A situação atual e os elementos que deve-se ter em conta (Associação de Nova Democracia – Hamburgo, Alemanha)

Retirado e traduzido de vnd-peru.blogspot.com. Tradução não-oficial.

A situação atual e os elementos que deve-se ter em conta

Situação internacional

Revolução e contrarrevolução no mundo. A situação do imperialismo, no leito de morte, mas ainda não morto (Lenin), faz piorar, e como besta ferida de morte se debate descarregando sua crise sobre nossos países e incrementando a disputa entre eles pela repartilha e nova repartilha, desatando suas guerras de agressão nos diferentes continentes (pontos candentes), um dos quais, o mais candente hoje está no Oriente Médio Ampliado (OMA).

Se aprofunda a crise econômica e a crise em todas as ordens, que já padecem nossos países por sua condição de países semicoloniais ou coloniais e semifeudais, de onde se desenvolve um capitalismo burocrático a serviço do imperialismo.

A reação atiça a revolução: a ofensiva contrarrevolucionária geral contra o marxismo, o Partido, o socialismo e a ditadura do proletariado dirigida pelo imperialismo ianque como potência hegemônica única, em conluio e pugna com a outra superpotência atômica, Rússia (o cachorro magro), e as demais potências imperialistas, entrou em declínio a fins dos anos 90. Esta a enfrentamos com a contraofensiva revolucionária marxista-leninista-maoísta pensamento gonzalo dirigida pelo PCP e a guerra popular.

Desde o começo do presente século a ofensiva contrarrevolucionária geral passou a desenvolver-se como “guerra contra o terrorismo” ou “contra a barbárie do islamismo”, algumas vezes apresentada de forma descarada como “guerra entre barbárie e civilização” ou contra o “sectarismo e o dogmatismo religioso”.

Esta ofensiva contrarrevolucionária busca legitimar a guerra de agressão imperialista contra as nações oprimidas, apresentar a guerra de agressão imperialista pela partilha e nova repartilha dos países do Terceiro Mundo, especialmente do Oriente Médio Ampliado. Isto é, busca criar opinião pública favorável à guerra de rapina imperialista e o genocídio como guerra justa (Hugo Groccio). Pretende dividir o movimento anti-imperialista em seus próprios países e no Terceiro Mundo. Cinicamente apresentam as forças nativas a seu serviço nos países oprimidos ocupados como “libertadores”, “nacionalistas” e “revolucionários”. Com ele tratam de impulsionar a ação do oportunismo e o revisionismo a seu serviço.

Como estabeleceu o Presidente Mao, os povos lutam pela revolução, as nações por sua emancipação e os países pela independência. Que se expressa na luta de libertação nacional nos países do Terceiro Mundo.

Os povos se lançam com as armas que têm a seu alcance para dar morte ao ocupante e opor seu terror contra o terror mais sofisticado e a barbárie mais primitiva dos imperialistas. Com as armas que têm e a forma de fazer a guerra que conhecem há séculos. E o fazem não só no campo militar com unhas e dentes, etc. senão também com a ideologia e a política que têm. O problema é a necessidade do Partido Comunista que dirige suas lutas, por isso não contam com a ideologia científica do proletariado, o maoísmo, e com a guerra popular, a teoria militar mais alta da última classe da história. Mas isso não os detêm e demonstra que as massas estão lutando, que o problema está em nós.

Para enfrentar ao ocupante banhado em sangue do povo, as massas desses países se levantam em tempestuosas lutas armadas de diferentes tipos e guerras populares para fazer frente à agressão imperialista, a suas guerras de agressão, ou para preparar-se para elas, e ainda na ausência delas para fazer a revolução democrática, o que corresponde a todos nós, países do Terceiro Mundo que vai até a velha Europa.

As contradições se acumulam. A guerra regressa aos países imperialistas como resposta das nações oprimidas à guerra de agressão imperialista pela partilha e nova repartilha dos países oprimidos. Os imperialistas recebem em seu próprio seio as consequências de sua barbárie. Os Estados imperialistas se reacionarizam ainda mais, avançam na centralização absoluta e militarização. Maior supressão do conquistado pelo proletariado em duras e ardorosas jornadas como salários, direitos etc. Os Estados imperialistas vão se transformando cada vez mais em cárceres para os operários.

Aos imperialistas, a casa começa a incendiar-se como parte desse movimento de regresso, pois a guerra atiça todas as contradições, entre elas, a contradição proletariado-burguesia nestes países. É inquestionável que o proletariado responde à crise e à maior exploração e opressão, isso se expressa em lutas cada vez mais militantes e massivas. O proletariado desperta e a tarefa atrasada dá mostras de avanço seguro.

Mais ainda, alguns dos operários aos quais os imperialistas enviaram para massacrar aos povos das nações oprimidas, ante a ignominia vivida no genocídio contra os oprimidos no exterior e, ante a própria ignominia a que os submete sua burguesia imperialista, voltam suas armas contra o imperialismo de sua nação (como temos visto no USA).

Tudo isso se produz na ofensiva estratégica da revolução mundial, iniciada em torno dos anos 80 com a Guerra Popular no Peru, quando desde inícios dos anos 90 do século anterior temos entrado em uma nova grande onda da revolução proletária mundial (Discurso do Presidente Gonzalo de 24 de setembro de 1992) e hoje se desenvolve com lutas armadas de resistência por toda parte e o desenvolvimento da Guerra Popular na Índia, a briga dos comunistas no Peru por reorganizar seu Partido e dar um novo impulso à guerra popular; a tendência histórica e política principal é a revolução pelo que a guerra popular no mundo vencerá todos os obstáculos e avançará poderosamente.

O maoísmo está sendo encarnado pelo proletariado e povos do mundo, gerando Partidos Comunistas e novas guerras populares. Aqui os fatos: fundação do PCI (Maoísta) em 2004 e desenvolvimento da Guerra Popular na Índia, de grande importância para a revolução mundial por dar-se num imenso país com uma população de mais de 1 bilhão e 200 milhões. Se avança nos diferentes países do Terceiro Mundo e mesmo nos países imperialistas, através da tarefa atrasada da reconstituição dos partidos comunistas como partidos marxistas-leninistas-maoístas, de novo tipo, militarizados para passar a desenvolver de imediato novas guerras populares. Este último, é o principal tomado estrategicamente, em perspectiva, mais ainda porque desenvolvemo-nos dentro do período dos 50 a 100 anos de onde desaparecerá o imperialismo, varrido pela guerra popular mundial.

Enfrentar o imperialismo, a semifeudalidade e o capitalismo burocrático para varrê-los da face da Terra, demanda aos maoístas contar com Partidos Comunistas para fazer guerras populares e dar-lhes um poderoso impulso ao sempre vivo movimento comunista internacional. Partidos forjados na luta de classes e a luta de duas linhas, que praticam a luta irreconciliável e implacável contra o revisionismo e o oportunismo para fazer a própria revolução, como parte e a serviço da revolução mundial.

Necessitamos reunificar aos comunistas a nível mundial; em perspectiva, necessitamos contar com a nova Internacional Comunista. Esta irá surgindo da coordenação dos Partidos que estão já dirigindo guerras populares e os que entrem a dirigir as novas. Só assim mudaremos a correlação de forças entre revolução e contrarrevolução no Mundo.

Estamos avançando em combater a dispersão. Diversos encontros e declarações conjuntas de diversos tipos já foram produzidos. Nisto se vão dando passos importantes, temos caminhado bom trecho depois da explosão do MRI pelo novo revisionismo. Avançamos em meio de dura luta de classes internacional e na luta de duas linhas, que tem o revisionismo como perigo principal. Estamos entrando em uma nova situação impulsionados pela luta do proletariado e povos do mundo. Pensamos que a médio prazo se poderão realizar uma conferência internacional unificada dos maoístas.

Os avanços na tarefa da constituição e reconstituição dos Partidos Comunistas e as reuniões bilaterais e multilaterais são alentadoras. Ressaltar a briga e o impulso que estão dando a esta tarefa os Partidos Comunistas e organizações maoístas na América Latina, impulsionada poderosamente pela luta do proletariado, campesinato e povo do Brasil. Vivemos momentos de grande transcendência histórica para a revolução proletária mundial.

Situação Nacional no Brasil

Em apertada síntese: logo de mais de uma década de governo do oportunismo, quem como tal foi o representante máximo do velho Estado latifundiário-burocrático a serviço do imperialismo, principalmente ianque, se afundou como resultado da agudização da crise do capitalismo burocrático neste país. Situação piorada pela prolongada crise e recessão do imperialismo a nível mundial. Crise do imperialismo que descarrega sobre esta sociedade por sua condição semicolonial, semifeudal de onde se desenvolve um capitalismo burocrático submetido ao imperialismo.

Maior exploração e miséria para as amplas massas e muito mais para a massa mais pobre e profunda, o campesinato pobre, o proletariado e os pobres da cidade (nas favelas), e maior opressão e repressão contra eles.

Crise do capitalismo burocrático junto com a descarga da crise do imperialismo: atiçou a disputa entre as frações, grupos e partidecos das frações da grande burguesia – da compradora e da burocrática –, pugna dentro do governo e entre os poderes do velho Estado; mudou de governo: sai Dilma e entra Temer.

Mudou de governo, deixando de lado suas fraudulentas eleições através do também fraudulento manejo do parlamento e dos promotores e juízes. Em meio dos maiores escândalos políticos e de corrupção muito bem instrumentalizados pelo monopólio dos meios representados pela [rede] Globo.

A tecelagem desta mudança desordenado de autoridades do velho Estado mostraram quem em realidade são os que mandam, quem são os grandes eleitores: os representantes diretos dos grandes burgueses de ambas frações e dos latifundiários a serviço do imperialismo. O imperialismo ianque é como sempre o grande marionetista. As forças armadas garantiram tudo isto.

Saiu à luz toda a podridão da fração burocrática, os dois governos do PT, os de Inácio Lula e Dilma – embarrados os presidentes, deputados, senadores etc., próprios e aliados – só puderam eleger-se repartindo o dinheiro das arcas públicas e dos monopólios da imprensa, dos bancos, dos latifundiários, dos contratos com as empresas imperialistas (venda do país), corrupção, compra de votos, clientelagem ou caciquismo, etc.

Isto é, ambos procedimentos de realocação de autoridades, como todos os anteriores, mas agora muito mais abertamente, mostram a farsa de sua democracia e suas realocações de autoridades já seja mediante eleições, impeachment ou outras formas.

Arranca o véu da farsa das eleições, pois não só se fazem mediante a fraude das designações, inscrições de partidos e candidatos, anforazos, contagem e recontagem de votos, senão que os monopólios nos países de capitalismo burocrático, como nos países imperialistas, têm roubado a liberdade de seus cidadãos. Eles são os que sempre e em última instância designam as autoridades e representantes do velho Estado.

A pugna e o novo conluio e pugna nos governantes das classes dominantes mostram que estes já não podem seguir governando como antes. Crise na superestrutura, principalmente do velho Estado.

Por nossa colina, o proletariado, o campesinato, os estudantes, a pequena-burguesia e até setores da média burguesia vêm mostrando que já não querem seguir sendo oprimidos. Se levantam em poderosas tormentas.

Enquanto as massas nunca deixaram de lutar, as lutas das massas das cidades em junho de 2013, como verdadeiros levantamentos populares e o incremento em qualidade e quantidade das lutas camponesas expressas nas tomadas e defesa da terra e territórios, contra o despejo por parte dos latifundiários e as empresas do capitalismo burocrático e do imperialismo que tem sido estendido a nível estatal e federal, mostram que estão marchando a um novo auge da luta camponesa e com isto do movimento de massas.

A luta do campesinato pela terra dirigida pelo Partido do proletariado tem assim pela primeira vez na história do Brasil um caráter nacional e devêm no mais poderoso fator para dar o salto na revolução de nova democracia.

Voltando as mobilizações das massas, estas pareciam que descendiam em 2014 para logo se reimpulsionarem em 2015 e, muito mais, impulsionar no que vai do presente ano. Tudo isto têm golpeado duramente o governo do PT e logo vem dirigindo seus embates contra o novo governo do velho Estado, contra o governo reacionário da fração compradora de Temer.

Logo pois, o povo não se deixou enquadrar na disputa inter-reacionária, entre o oportunismo que encabeçava o governo da fração burocrático, por um lado, e os representantes da compradora e suas diferentes siglas partidárias, por outro lado.

Muito pelo contrário, a luta das massas mantiveram um caráter independente e classista que vai manifestando a fusão da luta reivindicativa com a luta pelo Poder. Isto não se pode compreender de outra forma, senão como produto da briga dos comunistas e revolucionários deste país como parte da luta pelo Partido. É uma grande vitória do proletariado no cumprimento da tarefa atrasada da reconstituição do Partido Comunista e da fração vermelha que dirige este processo há 20 anos.

Os maoístas neste país têm derrotado o oportunismo e o revisionismo. Esta é uma importante vitória que tem permitido passar a esta nova situação, na qual corresponde desenvolver os três instrumentos da revolução impulsionando a luta das massas populares para desbordar os marcos da velha ordem.

O governo da Dilma e do PT, de oportunistas, revisionistas e reacionários, do partido único que administrava este Estado, tem se desmoronado derrotado pela luta dos maoístas que o têm desmascarado e aplastado ante o povo. Esta é sua maior derrota política porque já não serve como antes à reação para manter sua caduca dominação. O anterior unido à crise e os escândalos próprios de sua natureza, agudizou suas próprias contradições.

Tudo isto sucede sobre a base da profunda crise do capitalismo burocrático a quem tem representado como governo o PT. O capitalismo burocrático está ad portas de entrar em sua última e terceira etapa. Como dissera Lenin, isto depende do que decidam os maoístas na luta de morte contra o novo e velho revisionismo e o oportunismo, porque sem aplasta-lo não podemos dar o salto e sem ele o imperialismo, o capitalismo burocrático e a semifeudalidade permanecerão em lenta e larga agoniam, mas não mortos, incrementando sua podridão e as desgraças do povo.

Desenvolvimento da situação revolucionária e da luta do campesinato, do proletariado e demais massas do povo que marcha ao desborda pela ação dos maoístas.

Eixo da situação atual e das contradições partidária, nacional e internacional é a luta de duas linhas no PCB (FV) para seguir desenvolvendo vitoriosamente sua reconstituição. Estamos seguros que nos momentos por vir o proletariado contará com seu Partido Comunista de novo tipo, o heroico combatente que garantirá o rumo da revolução de nova democracia em um país imenso, com uma grande população e de onde as massas básicas estão dispostas e clamam para que as dirija.

As massas estão gritando a grande verdade de nosso tempo: Temos posto-nos de pé e nunca mais nos deixaremos sujeitar. O proletariado e o povo estão passando a desenvolver conscientemente sua própria história e derrubaram todos os velhos muros e sob a direção do Partido séculos de opressão cairão. O grande varrimento parte por parte do velho Estado. Com ele se passará toda essa larga e dura luta por levar até o fim a revolução de nova democracia. Com a abertura desta nova etapa passamos a uma nova situação no mundo.

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