Sobre o marxismo-leninismo-maoísmo (Partido Comunista do Peru)

 
Nota do blog: “Sobre o Marxismo-leninismo-maoísmo” é um tópico publicado pelo Partido Comunista do Peru, originalmente anexo a outros tópicos, entre eles “Sobre o Pensamento Gonzalo” (publicado a seguir), “Programa geral sobre a Revolução Democrática” e etc. Todos estes fazem parte do documento do mesmo intitulado “Documentos Fundamentais”, de 1988/89. Pela seu contexto histórico, reproduzimos em nosso blog, até onde sabemos, inédito em português (tradução nossa).

I. SOBRE O MARXISMO-LENINISMO-MAOISMO.

A ideologia do proletariado internacional, no cadinho da luta de classes, insurgiu como marxismo tornando-se marxismo-leninismo e, posteriormente, marxismo-leninismo-maoísmo. Assim, a todo-poderosa ideologia científica do proletariado, todo-poderosa porque é verdadeira, tem três etapas: 1) marxismo, 2) leninismo, 3) maoísmo; três etapas, momentos ou marcos de seu processo dialético de desenvolvimento; de uma mesma unidade que em centro e cinquenta (150) anos a partir do “Manifesto”, na mais heroica epopeia da luta de classes, na encarniçada e frutífera luta de duas linhas nos próprios partidos comunistas e a imensa tarefa de titãs do pensamento e a ação que somente a classe podia gerar, sobressaindo três luzes imarcescíveis: Marx, Lenin, Mao Tse-tung, mediante grandes saltos e três grandiosos nos têm armado com o invencível marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo hoje.

Todavia, enquanto o marxismo-leninismo logrou reconhecimento de sua validez universal, o maoismo não é reconhecido plenamente como terceira etapa; pois, enquanto uns negam simplesmente sua condição de tal, outros só chegam a sua aceitação como “pensamento Mao Tsetung”. E, em essência, em ambos casos, com as obvias diferenças que entre si têm, negam o desenvolvimento geral do marxismo feito pelo presidente Mao Tsetung; não reconhecer-lhe seu caráter de “ismo”, de maoismo, é negar-lhe sua vigência universal e, em consequência, sua condição de terceira, nova e superior etapa da ideologia do proletariado internacional: o marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo que içada, defendemos e aplicamos.

Como INTRODUÇÃO para melhor compreender o maoismo e a necessidade de lutar por ele, recordemos a Lenin. Ele nos ensinou que conforme a revolução se adentrava no Oriente expressava condições específicas que, se bem não negavam princípios e leis, eram novas situações que o marxismo não podia ignorar sob pena de expor a revolução ao fracasso. E que, apesar do clamor que particularmente a intelectualidade recheada de liberalismo e falsamente marxista, pedante e livresca, levantou contra o novo, o único justo e correto é aplicar o marxismo à realidade concreta e resolver as novas situações e problemas que toda revolução necessariamente enfrenta e resolve; antes do espanto e auto-justa “defesa da ideologia, da classe e do povo” que proclamam os revisionistas, oportunistas e renegados, os furibundos e cegos ataques de embrutecidos acadêmicos e plumíferos da velha ordem, envelhecidos da podre ideologia burguesa, dispostos a defender a velha sociedade que parasitam. Além disso, Lenin disse expressamente que a revolução no Oriente traria novas e grandes surpresas para maior espanto dos adoradores de seguir sós os caminhos conhecidos e incapazes de ver o novo; e, como todos sabemos, encomendou aos camaradas orientais resolver problemas que o marxismo ainda não havia resolvido.

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A fabricação de um relógio de frequência do tipo chinês nos apoiando em “Sobre a prática” e “Sobre a contradição” (China, 1966)

Nota do blog: No desfraldar da Grande Revolução Cultural Proletária, momento onde a direita reacionária no PCCh impulsionava em grande escala a restauração capitalista através dos aparelhos do Estado chinês e dos órgãos do Partido Comunista, o Presidente Mao – dirigindo a esquerda proletária e revolucionária – chamou os revolucionários a mobilizar as amplas massas populares com vistas a impulsionar uma contrarrestauração, combatendo a restauração em curso. Neste aspecto, o desfraldar da GRCP se deu mediante uma luta por mobilizar as massas para combater tal restauração – campanha propagada pela esquerda -, enquanto que a direita reacionária apregoava as massas como ignorantes com fins de impedir sua mobilização e dar prosseguimento ao caminho capitalista.

O seguinte texto, igual ao já publicado Aplicação da filosofia na venda de melancias em uma grande cidade, é produção das massas proletárias e camponesas explicando como aplicaram a dialética materialista para resolver seus problemas cotidianos e de trabalho. Este texto é expressão do esforço da esquerda revolucionária por reafirmar que as massas são todo-poderosas, que as massas são sábias e capazes de servir à revolução e libertar-se a si mesma. Daí se impôs uma luta decidida entre restauração-contrarrestauração no âmbito da GRCP; o desfraldar da GRCP só foi possível pela mobilização das massas, e este texto é expressão dessa luta.

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Estudar os 16 pontos, assimilá-los, pô-los em prática (China, 1966)

Nota do blog: O Documento dos 16 pontos foi resultado de uma longa e dura luta de duas linhas no qual a esquerda revolucionária impôs a linha política geral da Grande Revolução Cultural Proletária. Muito esforço foi necessário para impulsionar a mobilização das massas na crítica aos elementos revisionistas e direitistas burgueses no seio do Partido e em postos dirigentes na China Vermelha; este Editorial do órgão oficial do PCCh, Renmin Ribao, foi um entre várias iniciativas neste sentido, de consolidar o programa da Grande Revolução Cultural Proletária.

Traduzido ao português pelo núcleo de colaboração da versão espanhol retirada do blog “Cultura Proletaria”.

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O Documento dos 16 pontos deu a direção a ser seguida pelas massas

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A filosofia aplicada à venda de melancias numa grande cidade (China, 1966)

Nota do blog: O Pensamento de Mao Tsetung, como era conhecido até então os aportes do Presidente Mao, ao início da Grande Revolução Cultural Proletária se proliferou e as amplas massas do povo chinês encarnaram seu pensamento, a ideologia científica da classe (marxismo-leninismo pensamento mao tsetung) e o aplicavam no seu cotidiano, resolvendo seus problemas através da ideologia da classe.

A esquerda revolucionária, reforçando a linha de massas no partido, incentivou as massas a escrever suas experiências de aplicação do Pensamento de Mao Tsetung, que eram publicadas em importantes órgãos do país, combatendo as posições da direita contrarrevolucionária que desprezava as massas e serviam assim à sua imobilização, consequentemente fazendo avançar a restauração capitalista.

Este é o primeiro de uma série de cinco textos desta iniciativa. Foi publicado na China, na revista Pequim Informa – Ano IV nº 37 – 14 de setembro de 1966.

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A Grande Revolução Cultural Brilhará Para Sempre! (10º Aniversário da Revolução Cultural, Partido Comunista Chinês)

Nota do blog: Este texto foi publicado originalmente em 16 de maio de 1976 no periódico oficial chinês “Pequim Informa” (ou “Peking Review”), em ocasião do 10º aniversário da Grande Revolução Cultural Proletária (GRCP). Neste mesmo ano, meses depois, as massas chinesas dirigidas pelo proletariado durante toda a revolução cultural seriam derrotados por um golpe de Estado contrarrevolucionário dirigido pela camarilha revisionista chinesa, instaurando um Estado de ditadura da burguesia sobre o proletariado. Este é o último artigo publicado durante a China maoísta que se refere à GRCP, e vale a pena a leitura pela sua importância histórica. Traduzido pela equipe de colaboração do blog Servir ao Povo de Todo Coração do seguinte link.

Na imagem, os famosos Dazibao’s, cartazes de grandes
caracteres usado constantemente como meios de crítica
e debate durante a Revolução Cultural Proletária. 

 

 

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Presidente Mao é o Sol Vermelho nos Corações dos Povos do Mundo ("Pequim Informa", 1966)

Nota do blog: A seguinte matéria foi originalmente publicada em 22 de julho de 1966, no periódico oficial chinês Pequim Informa (vol. 9, No. 30), em ocasião ao aniversário do Presidente Mao e retratando os depoimentos dos visitantes estrangeiros sobre o Presidente Mao. Um retrato histórico da admiração dos povos do mundo ao Presidente Mao – admiração que aumentou, sobretudo, após o Grande Debate que o mesmo foi protagonista e pelo qual desmascarou os revisionistas soviéticos liderados por Kruschov e durante a Revolução Cultural Proletária. Traduzido pela colaboração do blog.

Cartaz internacionalista produzido na China.

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