A problemática nacional (Presidente Gonzalo, 1974)

Nota do blog: Publicamos importantíssima intervenção do Presidente Gonzalo, em 1974, sobre o problema nacional da sociedade peruana como sociedade semicolonial e semifeudal.

Tradução não-oficial.

A problemática nacional

Discurso pronunciado pelo Dr. Abimael Guzmán em 1974 no Sindicato de Docentes de Huamanga

  • A Sociedade Peruana Atual

– Caráter de nossa sociedade

– Caráter do processo revolucionário da sociedade peruana

  • O Capitalismo Burocrático

– O que entendemos por capitalismo burocrático?

– Três linhas do capitalismo burocrático

  • A situação atual do País

– Condições em que surge o regime atual

– Os planos e o caráter do regime

Evidentemente é muito importante analisar a problemática da sociedade peruana. Consideramos de que é necessário conhecê-la, porquanto sem seu conhecimento não é possível compreender os processos que se dão; se não estamos claros sobre o caráter da sociedade peruana, sobre o processo que se vive hoje, mal podemos entender o que representa a lei de educação ou da lei de mineração. Isto é, não é possível compreender o problema concreto no país, como o da educação, sem compreender qual é o caráter da sociedade peruana atualmente e qual a situação política. Lamentavelmente muito pouco se conhece sobre a problemática nacional; ainda mais nos últimos tempos, o Estado tem montado toda uma campanha deformadora destas questões; portanto, é mais peremptória a necessidade de analisar estes problemas.

Continuar lendo “A problemática nacional (Presidente Gonzalo, 1974)”

Pela Nova Bandeira (Presidente Gonzalo, 1980)

Traduzido não-oficial.

“O silêncio pode vir para as pessoas, mas não para a classe. A classe engendra o Partido; o Partido se levantou e começou a caminhar, é filho da tormenta; o Partido nunca poderá ser esmagado ou destruído, o Partido necessariamente triunfará. Este partido se forjou. Veio a Reconstituição, o que está feito, está feito, não se volta atrás, nossos olhos tendem a outras madrugadas, outras coisas se levantam, para quê olhar para trás? Devemos levantar vôo em outras direções, pois jáestamos em uma cúpula, arrematando-a, concluindo-a”. Presidente Gonzalo.

Muitos os chamados e poucos os escolhidos. Não somos os únicos. Todos estamos sujeitos à tempestade, o vento leva as folhas mas vão ficando as sementes. Em 1927, uma grande tormenta e o PCCh foi exibido. O Partido entrou em uma grande tempestade, tudo se incendiará. Faz tempo estamos por converter-nos em centro polar, a convergência já começou.

Nossa trajetória vai bem; todos os problemas serão resolvidos.

Hoje é o dia do juramento à bandeira, mas nossa bandeira é a Bandeira Vermelha, há uma característica distinta: a foice e o martelo. Nossa Bandeira é absolutamente vermelha, sempre os que se levantam possuem bandeiras vermelhas.

Continuar lendo “Pela Nova Bandeira (Presidente Gonzalo, 1980)”

Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha): ‘Viva os 25 anos do discurso do Presidente Gonzalo!’ (setembro, 2017)

Viva os 25 anos do discurso do Presidente Gonzalo!

Viva o Presidente Gonzalo e seu pensamento todo-poderoso!

O discurso do Presidente Gonzalo segue repercutindo em todo o mundo e convoca os comunistas a levantar as massas oprimidas de todo o mundo em armas para combater o imperialismo e seus lacaios, fazer a revolução, derrotar a guerra imperialista, levando a revolução proletária mundial à vitória do socialismo em todo mundo e em marcha para a meta final do Comunismo!

Nesta importante data do proletariado internacional, expressamos nosso reconhecimento ao Presidente Gonzalo, chefe da Revolução Peruana, maior marxista-leninista-maoísta vivente sobre a face da terra, e seu pensamento todo-poderoso.

Desde a mais luminosa trincheira de combate, o Presidente Gonzalo e seu pensamento todo-poderoso, seguem derrotando os planos do imperialismo e do novo revisionismo das LOD, MOVADEF e PCPMLM(VRAEM) no Peru, de Prachanda no Nepal, de Avakian PCRUSA e demais variantes. O duro golpe assestado contra a revolução, a guerra popular e o PCP correspondeu ao auge da ofensiva contrarrevolucionária de caráter geral e convergente entre imperialismo e revisionismo. Contudo, não existe derrota definitiva para o proletariado e a guerra popular vencerá inevitavelmente! Muito ao contrário do berreiro incessante da reação no Peru e no estrangeiro de derrota estratégica e completa do PCP e do Presidente Gonzalo, em meio a mil dificuldades porque passa a guerra popular, encarnando vivamente seu pensamento e firmemente sujeito a sua chefatura, os comunistas no Peru desafiando o vento e maré, vêm aplastando os planos e campanha por campanha do imperialismo ianque, dos revisionistas capitulacionistas de direita e oportunistas de “esquerda”, de toda contrarrevolução enfim, e estão superando o percalço no caminho, através de culminar a reorganização geral do Partido para dar novo e poderoso impulso à Guerra Popular.

Foi o pensamento gonzalo através da guerra popular que a dirige no Peru quem elevou o marxismo, o marxismo-leninismo, a uma nova, terceira e superior etapa de desenvolvimento: o maoísmo. Nós comunistas, marxistas-leninistas-maoístas do Brasil, afirmamos que foram os disparos dos fuzis da Guerra Popular no Peru que trouxeram, pela primeira vez e autenticamente o maoísmo ao nosso país. Assim é que se armou e se forjou a fração vermelha na luta de duas linhas, contra o imperialismo, o capitalismo burocrático e a semifeudalidade e no combate sem quartel contra o revisionismo e todo oportunismo que afundara o movimento revolucionário e comunista no país liquidando o Partido Comunista do Brasil enquanto partido marxista-leninista. Assim é que os marxistas-leninistas-maoístas em nosso país empreenderam a tarefa pendente e atrasada de reconstituir o Partido Comunista do Brasil como verdadeiro partido comunista maoísta militarizado, único capaz de passar a luta de classes do nosso heroico proletariado à sua mais alta forma de luta, a da luta armada revolucionária como guerra popular prolongada pela conquista do Poder para a classe e massas populares na revolução de nova democracia ininterrupta ao socialismo, a serviço da revolução proletária mundial e no rumo do luminoso Comunismo.

Continuar lendo “Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha): ‘Viva os 25 anos do discurso do Presidente Gonzalo!’ (setembro, 2017)”

Revolução Democrática (Partido Comunista do Peru, 1988)

Tradução não-oficial

Proletários de todos os países, uni-vos!

Revolução Democrática

Partido Comunista do Peru

1988 – Ediciones Bandera Roja

INTRODUÇÃO

Desfraldando, defendendo e aplicando o marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente o maoísmo, o Presidente Gonzalo estabelece que a revolução peruana em seu curso histórico, tem que ser primeiro revolução democrática, em seguida revolução socialista, e que terá que desenvolver revoluções culturais a fim de passar ao Comunismo, tudo em um processo ininterrupto, aplicando a guerra popular e especificando-a. Para chegar a esta conclusão parte do que Marx ensinou, que na Alemanha deveria-se reeditar as guerras camponesas do século XVI, que teria que canalizar a energia democrática do campesinato; do que logo Lenin desenvolve, que sendo a burguesia uma classe já caduca e tendo o campesinato desfraldado a destruição da feudalidade, apenas poderia concretizá-la sob a direção do proletariado; e do que, em seguida, o Presidente Mao estabelece “Sobre a Nova Democracia”, que forma parte da revolução proletária mundial, que propõe uma ditadura conjunta de classes revolucionárias oposta à ditadura burguesa, que é uma etapa de transição e que apenas pode cumprir-se sob a direção do proletariado.

E considera-se as contradições específicas do Peru, que em seu processo histórico não houve uma revolução burguesa, já que não houve uma burguesia capaz de conduzi-la e que, portanto, o problema da terra e o problema nacional são dois problemas ainda pendentes a serem resolvidos; que estamos na época do imperialismo e da revolução proletária mundial, portanto, o proletariado é a classe que assume a destruição do imperialismo, do capitalismo burocrático e da semifeudalidade não em benefício da burguesia, mas do proletariado, do campesinato principalmente pobre, da pequena burguesia e da média burguesia; que o proletariado peruano amadureceu como Partido Comunista de novo tipo capaz de dirigir a revolução; que já não cabe revolução democrática de velho tipo, mas uma revolução burguesa de novo tipo; que este tipo e toda revolução hoje somente pode cumprir-se através da guerra popular, forma principal de luta, e das forças armadas revolucionárias, forma principal de organização.

Continuar lendo “Revolução Democrática (Partido Comunista do Peru, 1988)”

Declaração conjunta pelo 29º aniversário do Discurso do Presidente Gonzalo (setembro, 2021)

Tradução não-oficial.

Proletários de todos os países, uni-vos!

Glória eterna ao Presidente Gonzalo!

“Como materialista creio que a vida termina algum dia, o que prima em mim é ser otimista, com a convicção de que o trabalho ao qual sirvo outros hão de prosseguir e levarão até o cumprimento de nossas tarefas definitivas, o comunismo. Porque o temor que poderia ter seria o de que não se prosseguisse, porém esse temor se dissolve quando se confia nas massas. O pior temor, ao fim e ao cabo, é não confiar nas massas é crer-se indispensável, centro do mundo, creio que isso é, e se alguém, formado pelo Partido com a ideologia do proletariado, com o maoismo principalmente, compreende que as massas fazem a história, que o Partido faz a revolução, que a marcha da história está definida, que a revolução é a tendência principal, se lhe esfuma o temor e somente fica a satisfação de ser argamassa e, junto a outras argamassas, servir para pôr alicerce para que algum dia brilhe o comunismo e ilumine toda a Terra.” – Presidente Gonzalo

Em 11 de setembro, se consumou o vil assassinato do Presidente Gonzalo. Os negros arautos da reação declamam a morte do homem e que já despareceu. Porém não é assim, o Presidente Gonzalo vive nos comunistas e revolucionários do Peru, nas mais profundas entranhas do proletariado e povo peruano; vive em nós, os comunistas e revolucionários do mundo, no coração e mente do proletariado internacional e os povos do mundo. O Presidente Gonzalo não morreu porque é mais que um homem, é um caminho, um pensamento, um luminoso sendero o qual seguem milhões com fé inquebrantável içando ao topo as bandeiras vermelhas do comunismo com a foice e o martelo, legiões de ferro de operários e camponeses se forjam sob direção dos Partidos Comunistas para assaltar o céu. Como o mesmo Presidente Gonzalo disse no momento que devem em prisioneiro de guerra: chegaram tarde, seu pensamento fica nos demais. O Presidente Gonzalo não pode ser desaparecido.

O Presidente Gonzalo era otimista orgânico, tinha uma confiança sem limite nos comunistas e nas massas, e nos forjou em sê-lo. Assim, neste momento, quando os marxistas-leninistas-maoistas já não temos em carne e osso entre nós o maior de todos nós e sentimos a mais profunda dor, não permitiremos que as lágrimas nos cubram as vistas, senão que nossa paixão ardente se materializa em poder transformador, nos enche de energia e aferra ainda mais nossa decisão de jamais deixar as armas até o comunismo e de varrer a sangue e fogo com guerra popular toda opressão e exploração da face da Terra. Que saibam os covardes assassinos que o crime espantoso não ficará impune, o povo fará justiça como só o povo sabe fazê-lo e a justiça revolucionária pode tardar, porém chegará.

Continuar lendo “Declaração conjunta pelo 29º aniversário do Discurso do Presidente Gonzalo (setembro, 2021)”

Desenvolvimento da Campanha pela Defesa de nossa Chefatura o Presidente Gonzalo: Conversas com a Camarada Laura nas Bases das Montanhas Vizcatán

Conversas com a Camarada Laura nas Bases das Montanhas Vizcatán

Introdução

Hoje, publicamos as CONVERSAS COM A CAMARADA LAURA NAS BASES DAS MONTANHAS VIZCATÁN, no VRAEM (Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro), realizada por volta de 2012, o essencial da entrevista é que nela, como tem que ser, com guerra popular  assume a defesa do Presidente Gonzalo, a chefatura do Partido e da revolução, do pensamento gonzalo, o I Congresso e da BUP (Base de Unidade Partidária) e todo o caminho percorrido até agora e se toma firme posição contra a LOD (Linha Oportunista de Direita) revisionista e capitulacionista encabeçada pela ratazana Miriam e especialmente contra a linha oportunista de direita, disfarçada de esquerda, revisionista e capitulacionista da ratazana José e sua camada que usurparam o CRP (Comitê Regional Principal). Consideramos que é um magistral documento marxista-leninista-maoista, pensamento gonzalo. Nele com a documentação partidária em mãos a camarada Laura, desde as mesmas montanhas de Vizcatán, com profundo sentimento e ódio de classe, com firme convicção e posição comunista e com a ideologia do marxismo-leninismo-maoismo, pensamento gonzalo assume a defesa de nossa chefatura, o Presidente Gonzalo, e de seu todopoderoso pensamento, e deslinda, aplasta e varre contra todas as patranhas da CIA- reação peruana e seus serviçais do novo revisionismo contra o Presidente Gonzalo, o PCP e a guerra popular.

Com esta entrevista documentamos como a esquerda luta com guerra popular por impor a linha vermelha no VRAEM. Assim, os comunistas, combatentes e massas, praticando a filosofia da luta que só com fuzil se pode transformar o mundo, está lutando para levar adiante a reorganização do CRP do PCP como parte da reorganização geral de todo o Partido em meio à guerra popular e em luta de morte contra o revisionismo.

É um documento com o qual se impôs a luta de duas linhas no Partido em 2013, portanto, expressa como se estava manejando a luta de duas linhas nesse momento, o qual serviu de base para dar o salto na tarefa partidária da RGP (Reorganização Geral do Partido) em torno de maio de 2014. Mostra pois parte desse processo. Por isso, haverá muitas interrogações que os leitores podem plantear sobre diversos aspectos, alguns seguramente muito importantes sobre esta luta e que ficam elucidados na entrevista. Muitos já se resolveram no tempo transcorrido, e outros seguramente estão se resolvendo com o desenvolvimento da RGP em meio à guerra popular. Com esta entrevista nos desvenda que cada vez mais estamos nos aproximando de sua brilhante culminação.

Continuar lendo “Desenvolvimento da Campanha pela Defesa de nossa Chefatura o Presidente Gonzalo: Conversas com a Camarada Laura nas Bases das Montanhas Vizcatán”

Como compreender a Revolução Peruana e a Guerra Popular

Nota do blog: Artigo produzido pelo Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo-Brasil sobre a questão do Peru, da Guerra Popular no Peru e de subtemas tocantes à questão do Pensamento Gonzalo e do maoísmo. Publicado originalmente como fragmento do texto “17 de maio: Trinta anos de Guerra Popular no Peru”, retirado do Jornal A Nova Democracia (nº 65, maio de 2010).

Como compreender a Revolução Peruana e a Guerra Popular

José Antonio Fonseca
Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo-Brasil

 Em torno da correta avaliação e balanço da Guerra Popular no Peru residem os problemas cruciais e principais desafios para o movimento comunista internacional na atualidade, particularmente quanto à compreensão e aplicação do maoísmo, tomando-o a partir de seu centro, o problema do poder, o poder para o proletariado em diferentes tipos de revolução, através de uma força armada dirigida pelo partido comunista. Poder conquistado e defendido com Guerra Popular.

Por isso nos deteremos sobre esta questão crucial para o desenvolvimento ou não de qualquer processo revolucionário no mundo, o problema da ideologia que o guia, expondo ainda que sinteticamente o significado e importância do Pensamento Gonzalo como farol e guia da guerra popular e seu papel para a compreensão do maoísmo no Peru e em todo mundo.

Continuar lendo “Como compreender a Revolução Peruana e a Guerra Popular”

Linha de construção dos três instrumentos da Revolução (Partido Comunista do Peru, 1988)

Nota do blog: Documento formulado pelo Partido Comunista do Peru, em 1988, que explica sobre a construção dos três instrumentos da Revolução (Partido, Exército e Frente) e explana sobre a questão da militarização do Partido.

Tradução: Pedro Dragoni.

Linha de construção dos três instrumentos da Revolução

Partido Comunista do Peru – 1988
 Reproduzido pelo Movimento Popular Peru em Maio de 1999

INTRODUÇÃO

O Presidente Gonzalo estabelece a linha de construção dos três instrumentos de respeito à revolução, defendendo e aplicando o Marxismo-leninismo-maoísmo, principalmente o Maoísmo.

Ele nos ensina que Marx disse que a classe operária cria organizações à sua imagem e semelhança, isto é, organizações próprias. No século XIX, a partir de Marx e Engels obtemos uma concepção científica dotada de doutrina própria, com objetivo próprio, com meta comum, para como tomar o poder e os meios para o fazê-lo: através da violência revolucionária; tudo isso numa luta bastante dura entre duas linhas. Marx assentou que o proletariado não pode agir como uma classe sem constituir-se por si mesma em um partido político distinto e oposto a todos os partidos políticos criados pela classe possuidora. Que, portanto, o proletariado desde que aparece em um longo processo, cria formas de luta e formas de organização, de modo que o partido é a mais alta forma de organização, o Exército a principal forma de organização e a Frente é o terceiro instrumento que todos estes instrumentos são para tomar o poder através da violência revolucionária. Nos diz Engels, no final do século XIX, concluiu que a classe não tinha nem as formas orgânicas nem formas militares próprias para tomar o poder e mantê-lo, mas nunca nos disse para deixarmos a revolução, mas sim para nós trabalharmos por ela buscando a solução para estas questões pendentes, há que se entender isso muito bem pois os revisionistas distorcem-nas para vender seu oportunismo.

No século XX, Lênin compreendeu que a revolução estava madura e acreditava que o partido proletário de novo tipo objetivara a forma de luta: a insurreição; e a forma de organização: os destacamentos, que eram formas móveis superando as barricadas do século passado, que eram formas fixas. Lênin levanta a necessidade de novas organizações, clandestinas, pois ao passo das ações revolucionárias significava a dissolução das organizações legais pela polícia e este trânsito só é possível de se realizar passando por cima de ex-líderes; passando por cima do partido de velho tipo, destruindo-o. Que o Partido devia tomar como exemplo o exército moderno, com disciplina própria, vontade única e ser flexível.

Continuar lendo “Linha de construção dos três instrumentos da Revolução (Partido Comunista do Peru, 1988)”