, pensamento Gonzalo (M-L-M,PG), saudamos com júbilo revolucionário o proletariado internacional, as nações oprimidas, os partidos e organizações maoístas, os militantes do Partido Comunista do Peru (PCP) e do estrangeiro, os combatentes do Exército Popular de Libertação (EPL) e as massas, que com sangue regam e escrevem a nova aurora da Revolução Proletária Mundial (RPM).

Neste 37º Aniversário da pujante e vitoriosa Guerra Popular, nos reafirmamos em nossa Base de Unidade Partidária (BUP), fundamento que guia nossa ação com seu triplo conteúdo: 1) Marxismo-Leninismo-Maoísmo, Pensamento Gonzalo; 2) O Programa da Revolução Democrática; 3) A Linha Política Geral e seu centro a Linha Militar, aprovada e sancionada no I Congresso do PCP, um congresso Marxista, um congresso M-L-M, PG, o primeiro marco da imperecível vitória, filha de dois pais: O Partido e a Guerra Popular. Esta reafirmação é necessária e inevitável hoje mais do que ontem porque enfrentamos uma ofensiva contrarrevolucionária geral, encabeçada pelo imperialismo, principalmente ianque, a reação e o novo revisionismo, não só no Peru mas em todo o mundo, que pretende conjurar a revolução como tendência histórica e política principal e será ainda mais.

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Alemanha: Lutar contra o imperialismo e seus lacaios (G-20)!

Nota do blog: Reproduzimos tradução não-oficial de declaração assinada por revolucionários alemães, austríacos e turcos, unindo forças contra a reunião da cúpula do G-20, que ocorrerá em Hamburgo (Alemanha) em julho de 2017.


Lutar e resistir contra a cúpula do G-20 em Hamburgo!

A cúpula do G-20 em Hamburgo, a se realizar em julho deste ano, enfrentará uma massiva resistência. Os manifestantes de toda a Alemanha, juntos com pessoas de todas as partes da Europa e outras do mundo, mostrarão sua ira e rechaço a esta reunião dos piores assassinos e ladrões de todo o mundo. Expressarão estes sentimentos de muitas maneiras diferentes – e isso é muito bom.

Vamos tomar parte nesta luta para, junto com outras forças revolucionárias e consistentemente anti-imperialistas, enviar um sinal claro à classe operária da Alemanha e aos oprimidos e explorados de todo o mundo, de que: Aqui se luta contra os imperialistas e seus lacaios, o faremos sem dar-lhes descanso, e seu sonho de uma “zona de influência tranquila” se derrubará em cinzas!

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