A problemática nacional (Presidente Gonzalo, 1974)

Nota do blog: Publicamos importantíssima intervenção do Presidente Gonzalo, em 1974, sobre o problema nacional da sociedade peruana como sociedade semicolonial e semifeudal. Tradução não-oficial.


A problemática nacional

Discurso pronunciado pelo Dr. Abimael Guzmán em 1974 no Sindicato de Docentes de Huamanga

  • A Sociedade Peruana Atual

– Caráter de nossa sociedade

– Caráter do processo revolucionário da sociedade peruana

  • O Capitalismo Burocrático

– O que entendemos por capitalismo burocrático?

– Três linhas do capitalismo burocrático

  • A situação atual do País

– Condições em que surge o regime atual

– Os planos e o caráter do regime

Evidentemente é muito importante analisar a problemática da sociedade peruana. Consideramos de que é necessário conhecê-la, porquanto sem seu conhecimento não é possível compreender os processos que se dão; se não estamos claros sobre o caráter da sociedade peruana, sobre o processo que se vive hoje, mal podemos entender o que representa a lei de educação ou da lei de mineração. Isto é, não é possível compreender o problema concreto no país, como o da educação, sem compreender qual é o caráter da sociedade peruana atualmente e qual a situação política. Lamentavelmente muito pouco se conhece sobre a problemática nacional; ainda mais nos últimos tempos, o Estado tem montado toda uma campanha deformadora destas questões; portanto, é mais peremptória a necessidade de analisar estes problemas.

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Alguns problemas ideológicos da revolução na América Latina (Partido Comunista do Brasil, 1968)

joao amazonas

Nota do blog: Publicamos a seguir o documento do Partido Comunista do Brasil, de 1968, “Alguns problemas ideológicos da revolução na América Latina”. Aqui expressa-se as posições proletárias firmemente defendidas e sustentadas pelo camarada Pedro Pomar.

Conforme afirmou o Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoismo:

“Ainda em 1968 o PCdoB publica o documento ‘Alguns problemas ideológicos da revolução na América Latina’, onde combate as influências da ‘teoria do foco’, irradiadas desde Cuba. Este é um importante esforço de luta contra estas formulações. Refuta as teses militaristas de Regis Debray de que o exército popular é o núcleo dirigente do Partido, tese esta oposta às concepções proletárias da revolução e da guerra. O Partido Comunista do Brasil sustenta a defesa da direção absoluta do proletariado através de seu partido comunista na revolução democrática, como etapa de trânsito ininterrupto à revolução socialista.

O documento desmascara a ‘teoria da revolução socialista continental’ enquanto teoria oposta ao marxismo-leninismo [à época] e denuncia que esta concepção, ao negar a etapa democrático-burguesa da revolução nos países dominados e oprimidos pelo imperialismo, restringe a participação das imensas massas camponesas na revolução e a aliança operário-camponesa. Demonstra como, do ponto de vista ideológico, é manifestação de ideologia pequeno-burguesa, que substitui o papel das massas e do Partido Comunista que as dirige, pela ação de ‘indivíduos heroicos’”.

Por ocasião do 104º aniversário do natalício do grande dirigente comunista camarada Pedro Pomar – 23 de setembro de 1913.


No cenário convulsionado da América Latina onde populações oprimidas e espoliadas pelas velhas oligarquias e vorazes monopólios estrangeiros tomam consciência de seu destino, trava-se, simultaneamente com as demonstrações patrióticas, as greves e as guerrilhas, um choque de idéias de grandes proporções. A vaga de rebeldia que se espraia do Rio Grande ao Estreito de Magalhães faz brotar as mais diversas teorias, as mais variegadas soluções, os caminhos mais discrepantes. É um fenômeno que expressa a opinião das diferentes classes e camadas sociais e revela o espírito combativo das massas ou a capitulação diante do inimigo, o desejo de mudanças revolucionárias, ou as tentativas de travar a marcha da História.

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Em defesa do Partido (1961)

Pedro Pomar e Maurício Grabois

Nota do blog: Pedro Pomar teve destacado papel no combate à linha direitista de Prestes quando, em 1960, após o V Congresso realizado no mesmo ano, esta manobrou negando os princípios do marxismo, suprimindo qualquer referência ao marxismo-leninismo, à ditadura do proletariado e ao internacionalismo proletário do novo programa e estatuto.

Quando a esquerda do Partido lança o pronunciamento “Em Defesa do Partido”, conhecida como a “Carta dos 100”, Pomar esteve entre seus quadros e teve grande importância. Esta foi a reação da linha proletária do PCB à ofensiva revisionista da camarilha de Prestes, e resultou na expulsão da esquerda e na consequente reconstrução do Partido com a sigla PCdoB, logrando sua constituição como Partido Comunista marxista-leninista.

Conforme estabeleceu o Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoismo:

“A carta denuncia os ataques ao Partido pelos revisionistas e identifica estas posições como tendo suas raízes no XX Congresso e na corrente liquidacionista de Barata. O Comitê Central prestista reage punindo aqueles militantes e, no final de 1961, a direção do Partido Comunista Brasileiro expulsa Grabois, Pomar, Amazonas, Ângelo Arroyo, Carlos Danielli, Calil Chade, entre outros”. “Diante da destruição orgânica do Partido pela camarilha revisionista de Prestes, coube à fração proletária assumir a sua reconstrução”.

Reproduzimos a “Carta dos 100” dada sua importância, como parte da forja do grande dirigente comunista Pedro Pomar.

Por ocasião do 104º aniversário do natalício do grande dirigente comunista camarada Pedro Pomar – 23 de setembro de 1913.


Em defesa do Partido

Carta dos Cem – 1961

Com o fim de esclarecer os nossos leitores sobre o processo de luta interna que vem se processando nas fileiras comunistas, a redação de A Classe Operária decidiu publicar a carta que cerca de 100 conhecidos militantes e dirigentes comunistas enviaram, em agosto do ano passado, ao antigo Comitê Central. Esse documento, redigido em termos fraternais, como exigem as justas relações entre comunistas, solicitava que a direção partidária tornasse sem efeito decisões por ela adotadas a respeito da criação de um novo partido e que feriam resoluções do 5º Congresso. A antiga direção do PCB respondeu a essa solicitação com arbitrárias medidas administrativas. Tomando conhecimento dessa carta, os comunistas e os trabalhadores poderão julgar da conduta dos seus signatários e dos dirigentes do atual Partido Comunista Brasileiro. (A Classe Operária, abril de 1962)

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Stalin, Artífice da Vitoria Sobre o Fascismo (Pedro Pomar, 1949)

Por ocasião do 104º aniversário do natalício do grande dirigente comunista camarada Pedro Pomar – 23 de setembro de 1913.

Pedro Pomar

Publicado na Revista Problemas nº 23 – Dez de 1949.

Ao completar 70 anos, Stalin é alvo das maiores homenagens de todos os povos do mundo, como um verdadeiro libertador, como o grande artífice da vitória contra o fascismo. Antes de a gloriosa União Soviética ter sido atacada traiçoeiramente pelos fascistas, já a humanidade progressista e avançada colocava suas esperanças de salvação no país do socialismo vitorioso e sobre seus líderes, particularmente sobre o grande Stalin.

Não obstante a maioria do povo brasileiro ter vivido na ignorância sobre as realizações da União Soviética e o esforço desempenhado pelos seus geniais dirigentes, em virtude da opressão em que se achava (e ainda se acha) submetido, seu sentimento de justiça e de amor à liberdade, suas aspirações a um mundo livre da exploração imperialista e seu ódio ao fascismo manifestaram-se ainda mais fortemente quando a União Soviética foi agredida covardemente pelas hordas hitleristas. As grandes massas do povo brasileiro, ontem como hoje, sabiam e sabem por que os seus opressores tanto temem e caluniam, intrigam e forjam gueixas contra a pátria dos trabalhadores. Ainda mais: nosso povo, como todos os povos, compreende cada vez melhor o porquê da campanha de mentiras e de ódios, que o campo imperialista e da guerra e seus lacaios promovem contra o camarada Stalin. É porque o grande Stalin é o firme timoneiro da humanidade na luta pela paz e pelo esmagamento dos provocadores de guerra.

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Sobre a atual situação na Venezuela – Parte IV

Nota do blog: Publicamos a continuação da série de análises sobre a situação da Venezuela, feita pelos camaradas da Associação de Nova Democracia – Nuevo Peru (Hamburgo – Alemanha).

Leia também as Partes I, II, III – e suas subseções. E agora passemos para a Parte IV.

PARTE IV

Uma leitura crítica do artigo “Venezuela: a crise econômica de 2016”, de Manuel Sutherland.

Hoje continuamos abordando a situação da Venezuela, a partir de uma leitura crítica do artigo “Venezuela: a crise econômica de 2016”, de Manuel Sutherland, pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação Operária (CIFO, em espanhol) e professor que sofreu represália da Universidade Bolivariana da Venezuela, publicado em sinpermiso.net de 31/08/2016. Nesta parte, vamos abordar brevemente o caráter semifeudal do país, mas antes, necessitamos pontuar algo sobre os planos aplicados pelo governo e seus resultados ou consequências, dentre as quais está a escassez de alimentos, sintoma evidente do caráter semifeudal do país.

Referente ao que sustenta Sutherland sobre o Estado burguês como simples forma ou expressão local da acumulação de capital a nível mundial deve-se pontuar que, essa posição dualista quanto ao Estado e base econômica ignora o próprio desenvolvimento do capitalismo de livre concorrência para o capitalismo monopolista ou imperialismo, que ao chegar a um determinado momento de desenvolvimento produz a fusão do imenso poder do Estado com o dos monopólios engendrados pelo capital financeiro, dando lugar ao capitalismo monopolista de Estado nos países imperialistas. E nos países oprimidos de capitalismo burocrático, também ao chegar um momento de seu desenvolvimento funde-se o capital bancário, comprador e feudal com o Poder de Estado dando lugar ao capitalismo monopolista de Estado. Isto é o que através das citações da entrega anterior [Parte III Seção IV] ficou demonstrado.

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Pedro Pomar sobre a burguesia brasileira (1960)

Nota do blog: Publicamos a seguir importantes artigos do grande dirigente comunista brasileiro camarada Pedro Pomar na Tribuna de Debates do V Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCB), em 1960. Congresso que ficou marcado como um avanço que deslindou campos para a ruptura entre comunistas e revisionistas em 1962 (reconstrução de 1962).

Aqui, o camarada Pedro Pomar combate o subjetivismo em definir o caráter da burguesia brasileira e a revisionista tese “desenvolvimentista” de Jacob Gorender, segundo a qual a maior penetração do capitalismo burocrático (entendido por este como capitalismo nacional) é a condição para o proletariado tomar o poder posteriormente (teoria das “forças produtivas”); advogava ainda que isto fortalecia uma “burguesia nacional” (tomada em bloco) e, logo, a independência nacional.

Em dados momentos, Pomar faz paralelo comparativo entre as teses que critica e a “Declaração”. Ele se refere a “Declaração de 58” que sistematiza pela primeira vez o revisionismo moderno no Brasil.

Uma análise mais detalhada sobre o “Declaração de 58” e o V Congresso, além da história do P.C.B recomendamos os estudos do Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo (Brasil) publicados recentemente em livro.

Por ocasião do 104º aniversário do natalício do grande dirigente comunista camarada Pedro Pomar – 23 de setembro de 1913.


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O povo conquistará a verdadeira independência (Pedro Pomar, 1972)

Por ocasião do 104º aniversário do natalício do grande dirigente comunista camarada Pedro Pomar – 23 de setembro de 1913.


Pedro Pomar – 1972

A NAÇÃO BRASILEIRA CELEBRA O SESQUICENTENÁRIO de sua Independência política num dos momentos mais difíceis de sua história. Submetido a uma ditadura militar fascista, o Brasil torna-se dia a dia mais dependente, vê seu futuro ameaçado pelo imperialismo norte-americano e seus males sociais agravados pelo reacionarismo e a traição das classes dominantes. O povo brasileiro, em face do crescente empobrecimento e da falta de direitos, acha-se numa situação penosa. Em seu coração, porém, arde mais forte do que nunca a chama da liberdade. Sua consciência nacional elevou-se. Não suportará, pois, indefinidamente, a tutela estrangeira nem aceitará que permaneçam intocados os privilégios da minoria exploradora e opressora.

Os generais fascistas promovem custosa campanha de mentiras para ludibriar o povo. Procuram apresentar-se como patriotas e autênticos fautores do progresso nacional. Propalam aos quatro cantos que o feito da Independência foi obra da elite dirigente da época. Impingem Pedro I como o fundador do Estado nacional. Trazem de Portugal para serem reverenciados os ossos do Imperador, carrasco de muitos patriotas. Tentam incutir a idéia de que os militares estão contribuindo para consolidar a independência quando, na realidade, são uns farsantes, serviçais dos piores inimigos da pátria.

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No 30.º Aniversário da Revolução de Outubro (Pedro Pomar, 1947)

Por ocasião do 104º aniversário do natalício do grande dirigente comunista camarada Pedro Pomar – 23 de setembro de 1913.


Pedro Pomar

Publicado na Revista Problemas nº 4 – Novembro de 1947

A classe operária e todos os oprimidos do mundo comemoram este ano o 30.° aniversário da grande Revolução de Outubro.

Trinta anos são passados desde aqueles dias heróicos em que o proletariado russo sob a direção do Partido Bolchevique, do grande Partido de Lénin e Stálin, alcançou a vitória sobre o capitalismo e abriu para a humanidade inteira as portas de um novo mundo, o mundo do socialismo, da nova sociedade livre da exploração do homem pelo próprio homem.

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